sábado, 22 de dezembro de 2018

Figuras de Tintin #61 - O general Alcazar de uniforme

Nesta entrega da colecção em epígrafe, temos o general Alcazar em todo o seu esplendor, rutilante no seu uniforme militar bordado a ouro, com cabelo impecavelmente alisado com brilhantina e uma atitude roda e severa, típica dos militares.

Figuras Tintin #61 - O general Alcazar de uniforme, livro+estatueta+passaporte, Éditions Moulinsart, distribuição em Portugal pela Altaya, 12,90€



sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Figuras de Tintin #65: Milu meio-anjo

Milou, quando a tentação lhe bate à porta, apelando-lhe aos sentidos ou ao seu gosto ancestral pelos ossos... está tudo estragado! Nesta estatueta, temos Milou, apanhado num momento em que um cruel dilema existencial o atormenta: escolher entre o fruto proibido e a sua consciência, o prazer imediato e a obediência, o vício e a virtude!

A referência da figura encontra-se na vinheta D2 da prancha 45 da aventura Tintin no Tibete.

Figuras de Tintin #65 - Milu meio-anjo, estatueta+livro+passaporte, Éditions Moulinsart, distribuído em Portugal pela Altaya, 12,90€



sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Tim Tim passou por nós!


Alcipe, blog Tim Tim no Tibet, 16/07/2011

Francisco Seixas da Costa July 17, 2011 at 8:23 PM

Uáu! Bela foto. Em Louvain-la-Neuve ?

Alcipe July 17, 2011 at 8:28 PM

Exacto. Finalmente vi o Museu Hergé. Mas o Centro de Banda Desenhada em Bruxelas (rue des Sables) é extraordinário.

Francisco Seixas da Costa July 19, 2011 at 12:57 AM

E já foste à livraria "La bande des six nez"?

Alcipe July 19, 2011 at 8:53 AM

Não, não conhecia. Para a próxima vez...

Helena Sacadura Cabral July 21, 2011 at 5:39 PM

Não deixe de ir prezado Alcipe. O nosso Embaixador só dá bons conselhos!

-

Facebook 2013

sábado, 24 de novembro de 2018

Figuras de Tintin #66: O coronel Sponsz contrariado

Após quatro meses de ausência nas bancas, a Altaya portuguesa recomeçou o lançamento da colecção oficial Figuras de Tintin com a figura do coronel Sponsz. Relembramos que a colecção inicialmente contaria com 60 entregas, mas a editora decidiu prolongá-la com mais dez, das quais esta é a segunda entrega.

O coronel Sponsz é o chefe da polícia secreta bordura, estreando-se no episódio "O caso Girassol", reaparecendo, mais tarde, no último álbum acabado da série, "Tintin e os pícaros".

A referência da estatueta entregue está na vinheta C2 da prancha 56 do episódio "O caso Girassol".

Figuras de Tintin #66: O coronel Sponsz contrariado, Éditions Moulinsart [edição portuguesa da Altaya], livro de 16 pp. + estatueta + passaporte, 12,90€


As aventuras de Putin no Canal Q



terça-feira, 20 de novembro de 2018

Diabrete

Com a lamentável caligrafia que jamais consegui corrigir, escrevi numa carta datada de 23 de Agosto de 1948, em Ermesinde, quando aí passava férias com o avô e o irmão, em casa da Tia Aurora: “Minha querida Mãezinha. Agora é a minha vez de escrever, mas não sei o que hei-de dizer. Há tanto tempo já que não vejo nem Mosquitos, Diabretes e Camaradas. Mande dizer se já começou alguma história nova ou qualquer coisa engraçada que tenha vindo”…

Creio que este banal escrito resume com rigor as vivências pessoais dominantes. Os quadradinhos continuavam a marcar a minha vida.


Como que premiando esta fidelidade, O Diabrete devolver-me-ia em Março de 1949 o contacto com Tintin. Em vez de fragmentos soltos das suas aventuras nas Américas do Norte e do Sul, na China, no Oriente, em Angola e cá pela Europa, em especial na Escócia, agora viajaria com ele pela Bordúria e pela Sildávia, por terra e mar na busca do tesouro de Rackham, o Terrível, e envolvido no mistério das 7 Bolas de Cristal… Tinha perdido o vibrante colorido d’O Papagaio mas conquistado o direito às histórias continuadas semana a semana. Tim-Tim era o mesmo mas Rom-Rom tinha passado de cadela a cão… Pormenores, apenas.

(...)

António Martinó de Azevedo Coutinho

Os quadradinhos continuaram a dominar a minha despreocupada existência. O Diabrete, “o grande camaradão de todos os sábados”, como se auto-intitulava, era o companheiro semanal sempre aguardado com enorme expectativa. Ao meu irmão, como compensação, começaram a comprar-lhe O Mosquito, apanhado já a meio do seu percurso de vida, no entanto “picando” duas vezes por semana. Eram jornais diferentes, mas ambos transbordando de interesse.

Ainda não tinham sido inventados os álbuns, com histórias completas, onde a gente acharia pouca piada ao instantâneo passar das folhas, roubando-nos a prazer da antiga e criativa impaciência de dispor apenas de uma página de cada vez e com uns dias de intervalo…

Passou por aqueles anos um outro jornal que só durou de Março de 1943 a Dezembro de 1944, mas que ainda assim também marcou esse meu tempo. Foi O Faísca, talvez por ter sido um “relâmpago”, por acaso mais brilhante e colorido do que os seus colegas.

(...)

António Martinó de Azevedo Coutinho


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Mario de Carvalho

ANTRE TEJO E ODIANA

De origem alentejana, Mário Costa Martins de Carvalho nasceu em Lisboa, na maternidade Alfredo da Costa em Setembro de 1944. Após uma breve passagem por Setúbal, a família instalou-se definitivamente na capital onde o seu pai foi um agente comercial bem-sucedido.

As frequentes deslocações a Alvalade onde tinha família, na própria vila e numa herdade próxima, o Monte da Vinha, deixaram-lhe a viva memória desse Alentejo da infância. E, bem assim, das situações de miséria e humilhação presenciadas nos tempos em que os camponeses trabalhavam de Sol a Sol e as forças policiais procediam como num país ocupado.

A avó um dia mostrou-lhe um poço em que estiveram escondidos dentro de um saco de lona os livros de seu pai, na ocasião em que ele foi preso pela polícia política, ainda solteiro. Nessa altura, contaram-lhe mais tarde, seu pai e os companheiros de prisão foram brutalmente espancados.

COMPANHEIROS TOM E JIM

Aprendeu a ler antes dos cinco anos, ensinado pela mãe, com a ajuda da «Cartilha Maternal» de João de Deus. Descobriu, nesses tempos, colecções d’ «O Mosquito», do «Capitão Morgan», e «Texas Jack» deixadas pelos familiares que já tinham crescido. Ainda não haviam chegado os tempos de «o Cavaleiro Andante» e «O Mundo de Aventuras». Mas Tintim anunciava-se com um comparsa chamado Capitão Rosa, um cão chamado Rom-rom e um amigo distraído, conhecido por Professor Pintadinho de Branco. Foi durante umas férias em Alvalade que o pai lhe trouxe um exemplar de «As Aventuras de Tom Sawyer» da Biblioteca dos Rapazes. Seguir-se-iam «A Ilha do Tesouro» de Stevenson e «A Ilha de Coral» de Ballantyne.

