sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Kuifje In Portugal

A relação das aventuras de Hergé com Portugal é uma longa História.

É bom recordar que, a primeira vez que Tintin foi traduzido, foi para português, sendo também em Portugal que foi editado a cores pela primeira vez. (...) Em 18 de Abril de 1935 foi publicado o primeiro número da revista juvenil, “O Papagaio”, (...) [dirigida e editada por Adolfo Simões Muller, localizada na Rua do Capelo, em Lisboa e propriedade da Empresa da Revista Renascença].

Abel Varzim tinha estudado, entre 1930 e 1934, sociologia na Universidade de Lovaina, tendo conhecido as aventuras de Tintin no suplemento “Le Petit Vingtiéme”, do diário católico “Le Vingtiéme Siécle”, dirigido pelo abade Norbert Wallez (...).

O percurso futuro desses dois padres católicos não podia ser tão diferente. Abel Varzim tornou-se um critico e opositor do regime do Estado Novo, sendo perseguido por isso e sendo uma espécie de fundador do movimento de “católicos progressistas”, que tantas dores de cabeça deu a Salazar e ao seu regime. Pelo contrário, o padre Wallez acabou expulso do “Le Vingtiéme Siécle”, ainda na década de 30, devido às suas simpatias pelo fascismo e pelo nazismo, sendo preso depois da libertação da Bélgica em 1944, cumprindo 5 anos de prisão como colaboracionista com os ocupantes.


(...) Abel Varzim, regressado ao seu país, enviou ao director do “Vingtiéme Siécle” uma carta, datada de 25 de Maio de 1935 [um mês após o aparecimento de O Papagaio], pedindo  que Wallez intercedesse junto de Hergé para este autorizar a publicação, na revista portuguesa “O Papagaio”, das aventuras de Tintin, pedindo, igualmente, para ser combinado um preço especial pelos direitos dessa publicação, devido às dificuldades económicas da revista portuguesa.

O pedido teve êxito e, depois de o anunciar no nº 49 e editar a primeira capa com a nova personagem no nº 51  de “O Papagaio” , na edição nº 53 de 16 de Abril de 1936 começou a  publicar em Portugal a primeira aventura de Tintin, “Tim-Tim na América do Norte”.

A revista fez algumas adaptações das aventuras de Tintin à situação portuguesa, aportuguesando igualmente o nome de algumas personagens, uma condição também para escapar à censura, que obrigou muitas vezes a esse tipo de adaptação de outras obras de banda desenhada estrangeira publicadas no país.

Uma evidente cedência à censura portuguesa, por parte d’ “O Papagaio”, foi a alteração de uma legenda de “Tintin na América”, onde uma cena no original, referida como uma greve de trabalhadores norte-americanos, é traduzida na edição portuguesa como um “paragem para o almoço”.

Tintin foi designado como Tim-Tim, um repórter “português”, o cão Milou transformou-se, primeiro em Pom-Pom e, depois, na “cadela” Rom-Rom, para que o seu nome não fosse confundido com a cantora Milú (...).

O Capitão Haddock foi transformado no Capitão Rosa [n.b.: esta mudança aconteceu a partir do Diabrete] que, em vez de beber Whisky, passou a beber Vinho do Porto, o professor Tournesol [n.b.: que teve a sua estreia apenas no Diabrete] foi baptizado como senhor Pintadinho de Branco [ou Pintadinho de Fresco] e, mais tarde, professor Girassol.

Um dos casos mais estranhos foi transformar um dos poucos “portugueses” originais da série, o “vendedor ambulante” Oliveira da Figueira, que apareceu pela primeira vez na aventura “Os Charutos do Faraó” (1934), num espanhol de Málaga, fugido da Guerra de Espanha (altura em que essa aventura foi editada n’”O Papagaio”), talvez porque fosse considerado uma figura pouco abonatória do ideal do “português” propagandeado pelo Estado Novo.

Oliveira da Figueira surgiu noutras duas aventuras de Tintin, “Tintin no País do Ouro Negro” (1950) e em  “Coke em Stock” (1958).

