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sexta-feira, 27 de março de 2026
O Papagaio
quinta-feira, 26 de março de 2026
Vasco Granja
O centenário do nascimento de Vasco Granja, nascido em 10/07/1925, continua a ser comemorado.
Em Janeiro de 2026 foi lançado pelas Edições Avante! o livro "Vasco Granja - A Divulgação Apaixonada de uma Cultura Democrática". Trata-se de uma "antologia de textos da sua autoria que relevam o seu papel como um dos mais destacados divulgadores de banda desenhada e de cinema de animação em Portugal." Inclui pelo menos dois textos com algumas referências a Hergé.
Entretanto no âmbito da Monstra - Festival de animação de Lisboa continuará até 11 de Abril de 2026 a exposição "Olá, Vasco Granja!".
A exposição que revela o espólio de Vasco Granja, um dos maiores divulgadores de animação em Portugal, e que também comemora o centenário do seu nascimento, estará patente na Sociedade Nacional de Belas Artes até 11 de abril.
Na exposição é possível vermos fotogramas de obras de referência do cinema de animação de Norman McLaren, Zbigniew Czernelecki (autor de O Lápis Mágico), Zlatko Grgić (autor de Professor Balthazar), Robert “Bob” Balser (realizador de O Submarino Amarelo), Bruno Bozetto, Raoul Servais ou René Laloux.
Encontramos ainda uma secção dedicada à animação portuguesa (com Fernando Correia e Artur Correia), cujos exemplares foram adquiridos pela Cinemateca Portuguesa, uma sequência de fotogramas de nomes maiores da animação mundial como Richard Williams (director de animação de Quem Tramou Roger Rabbit, de Robert Zemeckis) e John Halas, britânico de origem húngara que realizou, com a sua mulher Joy Batchelor, Animal Farm.
A entrada é gratuita e podem encontrar mais informações em https://snba.pt/exposicoes/ola-vasco-granja/
quarta-feira, 25 de março de 2026
Há uma Bedeteca no Porto!!
Não estamos propriamente a atirar livros à cabeça do leitor.
Antes pelo contrário, estamos a recolhe-los, a cuida-los, a inventaria-los na nossa Base de Dados, enfim e em suma, a preservar um acervo significativo e (que achamos) importante e interessante. As ofertas de editoras e de particulares continuam a chegar e a entrar nas nossas prateleiras.
Mas assim como entram, gostaríamos que fossem retirados, folheados, lidos, apreciados ou não, que os gostos discutem-se (e temos feito muito disso).
Quer colaborar connosco? Tem livros que pode oferecer? Quer contribuir para o projecto e tornar-se AMIGO DA BEDETECA?
Contacte-nos: bedeteca@gmail.com
Horário
A Bedeteca está aberta de Quarta a Sábado, das 15h00 às 19h00. Visitem-nos.
Shopping Center Brasília, Avenida da Boavista, 267
1º. Andar, Loja 503, 4050-115 Porto (Portugal)
Boletim Bedeteca #11 - 23/03/2026
MEMÓRIA
relembrar a inauguração da BDTECA em 1990 (Comicarte, 18)
sexta-feira, 20 de março de 2026
Shock
O fanzine Shock começou em 1983 e recomeçou em Agosto de 1989 com uma edição de homenagem a Hergé. O sucesso foi tal que chegou a haver uma 2ª edição desse nº 1. A Hergé seguiram-se homenagens a Jacobs (2), Goscinny/Uderzo (5), Jacques Martin (4), Hugo Pratt (9), Bilal (13) e outros.
A imagem do nº 1 do Shock aparece na contracapa da obra "Dédalo dos fanzines", lançada em 1997, com informação dos fanzines publicados em Portugal desde 1972 até 1997.
Agradecíamos a quem nos puder enviar cópia das imagens publicadas na Shock nº 1 ou em outras edições em que apareçam outras referências às personagens de Hergé.
https://chilicomcarne.blogspot.com/2022/12/dedalo-dos-fanzines-25-anos.html
https://www.bedetheque.com/serie-70637-BD-DOC-Dedalo-dos-fanzines.html
https://sitiodosfanzines.blogspot.com/2015/07/livros-sobre-fanzines.html
https://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/2015/07/livros-sobre-fanzines-os-meus-i-dedalo.html
https://mynationunderground.blogspot.com/2023/05/dedalo-dos-fanzines.html
https://mynationunderground.blogspot.com/2022/12/shock.html
SHOCK
Tudo começou no princípio de 1983... Um grupo de jovens ligados à bd reúne-se no Parque Mayer (Lisboa) às 5as. Feiras: Luiz Beira, Nuno Nisa, Francisco Lança, Luis Nunes, João Neves, Luvi, e eu próprio. Nascia um grupo bedéfilo cheio de entusiasmo e sonhos. Luvi dá a ideia, o título, e em Julho do mesmo ano é lançado e apadrinhado por Geraldes Lino, no 2º Salão do Clube Português de Banda Desenhada na FIL, o histórico nº zero.