RUA DAS ENFERMEIRAS DA GRANDE GUERRA

Morou, durante anos, à Penha de França, na Rua das Enfermeiras da Grande Guerra, larga e íngreme, que há-de aparecer mais tarde nos seus textos, de forma mais ou menos transfigurada. Lisboa, brilhante e plurifaceta, será, a par do Alentejo, uma presença deslumbrada nas suas obras. Passou por um estranho colégio particular em que as professoras gritavam e davam reguadas. Aos sábados aparecia um capitão doutrinador, regurgitando Deus, Pátria e Família. O Externato «Martim de Freitas» era só para rapazes, mas as proprietárias transgrediam e admitiam raparigas que escondiam num quarto sempre que havia suspeitas de fiscalização ou denúncia.

CAVALGADA HERÓICA, RUMO AO ROYAL

MdC passou mais tarde ao liceu de Gil Vicente, o que representou um alargamento de horizontes abrangendo a Graça, a Senhora do Monte, Santa Clara, Alfama, Mouraria. As reminiscências dessas correrias até ao Castelo de São Jorge emergem em «Casos do Beco das Sardinheiras» e «O Livro Grande de Tebas, Navio e Mariana».

Na Rua da Graça, o velho e elegantíssimo cinema Royal apresentava sessões duplas, não raro com um complemento de suculentos westerns em magnífico Technicolor. Ao invés dos outros cinemas, as sessões do Royal começavam às 15, 15H, com um quarto de hora de atraso para permitir aos rapazes do liceu, depois de uma correria ofegante, chegar a tempo à sala escura. Antes, numa dessas tardes, um padre levemente enfadado dava umas aulas sonolentas de religião e moral que tiveram a vantagem de trazer ao conhecimento as histórias da Bíblia.

Por essa altura, a frequentação dos cinemas de bairro, Royal, Lys, Rex, Imperial, tinha como limite, para além da zona Almirante Reis/Graça as mesadas e as restrições censórias. A revista de cinema «Plateia» rebrilhava de estrelas e starlettes, laboriosamente maquilhadas, em cores de verniz carregado. Um filme como «Escrito no Vento» de Douglas Sirk era para maiores de 18 anos; «Shane», de George Stevens, era para maiores de doze usava-se toda a espécie de batotas e subterfúgios para iludir a vigilância à entrada.

O FASCISMO PEQUENOTE

O regime não se manifestava apenas na repressão das actividades políticas e dos direitos sociais. Existia um fascismo do quotidiano baseado num exercício arrogante de pequenos poderes, nas proibições arbitrárias, na humilhação permanente do outro. A «licença de isqueiro» e a proibição da «mão na mão» são apenas aspectos caricatos de um quotidiano opressivo e cinzento. Em 1959 MdC chegou a ser preso por legionários num calabouço do Castelo de S. Jorge por falar inglês com uma amiga inglesa sem ser «intrépete” (sic) oficial. Outros colegas do liceu passavam humilhações semelhantes por pecadilhos infantis. Era o tempo aviltado das denúncias, da bufaria, da corrupção formigueira, de um Portugal rasteirinho e torpe. Nos próprios liceus o autoritarismo imperava. Nomeava-se para chefes de turma os mais graduados da mocidade portuguesa, uma organização juvenil fardada, militarizada que praticava a ordem unida da tropa, exibia a saudação fascista de braço estendido, e impunha uma bizarra farda de camisa verde e calção amarelo cintado em fecho de lata com o «S» de Salazar. Tudo o que não era proibido era obrigatório. MdC escapou à ordem unida inscrevendo-se na secção de xadrez e passou a ser um entusiasta de Botwinik, Smyslov e razoável praticante da abertura Inglesa e da defesa Karo-Kahn. Não por acaso uma das personagens de «Fantasia para Dois Coronéis e uma Piscina» será jogador de xadrez.

(...)

Deu-se ao trabalho de escrever este texto, muito resumido e na terceira pessoa para criar maior distância e para que conste, prometendo entrar no pormenor quando tiver ocasião.

https://arquivo.pt/wayback/20180407234305/http://www.mariodecarvalho.com/vida

domingo, 28 de outubro de 2018

Tempo de Janela

Tintim e o VIH/SIDA

Sim, porque não? Não é preciso sequer gostar do assunto ou conhecer as suas peripécias para os reconhecer, são ícones da nossa sociedade.

Quem é que nunca ouviu falar do Tintim? Ou da SIDA?

As semelhanças não ficam por ai, tal como a SIDA, também o Tintim pode ser observado e comentado sobre várias perspectivas. Politicas, sociais e claro, artísticas. Para analisarmos a obra de Hergé também temos de compreender o seu autor e com isso corremos o risco de nos afastarmos do que realmente interessa, o prazer de ler as historias do franzino Jornalista Belga.

Para quem gosta, o que interessa se nunca o vimos numa redacção de jornal ou que realmente só exerça essa função nas suas 3 primeiras aventuras? Ou que nem este número seria consensual entre os puristas da Obra? Qual é a relevância prática de quem desfruta de uma aventura de Tintim e Milu em tentar ligar as raras mas peculiares figuras femininas das histórias com a personalidade conturbada de Georges Remi, por exemplo? Apenas pelo prazer de as ler, para mim é perfeitamente perdoável certos preconceitos e cliches nas historias iniciais, reflexos da era em que foram criados, que o próprio Autor reconhecia e dos quais se tentou redimir no decurso da restante obra. Mas isso é para mim. Hergé foi preso várias vezes depois da II Guerra Mundial acusado de colaborar com o invasor Nazi. Hoje em dia continua a ser alvo de processos judiciais o tomo "Tintim no Congo/em África" acusado de racismo. A verdade é que realmente o artista trabalhou como tal para um jornal controlado pelo Ocupante e Tintim no Congo descreve os Africanos como o Mundo Ocidental os via nos anos 30 do sec XX, os bons selvagens, simples, honestos e atrasados. Agora podemos explorar-los à mesma, não podemos é caricaturá-los.

Para ironia desta historia toda de preconceitos, "Tintim no Pais dos Sovietes" era acusado pelos Comunistas e uma certa esquerda mais radical de ser um reles panfleto anti-Soviético. O livro foi impedido de ser traduzido e publicado em Portugal durante mais de 10 anos depois do 25 de Abril. Depois caiu o muro...

Era verdade, sempre foi, Hergé nunca conheceu a URSS e limitou-se a acreditar na propaganda anti-Comunista da época. A verdade, sabemos agora, era que a imaginação dele apenas beliscava a dura realidade de uma violentíssima ditadura.

Este é o exemplo de uma maneira de abordar "As Aventuras de Tintim e Milu" por Hergé. Distantes, clínicos, analisando factos e contradições, condenações e atenuantes.

Para quem aprecia o conhecimento dos factos para poder ter uma opinião própria é interessante, mas sempre irrelevante se já gostamos da historias criadas para os jovens dos 7 aos 77 anos.

Menor relevância tem para aqueles que apenas conhecem a personagem e nunca deram muita atenção ao assunto. Porque a Banda Desenhada não é, no geral, um assunto que lhes diga alguma coisa.

Este género de abordagem é essencial, é necessário que alguém a faça. Mas não vai atrair novos leitores ou influenciar muito os hábitos de leitura dos fans.

