terça-feira, 24 de dezembro de 2019
sábado, 21 de dezembro de 2019
quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
terça-feira, 26 de novembro de 2019
TINTIN dans le monde
— « Tintin » parait-il chaque semaine dans d’autres pays du monde ?
— Comment le traduit-on ? Les héros changent-ils de noms ?
— Les jeunes d’Europe ont-ils tous les mêmes goûts, les mêmes héros favoris ?
Autant de questions auxquelles les reproductions que nous publions ici vous apportent des réponses. Découvrez quelques-uns des visages de TINTIN et de vos vedettes préférées tels que les connaissent les lecteurs espagnols, grecs, danois ou italiens...
Mini-format (14 cm x 21 cm) : tel est le visage du TINTIN hebdomadaire GREC. Il comporte 52 pages dont 26 en couleurs, et reproduit les histoires complètes parues en français dans « Tintin-Sélection », accompagnées de nombreux jeux et variétés.
En GRECE encore, mais cette fois sensiblement aux mêmes dimensions que notre hebdomadaire, ce TINTIN, bimensuel de 36 pages, toutes en couleurs. On peut actuellement y lire les aventures de Tintin dans « Coke en Stock », Dan Cooper contre « Les Tigres de Mer », Luc Orient et « Le Maître de Terango », les gags de Max l'Explorateur et de Cubitus, ainsi que les aventures sportives de Vincent Larcher.
Ne vous méprenez pas : ce TINTIN apparemment tout semblable au vôtre, est PORTUGAIS, comme l'indique son slogan « Revista dos Jovens dos 7 aos 77 ». Il a 32 pages, un supplément de jeux et de courrier de 4 pages, et publie pour le moment « Le Piège Diabolique » (Mortimer), les aventures de Clifton à New York, le « Commando Caïman » de Bruno Brazil, Wilbur et Mimosa, Luc Orient et « La Planète de l'Angoisse », Max l'Explorateur, Achille Talon, Lucky Luke et Bernard Prince.
En HOLLANDE, où parait aussi « Kuifje », notre édition en néerlandais, les lecteurs peuvent retrouver nombre de nos héros dans l'hebdomadaire PEP. Ric Hochet s'y appelle Rik Ringers et, comme on le voit, Bernard Prince s'y présente sous le nom de Rob Palland.
A Oslo (NORVEGE) voici « TEMPO » et ses 32 pages/couleurs. Nouveau nom pour Ric Hochet, il devient Allan Falk, alors que Michel Vaillant y sera Mark Breton. Au programme aussi : Howard Flynn et Dan Cooper...
L'ESPAGNE proposait ici son Nº 49 de « Tintin-Gaceta Junior », un « grand format » (23 cm x 31 cm) en 2 et 4 couleurs, avec Chlorophylle, Taka Takata, Tintin dans « Objectif Lune » et plusieurs « histoires vraies ».
N'oublions pas notre propre journal traduit, simultanément à son édition française, en néerlandais, il offre, en Belgique du Nord et aux Pays-Bas, les mêmes histoires que celles que vous trouvez dans nos pages. Mais Martin Milan s'y écrit « Maarten Milaan » et Cubitus... « Dommel » !
Le visage de Tintin au DANEMARK, avec « Fart og Tempo » qui ressemble à son voisin norvégien. Astérix est au programme, ainsi que les Franval, Ric Hochet, Dan Cooper et Bernard Prince...
C'est en ITALIE, dans le « Corriere Dei Piccoli », qu'on découvre nos héros en « version latine ». Cette couverture nous apprend que Bernard Prince y garde son nom, mais que Strapontin s'y appelle Strapuntino. « La Grande Murena », c'est la murène de « La Loi de l'Ouragan » que vous avez pu suivre chez nous au début de l'année. Le « Corriere » publie aussi, en suppléments semestriels, les aventures d'Olivier Rameau sous forme d'albums complets !
Il y a aussi les albums. Voici celui qu'on peut acheter, en Espagne comme au Mexique ou en Argentine, de la dernière aventure de Bernard Prince, devenu « Daniel Ross » : cette « Frontera del Infierno », c'est « La Frontière de l'Enfer », que vous trouverez, en français, sous une autre couverture, chez votre libraire, dans quelques jours...
