Trabalho de José Carlos Fernandes para a livraria Dr. Kartoon.quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
domingo, 18 de janeiro de 2015
Curiosidades científicas de As 7 Bolas de Cristal
Em As 7 Bolas de Cristal, os mistérios não giram apenas em torno da múmia inca, cuja profecia parece ter-se abatido sobre os sete membros da expedição Sanders-Hardmuth. Pode considerar-se como primeiro enigma da história o truque de transformar água em vinho que um ilusionista apresenta durante o espectáculo no Music Hall Palace. O capitão Haddock, incurável apreciador de bebidas alcoólicas, está desejoso por mostrar a Tintin como é possível realizar tão magnífica transformação. Mas será assim tão fácil realizar o milagre das bodas de Canaã? A resposta científica é não. Apesar disso, um truque de prestidigitação proposto por Tom Tit no seu livro La Science Amusante (1890) parece ser suficiente para criar a suposta transformação. Um copo cheio de água, dois copos de vinho (um cheio e outro semi-cheio) e dois fios de lã são os objectos necessários para a ilusão, que se baseia no facto de vinho ser mais leve do que a água para tornar possível a troca dos conteúdos dos copos.
Mais tarde, enquanto Tintin lê a tradução da profecia encontrada no túmulo de Raspac Capac, entra pela lareira da sala do professor Bergamotte uma bola de fogo que provoca a volatilização da múmia. Apesar de ser um fenómeno raro e imprevisível (segundo os especialistas, apenas um relâmpago num milhão é acompanhado por uma bola de fogo), estima-se que cerca de cinco por cento da população mundial viu, pelo menos, uma vez uma esfera eléctrica semelhante à que surge na história. Com a duração máxima de um minuto (o mais frequente é resistir dez segundos), a sua cor pode ser vermelha, amarela ou azul e, em média, o seu diâmetro tem vinte centímetros, podendo movimentar-se na horizontal, pairar imóvel ou agitar-se num movimento ascensional. Apenas é puramente imaginário o facto de provocar qualquer género de levitação.
Ana Filipa Gaspar in Público de 14.07.2005
Mais tarde, enquanto Tintin lê a tradução da profecia encontrada no túmulo de Raspac Capac, entra pela lareira da sala do professor Bergamotte uma bola de fogo que provoca a volatilização da múmia. Apesar de ser um fenómeno raro e imprevisível (segundo os especialistas, apenas um relâmpago num milhão é acompanhado por uma bola de fogo), estima-se que cerca de cinco por cento da população mundial viu, pelo menos, uma vez uma esfera eléctrica semelhante à que surge na história. Com a duração máxima de um minuto (o mais frequente é resistir dez segundos), a sua cor pode ser vermelha, amarela ou azul e, em média, o seu diâmetro tem vinte centímetros, podendo movimentar-se na horizontal, pairar imóvel ou agitar-se num movimento ascensional. Apenas é puramente imaginário o facto de provocar qualquer género de levitação.
Ana Filipa Gaspar in Público de 14.07.2005
domingo, 11 de janeiro de 2015
A revista Sábado e os 86 anos do Tintin
sábado, 10 de janeiro de 2015
86 anos de Tintin: «Tintin não é só Tintin. É muito mais»
Para assinalar os 86 anos da obra de Hergé, a TVI24 foi falar com fãs e colecionadores portugueses.
Já lá vão mais de oito décadas de existência. Aquele que é, muito provavelmente, o repórter mais conhecido do mundo, assinala este sábado mais um aniversário, com a certeza de que continua a seruma das figuras maiores da banda de desenhada. Tintin faz 86 anos, mas continua tão jovem como surgiu ao mundo, em 1929.
«Tintin não é só Tintin. É muito mais. É toda uma galeria de personagens que vamos conhecendo e compreendendo», afirma Alberto Gonçalves.
Livraria Timtimportimtim: Foto: timtimportimtim.com.sapo.pt
Alberto Gonçalves, portuense, 56 anos e «tintinófilo» assumido. Proprietário de uma livraria de banda desenhada na cidade invicta, a Timtimportimtim, explica à TVI24 que começou a ser fã de Tintin quando ainda nem sabia ler e recorda aquele que foi o seu primeiro livro da saga.
«O primeiro livro que tive do Tintin foi o «Tesouro de Rackam, o Terrível». A minha mãe deu-mo numa ida à Confiança, em Lisboa.»
Estes foram os primeiros de muitos quadradinhos que Alberto devorou com afinco. Recorda que comprou a revista das aventuras do repórter desde a primeira à última edição e descreve a ansiedade que vivia, na altura, antes de ir às bancas comprar um novo número.