Para mim, que me encontro no grupo destes últimos, mas que antes disso sou completamente maluquinho por B.D., é até tanto ou mais interessante discutir as técnicas, os estilos, as influencias. Mas é o género de conversa aliciante para artistas de Banda Desenhada ou grandes admiradores da Arte. Mais uma vez, serve para criar ou fortalecer opiniões, dar sentido a afinidades, explicar mudanças mas não cria nada, só por si; para além, talvez, da vontade de saber mais...

E é completamente desinteressante para quem não tem nada a haver com o assunto.

...No entanto, deixo aqui as analogias subtis e pulo direitinho no assunto SIDA pela mão de Hergé.

Pelo seu estilo, neste caso. A Linha Clara.

Sem entrar em detalhes aborrecidos, o estilo é....bem, aquilo que se vê sem se reparar.

É a simplicidade do desenho em beneficio da narrativa. Um traço constante, bem delineado, cores fortes, proporções realistas.

E que me serve para realçar a falta que isso faz a nós todos, infectados ou não, sobre o VIH. Um discurso acessível a todos, sem um peso Académico insuportável mas com substancia suficiente para ser interessante.

Voltemos ao Tintim e ao facto de que se pode ser conhecido sem ser compreendido. Assim como o VIH/SIDA também o jovem herói pode ser objecto de varias interpretações, algumas muito distantes da realidade. E tal como no VIH, também com Tintim e Milu muitas vezes essas más interpretações não parecem ter origem clara ou um proposito definido. E tal como na doença em que tanto Seropositivos e Seronegativos, muitas vezes com as melhores intenções mas sem reflectirem muito sobre o assunto, continuam a acreditar e a reproduzir tantas falsas noções sobre a doença e TUDO o que lhe está relacionado, também Tintim sofre dos mesmos males pela mesma razão: Desconhecimento no sentido em que o pior cego é aquele que não quer ver.

Em Portugal, no caso do trabalho de Hergé, temos Milu, esse desconhecido.

Agora temos a internet, já não é possível.

Basta ir ao Portal oficial de Tintim (Tintin) e ler a biografia do cachorro.

Está em Francês, Inglês e Holandês.

É que durante toda a minha vida tropecei de vez em quando em alguém que afirmava:

-Milu é uma cadela!

É daquelas que não dá (dava) para dar troco ou sequer valer o esforço mesmo que se tenha revista e colecção de livros atrás de nós, como me chegou a acontecer.

Ou era porque a tradução era Brasileira, ou por isto ou por aquilo, mas sempre argumentos tão parvinhos e com aquela simplicidade de raciocínio tão infantil que nos sentimos uns monstros em o desmanchar, que nunca levei nenhuma dessas discussões a sério. Mas comecei a ficar curioso no porquê da lenda. E para não vos estar a aborrecer com transcrições variadas em várias linguas das aventuras de Tintim em que Milu é descrito como um cachorro, basta acreditar no pessoal da fundação Hergé:

O nome Milu é inspirado no diminuitivo de uma amiga do Autor, Malou.

Depois continuam a descreve-lo, a ele, cão.

É "il" para aqui, "il" para ali...

"Il", não "elle".

Ele, não ela.

Serve isto logo para desfazer um dos argumentos da teoria da cadela que diz que Milu é um nome feminino por isso tem de ser uma fêmea. Talvez, mas o cão chama-se, na verdade, Milou e não Milu, apesar de se ler da mesma forma. Será daqui a confusão? Um especialista (obviamente distraído) chegou a levantar a hipótese de a causa da lenda estar relacionada com o facto de se chamar "a milu" na primeira tradução e publicação de uma aventura de Tintim em Portugal, "O Templo do Sol", no Cavaleiro Andante de 1952. Ora eu sou o feliz proprietário de um exemplar desse tesouro que é o primeiro ano de publicação do Cavaleiro e posso assegurar:

Nessa altura, Tintim era Tim-Tim, o capitão Haddock, capitão Rosa, o professor Girassol era o Sr Pintadinho de Branco e Milu... é o Rom-Rom!

Sobra um ultimo argumento mas esse é ridículo: Milu não tem pilinha. Pois não, nem Jolly Jumper, um assumido garanhão, também companheiro inseparável de outro herói, o Lucky Luke. Nem nenhuma personagem da B.D. orientada para o publico juvenil tem pilinhas. Nem tem sexo, fazem amor, quanto muito. Porque juvenil não é infantil. (E B.D. para adultos também não é sinónimo de pornografia). E é mesmo falar do que não se sabe, se for essa a razão. E é não perceber que Milu é o companheiro de Tintim, não têm género. Não é cão nem cadela, é MILU, o Fox Terrier mais célebre do Mundo!

É perder tempo a discutir o sexo dos anjos, como é tanto o nosso hábito.

São os boatos e associação de factos que nada tem em comum a não ser o facto de quem os associa são indivíduos que não perdem tempo em os analisar...ou não sabem.

Assim, Tintim e SIDA, porque não, com mil raios e trovões?!?


Como falar de cor é sempre arriscado, utilizei o site oficial de Tintim e a wikipédia como apoio para escrever este texto. Precisava de saber escrever os nomes de forma correcta, os factos já eu (pensava que) conhecia e não me interessava a biografia para o caso. Georges Remi morreu já há uns anitos (1983) e tornou-se Imortal através da sua Obra. O resto...

Já ia no fim do meu texto quando reparo na ultima linha da página Portuguesa da wiki sobre Hergé:

2007 - Segundo uma notícia divulgada no jornal belga Le Soir, Hergé terá falecido após a contracção do vírus da sida.

...

Dou por mim a pensar:

- Mudou alguma coisa? Não teria escrito o texto se soubesse antes?

Tenho ainda 37 anos para pensar nisso...

SIDA e as Suas Metáforas #4

Publicado por maria vital

Publicada por alex em Agosto 03, 2008

http://sidadaniaportugal.blogspot.com/



domingo, 14 de outubro de 2018

Editorial Ibis


Fundada em 1958 a Editorial Ibis, que estava sediada na Venda Nova (Amadora), foi a primeira grande editora que existiu em Portugal, especializada, sobretudo, na edição de colecções/cadernetas de cromos e álbuns de banda desenhada. 

Entre 1958 e 1969, a Editorial Ibis editou várias colecções/cadernetas de cromos [algumas das quais reproduzidas a partir das suas homólogas editadas em Espanha], a maioria das quais, diga-se a propósito, de grande qualidade, quer em termos gráficos, quer em termos do conteúdo informativo veiculado através de cromos bem desenhados e coloridos ou reproduzidos com rigor. 

A partir de meados da década de 60, a Editorial Ibis passou também a editar álbuns de banda desenhada exclusivamente de origem franco-belga.

Encerrou as suas atividades em Novembro de 1972 fundindo-se com a Livraria Bertrand.

http://www.guiadosquadrinhos.com/editora-estrangeira/editorial-ibis/2065


A Editorial Ibis, que estava sediada na Venda Nova (Amadora), foi a primeira grande editora que existiu em Portugal, especializada, sobretudo, na edição de colecções/cadernetas de cromos e álbuns de banda desenhada. 

Porém, antes de começar a editar álbuns de banda desenhada, exclusivamente de origem franco-belga, a Editorial Ibis iniciou a sua actividade através da edição de colecções/cadernetas de cromos, algumas das quais reproduzidas a partir das suas homólogas editadas em Espanha.

Assim, entre 1958 e 1969, a Editorial Ibis editou várias colecções de cromos, a maioria das quais, diga-se a propósito, de grande qualidade, quer em termos gráficos, quer em termos do conteúdo informativo veiculado através de cromos bem desenhados e coloridos ou reproduzidos com rigor. 