O êxito levou-nos a preparar o material para o número seguinte, mas os originais levam sumiço, e o entusiasmo desencantou-se. Entretanto, Luvi parte para França, Lança. Nisa e Nunes deixam de se ver mas as tertúlias das 5as. feiras continuam.
Em Agosto de 89 (por iniciativa minha) relança-se o Shock com mais entusiasmo do que nunca, dedicado a Hergé.
Pura carolice do autor e com o objectivo de divulgar novos talentos e estimular a adesão do público à BD, Estrompa lança-se na Arte dos Fanzines (fanático + magazine) em 1983, com o nº 0 do “Shock”, juntamente com um grupo de amantes de BD, proveniente da “Tertúlia SHOCK”, sob o tema “O Chapéu”. Participaram neste número autores conceituados : Artur Correia, Augusto Trigo, Chico Lança, Edgar Marcelo, Eugénio Silva, Fernando Bento, Geraldes Lino, Hervé Chetelat, João Neves, José Abrantes, José Ruy, Luiz Beira, Luis Costa, Luis Nunes, Luvi, Mitsuhirato, Pedro Morais.
Em 1989, depois de restaurada a “Tertúlia SHOCK”, o fanzine ganha vida novamente, com o objectivo de homenagear vários autores clássicos de BD. Entre os participantes contavam-se Luiz Beira, Luis Louro, Francisco Legatheaux e “Ruka” Rebello da Silva. A partir do nº 8, em Março de 1991, fica a dirigir sozinho o “Shock”.
https://arquivo.pt/wayback/20141002003158/http://estrompa.com.sapo.pt/fanzines.htm
Shock foi de facto um fanzine enquanto editado por amadores, inicialmente por Luiz Beira, seu criador, que editou o nº 0, experimental, em 8 de Julho de 1983, e posteriormente, durante anos, por José João Amaral Estrompa, que o tornou num fanzine de grande qualidade, tanto na imagem gráfica como no nível do conteúdo, para o qual ele criou o seu herói predilecto Tornado 1989, nascido numa banda desenhada curta, de prancha única, exposta no evento Sobreda BD 1989, em Março desse ano, daí o nome da personagem.
https://divulgandobd.blogspot.com/2016/11/erro-nos-premios-nacionais-de-banda.html
sábado, 14 de março de 2026
O Papagaio
Capa da autoria de Júlio Resende.
O nº 105 da revista O Papagaio que foi lançada em 15 de Abril de 1967 marcava o início do terceiro ano da publicação. Tim-Tim tinha começado em Abril de 1936 e a estreia da revista tinha sido em 18/04/1935.
Ver mais dados sobre a ligação de Julio Resende com a revista "O Papagaio"
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| O Papagaio nº 105 de 15 de Abril de 1937 |
sábado, 7 de março de 2026
António Monteiro (III)
Um soberbo trabalho do conquiliologo português António Monteiro sobre este desenho está patente no sitio Tintinomania do falecido Jean-Luc Remy: https://tintinomania.com/tinti-herge-coquillages-1947
Tintim e as conchas, 1947
A arte foi um presente de Hergé ao seu amigo Edouard Cnapelinckx, um amante de conchas, por seu aniversário de 50 anos.
Via @manoelxxmarques, TPT
https://tintinomania.com/tinti-herge-coquillages-1947
Tintin e as Conchas
- Trabalhou a partir de um desenho de Hergé que lhe permitiu ligar a sua paixão pela conquiliologia com o seu amor por Tintin. Pode contar-nos mais sobre isso?
- Sempre me fascinou todos os aspetos da História Natural e coleciono conchas há quase sessenta anos. Publiquei — geralmente como co-autor — livros sobre a fauna das Ilhas de Cabo Verde e sou também coautor de vários livros sobre os Cones da África Ocidental. Atualmente, estou a trabalhar com outros dois autores num livro sobre as espécies de Cones do Brasil. Quando descobri este famoso desenho de Hergé, que mostra Tintin e o Capitão Haddock a passear numa praia com várias conchas na areia, observei que o autor as tinha reproduzido com grande precisão, o que permitiu identificar com certeza as espécies representadas. Aproveitei, por isso, a oportunidade para escrever um artigo baseado neste desenho que Hergé oferecera ao seu amigo Édouard Cnapelinckx em 1947 (este último era um colecionador de conchas).