Há ainda um “vilão”, Dr. Müller em “A Ilha Negra” (1938), por muitos identificado como uma alusão a Adolfo Simões Müller, director d’”O Papagaio”.

Em "Tintin no Congo" aparece, numa cena esporádica, um anónimo jornalista português do "Diário de Lisboa. Há ainda um professor de Coimbra, [Pedro João dos Santos, ] noutro álbum de Tintin.

Houve também outras adaptações, como “Tintin no Congo”, que se intitulou “Tim-Tim em Angola”, redesenhando-se mesmo algumas vinhetas para tornar este título mais verosímil, como na cena da aula dada por Tintin a crianças negras, onde o mapa da Bélgica, no quadro,  foi substituído pelo mapa de Portugal. Mais tarde o próprio Hergé redesenhou este quadradinho, retirando-lhe a conotação colonialista da primeira edição.

Hergé enviou uma carta, datada de 12 de Maio de 1936,  ao padre Abel Varzim, congratulando-se com a edição portuguesa da sua obra, elogiando, nomeadamente, a novidade da colorização das aventuras de Tintin, mas também fazendo algumas críticas à paginação que, quanto a ele, retirava algum suspense às aventuras.

Quando a Bélgica foi ocupada pelas tropas nazis, em Maio de 1944, tornou-se complicado transferir dinheiro de Portugal para pagar a Hergé, pelo que este propôs o pagamento dos direitos em géneros, como sardinhas em conserva, chá, café, cacau, azeite, chocolate, leite condensado, arroz e bolachas. Hergé pediu igualmente para incluírem dois avios mensais em géneros para o irmão Paul, prisioneiro de guerra na Alemanha.

Durante 12 anos “O Papagaio”, que se editou entre 18 de Abril de 1935 e 10 de Fevereiro de 1949, num total de 722 número,  publicou um total de 9 aventuras de Tintin:

- “Tim-Tim na América do Norte” – nºs 53-110, de 16/04/1936 a 20/05/1937;

- “Aventuras de Tim-Tim no Oriente” (“Os Charutos do Faraó” no original) – nºs 115-161, de 24/06/1937 a 12/05/1938;

- “Novas Aventuras de Tim-Tim” (“O Lótus Azul” no original) – nºs 166-205, de 16/06/1938 a 16/03/1939;

- “Tim-Tim em Angola” (“Tintin no Congo” no original) – nºs 209- 244, de 13/04/1939 a 14/12/1939;

- “Tim-Tim e o mistério da Orelha Quebrada” – nºs 247-298, de 04/01/1940 a 26/12/1940;

- “Tim-Tim na Ilha Negra” ( (...) A Ilha Negra , no original) - nºs 301-359, de 16/01/1941 a 26/02/1942;

- “Tim-Tim no Deserto” (“O Caranguejo das Tenazes de Ouro” no original) – nºs 366-226, 16/04/1942 a 10/06/1943;

- “A Estrela Misteriosa”- nºs 435-540,de12/08/1943 a 16/08/1945;

- “O Segredo da Licorne” – nºs 617-679, de 06/02/1947 a 15/04/1948.

Esta foi a primeira vez em que Tintin foi publicado numa língua que não o francês. Até aí, as suas aventuras apenas tinham sido editadas na Bélgica, em França e na zona francófona da Suíça.

Em 1941 Adolfo Simões Müller abandonou “O Papagaio”, por divergências com Abel Varzim, e fundou uma nova revista juvenil, “O Diabrete” (4 de Janeiro de 1941- 29 de Dezembro de 1958). Müller chegaou a escrever a Hergé para conseguir ficar com os direitos de publicação de Tintin na nova revista, mas não o conseguiu, pelo que essa série continuou a ser publicada n’”O Papagaio”.

Contudo, conseguiu adquirir os direitos de uma outra série, até aí nunca publicada em Portugal, que nasceu depois do Tintin também na revista “Le Petit Vingtiéme”, a série humorística Quick e Flupck, que será publicada no “Diabrete” entre 5 de Janeiro de 1941 e 10 de Outubro de 1943, com a designação de “Tropelias do Trovão e do Relâmpago”. 