A partir de meados da década de 60, a Editorial Ibis passa também a editar álbuns de banda desenhada, cujas histórias e respectivos heróis são provenientes das duas melhores revistas europeias de banda desenhada da época: a revista belga “Tintin” (1946-1988) e a revista francesa “Pilote” (1959-1989). Até 1972, a Editorial Ibis edita, em parceria com a Livraria Bertrand (no início da década de 70), vários álbuns (a maioria com a capa cartonada) de alguns dos mais importantes e famosos heróis da banda desenhada franco-belga. 

Já em 1968, a Livraria Bertrand associava-se à Editorial Ibis e lançavam, como co-proprietárias, aquela que se viria a tornar numa das mais famosas revistas portuguesas de banda desenhada do século XX: a revista “Tintin”. 

Contudo, a partir de Novembro de 1972, a propriedade da revista fica apenas na posse exclusiva da Livraria Bertrand, uma vez que a Editorial Ibis cessa a sua actividade e existência, acabando por se fundir na própria Bertrand. É assim que, a partir de 1972, a Livraria Bertrand passa definitivamente a ocupar o lugar que era anteriormente pertença da Editorial Ibis, no que diz respeito à edição exclusiva de álbuns de banda desenhada franco-belga. 

Para além da edição de colecções de cromos e de álbuns de banda desenhada, a Editorial Ibis também enveredou, durante as décadas de 60 e 70, pela edição de livros juvenis, integrados em colecções dirigidas especificamente a jovens rapazes e raparigas, cujas histórias pertenciam ao género “romance de aventuras”. 

Algumas dessas histórias eram também adaptações de séries famosas de televisão, como por exemplo, “Rim-Tim-Tim”, “Lassie”, “Bonanza” e do cinema, como “Tarzan”. Os livros tinham a capa cartonada e a cores e, no seu interior, o texto alternava com o formato em banda desenhada a preto e branco.

Adaptado do site http://timtimportimtim.com.sapo.pt/

Séries publicadas:

Astérix, Barba-Ruiva, Bernard Prince, Blake & Mortimer, Blueberry, Bob Morane, Chick Bill, Clifton, Howard Flynn, Humpá-pá, Lucky Luke, Michel Vaillant, Spaghetti, Strapontan, Tanguy & Laverdure, 3 As (Os), Turma (A)

[actualizado em 21-12-2014]

https://bedetecaportugal.weebly.com/ibis.html

https://biblobd.blogspot.com/2018/01/editorial-ibis-ensaio-de.html

Em 1968 por iniciativa de Jaime Mas, o catalão filho de Francisco Mas da Editorial Íbis, iniciou-se a publicação em Portugal de uma revista congénere da «Tintin» belga. A editorial Íbis e a editora Livraria Bertrand eram sócias.

Tinha como diretor o Jaime Mas e como chefe de redação o Dinis Machado, que foi ocupar na Íbis o lugar do Roussado Pinto que fora abrir uma editora própria.

https://bloguedebd.blogspot.com/2015/10/a-vida-interior-das-redacoes-dos.html

As colecções de cromos Ver e Saber com a história da Aviação e a história da Marinha foram editados pela Editorial Íbis. A caderneta de cromos "O Templo do Sol" foi composta e impressa nas oficinas gráficas da Editorial Ibis.

DINIS MACHADO

Um dia, telefona-me o Roussado Pinto a perguntar se eu queria ir trabalhar com ele. Fui para a Íbis, que era um mastodonte de coisas incríveis, subprodutos que vinham de Espanha, anedotas, colarinhos de beatos, Kansas City… O Tintin surgiu porque ele, além de querer ocupar as máquinas, também queria uma revista de banda desenhada. Quando a Íbis faliu, continuei a fazer a revista para a Bertrand.

https://arquivo.pt/wayback/20191115124048mp_/http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2008/10/dinis-machado-entrevista-ler-em-2002.html

Bom, mas antes de ser o escritor de "O Que Diz Molero" e ao contrário do que muitos dos seus leitores julgam, já Dinis Machado se metera nas lides da ficção. Foi na década de 50, depois da gloriosa aventura do "Diário Ilustrado", jornal que provocou um redemoinho tão forte na paz podre do regime salazarista que acabou por se asfixiar a si mesmo. E deixou Machado casado e desempregado.

Roussado Pinto, "escritor compulsivo", que depois da funesta experiência do "Diário Ilustrado" se convertera em "editor de fancaria" através da Ibis, convidou-o para trabalhar com ele. Foi de resto aqui que nasceu a edição portuguesa do "Tim-Tim" e também a colecção "Rififi" - policiais que sobravam à "Vampiro" ou que esta se descurara em reservar os direitos. Este era o pelouro de Machado, que um dia, num aperto de prestações por pagar, decidiu que era capaz de escrever "policiais melhores do que aqueles". Mas precisava que lhe paguem adiantado

Com alguma surpresa Roussado Pinto concordou e estabeleceu logo ali as condições do contrato: três livros por ano a seis contos cada. Havia outra condição: arranjar um pseudónimo americano, para dar verosimilhança ao autor. Ele próprio agia assim e adoptara o nome literário de Ross Pyn.

(...) cumpriu o compromisso de Dinis Machado para a Ibis, que algum tempo depois foi à falência e vendida aos bocados.

"O Tim-Tim e eu com ele fomos comprados pela Bertrand" - e assim se iniciou um outro ciclo da vida de um "puto reguila" que "filosoficamente foi sempre do Bairro Alto".

António Melo, Público, 04/02/2001

sábado, 29 de setembro de 2018

Jorge Fiel

19 dias a enganar meninos

Surdo como uma porta (apesar de ele dizer que não, que só ouve mal de um lado), o professor Tornesol é o meu personagem preferido das aventuras de Tintin. Também adoro o irascível capitão Haddock - a sua criatividade no insulto é uma moca! - e tenho um fraquinho pela dupla de polícias idiotas, Dupont e Dupond. E, como não podia deixar de ser, dedico um carinho especial ao nosso compatriota Oliveira de Figueira, vendedor de mão-cheia, capaz de impingir frigoríficos aos esquimós e aquecedores aos guineenses.

Não deixa de ser curioso que o mais insípido e insosso da luxuosa galeria de personagens desta série seja o que lhe dá nome - o próprio Tintin. A vida tem destas coisas.

Com três PhD (Física Nuclear, Cálculo e Astronomia), Tryphon Tornesol estreia-se em "O Tesouro de Rackham Le Rouge", construindo um protótipo de submarino individual, em forma de tubarão, que seria de grande utilidade a Tintin não só nesta aventura mas também na seguinte ("O Segredo do Licorne").

Impecável no seu sobretudo verde, com um chapéu da mesma cor a cobrir-lhe a careca, óculos redondos e barbicha, Tornesol é distraído como todos os cientistas, mas a surdez não assumida aumenta-lhe o alheamento da realidade e é mãe de saborosos e divertidos equívocos.

Hergé é genial a tirar partido do potencial cómico da surdez de Tornesol, o único dos seus personagens a manifestar sentimentos pelo belo sexo (mais uma razão para ser o meu preferido!) em "As Joias de Castafiore", em que revela a sua galanteria, ao inventar uma rosa em homenagem a Bianca Castafiore.