Tintin et les coquillages
- Vous avez travaillé à partir d'un dessin de Hergé qui vous a permis de faire la jonction entre votre passion de conchyliologue et celle pour Tintin. Pouvez-vous nous en dire plus ?
- Ayant toujours été fasciné par tous les aspects de l’Histoire Naturelle, je collectionne les coquillages depuis près d’une soixantaine d’années. J’ai publié – généralement en tant que co-auteur – des livres sur la faune des îles du Cap Vert et je suis aussi co-auteur de plusieurs livres sur les Cônes de l’Afrique occidentale. Je prépare d’ailleurs en ce moment, avec deux autres auteurs, un travail sur les espèces de Cônes di Brésil. Lorsque j’ai découvert ce fameux dessin de Hergé, qui montre Tintin et le Capitaine Haddock se promenant sur une plage, avec un certain nombre de coquillages sur le sable, j’ai observé que l’auteur les avait reproduits avec beaucoup de précision, ce qui permettait d’identifier avec certitude les espèces représentées. J’ai donc saisi cette opportunité pour écrire un article à partir de ce dessin que Hergé avait offert à son ami Édouard Cnapelinckx en 1947 (ce dernier étant collectionneur de coquillages).
https://www.sept-sans-quatorze.fr/blog/2496487_tintin-au-portugal
António Monteiro nasceu em 1951, em Lisboa, onde vive presentemente. É professor de Matemática, casado, com duas filhas e três netos.
Interessa-se por conchas desde a infância, tendo começado a colecionar sistematicamente por volta de 1966. Mais tarde, especializou-se nas famílias Conidae e Pectinidae.
Foi membro fundador e primeiro Presidente da Sociedade Portuguesa de Malacologia – hoje extinta – tendo mais tarde desempenhado as funções de Secretário e de Editor das publicações da Sociedade.
É autor ou co-autor de numerosos artigos sobre conchas e sobre o colecionismo de conchas, bem como de alguns livros, nomeadamente Seashells from Cape Verde Islands (1977, com Luís P. Burnay), Cone Shells from Cape Verde Islands – a difficult puzzle (1980, com Dieter Röckel e Emilio Rolán) e The genus Conus of West Africa and the Mediterranean (em A Conchological Iconography, 2004, com Manuel J. Tenorio e Guido T. Poppe).
Edita há cerca de dez anos um boletim intitulado "O Búzio", distribuído a colecionadores portugueses; há cerca de um ano e meio, fundou o boletim "The Cone Collector", uma publicação internacional destinada a colecionadores da família Conidae.
Colecionador compulsivo, dedica-se ainda aos postais ilustrados antigos, selos, figuras em forma de rã, cerâmica Moorcroft, notas de Banco, fivelas antigas, etc. Além disso, está seriamente interessado em banda desenhada, particularmente na obra de Hergé, bem como em literatura sobrenatural, tendo escrito e publicado várias histórias de fantasmas.
Femorale (2008)
quinta-feira, 5 de março de 2026
Tintin no Panteão Nacional
Em Português:
Sessão de apresentação da aventura de TINTIM, em Língua Mirandesa: OS CHARUTOS DO FARAÓ
Dia 11 março, às 17h30
An Mirandés:
Sesson d’apersentaçon de la cuonta de TINTIN, an Mirandés: LS XARUTOS DE L FARAÓ
Die 11 de márcio, a las cinco i meia de la tarde
Staran persentes :
Helena Barril - Maioral de la Cámara Munecipal de Miranda de I Douro
Orlando Teixeira – Maioral de la Direçon de la ALCM Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa
Alcides Meirinhos - ALCM Associaçon de la Lhéngua I Cultura Mirandesa
Alfredo Cameirão - Comissairo de la Strutura de Mission pa la Promoçon de la Lhéngua Mirandesa
Daniel Sasportes - I antoante de I porjeto
-
Tintim no Panteão Nacional
O Panteão Nacional será o local, em Lisboa, para a apresentação do livro “Os charutos do faraó”, que surge agora em língua mirandesa. A edição original desta aventura de Tintim, imaginada por Hergé, data de 1934. Chega agora até nós em mirandês, língua reconhecida oficialmente em 1999 e que está presente no monumento através de conteúdos digitais disponibilizados gratuitamente ao público. Falada por uma minoria no nordeste transmontano, esta língua é, por isso mais, mais relevante e está presente no Panteão enquanto símbolo de Cultura e de diversidade.
