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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Blog de Francisco Seixas da Costa

duas ou três coisas - notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa

Blogue

Não tinha dado conta, devo confessar: este blogue fez ontem cinco anos. Foi um confrade que se preocupa com essas datas que o anunciou.

Foram cinco anos sem uma única data em que eu aqui não tivesse deixado um post. Foram em número de mais de 3200 as mensagens que assinei, entre memórias ou notas do quotidiano, historietas pessoais ou de outros, cenas e episódios da vida diplomática, textos mais ou menos sérios, muitas fotografias. 751 amigos inscreveram-se para seguir, nos dias hoje, este blogue. Quase um milhão e trezentas mil visitas foram feitas nestes cinco anos, com mais de dois milhões de páginas consultadas. Em média, todos os dias, o blogue é visitado por mais de mil pessoas - o que, de acordo com quem sabe destas coisas, leva a presumir que cerca de cinco mil leitores passam regularmente por aqui.

Durante o primeiros quatro anos, o blogue foi assumido como sendo "do embaixador de Portugal em França", embora nunca tivesse sido um blogue formal da Embaixada. Logo no primeiro post ficava clara a dualidade: "Embora, como disse, este espaço não tenha uma natureza oficial, naturalmente que quem o escreve assume, em pleno, a responsabilidade da função que exerce e que, por essa razão, não se esquece dela ao escrever. "À bon entendeur"..." A mudança do meu estatuto ocorreu há um ano e, naturalmente, o blogue sofreu alguma alteração no seu estilo e, aqui ou ali, em alguma seleção temática.

Um palavra para as comentadoras e comentadores. Quem segue este espaço sabe que há gente que o acompanha desde o início, com uma dedicação que só posso agradecer. Um "quarteto" ímpar de senhoras tem feito uma inigualável "guarda de honra" aos textos: Isabel Seixas, Helena Oneto, "Margarida" e Helena Sacadura Cabral. Mas há outros nomes, como "Patrício Branco", "Catinga", ARD ou Guilherme Sanches a cuja fidelidade estou muito grato. Caso especial é "Alcipe" e o seu saudoso heterónimo "Feliciano da Mata", este último agora desaparecido em combate empresarial, entre o Cabinda e o Cunene, com passagens fugazes pelo mundo do PSI20. (...)

Diplopoeta

O "nosso" Luís Castro Mendes acolheu-se agora à "Assírio & Alvim", onde vai publicar o seu próximo livro, "A Misericórdia dos Mercados". É bom vê-lo numa excelente casa da poesia, ainda ligada, agora só pelo nome, ao meu querido amigo João Carlos Alvim (João, temos de nos ver um dias destes!).

O primeiro lançamento ocorrerá na Póvoa de Varzim (e não Póvoa do Varzim, como às vezes alguns se enganam), no dia 22 de fevereiro, no âmbito da "Correntes d'Escritas" (desculpa lá, Luís, mas tenho um compromisso em Setúbal nesse dia, com que sei que estarás solidário).

No dia 25, pelas 18.30, na Barata, na avenida de Roma, o evento repete-se, com falas de Fernando Pinto do Amaral e Nicolau Santos (Tó Zé Massano, se chegares mais cedo, tu, que moras a "walking distance", marca lugares!).

Dizem-me que, para este último evento, se prevê uma multidão multinacional. Desde logo, um tal Alcipe, vindo de Estrasburgo com a madame. Como estamos no ano comemorativo do "movimento dos capitães", é aguardado, com imensa expetativa, o famoso Capitão Rosa, que agora usa um nome estrangeiro, para armar em "fino", na correspondência que lhe mandam para Moulinsart. Ao que me dizem, está já confirmada a presença de um estimado comerciante da Figueira da Foz, de seu nome Oliveira, muito chegado ao autor, e de quem, nas últimas horas, se fala bastante para novo presidente da AICEP. De Coimbra, aguarda-se o renomado professor Pedro João dos Santos, acompanhado de um jornalista de um diário de Lisboa, cujo nome me escapa. De Paris, está garantida a presença amiga de Ronaldo Azenha de Noisiel, que consta estará prestes a lançar um negócio de mercearias "drive-in" em auto-estradas. Também deverá deslocar-se, vindo de uma das antigas colónias, essa figura muito próxima do autor que é Feliciano da Mata, em seu nome e de uma senhora engenheira cuja modéstia esconde o santificado apelido. Em representação de uma augusta figura, espera-se a presença de D. Henrique Vasconcellos Menezes (Vinhais), responsável pelo pé de página do Gotha dedicado a Portugal. Pelo movimento literário Malta da Rima, a que o autor terá aderido na juventude, aguarda-se a presença de um diplomata que, nos últimos anos, se dedica a fazer um "remake" do "Mistério da Estrada de Sintra". Pude há minutos confirmar, depois de um jantar que tive com o Hélder Macedo, que, daqui de Londres, irá o Joseph Crabtree e, do Brasil, está garantida a presença de Augusto Maria de Saa. E muita, muita mais gente.

Vai ser uma festa!  

Francisco Seixas da Costa, 11/02/2014

11 de fevereiro de 2014 às 06:16

Anónimo (JPGarcia) disse...

Ouvi dizer que até do Tibet vem um amigo (comum ao abominável homem das neves ), de Milão uma cantora lírica de renome, da América Latina um General que dará um curso de derrube de Governos, do Egipto um vendedor de charutos Flor Fina. Al Capone não estará porque os gangsters de cá lhe metem medo (o mesmo acontece com Rastapopoulos, Allan e o Dr. Muller). O Sheik Ben Kalish Ezab e o filho aproveitarão para investir em Portugal. O caranguejo servido será "Pinces d'Or", as carnes frias naturalmente Sanzot e o whisky Loch Lemond. Dupont e Dupond estão agora no poder aqui no burgo mas têm compromissos anteriores. Obama será representado pelo cão de ågua Milú. O jornalista Jean-Loup de la Batellerie fará a reportagem. Belém cedeu a Irma que agora lá vive. Os convivas oferecerão uma versão em prata do ceptro de Ottokar. Do Congo virão padres e pretos. A comunidade científica portuguesa, agora em crise, recusou ser representada pelo Professor Girassol, como propunha o Governo. Talvez venha um dos Alambiques, mas está-se ainda a negociar. Ciganos são bem-vindos mas a Gazza Ladra não, para não levar os diamantes da D. Didas. Não serão precisas sete bolas de cristal, nem aproveitar um eclipse do Sol, para se prever que o lançamento das memórias do Cavaleiro de Hadoque será um grande sucesso. Espera-se contudo que não caia por cá nesse dia uma estrela misteriosa, a não ser que seja de platina para se poder pagar a dívida. Um abraço ao Senhor Tim-Tim do JPGarcia que procurará estar presente, no caso do Docteur Rotule o curar das actuais maleitas.


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