(artigo de 1970 publicado na Revista Tintin)
Revista Tintin edição portuguesa de 25/01/1970
[Clifton] Em Nova Iorque (1/15)
Nos 15 fasciculos: 309-323
[Késako]
[Achille Talon] Boa Partida
[Flordelys] - (9/12)
[Max, o explorador] - (22/90)
[Blake & Mortimer] Armadilha Diabólica (21/61)
[Dan Cooper] Apolo Chama Soyuz... (20/22)
[* suplemento *] Tintin Por Tintin (16/51)
[Bernard Prince] Aventura em Manhattan (16/18)
[Wilbur & Mimosa] Rallye do Kudjad, O (13/15)
[Lucky Luke] Calamity Jane (13/22)
[Astérix] Astérix Gladiador (13/22)
[Luc Orient] Planeta da Angústia, O (13/28)
[Bruno Brazil] Brigada Caimão (12/22)
[Tintin] Jóias da Castafiore, As (9/25)
Data: 25-01-1970
Págs: 32
Preço: 7$50
domingo, 17 de novembro de 2019
Fanzine Efeméride
Ainda em 2008, no mês de Junho, colaborou pela primeira vez no fanzine Efeméride (nº3) com a bd brejeira S.O.S. Tinto, de excelente recorte estilístico, para a obra colectiva "Super-Homem no Século XXI", onde também inclui Batman e Tintin.
Em Janeiro de 2009 Alex volta a colaborar no citado fanzine (editado Geraldes Lino), no seu quarto número, então dedicado ao tema "Tintim no Século XXI", com o episódio O Caso do Perfume Verde, além de ter realizado uma estupenda ilustração para a respectiva contracapa, de nível escatológico e humorístico em grau elevado, muito de acordo com o seu feitio bem humorado e irreverente.
http://divulgandobd.blogspot.com/2010/10/alex-gaspar-19652010.html
sábado, 16 de novembro de 2019
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
Parabéns, Tintin: 90 anos de aventuras, mas também polémicas
Carolina Rico
10 Janeiro, 2019
quinta-feira, 14 de novembro de 2019
terça-feira, 12 de novembro de 2019
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
terça-feira, 22 de outubro de 2019
Porto Beeats (Episódio 23 - Porto Canal) - Tintin
sexta-feira, 11 de outubro de 2019
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
Novas pastiches de Tintin em "As Leituras do Pedro"
terça-feira, 1 de outubro de 2019
sábado, 28 de setembro de 2019
Congo
Até agora, depois da “introdução” ao caso (o actual processo “inquisitorial” contra Tintin au Congo), da evocação das razões sentimentais que me ligam ao aventureiro, do “retrato” do contexto sócio-político da Bélgica dos anos 30, de uma breve abordagem à violenta crónica do Congo -ontem como hoje-, da sumária apresentação cronológica do álbum em causa e, por fim, das “explicações” de Hergé, chegou o momento de iniciar uma análise tão detalhada quanto possível das “queixas” concretas e, também, de outros eventuais traços discriminatórios (e não só!) encontrados nas polémicas páginas.
Nesta análise, levaremos em conta as diferenças mais significativas entre as edições fundamentais da obra nos seus dois períodos: a criação (1930-31) e a reformulação (1946-47). Complementarmente, abordaremos as passagens, sequências ou vinhetas, que mais frequentemente costumam ser apontadas como exemplos de latente ou evidente racismo.
Tintin au Congo é uma história aparentemente sem grande enredo dramático, simples e quase linear. Relata a ida do jovem jornalista Tintin ao Congo Belga. Depois de alguns incidentes durante a viagem, sobretudo centrados no cão Milou, a dupla é recebida com alegria pelos congoleses, que já conheceriam as suas proezas vividas na Rússia Soviética.
Depois, Tintin aluga um velho Ford T, do famoso modelo de 1910, e parte pela vasta região fora, aparentemente para cumprir a sua missão jornalística, ainda que não se tenha percebido claramente qual esta será...
Juntamente com Coco, o seu pequeno assistente africano, Tintin vai caçar animais selvagens, o que constitui tema para algumas páginas da história. Ele matará ou maltratará diversos animais, desde quinze antílopes (massacrados!), uma jibóia (de espécie que nem sequer existe em África!), um macaco (que é esfolado!), um búfalo, um crocodilo, um leopardo, uma serpente, um leão, outro macaco, um elefante (abatido por engano!), um rinoceronte (dinamitado!), eu sei lá...