Entretanto, com o fim d’”O Papagaio” em 1949, Simões Müller conseguiu adquirir os direitos de Tintin, publicando três aventuras no “Diabrete”, a primeira “O Ceptro de Ottokar”, com a designação de “Aventuras de Tim-Tim e Rom-Rom”, entre 9 de Março de 1949 e 18 de Março de 1950, seguindo-se mais duas aventuras, “O Tesouro de Rackham, o Vermelho”, aportuguesado para “O Tesoiro do Cavaleiro da Rosa”, entre 25 de Março de 1950 e 21 de Março de 1951, e “As 7 Bolas de Cristal”, entre 4 de Abril de  e 29 de Dezembro de 1951, ficando a publicação desta aventura incompleta, devido ao facto de o “Diabrete” ter interrompido a sua publicação nesta data, ao fim de 553 edições.

Até ao início da década de 1960, Adolfo Simões Müller manteve os direitos da edição do Tintin em revistas portuguesas por si editadas, como aconteceu com o “Cavaleiro Andante” (1952-1962), o “Foguetão” (1961) e o “Zorro” (1962-1966).

A mítica revista “Cavaleiro Andante” publicou muitas das séries da revista belga “Tintin”, devendo-se a ela a divulgação da maior parte dos autores da escola franco-belga em Portugal, tendo mesmo usado as capas da revista belga, adaptadas ao título do “Cavaleiro Andante”.

O “Templo do Sol” foi a primeira aventura de “Tintin” publicada nesta revista, primeiro no corpo da própria revista, a partir do seu primeiro número, em 5 de Janeiro de 1952, e depois continuando a sua publicação no suplemento “Pajem”, entre 5 de Julho de 1952 e 22 de Agosto de 1953.

Ao todo foram publicadas 7 aventuras do Tintin no “Cavaleiro Andante”, algumas pela primeira vez em Portugal, como “Tintin na Lua”, publicando, com o mesmo título, e sem interrupção, as duas aventuras, “Objectivo Lua e “Tintin na Lua”, ao longo de 2 anos, entre 17 de Outubro de 1953 e 31 de Dezembro de 1955, “O Caso Tornesol”, sob o Título de “O Caso da Arma Secreta”, e o “Carvão no Porão (Cocke em Stock)” com o título “Os mercadores de ébano”. Foi republicado o “Tintin na América” e “O Lótus azul”, anteriormente publicados em “O Papagaio”, mas agora na nova versão, actualizada por Hergé.

A última aventura publicada foi “Tim-Tim no Tibete”, entre 18 de Novembro de 1961 e 4 de Agosto de 1962, aventura que tinha começado a ser publicada no “Foguetão” entre Maio e Julho de 1961, mas que ficou incompleta devido à curta vida desta revista.

A última aventura de Tintin publicada em Portugal sob a orientação de Simões Müller foi “As Joias de Castafiore “, sob o título “As Jóias da Prima Dona”, na revista “Zorro”, entre 6 de Abril de 1963 e 6 de Junho de 1964, única aventura dessa série publicada nessa revista.

Foi no “Zorro” que foram publicadas, pela primeira vez em Portugal, as aventuras de outra série de Hergé, “Jo, Zette e Jocko”, em “O “Manitoba” Não Responde” e “A Erupção de Karamako”, entre 20 de Junho de de 1964 e 23 de Junho de 1966. Estas duas aventuras voltariam a ser editadas em Portugal no suplemento “Quadradinhos” do jornal “A Capital”, em 1972 e 1973, conhecendo ainda uma edição em álbum, das cinco aventuras desta série,  pela Verbo, sob a designação de “Aventuras de Joana, João e do Macaco Simão”, na década de 1980.

Foi com o aparecimento da revista “Tintin” que tivemos, em Portugal, a publicação integral de todas as aventuras do herói criado por Hergé, entre o 1º número, editado em 1 de Junho de 1968, e o último, em 2 de Outubro de 1982. A única aventura não editada na totalidade, devido ao encerramento da edição da revista, foi a reprodução, pela primeira vez em Portugal, da primeira aventura de Tintin, “Tintin no país dos sovietes”, só editada, de forma completa, em álbum, em meados da década de 1980.