«Esperava ansiosamente pela sexta-feira para comprar a revista. Formamos mesmo um grupo de leitura, Votávamos nas melhores histórias e dissertávamos sobre o desenrolar das histórias. Mas o mais entusiasta era mesmo eu», admite.
Livraria Timtimportimtim, Foto: Alberto Gonçalves
A paixão pelas aventuras de Tintin, sempre acompanhado pelo seu fox terrier, Milu, atravessa o país. Vários quilómetros mais a sul, em Lisboa, a TVI24 encontrou outro «tintinófilo» que também começou a interessar-se pela saga desde tenra idade.
António Monteiro, de 63 anos, indica alguns dos motivos que fazem de Tintin uma obra especial: « os argumentos, quase todos bem urdidos enquanto histórias de aventuras, a variedade de tópicos tratados - do tráfico de estupefacientes à espionagem industrial, da conquista espacial à exploração submarina -, a galeria de personagens, a utilização do humor.»
«Em jovem, não tinha propriamente um grupo com quem partilhar o gosto pela banda desenhada, mas tornei-me membro da associação internacional Amis de Hergé, sediada na Bélgica», revela.
Hoje, porém, a história é bem diferente: António integra um grupo de fãs de Tintin que conta com perto de três dezenas de membros.
Além da admiração que nutrem pela obra de Hergé, estes «tintinófilos» partilham ainda o gosto pelocolecionismo, possuindo várias peças, muitas verdadeiras raridades, relacionadas com Tintin.Livros, revistas, réplicas das personagens... é possível encontrar um pouco de tudo nas coleções destes fãs.
O grupo até se reúne algumas vezes por ano para partilhar ideias sobre os vários temas e questões que as histórias do herói colocam.
«Para além destes encontros, o grupo está em contacto permanente por via electrónica, trocando informações e comentários de toda a ordem sobre os temas pertinentes», destaca.
Coleção de António Monteiro, Foto: António Monteiro
Alberto e António são apenas dois exemplos que atestam a estreita ligação dos portugueses com a obra criada por Hergé, pseudónimo do belga Georges Rémi. Uma aventura que começou poucos anos depois de as primeiras publicações terem surgido em França e na Suíça. Mais do que isso, Portugal foi mesmo o primeiro país a internacionalizar Tintin.
O início desta relação remonta aos anos 30 e leva-nos até ao padre Abel Varzim. Quando estudava Sociologia na Universidade de Lovaina, na Bélgica, o sacerdote entrou em contacto com a obra de Hergé, comprou os direitos e vendeu-os aos responsáveis pela revista juvenil da Rádio Renascença, «Papagaio», dirigida por Adolfo Simões Muller.
Estávamos a 15 de abril de 1936 quando «As Aventuras de Tintin na América do Norte» foi a primeira das histórias publicadas. Pela primeira vez, o repórter ruivo falava outra língua que não o francês ou o flamengo. E também pela primeira vez a obra era publicada a cores - só nos anos 40 é que começou a ser feita a coloração das aventuras.
Mas se os portugueses receberam com afeição as peripécias de Tintin, Hergé também parece ter correspondido a este entusiasmo, na medida em que até criou personagens que falavam a língua de Camões.
O Senhor de Oliveira da Figueira é uma das personagens mais caricatas que se cruza com Tintin. Trata-se de um comerciante que vende frigoríficos a pessoas que não têm eletricidade e carros de bebés a pessoas que não têm bebés.
Coleção de Daniel Sasportes (Foto: Daniel Sasportes)
Mas agora, com tantas redes sociais, consolas, smartphones, tablets e tantas outras ferramentas tecnológicas que dominam as rotinas, sobretudo as dos jovens, os quadradinhos tradicionais de Tintin ainda despertam o interesse das gerações mais novas?
«O Tintin ainda hoje cativa jovens leitores. É por excelência o herói do século XX. Acredito que terá um lugar ao lado dos grandes clássicos juvenis como D’Artagnan, Zorro, Ilha do Tesouro, Moby Dick, os romances de Júlio Verne... Todos eles com mais de 150 anos», afirma Alberto Gonçalves.
António Monteiro partilha da mesma opinião e até refere um exemplo concreto.
«Numa iniciativa que organizámos em meados de 2014 e durante a qual tivemos oportunidade de levar cerca de uma centena e meia de crianças (de 5 a 12 anos, na sua maioria) a visitar uma exposição sobre a obra de Hergé, e até a participar num concurso de desenhos inspirados nela, foi possível verificar que as aventuras de Tintin eram bem conhecidas e apreciadas por muitas delas.»