Para mim, "As Joias de Castafiore" é, de muito longe, a melhor de todas as 23 aventuras do Tintin. Ao longo das 62 páginas do álbum, Hergé captura a nossa atenção com uma intriga astutamente urdida, recheada de pistas falsas, enganos e mal-entendidos (o maior dos quais proporcionado pela surdez de Tornesol), até que chegamos à última página e percebemos que, afinal, não se passou nada, a esmeralda da Castafiore não foi roubada, mas antes levada para o ninho por uma pega - e tudo ficou na mesma, acabando como começou!

Durante 19 dias deste estranho mês de julho (meteorologicamente falando), esteve em cartaz, em centenas de páginas de jornais e de horas de rádio e televisão, uma crise política a que não liguei nenhuma - e ainda bem. Estou muito satisfeito por não me ter ralado com ela, pois poupei tempo (e tempo é dinheiro) e preocupações (e o stress faz mal ao coração).

Ao fim e ao cabo, a tal crise não passou de uma imitação reles da fina comédia de enganos com que Hergé nos brindou em "As Joias de Castafiore": na substância, não se passou nada. E tudo acabou como começou. Foi como mascar um chiclete. Um engana-meninos - ótimo para um livro de quadradinhos, mas péssimo para um país que balança à beira do abismo da falência. Mas enfim, eles lá sabem as linhas com que se cosem.

Jorge Fiel, JN, 25/07/2013

Morte aos tolos pessimistas

A fantástica galeria de personagens do Tintin ficou mais rica, em Charutos do Faraó, com a chegada de Oliveira da Figueira, bem disposto comerciante, sempre pronto a oferecer um cálice de Vinho do Porto para agilizar a conversão em cliente e amigo de um novo conhecido.

A facilidade em convencer os outros a comprar-lhe artigos de utilidade duvidosa é a principal característica deste português, a que Hergé recorreu em mais três aventuras (No País do Ouro Negro, Carvão no Porão e Joias da Castafiore).

Menino para vender ventoinhas as esquimós e aquecedores na Guiné, Oliveira da Figueira simboliza o desenrascanço e o espírito aventureiro que fazem parte do nosso código genético e se revelaram em todo o seu esplendor na empresa dos Descobrimentos e da expansão marítima, em que demos novos mundos a conhecer ao Mundo, enquanto fazíamos negócio com o ouro da Mina e a pimenta da Índia.

Este nosso jeito não desapareceu com o fim do Império e foi ele que, aliado à grande capacidade exportadora da indústria do Norte, poupou o país à bancarrota na dúzia de anos que mediou entre a perda das colónias e a admissão no clube que nos deu dinheiro fácil.

Após 25 anos em que a fonte que jorrava de Bruxelas disfarçou a incompetência da governação, assegurada à vez por PS e PSD, Portugal volta a balouçar à beira do abismo, por culpa de um modelo errado de desenvolvimento que apostou todas as fichas nos serviços e em Lisboa, criou uma abundante classe de corruptos e parasitas (Duarte Lima e Oliveira e Costa são apenas a ponte do iceberg) e negligenciou a agricultura e a indústria, produtoras de bens transacionáveis.

(...)

Jorge Fiel, JN, 20/05/2012



https://bussola.blogs.sapo.pt/189706.html

Viver dentro das Jóias de Castafiore

"As Jóias de Castafiore" é uma aventura entre parêntesis. Afinal, não se passa nada. Tal e qual como em Portugal - que continua a ser um país entre parêntesis. Ao governo laranja sucede-se o governo rosa, ao qual se sucede o laranja, depois o rosa, depois o laranja, e assim sucessivamente. No final, não se passa nada, continua tudo na mesma, com Portugal a divergir da média comunitária - apesar da transfusão de fundos comunitários que recebemos ininterruptamente desde 1986.

O que me leva a pensar que o nó do problema não reside na cor do Governo, mas antes no modelo de desenvolvimento centralista que os partidos do arco da governação partilham e teimam em não abandonar.

https://tintinemportugal.blogspot.com/2011/11/viver-dentro-das-joias-da-castafiore.html

Jorge Fiel, 29/10/2011 https://bussola.blogs.sapo.pt/189463.html

https://bussola.blogs.sapo.pt/search?q=herg%C3%A9

As Jóias de Castafiore como pretexto para um post que é uma parábola sobre este Portugal encalhado Publicado por Jorge Fiel a 03 Agosto 2009

[ não é uma aventura, no sentido clássico do termo. Ao longo de 62 páginas Hergé diverte-nos, pisca]

Longa vida aos não-lugares! Publicado por Jorge Fiel a 12 Março 2008

[ LAX, placas giratórias de gente que vem ou vai para as mais desvairadas partes do globo.   Hergé, o]

Uma singela homenagem ao ministro da Economia e Oliveira da Figueira, seu líder espiritual Publicado por Jorge Fiel a 07 Fevereiro 2007

[ reproduzo algumas vinhetas de Hergé bem como uma crónica sobre o nosso ministro da Economia que publiquei na]

https://lavandaria.blogs.sapo.pt/search?q=herg%C3%A9

https://lavandaria.blogs.sapo.pt/search?q=tintin

sábado, 22 de setembro de 2018

Cavaleiro Andante

Passaram 65 anos sobre aquele dia 5 de janeiro de 1952 em que o meu pai apareceu em casa com o n.º 1 de uma nova publicação para jovens: o Cavaleiro Andante. Apesar de eu ainda estar a começar a juntar as letras, ele comprou e encadernou as revistas seguintes, de que pude desfrutar mal aprendi a ler. E o entusiasmo foi tanto que passei boa parte da minha infância, e depois da adolescência, já na segunda metade da década de 50, em casa da vizinha do lado, no 27 da Travessa do Possolo, a folhear as coleções que ela fizera para a filha, bem mais velha do que eu, tanto de O Papagaio – revista para miúdos, encerrada em 1941 – como de O Senhor Doutor – um amigo que diverte, educa e instrui, que acabara em 1943 – e até de alguns exemplares avulsos de O Mosquito – o semanário da rapaziada, publicação que terminou em 1953: que belas tardes essas!

Para um miúdo preguiçoso como eu, devorar banda desenhada foi decisivo para o meu futuro. No Cavaleiro Andante, por exemplo, além de me iniciar nas obras de Hergé (Tim-Tim), Edgar P. Jacobs (Blake & Mortimer), Edgar Rice Burroughs (Tarzan, que o Estado Novo viria a proibir) ou Johnston McCulley (Zorro) – fiquei a conhecer mitos como Viriato, Baden Powell, Fausto Coppi ou o Rei Sol, li histórias como Beau Geste, Alice no País das Maravilhas ou A Tulipa Negra, e acompanhei epopeias como a conquista do Evereste ou a colonização dos EUA.

E tantos anos volvidos, sinto ainda que o Cavaleiro Andante faz parte da minha vida.

Adolfo Simões Muller: o visionário que fazia as publicações acontecerem

Foi na rádio oficial que conheci Adolfo Simões Muller, já não se publicava o Foguetão. Tive uma deceção, pois o amigo que respondia ao correio dos jovens leitores do Cavaleiro Andante era, afinal, um homem fechado e nada popular junto dos trabalhadores mais novos, que o ligavam ao salazarismo. Mas é imperioso fazer justiça ao seu espírito de iniciativa: entre 1935 e 1961, ele fundou e dirigiu, sem interrupção, quatro títulos históricos de banda desenhada: O Papagaio (quando tinha 26 anos!), Diabrete, Cavaleiro Andante e Foguetão. O grande visionário da literatura juvenil deixou-nos em 1989, quase aos 80 anos.