No contacto com os naturais, conhece sucessivamente o reino dos Babaoro’m e a tribo rival dos m’Hatouvou, depois uma missão cristã e o mundo ignoto dos pigmeus. Acaba defrontando alguns sicários do célebre “gangster” de Chicago Al Capone (antecipando uma próxima, e sonhada, ida à América) e, vencidos estes, é salvo miraculosamente por um pequeno avião, quando estava quase a ser esmagado por uma manada de búfalos selvagens...
Esta inesperada desaparição da dupla, pela “ascensão aos céus”, criará entre os congoleses uma aura de divindade, dedicada aos “heróis” e representada pela complexa imagem final da história.
O confronto entre começo e o final do álbum é, desde logo, um motivo de real interesse, embora praticamente desprezado pelos apressados críticos desta BD.
A primeira vinheta, em ambas as versões, apresenta diferenças singulares.
A preto e branco, Tintin declara a um pequeno grupo de admiradores e jornalistas que vai embarcar no porto de Anvers, a bordo do navio “Thysville”. Entre estes, está um escuteiro, devidamente equipado, e algumas crianças, onde se destacam Quick e Flupke (Quim e Filipe). Mais ao longe, dois funcionários dos caminhos de ferro (ou bagageiros?) informam-nos sobre o contexto:
- Que se passa?
- É o senhor Tintin, o repórter do Petit Vingtième, que parte para o Congo.
A cores, uma década e meia depois, o grupo que envolve Tintin mantém o escuteiro fardado assim como Quick e Flupke. Entre os jornalistas, contam-se agora, facilmente reconhecíveis, o próprio Hergé (uma homenagem do autor à sua criação!?) e os seus companheiros de estúdio Edgar-Pierre Jacobs e Jacques Van Melkebeke. Tintin, desta feita, não fala e é um dos jornalistas que lhe diz adeus, desejando-lhe boa viagem e boa sorte. Num plano mais afastado, em vez dos funcionários, estão Dupont e Dupond, o primeiro dos quais diz ao segundo:
- Parece que é um jovem repórter que parte para África...
Estas diferenças não são suficientemente significativas no contexto narrativo e, embora contendo uma assincronia temporal - os manos Dupont só aparecerão nas histórias assim como os colaboradores de Hergé só aparecerão no estúdio alguns anos depois das origens de Tintin no Congo - nada retiram à absoluta normalidade de uma tranquila partida para o além-mar, em África.
O mesmo não acontece com a vinheta final da história, encarada nas suas duas versões.
Da primeira, a preto e branco, para a segunda, a cores, podem ser notadas “subtis” diferenças, algumas das quais contabilizáveis no sincero esforço de Hergé para eliminar (ou reduzir) certos traços mais visíveis de paternalismo ou racismo.
Globalmente, há desde logo uma diferença abissal entre a partida de Tintin da Europa e a sua posterior partida de África.
Serge Tisseron, na sua interessante obra Tintin no Psicanalista (Bertrand Editora, Venda Nova, 1987), escreve a tal propósito: “Esta separação não mereceria outro comentário a não ser o da sua extrema simplicidade se o álbum não terminasse por outra partida, trágica esta última. Trágica e muda. Tintin no Congo abre-se sobre os sorrisos dos Brancos e fecha-se sobre as lágrimas dos Negros.”
Já sabemos que Tintin, para os seus hospedeiros, desapareceu de forma enigmática, quase “sebastianista”. Em terra, ninguém se apercebeu da mágica “aparição” de um biplano que provocara a sua “ascensão” aos céus, quando quase era massacrado por uma manada descontrolada de búfalos.
Daqui decorre a explicação, ingenuamente colonial, de toda a encenação dramática representada na última grande vinheta: as efígies dos desaparecidos são adoradas, a sua memória é valorizada em dor e em pranto (partilhados por animais), os seus objectos (como a máquina de filmar) são quase sacralizados, o seu exemplo e o seu modelo são explorados a diversos níveis, por adultos, por e para as crianças e até por animais.
Nas duas versões há diferenças das quais registamos, apenas, as mais evidentes:
• As falas “à preto” são claramente adoçadas na versão a cores:
• A alusão à “mãe” Bélgica é emendada para: Europa;
• Ka-fé foi escrito, correctamente, café;
• Desapareceu a maioria dos chapéus e a totalidade das polainas (sinais de imitação e dependência civilizacional) ostentados pelos negros;
• Foram “abolidos” os pequenos e piegas animais “indígenas” domésticos, como o cágado e o rato...
{Continuaremos no próximo número.]