Coleção de Mário Marques (Foto: Mário Marques)
Mais de 20 álbuns de aventuras, traduzidos em 77 línguas, que já venderam mais de 230 milhões de exemplares em todo o mundo. Uma das referências da literatura infanto-juvenil, que ainda hoje continua a atravessar e a unir gerações. Parabéns, Tintin!
sábado, 3 de janeiro de 2015
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Jonas Reguila e Quim e Filipe
De quando em vez, Carlos Sêco brinda-nos com cartoons ou pranchas dedicadas aos heróis de Hergé. Desta feita, foram os reguilas de Hergé (Quim e Filipe) com o Jonas, também ele reguila. Aproveito para convidar a visitar o blogue do Jonas.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Deixem o Capitão Haddock beber
A obsessão pela tolerância (sob a máscara do politicamente correcto) tornou, em muitos aspectos, a nossa sociedade mais intolerante. O Capitão Haddock que o diga.
Tem qualquer coisa de hipócrita esta nossa obsessão em limar os defeitos de heróis da nossa juventude, ou aperfeiçoar as suas histórias e aventuras, para que tudo esteja adequado ao consumo dos tempos modernos. Lembrei-me disso neste Natal, quando uma das crianças da família recebeu um livro de aventuras d’Os Smurfs (“O Ataque da Mosca Bzz”). É que, nessa aventura, cada Smurf picado pela tal mosca transforma-se num Smurf mau e vê a sua cor alterar-se de azul (cor natural dos Smurfs) para roxo (cor dos Smurfs maus). Ora, quando eu li essa história, os Smurfs maus eram negros-carvão. Mas, entretanto, alguém terá visto aí um inaceitável incentivo ao racismo.
Basta uma breve pesquisa pela internet para constatar que, ao longo dos anos, têm sido dezenas as alterações às histórias de banda desenhada e aos filmes infantis, variando consoante o país onde são publicadas. O Lucky Luke deixou de fumar, trocando o cigarro na boca por uma palha. Os irmãos Dalton, os seus eternos inimigos, nunca mais foram alvejados pelos tiros dos revólveres. Nas aventuras do Pato Donald no Oeste, as armas deixaram de ser apontadas a outras personagens, e só se apontam dedos em forma de pistolas. Nas suas aventuras na África negra, os indígenas trocaram os dentes afiados por um sorriso perfeito e, claro, deixaram de ser canibais. O Tio Patinhas viu a sua aventura na América banida porque os índios eram demasiado semelhantes entre si (o que foi visto como uma forma de racismo). E o Capitão Haddock, veterano marinheiro, alcoólico temperamental e parceiro de aventuras de Tintim, deixou de beber.
Ora, este tipo de censura dificilmente poderia ser mais hipócrita, na medida em que não é feito a pensar nos mais jovens. É feito para satisfazer (e impor) os nossos preconceitos de adultos.
De facto, não é plausível que alguém comece a fumar para imitar o Lucky Luke ou anseie andar aos tiros por causa de uma aventura do Pato Donald. Da mesma forma que nenhum jovem se inicia nos shots de whisky por inspiração do Capitão Haddock, ou adere ao racismo por causa de um Smurf roxo ou negro-carvão – de resto, para uma criança, há mesmo diferença?
Este tipo de censura é para nós, adultos, que vivemos obcecados com o politicamente correcto e que identificamos em qualquer pequena característica pessoal ou social a promoção de vícios morais – racismo, violência, alcoolismo. Daí esta tentação justiceira de reescrever tudo o que está escrito, tornando-o aceitável aos nossos padrões modernos: o vilão tem de ser branco, porque se fosse negro era racismo; o herói não pode beber nem fumar, porque isso é dar um mau exemplo; as minorias étnicas têm de ter bom ar, porque senão é xenofobia.
O que hoje se produz (na televisão ou na animação) é, geralmente, assim: um conjunto de clichés para não ofender ninguém. O que antes se produzia não era e, eventualmente, ofendia algumas almas sensíveis. Agora tudo tem sido alterado para reposição dos nossos valores. Na verdade, não é algo que surpreenda, visto que, com a globalização e a cultura de massas, a tentação é a de agradar a todos (evitando irritar alguém). Surpreendente mesmo é o critério: quem vê problema nos cigarros do Lucky Luke não o vê na Miley Cyrus (que tem milhões de adolescentes a seguir os seus passos) a cantar nua enquanto lambe bolas de metal.
Entre tanta hipocrisia, a maior de todas é esta: achar-se que isto é o reflexo de uma sociedade mais tolerante. Pelo contrário: a obsessão pela tolerância (sob a máscara do politicamente correcto) tornou, em muitos aspectos, a nossa sociedade mais intolerante. O Capitão Haddock que o diga.
Alexandre Homem Cristo in O Observador
domingo, 28 de dezembro de 2014
Mais um pastiche de Tintin
O blog As Leituras do Pedro tem vindo a publicar pastiches de Tintin feitos por artistas nacionais. Desta vez, calhou a Álvaro!
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
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