Alexandre Pais,  Sábado, 19/01/2017

EXPRESSO: A lenda da nona arte

CAVALEIRO ANDANTE

DICIONÁRIO DOS AUTORES DE BD E CARTOON EM PORTUGAL

Leonardo de Sá e António Dias de Deus

Época de Ouro/Notícias, 1999, 159 págs., 5800$00, 28,93 euros; Época de Ouro, 1999, 159 págs., 3600$00, 17,96 euros

ENTRE as actividades que vão ocorrendo em torno da banda desenhada em Portugal (publicações, exposições, festivais), duas edições, embora com uma entrada discreta no mercado, marcaram claramente pontos. São elas o Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal e o álbum Cavaleiro Andante, organizadas por Leonardo de Sá e António Dias de Deus. A primeira preenche uma lacuna há muito sentida, colocando nas mãos dos leitores de BD e de outros que por ela se interessam, ou venham a interessar, uma importante obra de consulta de formato e conceito inéditos; enquanto a segunda lhes devolve a lenda, a memória, não só numa perspectiva historiográfica mas de invocação bem documentada, de uma das mais sedutoras revistas de BD até hoje cá publicadas, o «Cavaleiro Andante».

Com mais de 500 verbetes (que vão do século XIX aos nossos dias) e cerca de 100 mil palavras, o Dicionário..., editado em parceria com o Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (Amadora), não consiste em entradas e nomes de autores, mas quis inovar com um formato de álbum ilustrado graficamente apetecível e recorrendo a uma inteligente interacção com os seus leitores. «Os autores fornecem pistas, sugerem direcções interpretativas, que permitirão aos estudiosos e aos potenciais leitores dispor de um instrumento de trabalho que reconhecemos desde já como imprescindível a quem, de uma maneira ou de outra, se dedica à nona arte e ao cartoon», diz o prefácio. Por outro lado, apresenta-se como uma obra em aberto, que pretende integrar numa próxima edição informações complementares relevantes sobre BD e cartoon que entretanto sejam remetidas pelos leitores ao editor e aos autores.

Embora Portugal continue a não figurar numa obra de referência como The World Encyclopedia of Comics (nova edição de 1998), ao nível do país diversos autores de caricatura e de histórias aos quadrinhos, muitos deles prestigiados artistas, foram mencionados desde meados do século XIX em guias e dicionários bibliográficos e enciclopédias, sem nunca se ter publicado nada de mais completo. Porém, houve diversos projectos, ainda que episódicos, nesse sentido. O actual Dicionário... surge, portanto, na sequência de anteriores tentativas, mas com o recurso a uma extensa pesquisa, que incluiu entrevistas com argumentistas e desenhadores ou com familiares dos já desaparecidos, assim como a consulta de uma quantidade muito significativa de revistas, álbuns, jornais, fanzines e catálogos. É, pois, a primeira obra do género a apresentar um amplo panorama dos autores portugueses e respectivas bibliografias, muitos dos quais se dedicaram não só à BD e ao cartoon mas também a outras artes gráficas e até literárias. Mas o mais importante, para os autores deste Dicionário..., são as múltiplas pistas que este fornece para «um melhor conhecimento da banda desenhada e das restantes formas de imagem», não deixando Leonardo de Sá de sublinhar que em matéria de investigação é muito difícil ter muitas certezas - «Gostaríamos de poder dizer que todos os caminhos imagináveis e inimagináveis foram explorados. Mas é impossível saber se todas as portas foram abertas.» Certamente que não, mas as que foram constituem um autêntico manancial.

Com excelente apresentação gráfica, o álbum Cavaleiro Andante é todo dedicado à revista homónima de BD publicada entre 1954 e 1963. Constitui, além disso, um interessante complemento ao Dicionário..., não tanto pelos autores portugueses que aí são mencionados, à excepção do lendário Fernando Bento (líder na produção de histórias aos quadrinhos longas), mas pela selecção que faz entre os numerosos estrangeiros que então estavam a ser publicados em Portugal. A lista é longa e vai dos italianos (Franco Caprioli, Renato Polese e Gianni De Luca) aos belgas (Edgar P. Jacobs, Hergé e Jigé), passando pelos franceses (Christian Mathelot e Noel Gloesner) e pelos americanos (Kreigh Collins e Warren Tufts). Não surpreende, pois, que o critério de selecção utilizado pelos organizadores possa ser contestado (não há consensos universais), mas o mais importante é que eles deixaram incólume o essencial: «A memória e a nostalgia pertencem aos leitores.»

Uma característica do «Cavaleiro Andante» - legítimo herdeiro de «O Mundo de Aventuras» (iniciado em 1949 com toda a força dos «comics» americanos), de «O Mosquito» (debilitado por rivalidades internas e externas) e de «O Diabrete» (extinto em 1951) - foi pressentir, no final da década de 50, a crise que iriam atravessar as histórias de continuação, introduzidas pelos álbuns belgas e franceses, que até ali eram um traço típico da imprensa juvenil. Foi assim que de acordo com a sua nova estratégia de sobrevivência começou a publicar histórias curtas e completas, em progressivo detrimento da qualidade gráfica e narrativa. Em Agosto de 1962 sairia, para pesar dos leitores, o seu último número: o 556.

VÍTOR QUELHAS, Expresso, 25/03/2000

sábado, 15 de setembro de 2018

domingo, 9 de setembro de 2018

Missão em Lisboa

Lisboa na Banda Desenhada - Arco da Rua Augusta - Tintin em Lisboa-Autores: C.Moreno (des.), C. Moreno e G. Lino (arg.) - Centenário de Hergé (IV)

Capa do fanzine Tertúlia BDzine (nº 28- Dez. 99) com o episódio Missão em Lisboa, um 'pastiche' publicado como homenagem à série Hergiana, quando passavam setenta anos após a criação de Hergé em 1929


Os cenários lisboetas, estupendamente desenhados por C. Moreno, servem de base a um dos treze episódios (doze em banda desenhada e um em cartune) publicados no acima citado fanzine, editados para serem oferecidos aos participantes na Tertúlia BD de Lisboa.

Tintin e o Capitão Haddock ouviram dizer que, algures no Parque Mayer, existe um local onde, mensalmente, se reúne o maior número de autores-artistas da Banda Desenhada por metro quadrado, isto em Lisboa. Daí que tenham vindo propositadamente à capital portuguesa, e daí que os vejamos à entrada do dito Parque Mayer, onde participaram, embora fugazmente - com muita pena minha -, na Tertúlia BD de Lisboa. Como quer que seja, foi um momento virtual marcante.

https://arquivo.pt/wayback/20080215032238/http://geraldeslino.interdinamica.pt/artes/ger/x16yv74w.htm



Blog Divulgando em BD


domingo, 26 de agosto de 2018

Figuras de Tintin #67: Szut, o amigo do capitão Haddock

Inicialmente prevista uma colecção com 60 números, a Altaya decidiu prolongar com mais 20 entregas. A desta quinzena é dedicada ao amigo de origem russa do capitão Haddock de nome Piotr Szut, que se estreou nas aventuras de Tintin no episódio "Carvão no porão", reaparecendo mais tarde na aventura "Voo 714 para Sidney". 