Tintin foi ainda publicado em tiras diárias no jornal “Diário de Notícias” e no suplemento “Nau Catrineta”, na década de 1970.

Em 16 de Março de 1960 Simões Müller tinha escrito a Hergé, para conseguir os direitos de autor para editar os primeiros álbuns de Tintin em Portugal.

Hergé responde-lhe,  em 22 de Março, lamentando que tal não seria possível, já que esses direitos tinham sido adquiridos por uma editora brasileira, a Flamboyant, que tinha adquirido igualmente os direitos de os vender, traduzidos no português do Brasil, em território português.

Assim, a edição das aventuras de Tintin em álbum, em português, foram da responsabilidade, (...), daquela editora brasileira, que editou o primeiro álbum do Tintin em língua portuguesa em 1961, “A Estrela Misteriosa”. [E de 1970 até 1988 da Distribuidora Record].

Só a partir de 1988 é que a editora Verbo conseguiu os direitos para Portugal, editando os álbuns da série até 1999.

Actualmente os direitos da série pertencem à editora Asa.

Para as gerações portuguesas mais novas, o único contacto com Tintin talvez tenha sido através do filme de Spielberg de 2011 (..).

Hergé nunca veio a Portugal. Apenas por duas vezes foi entrevistado por um jornalista português, Luiz Beira, a primeira das quais publicada na revista “Plateia” nº 306 de 13 de Dezembro de 1966, a segunda em Novembro de 1982, uma das últimas concedidas por Hergé, já que faleceu em 3 de Março de 1983.

Esta segunda entrevista manteve-se, contudo, inédita até 1985, sendo finalmente publicada na 5ª série da revista “O Mosquito”, no nº6 de Março de 1985.

Nesta última entrevista, Hergé lamentava-se por nunca ter visitado Portugal, um “belo país” que o atraia, prometendo fazê-lo um “dia, quem sabe?”, bem como pondo igualmente a hipótese de “um dia talvez, quem sabe?”, situar uma aventura de Tintin em Portugal. Infelizmente a morte prematura de Hergé impediu-o de concretizar esses desejos.

Venerando Matos, BêDêZine, 18/10/2021

Fonte Principal para este capítulo - De Avonturen van Kuifje in Portugal (A Aventura de Tintin em Portugal), “Sapperloot” nº 5 , 2004 ; Este capítulo com várias imagens e outros capítulos sobre Hergé podem ser lidos no blog BêDêZine.

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INDICE DA REVISTA KUIFJE IN PORTUGAL (SAPPERLOOT Nº 5 - 2004)

Sapperloot nº 5 de dezembro de 2004 

Capa

1 - Cólofon

2 - Introdução

4 - O Papagaio

22 - Diabrete

28 - Mundo de Aventuras *

29 - Cavaleiro Andante

37 - Foguetão

38 - Zorro

40 - Nau Catrineta / DN

41  - Tintin

46 - Quadradinhos

48 - Flecha 2000, Spirou, Jornal da Bd *

49 - Àlbuns Brasil

53 - Álbuns Portugal

55 - Merchandising

57 - Autocolantes, DVD

58 - resumo publicações (cronologia)

59 - resumo publicações (lista)

Cólofon

Sapperloot nº 5 de dezembro de 2004 

Edição especial para os membros da Sociedade Hergé nos Países Baixos e na Bélgica 

Redacção: Jan Aarnout Boer

Design/Grafismo: Mike van der Veer 

Impressão: Pressofoon BV   

Morada da Redação:

Tijmgaarde 5

NL-2803 RK Gouda

URL: http://www.kuifje.nl  

Tiragem: 300 exemplares   Direitos de autor (Copyright):

Em todas as ilustrações ©HERGÉ-Moulinsart 2004, salvo indicação em contrário   Direitos de autor / Propriedade Intelectual:

A reprodução, duplicação ou publicação do conteúdo, nos termos do art.º 15 da lei de direitos de autor, por qualquer meio, não é permitida sem o consentimento prévio e por escrito da redação.