HERGÉ
LAS ABINTURAS DE TINTIN - LS XARUTOS DE L FARAÓ (2026)
Casterman
terça-feira, 3 de março de 2026
Sacos
Wagner Augusto, jornalista especializado em histórias em quadrinhos e editor dos álbuns de Ken Parker no Brasil, enviou-me uma boa quantidade de sacolas que ele colecionou desde a década de 1980, frequentando Salões e Congressos de quadrinhos em vários países do mundo. Resolvi fazer um encarte com as imagens dessas sacolas, para apreciação dos leitores do QI, que o receberam junto com o nº 177 (set/out/2022). Era para ser um número único. Mas logo após o envio do encarte, dois leitores me enviaram imagens de sacolas que tinham e resolvi fazer mais este encarte
(...) Nas três páginas seguintes estão as imagens enviadas por José Azevedo e Menezes, colecionador e pesquisador português. Algumas sacolas são de lojas ou editoras relacionadas a personagens conhecidos como Lucky Luke, Spirou ou Tintin, outras são de lojas que usam imagens de personagens, não sei se com autorização. Mas há sacolas de comércios, como uma pastelaria, que tem o nome do personagem e o usa em suas embalagens
Edgard Guimarães / EGO
https://www.marcadefantasia.com/ego/outras_edicoes/edicoes_avulsas/sacolas_pelo_mundo/sacolas_pelo_mundo2/sacolas_pelo_mundo2.pdf
https://www.marcadefantasia.com/ego/outras_edicoes/edicoes_avulsas/sacolas_pelo_mundo/sacolas_pelo_mundo2/sacolas_pelo_mundo2.html (2023)
https://www.marcadefantasia.com/ego/encartes-qi/edicoes_avulsas/sacolas_pelo_mundo/sacolas_pelo_mundo1/sacolas_pelo_mundo.html (2022)
- encontramos na colaboração de José Azevedo Menezes alguns sacos que não conhecíamos (loja Timtim por timtim e pastelarias Timtim e Milu)
- um saco igual relativo à revista Tintin já tinha sido publicado por aqui
- sugere-se a leitura do artigo completo e também do anterior
segunda-feira, 2 de março de 2026
Traduções de O Papagaio
Dos nomes das personagens ao sexo do cão: a vida atribulada da primeira versão portuguesa das aventuras do herói.
Se a publicação de Tintin, a criação máxima de Hergé, ficou como o grande feito de O Papagaio, os seus leitores tiveram de esperar quase um ano, até ao n.º 49, de 19 de Março de 1936, para o herói ser anunciado na revista, como seu repórter na «América do Norte, país civilizadíssimo, donde nos chegam as maiores invenções e belas afirmações de espírito artístico» mas que é também, «infelizmente, um território onde o banditismo impera, no qual indivíduos da pior espécie e de todas as nacionalidades estabeleceram de há muito arraiais».
Milu, seu companheiro de sempre, na revista trocava o nome e o sexo, anunciando-o(a) como «a cadelinha Pom-Pom» [1] porque, explica José Azevedo e Menezes em O Papagaio – Um Estudo do Que Foi Uma Grande Revista Infantil Portuguesa [2.ª edição, do autor, 2007], citando Dias de Deus: « Em O Papagaio já havia uma Milu, Maria de Lurdes Norberto, que recitava e cantava aos microfones das emissões infantis; Simões Müller entendeu que não ficaria bem dar o nome de uma menina conhecida a uma cadela»…
Dois números depois, em novo anúncio, já na capa, o seu nome passava a Rom-Rom mas o sexo trocado manter-se-ia até ao fim da revista. Também o capitão Haddock e o professor Tournesol foram rebaptizados, passando, respectivamente, a capitão Rosa [6] e a professor Pintadinho [?]…
Finalmente, no n.º 53, logo na capa, com cores vivas (e hoje exageradas) começavam as Aventuras de Tim-Tim na América do Norte, pela primeira vez em policromia em todo o mundo. Sinal de outros tempos, o respeito pelos originais de Hergé era pouco ou mesmo nenhum, sendo normal as pranchas serem retalhadas e remontadas em função do espaço disponível ou a ocupar.
(...)










