As aventuras de Tintin são apreciadas por pessoas muito diferentes. Temos exemplos como António Costa do PS, Miguel Portas ou até pessoas da direita como o historiador Rui Ramos ou Nogueira Pinto.
"porque é que Tintin nunca votaria em And[ré Ventu]ra do Che[ga}?"
Analisar a inclinação política de uma personagem de ficção como Tintin exige olhar para a evolução da sua "bússola moral" ao longo das décadas, especialmente sob a perspetiva de especialistas e biógrafos do seu criador, Hergé.
Embora Tintin tenha começado a sua vida em 1929 num contexto conservador e colonialista (Tintin no Congo), a personagem evoluiu para um símbolo de humanismo universalista. Aqui estão os principais motivos pelos quais muitos analistas defendem que Tintin não se identificaria com a retórica de And[ré Ventu]ra:
1. Defesa das Minorias e Marginalizados
Ao longo das suas aventuras, Tintin torna-se o protetor nato dos oprimidos, independentemente da etnia ou nacionalidade.
O exemplo dos Ciganos: Em As Joias da Castafiore, Tintin defende fervorosamente uma comunidade de ciganos contra o preconceito da polícia e dos habitantes locais, que os acusam injustamente de roubo.
Contraste: And[ré Ventu]ra construiu grande parte do seu discurso inicial e base política sobre críticas e estigmatização da comunidade cigana em Portugal, algo que colide diretamente com a atitude protetora e justiceira de Tintin.
2. Antirracismo e Anticolonialismo (Fase Adulta)
Após os erros de juventude de Hergé, Tintin passou a lutar contra regimes exploradores.
Em O Lótus Azul, ele denuncia o imperialismo e o racismo ocidental na China.
O discurso do Che[ga] foca-se frequentemente num nacionalismo que alguns críticos consideram excludente. Tintin, pelo contrário, é um cidadão do mundo que valoriza a fraternidade internacional acima das fronteiras.
3. Aversão ao Autoritarismo e Populismo
Muitas das aventuras de Tintin envolvem desmascarar demagogos e derrubar ditadores (como em O Cetro de Ottokar ou Tintin e os Pícaros).
Tintin é movido pela verdade factual (é jornalista, afinal) e pela temperança.
O estilo político de And[ré Ventu]ra baseia-se fortemente no populismo, na polarização e, por vezes, em retórica incendiária, táticas que Tintin costuma enfrentar nos seus vilões ou nos líderes instáveis que encontra na Bordúria ou na Sildávia.
4. Ética de Escutismo
A base da personalidade de Tintin é o escutismo: ser amigo de todos e irmão de todos os outros escuteiros. É uma ética de solidariedade absoluta.
A narrativa do Che[ga] baseia-se frequentemente na divisão entre "nós" (os portugueses de bem) e "eles" (os outros, os subsídio-dependentes, os imigrantes).
Para Tintin, não existe o "eles"; ele arrisca a vida tanto pelo seu capitão como por um rapaz chinês (Tchang) ou um desconhecido em perigo.
Em suma: Tintin representa o centro-moderado, o humanismo e a tolerância. A sua visão de mundo é baseada na inclusão e na justiça social direta, o que o coloca num campo ideológico oposto às propostas de rutura e segmentação social de And[ré Ventu]ra.
(texto gerado por IA - Gemini - 2026/01/14)


Sem comentários:
Enviar um comentário