António Martinó de Azevedo Coutinho
Ao interessante confronto entre o início e o final da versão a preto e branco (1930-31) e os da versão redesenhada e colorida (1946-47) vamos agora juntar um outro elemento, normalmente desprezado mas fundamental - em meu entender - para uma melhor compreensão dos complexos valores em discussão assim como da sua significativa e natural evolução. Trata-se de uma das versões intermédias, publicada em álbum, ainda a preto e branco, no ano de 1942.
segunda-feira, 23 de setembro de 2019
When Kafka meets Hergé!
(...) «Um catálogo de sonhos» do magnífico José Carlos Fernandes (o Rei da Banda Desenhada Portuguesa Contemporânea) publicado originariamente pela Pedranocharco (1995) e numa segunda edição de 2004 pela Devir. O catálogo de sonhos é na minha opinião uma espécie de “when Kafka meets Hergé!”.
O Hergé vem dos personagens pois “Cláudio Remo” o personagem principal parece ser uma paródia desenhada ao Tintim e os polícias são uma espécie de Dupond e Dupont gordos (na verdade são mais do que dois e parecem ser clones uns dos outros). A ideia do Kafka vem um pouco do argumento, uma vez que os polícias conduzem uma investigação e uma perseguição que não é perceptível pelo “Cláudio Remo”, uma vez que ele é uma personagem cuja materialização física não é biológica mas que resulta dos sonhos…
O Bibliotecário Anarquista, 17/03/2006
imagens bedetheque
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
Sonhos de criança
"Mille millions de mille sabords", como me provoca nostalgia encontrar os personagens criados por esse homem extraordinário que foi Georges Remi (Hergé).
Lá no inicio dos anos 50, recordo os sábados ao final da tarde quando o meu Pai me trazia o "Cavaleiro Andante"…
De semana a semana Tim-Tim, Capitão Rosa, Zig e Zag e Prof. Pintadinho, enchiam os meus sonhos de criança.
Como não havia televisão, nem "play-station", tínhamos que saber ler !
Quando pela 1ª vez cheguei a Bruxelas (finais de 1966) fiquei surpreendido com os nomes dos meus heróis da meninice e nunca compreendi porque em Portugal se denominava o capitão Archibald Haddock, de capitão Rosa e o Prof. Tournesol, de Pintadinho ?
Provavelmente terá sido ideia de algum "sous-produit d'ectoplasme", como bem diria o incontornável "capitaine" !
Mas, já estou a ser longo. "Tonnerre de Brest" !
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
"As Jóias de Castafiore" da revista Zorro
sábado, 20 de julho de 2019
Tintin e a Lua
O desejável e o possível...
A proximidade de mais um aniversário - o 50.º! - da chegada a solo lunar do primeiro homem - Neil Armstrong - é o pretexto para a edição, pela ASA, de um volume duplo que contém o díptico lunar de Tintin: Rumo à Lua e Explorando a Lua.
Pontos fracos e fortes da edição, já a seguir.
A edição é positiva, sem dúvida. Chama - ou tenta chamar… - as atenções para Tintin, aproveita o mediatismo que a data redonda vai ter e faz regressar às livrarias um título marcante da criação de Hergé.
Mais, fá-lo num formato maior - similar ao original… - ao da edição regular disponível actualmente.
No entanto, esta foi - foi? - uma oportunidade perdida para ir um pouco mais além.
Os leitores - alguns leitores, uns poucos leitores, quantos seriam? - queriam mais. Queriam, para além dos dois álbuns do ciclo da Lua, numa versão diferente se possível, alguns extras. Um dossier sobre a sua elaboração, esboços, material auxiliar, acima de tudo, possivelmente, a história de 4 páginas que os Estúdios Hergé fizeram sobre a viagem da NASA que levou os primeiros seres humanos à Lua… Aquilo que a Casterman (também) lançou em França, numa iniciativa semelhante que, no entanto, conta mais umas três dezenas de páginas que a edição portuguesa, inclui um dossier sobre a concepção dos dois álbuns e reproduz não a versão ‘final de álbum’ - aquela que todos conhecemos - mas sim a que foi originalmente publicada na revista Tintin, que inclui variações nalgumas sequências. Com um senão, o formato maior e a edição mais volumosa traduz-se no preço mais elevado: 34 €.
Reproduzir esta edição da Casterman, seria uma hipótese. Interessante. Desejável. Se seria viável no contexto da edição de BD no seio da ASA, tenho muitas dúvidas…
E tenho muitas dúvidas se, comercialmente, seria uma aposta mais vantajosa, se os compradores - mais exigentes - que atrairia a mais, compensariam aqueles que o preço mais elevado iria afastar...