Capa: Diabrete 593  

Sociedade Hergé (Hergé Genootschap) 

Introdução

Tintim em Portugal? Qualquer fã de Tintim sabe que As Aventuras de Tintim em Portugal não pertence à série de 23 álbuns de Tintim. A relação que Tintim tem com Portugal deve-se à sua amizade com o português Senhor Oliveira da Figueira. Tintim conheceu este comerciante "diabólico" — que consegue vender um par de patins mesmo a clientes no deserto — no final de fevereiro de 1932, na história Os Charutos do Faraó. Em 1949, durante a sua aventura em O Lótus Azul / O Ouro Negro, Oliveira ajuda Tintim a entrar no quartel-general do Dr. Müller. Oito anos mais tarde, em Carvão no Porão / Sua Majestade entra em Ação, Haddock e Tintim voltam a encontrá-lo em Wadesdah, a capital de Khemed.

Mas Portugal merece um lugar especial no mundo de Tintim. O português é a língua para a qual Tintim foi traduzido pela primeira vez. Já em 1936, Tintim apareceu na América em português na revista O Papagaio. Muito antes do que nos Países Baixos, onde Tintim só ganhou raízes no pós-guerra, com o início do semanário Kuifje¹.

Também muito especial é o facto de as histórias de Tintim terem aparecido a cores em Portugal antes de na Bélgica. A BD foi impressa no Le Petit Vingtième primeiro a preto e branco "normal", e mais tarde com uma cor de apoio, mas a isso não podemos chamar verdadeiramente "a cores". Não, em Portugal, O Papagaio foi publicado a cores desde o início, por isso Tintim teve de acompanhar... resultando em combinações de cores muito invulgares, como um Milou (Snoopy/Bobbie) amarelo.   

E Quim e Filipe (Quick et Flupke) também chegaram cedo a Portugal: a revista Diabrete trouxe, a partir de 5 de abril de 1941, as travessuras destes dois traquinas para a atenção dos leitores portugueses sob o título Tropelias do Trovão e do Relâmpago.   

Além de O Papagaio e do Diabrete, as aventuras de Tintim e dos seus companheiros apareceram em várias revistas portuguesas; fazemos a revisão de toda a série, até à revista com a qual as histórias ganharam maior notoriedade nos Países Baixos: o semanário Kuifje. Neste livro apresentamos uma visão geral detalhada de revistas e livros com as criações de Hergé. As revistas vêm todas de Portugal, os livros são maioritariamente de origem brasileira. A razão para tal é que a licença dos livros foi mantida durante anos no Brasil, pela editora Flamboyant. A Flamboyant foi mais tarde adquirida pela Record. Apenas em 1988 é que a editora portuguesa Verbo recebeu autorização para imprimir álbuns de Tintim. A Verbo já tinha adquirido anteriormente a licença para Quim e Filipe (Quick en Flupke) e Joana, João e o Macaco Simão (Jo, Zette et Jocko).   

Esperamos que os leitores fiquem com uma boa impressão da diversidade de revistas e livros publicados em língua portuguesa.   

Agradecimentos

A correspondência entre Hergé e Adolfo Simões Müller e as redações de O Papagaio e Diabrete foi disponibilizada pela Fondation Hergé. Fomos colocados no encalço desta correspondência pelos livros Chronologie d'une Oeuvre, de Philippe Goddin (volumes II, III e IV).

As informações sobre as edições antigas brasileiras e portuguesas foram retiradas do site de Bruno Voeten, disponível em "www.intertintin.com". Pelas informações de enquadramento, devo agradecer também a Jos van Impe.

Por fim, gostaria de agradecer ao meu amigo português fã de Tintim, Alberto Gonçalves; ele ajudou-me a construir esta coleção de revistas de banda desenhada portuguesas.  

Jan Aarnout Boer, Novembro de 2004

¹ À exceção da tradução flamenga de Tintim no Congo, no Het Laatste Nieuws de outubro de 1940.


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