Figuras de Tintin #67: Szut, o amigo do capitão Haddock, Moulinsart com distribuição em Portugal da Altaya, estatueta+livro de 16 pp.+passaporte, 12,90€


terça-feira, 21 de agosto de 2018

terça-feira, 14 de agosto de 2018

domingo, 12 de agosto de 2018

Tintin na revista "Visão História"

A revista Visão História nº 42 de Junho de 2018 dedicada ao tema Guerra Fria apresenta um artigo sobre o Tintin e a visão de Hergé sobre aquele período da história mundial.



segunda-feira, 23 de julho de 2018

Vasco Granja


Adaptação de uma capa da revista TINTIN de que foi director

Pessoal... e Transmissívelctor

De Segunda a Quinta-feira, às 19h.

(Repete depois do noticiário da meia-noite)

PESSOAL... E TRANSMISSÍVEL - TSF

1. Vasco Granja2. Vasco Granja3. Vasco Granja

Vasco Granja: gostava de ter sido o Tintin

( 19:07 / 03 Jun 2003)

Antes dele a banda desenhada, em Portugal, eram apenas histórias de quadradinhos. Vasco Granja, divulgador de BD e cinema de animação, comunista e vegetariano, é o convidado para a conversa ao fim da tarde. ( 19:07 / 03Jun)

Entrevista de Carlos Vaz Marques na TSF

artigos na revista "Tintin"

- HERGÉ: A escola de Hergé.  (série nº19, supl. 17, 18) - 

- TINTIN, cinquenta anos.  (série nº22, supl. 43)

> Tintin e os seus companheiros. Apresentação por Vasco Granja, de um documentário para televisão.  (série nº 25, supl. 08 )

LUCCA 8 : encontro da BD internacional. Artigo de Vasco Granja que incluem diversos desenhos “dedicatórios” aos leitores portugueses. Foram realizados por alguns conhecidos autores de BD em que se destaca o de Hergé na última página do suplemento. (série nº10, supl. 32 )

https://nerdenthal.blogspot.com/2011/07/vasco-granja-o-divulgador.html

imagens: João Sarzedas (Diário de Lisboa, 1979) publicado antes no Fanzine Aleph, Rui Veleda / In-provavel (2009)


quarta-feira, 18 de julho de 2018

Disco


Anexo 4 – A proposta de hoje reduz o audiovisual ao simplesmente audio. Porém, pela sua raridade e pelo seu interesse, creio que vale a pena escutá-lo. Consiste na digitalização integral (lado A e lado B) dum disco vinil LP 33 1/3 r.p.m., intitulado O Loto Azul (sic!). É um registo Vértice, produzido pelos Estúdios JORSOM e datado de 1975, espécie de audio-livro avant la lettre que interpreta a obra “homónima” de Hergé em estilo de rádio-novela. A tradução e adaptação é de Elisa e a música de Jorge Costa Pinto.

As personagens são: Tintin – José Carlos; Dupont/Rastapopoulos/Marajá – Albino Santos; Wang/Mitshuirato – Nuno Emanuel; Dupont/Faquir/Tchang – Luís Mascarenhas. 

Portanto, após esta apresentação, o convite é… ouvir O Loto Azul !

https://largodoscorreios.wordpress.com/2012/07/03/o-lotus-azul-iv/

https://wikidobragens.fandom.com/pt/wiki/Tintin:_O_Loto_Azul

Anexo 5 – Como seria lógico, a proposta de hoje consiste na conclusão da audição do disco O Loto Azul, pela disponibilização do lado B, devidamente digitalizado em mp3. Justo será acrescentar que neste trabalho técnico contei com a competência e a disponibilidade de Jorge Santos, do Departamento Audiovisual da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre e, depois, de José Carlos Louro, da Entidade Regional de Turismo do Alentejo. Sem tais colaborações estes Anexos não seriam possíveis, pelo que aqui fica expressa a minha gratidão. 

https://largodoscorreios.wordpress.com/2012/07/05/o-lotus-azul-v/

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Figuras de Tintin #60: O Professor Bergamotte hilariante

Chega ao final esta colecção da Altaya que ao longo de mais de dois anos nos presenteou com sessenta figuras de resina, acompanhadas de um fascículo documental sobre a figura apresentada. O Professor Bergamotte, um dos membros da expedição Sanders-Hardmuth, é a figura escolhida para encerrar esta colecção.

A referência da figura podemos encontrá-la na vinheta A1 da prancha 26 do episódio "As 7 bolas de cristal".

Figuras de Tintin #60: O Professor Bergamotte hilariante, estatueta+livro+passaporte, Éditions Moulinsart, distribuição em Portugal pela Altaya, 12,99€



sexta-feira, 22 de junho de 2018

Figuras de Tintin #59: Toupeira-de-olhar-penetrante

Toupeira-de-olhar-penetrante é o chefe índio, sachem dos pés-pretos, que teve direito a capa do episódio "Tintin na América". Hergé desenhou-o envergando o seu traje cerimonial, com o toucado de penas de águia, um testemunho da sua valentia.  

A referência da figura encontra-se na vinheta D3 da prancha 20 do episódio "Tintin na América".

Figuras de Tintin #59: Toupeira-de-olhar-penetrante, Éditions Moulinsart com distribuição em Portugal pela Altaya, livro+passaporte+estatueta, 12,90€


domingo, 17 de junho de 2018

Ronaldo no país dos sovietes

Aproveitando a presença de Portugal no Mundial de futebol na Rússia, a SIC está a apresentar um conjunto de reportagens sobre aquele país com o título genérico "Ronaldo no país dos sovietes" que nos faz lembrar a primeira aventura do Tintin.


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Oliveira da Figueira


Em 01/12/1981, o jornal O Diabo usou Oliveira da Figueira para criticar o Governo liderado por Pnto Balsemão e o Presidente Ramalho Eanes.

(Memórias d'O Diabo, 06/12/2011)

domingo, 10 de junho de 2018

O museu aeronáutico Aeroscopia, em Toulouse (França), acaba de inaugurar uma exposição dedicada à relação das aventuras de Tintim, criadas por Hergé, com o universo da aviação. Criada em colaboração com o Museu Hergé, "Tintin et Ses Avions", que estará ali patente até Janeiro de 2019, explora vivências da personagem de BD com diversas etapas da história da aviação, envolvendo não apenas pranchas e esboços, mas também uma colecção de cerca de 50 modelos de aeronaves. Um dos núcleos da exposição recorda a criação do álbum "Voo 714 Para Sidney".

Revista E, suplemento do Expresso de 10.06.2018

sábado, 9 de junho de 2018

A revista Tintin faz 50 anos

"A revista dos jovens dos 7 aos 77 anos". Assim se apresentava, logo no primeiro número, a revista Tintin portuguesa. Chegou às bancas a 1 de Junho de 1968 e mostrava o melhor da banda desenhada franco-belga. O nome vinha do herói da BD belga, Tintin, o repórter criado por Hergé em 1929. Ao longo de 15 anos, foram publicados cerca de 750 números com histórias aos quadradinhos que deliciaram pequenos e graúdos. A revista é agora reeditada para celebrar a data e os seus números são recordados numa exposição. 

Foi através das suas páginas a cores que os portugueses conheceram personagens como Tintin, Blake e Mortimer, Alix, Clorofila, Astérix, Lucky Luke, Ric Hochet, Corto Maltese e Valérian. A publicação era semanal e tinha diversas rubricas, entrevistas e artigos, que permitiram aos leitores portugueses alargar os seus conhecimentos em BD. 