Para o bem e para o mal - palpável, se assim preferirem, fica uma bela edição, do ponto de vista gráfico, no formato adequado para reprodução da arte original de Hergé.
Pouco mais que curiosidade para quem já tem estas histórias noutras edições - da Verbo, do Público, da ASA… - mas uma boa edição, mediaticamente relevante quando daqui a poucas semanas se falar dos 50 anos dos primeiros passos de Neil Armstrong na Lua, indicada para quem nunca leu Rumo à Lua/Explorando a Lua. Leiam filhos, sobrinhos, netos…
E, para esses - e os outros - fica também a oportunidade de lerem ou relerem aquela que foi, possivelmente, a aventura de Tintin mais elaborada que Hergé criou, pela pesquisa - em jeito de antecipação, muito fiel ao que a NASA levou realmente a cabo cerca de 15 anos depois - que esteve na sua origem, que lhe confere - mesmo hoje - uma grande credibilidade científica.
Em termos narrativos, apesar de algum excesso de texto - a que a tal credibilidade obriga - é uma obra do melhor Hergé, na posse de todos os seus (muitos) recursos, muito conseguida em termos gráficos. Veja-se, por exemplo, como o foguetão lunar se tornou uma das imagens de marca do século XX, reproduzido, copiado, emulado à exaustão.
Narrativamente, é um relato muito sólido, com uma equilibrada combinação da tal base realista, com a ficção, assente em doses adequadas de suspense - acentuado pelo ritmo de publicação em revista que ‘obrigava’ a deixar o leitor ‘pendurado’ no final de cada página - acção, humor e uma invulgar componente dramática quando comparada com outras aventuras do repórter de poupa. Veja-se, a título de exemplo, a sequência que antecipa a alunagem do foguetão que leva Tintin, Haddock, Girassol, Milu e… ou boa parte da sequência final do livro.
Um bom pretexto - desnecessário mas sempre útil… - para voltar a Tintin… e à Lua!
Tintin e a Lua - Inclui os álbuns Rumo à Lua e Explorando a Lua
Hergé
ASA
Portugal, 25 de Junho de 2019
227 x 305 mm, 128 p., cor, capa dura
19,90 €
Leitura e escrita de Pedro Cleto, As Leituras do Pedro, 07/07/2019
sexta-feira, 19 de julho de 2019
Tintin esteve na Lua antes de Armstrong
sexta-feira, 12 de julho de 2019
Fronteiras
Que é feito da Sildávia e da Bordúria, perguntarão os leitores, que costumam estar tão interessados em assuntos internacionais.
Recapitulemos: a Sildávia, reino centro-europeu de onde foi enviado o primeiro voo tripulado à Lua, é hoje uma próspera república e futuro membro da União Europeia. O rei Ottokar IV foi deposto num golpe militar que (diz-se) teve influência bordúria, mas a democracia regressou depressa, o que permitiu negociações frutuosas com Bruxelas e um rápido processo de adesão comunitária. A Sildávia é uma democracia parlamentar com taxas de crescimento económico a rondar os 6%. O seu rendimento per capita ultrapassou recentemente o português. Klow, a capital, tem meio milhão de habitantes e forte sector turístico, baseado na rica gastronomia. Tem atraído deslocalizações industriais do Vale do Ave.
Durante anos de isolamento, a Bordúria viveu um largo período da ditadura de Plekszy-Gladz e só recentemente alcançou a democracia, na chamada revolução azul-da-prússia. A sua selecção nacional quase conseguiu o apuramento para o mundial de futebol, tendo sido eliminada no play-off pela equipa sul-americana de San Theodoros.
Ao contrário do que se temia, Sildávia e Bordúria nunca chegaram a entrar em guerra uma com a outra.
Bem, isto é o pouco que sei sobre o assunto. Será que os leitores têm mais informações?
Este texto foi publicado em 10/10/2006 num blogue de que fui fundador, Corta-Fitas.
O post está extremamente desactualizado. Como sabem, logo a seguir à sua adesão à UE, a Sildávia foi forçada a pedir um empréstimo ao FMI, devido às dívidas contraídas com o programa espacial, e aplica neste momento um duro pacote de austeridade, após ter sido nomeado um governo de tecnocratas. Todos os dias há manifestações em Klow, a capital, e as agências de rating classificam a dívida sildava com notação de bb-.