Vasco Granja, que viria a ser um importante divulgador de filmes de animação na RTP, foi uma peça fundamental para o sucesso da revista, ao integrar a equipa editorial, escrevendo e traduzindo artigos.

O título foi detido até 1974 pela Livraria Bertrand e passou depois para a Livraria Internacional no Porto que, devido a problemas financeiros, fechou a revista em 20 de Outubro de 1982. A história "Tintim no país dos sovietes" ficou incompleta, devido ao encerramento da revista.

A Tintin divulgou também autores portugueses, como Fernando Relvas, autor de O Espião Acácio, uma crónica humorística da I Guerra Mundial, publicada originalmente pela revista em 1978 e que agora, 40 anos depois, é reeditada integralmente e chega às livrarias pela mão da Turbina Associação Cultural, sob o selo Mundo Fantasma

O lançamento coincide com a exposição que comemora os 50 anos da revista Tintin, patente na galeria da Bedeteca da Amadora, até 1 de Setembro, organizada pela Câmara Municipal da Amadora em parceria com o Clube Português de Banda Desenhada. A mostra "Revista Tintin, 50 anos" apresenta originais, todos eles pertencentes à colecção do município, dos autores José Ruy (com Dinis Machado), José Garcês, Augusto Trigo (com Jorge Magalhães) e Fernando Relvas, que faleceu em 2017. 

A revista de banda desenhada Tintin tornou-se um valioso título, procurado por coleccionadores e antigos leitores. A colecção completa pode valer mais de mil euros.

In Jornal de Negócios

sábado, 2 de junho de 2018

Desenhos de Tintin vendidos por 364.000 euros

Desenhos originais de um livro de banda desenhada das aventuras de Tintin, "Carvão no Porão", foram hoje leiloados por 422.000 dólares (364.000 euros) em Dallas (Texas, sul dos Estados Unidos), divulgou a casa de leilões Heritage Auctions.

As duas tiras de banda desenhada, assinadas pelo "pai de Tintin" Hergé, foram adquiridas por um coleccionador de Bruxelas que "deseja permanecer anónimo", indicou, em declarações à agência noticiosa francesa France Presse (AFP), um porta-voz da leiloeira, Eric Bradley.

O leilão de hoje foi transmitido em direto em vários locais, nomeadamente na sede da casa de leilões holandesa Heritage Auctions, perto de Utrecht (centro da Holanda).

Dias antes do leilão, a Heritage Auctions antevia que as ilustrações, desenhadas à mão por Hergé em 1957, uma a lápis (35,2 x 50 cm) e a outra a tinta da china (30,7 x 47,7 centímetros), poderiam render entre 720.000 e 960.000 dólares (entre 618.000 e 825.000 euros).

O valor alcançado hoje acabou por estar abaixo destas expectativas.

Nas tiras divididas em doze vinhetas, vê-se o Tintin, o Capitão Haddock, o seu fiel companheiro Milou e o piloto estónio Piotr Szut com uma pala preta no olho, a olhar para o mar.

Sob os seus pés, nas profundezas do oceano, um mergulhador tenta prender uma mina ao navio, antes de ser atingido por uma âncora, que o deixa inconsciente.

É raro os desenhos originais de Hergé serem colocados no mercado, porque o artista não os ofereceu, senão ocasionalmente, como presentes, a amigos próximos, segundo a Heritage Auctions.

Tintin é uma estrela incontestada dos leilões. Um desenho em tinta da china para as capas dos álbuns publicados de 1937 a 1958 foi vendido por 2,65 milhões de euros em 2014, o que foi considerado um recorde mundial.

In DN

sexta-feira, 1 de junho de 2018

A Revista “tintin” faz hoje 50 anos


Hoje, Dia Mundial da Criança, faz precisamente 50 anos sobre o lançamento do nº 1 da revista do Tintin em Portugal! Uma edição que mudou e marcou a vida de muitos de nós, para sempre.

Esta publicação que encantou uma legião de fãs durante gerações e que foi a responsável pela descoberta da BD franco-belga em Portugal, contribuiu para eu desenvolver o gosto e o prazer da leitura! Esperava ansiosamente todas as semanas pela continuação das histórias.

Publicado por Zé Ventura, 01/06/2018 

Dois desenhos raros do Tintim vão ser leiloados no sábado

Desenhos originais do livro de banda desenhada das aventuras de Tintin "Carvão no Porão" vão ser leiloados no sábado, nos Estados Unidos, numa sessão que deverá chegar às centenas de milhares de dólares.

Ambas desenhados à mão pelo artista belga Hergé em 1957, estas ilustrações, uma a lápis (35,2 x 50 cm) e a outra a tinta china (30,7 x 47,7 centímetros), poderão render entre 720.000 e 960.000 dólares (entre 618.000 e 825.000 euros), de acordo com a casa de leilões Heritage Auctions, que as colocou à venda em Dallas, no Texas.

A empresa de leilões vai transmitir o evento em direto, a partir da sua sede holandesa, perto de Utrecht (centro).

Os dois esboços representam a página 58 das aventuras do famoso repórter da poupa loura, no 19.º álbum do Hergé, publicado em 1958.

No início desta prancha, dividida em doze vinhetas, vê-se o Tintin, o Capitão Haddock, o seu fiel companheiro Milou e o piloto estónio Piotr Szut com uma pala preta no olho, a olhar para o mar.

Sob os seus pés, nas profundezas do oceano, um mergulhador tenta prender uma mina ao navio, antes de ser atingido por uma âncora, que o deixa incosncente

Estas pranchas "são excelentes exemplos da técnica de desenho da linha clara", o estilo gráfico rigoroso em que se destacou Hergé, salientou o especialista belga em banda desenhada Eric Verhoest.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Figuras de Tintin #58: Haddock coberto de tinta

Na companhia de Tintin, Haddock chega à Sildávia, ao Centro de Investigações Atómicas de Sbrodj, convidado por Girassol, que está a preparar o seu foguete lunar. Enquanto visita as instalações vestido com o fato-macaco regulamentar, um gesto descontrolado do professor leva alguém a esguichar-lhe um jorro de tinta escarlate, aliás, de muito bom gosto. Com a cara, o dorso e o boné manchados de vermelho, nem conseguiu livrar-se do cartaz muito elucidativo que leva pendurado no pescoço. 

A referência desta figura encontramos na vinheta D2 da prancha 16 do episódio "Rumo à Lua".

Figuras de Tintin #58: Haddock coberto de tinta, livro de 16 pp. + estatueta + passaporte, Moulinsart, distribuição em Portugal pela Altaya, 12,99€


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Figuras de Tintin #57: Cabo Díaz um terrorista desastrado

O cabo Díaz pertence ao exército de San Teodoro. Despromovido de coronel para cabo pelo general Alcazar, Díaz é incapaz de suportar uma tamanha humilhação. Assim, não hesita um segundo em pôr a mascarilha de uma sociedade secreta para perpetuar a sua vingança contra o general, o que acaba de beneficiar Tintin. Este desastrado aprendiz de terrorista chega sempre atrasado ao atentado ou mal equipado. É um incompetente na arte de matar. Um relógio desregulado acaba de vez com a sua conspiração. Vítima da sua máquina infernal, Díaz acaba por rebentar!

A referência da figura desta entrega situa-se na vinheta D4 da prancha 23 do episódio "A orelha quebrada".

Figuras de Tintin #57: Cabo Díaz um terrorista desastrado, livro de 16 pp. + estatueta + passaporte, Moulinsart, distribuição em Portugal pela Altaya, 12,99€