A Bordúria teve recentemente eleições e regressou ao poder o partido do velho ditador Plekszy-Gladz, que controlou todo o processo de privatizações e cujos aliados se apoderaram das melhores empresas. A corrupção é generalizada e o país duplicou a sua despesa com armamento, para renovar as fardas dos três ramos das forças armadas (o concurso foi ganho pela empresa Armani). O jornal independente (Independensky) foi encerrado.
quinta-feira, 4 de julho de 2019
Caricatura de José Gomes
sábado, 29 de junho de 2019
7 curiosidades sobre Tintin
1. O PRIMEIRO PAÍS ESTRANGEIRO A PUBLICAR
3. MILOU: CÃO OU CADELA?
terça-feira, 25 de junho de 2019
Tintin e a Lua
Tintin e a Lua, Hergé, Edições ASA, capa dura, cor, 19,90€
domingo, 23 de junho de 2019
Porto tem uma nova livraria Tintimportintim
in NiT
quarta-feira, 19 de junho de 2019
domingo, 9 de junho de 2019
Desenho da capa do primeiro livro de Tintim foi vendido por 988 mil euros
In Ipsilon-Público, 08.06.2019
quinta-feira, 23 de maio de 2019
terça-feira, 21 de maio de 2019
Tintin – A Aventura na Lua – O Conhecimento Científico e a Banda Desenhada
Por João Mascarenhas
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| Figura 1 – Capa do livro “L’Astronautique” de Alexandre Ananoff |
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| Figura 2 – Posto de Comando da astronave, como idealizado por A. Ananoff em “L’Astronautique” |
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| Figura 3 – Posição do astronauta aquando do lançamento do foguetão, segundo A. Ananoff em “L’Astronautique” |
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| Figura 4 – “German Research in World War II”, Leslie Simon |
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| Figura 5 – Figura do livro de Leslie Simon |
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| Figura 6 – Ilustração de Chesley Bonestell |
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| Figura 7 – Localização da cidade de Brod na Croácia |
| Plano de voo da viagem de ida | ||||||
| Etapa | Hora Terrestre | Tempode Voo | Velocidade do foguetão [km/s] | Distância à Terra [km] | Distância à Lua [km] | Evento |
| 1 | 1h 34m | 0h 00m 00s | 0 | 0 | 376.200 | Partida |
| 2 | 2h 04m 00s | 0h 30m 00s | 11,00 | 8.000 | 368.200 | Descoberta dos Dupondt a bordo |
| 3 | 2h 06m 49s | 0h 32m 49s | 12,66 | 10.000 | 366.200 | Tournesol, Tintin e Wolf contemplam a Terra |
| 4 | 2h 07m 24s | 0h 33m 24s | 13,00 | 10.447 | 365.753 | Base anuncia ”13 km/s”;Dupont corta o motor |
| 5 | 2h 09m 24s | 0h 35m 24s | 13,00 | 12.007 | 364.193 | Reinício do motor; Volta da gravidade |
| 6 | 2h 14m 24s | 0h 40m 24s | 15,94 | 16.348 | 359.852 | Corte do motor por Haddock |
| 7 | 2h 24m 24s | 0h 50m 24s | 15,94 | 25.914 | 350.286 | Regresso do capitão a bordo |
| 8 | 3h 13m 46s | 1h 39m 46s | 45,00 | 116.171 | 260.029 | Base anuncia “45 km/s” |
| 9 | 3h 39m 17s | 2h 05m 17s | 60,02 | 196.579 | 179.621 | Velocidade máxima; Inversão do foguetão |
| 10 | 3h 52m 09s | 2h 18m 09s | 52,45 | 240.000 | 136.200 | Base comunica distâncias (pag.18) |
| 11 | 4h 25m 57s | 2h 51m 57s | 32,55 | 326.200 | 50.000 | Base comunica distâncias (pag.18) |
| 12 | 4h 47m 28s | 3h 23m 28s | 14,01 | 370.200 | 6.000 | Base comunica distâncias (pag.19) |
| 13 | 5h 04m 26s | 3h 30m 26s | 9,90 | 375.000 | 1.000 | Arranque do motor auxiliar |
| 14 | 5h 07m 48s | 3h 33m 48s | 0 | 376.200 | 0 | O Foguetão faz a alunagem |
in Bandas Desenhadas









































