sábado, 25 de janeiro de 2014

Exposição Novas aventuras de Tintin no século XXI

Foi inaugurada hoje, 25 de Janeiro, uma exposição, coordenada por Geraldes Lino, de pranchas desenhadas por autores portugueses dedicadas ao Tintin.

A exposição está patente no Espaço Tintin da Avenida de Roma em Lisboa até ao próximo dia 25 de Março.

A prancha que acompanha este post é desenhada por Ricardo Santo e foi retirada do blogue Divulgando BD.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Tintin no 41º Festival de Banda Desenhada de Angoulême

O tradicional festival de BD da cidade francesa de Angoulême vai realizar-se, este ano, de 30 de Janeiro a 2 de Fevereiro.

No ano em que Tintin faz 85 anos, a Casterman vai ter alguns espaços no festival dedicados ao famoso herói de Hergé, com debates e exposições.



domingo, 12 de janeiro de 2014

Tintin no blogue Leituras de BD

O blogue em epígrafe publicou um post de homenagem ao nosso herói. É um testemunho pessoal do autor do blogue, Nuno Amado, que me parece interessante.

Blogue «Sem data marcada»

O blogue «Sem data marcada» do artista Pedro Morais tem um conjunto de pastiches dedicados ao Tintin.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Os 85 anos de Tintin

Foram vários os órgãos de comunicação social portugueses que noticiaram os 85 anos de Tintin. Deixo-vos alguns links para as respectivas notícias

SIC Notícias
TVI 24
A Bola
Visão
RTP
Rádio Ranascença
TVI
Sol


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Tintin: 85 anos de viagens

(Texto publicado no blogue «As Leituras do Pedro»)

Há 85 anos, um certo Tintin embarcava num comboio com destino ao País dos Sovietes.
Era a primeira de muitas viagens de um dos mais populares heróis que os quadradinhos já conheceram e cuja evocação continua já a seguir.

Repórter (de uma única reportagem) de profissão, aventureiro por vocação, ao serviço dos fracos e desprotegidos por opção, Tintin percorreu meio mundo. Países reais como a União Soviética onde iniciou o seu périplo, o Egipto, a sua Bélgica natal – era natural de Bruxelas, onde habitou na rua do Labrador n.º 26, antes de se mudar para o Castelo de Moulinsart – a Suíça, a Escócia, a China, os Estados Unidos ou o Perú ou estados imaginários (mas bem reconhecíveis) como a república (das bananas) sul-americana de San Theodoros ou as (rivais) balcãs da Bordúria e Sildávia. E, pelo meio, arranjou ainda tempo para visitar a Lua, numa aventura cujo realismo da antecipação à realidade, concretizada 20 anos depois por Neil Armnstrong, é notável.
Nessas viagens, narradas em 23 álbuns criados ao longo de meio século, enfrentou políticos corruptos e políticas opressivas, combateu raptores, falsificadores, traficantes de droga e de escravos e ditadores, deparou-se com o místico e o fantástico, tivessem eles origem nas antigas lendas incas ou nos (então actuais) OVNIs. Mas, acima de tudo, o que primeiramente o moveu foi a amizade, exposta de forma magistral, contra a opinião de todos, quando enfrentou (mais uma vez) a morte nas regiões geladas do Tibete em busca do amigo Tchang que todos - e a própria razão – acreditavam mortos.
O seu autor, Georges Rémi, aliás Hergé, criou-o nas páginas do Le Petit Vingtième e acompanhou-o sempre, no Le Soir ou na revista Tintin onde, após a guerra, encontrou a casa que melhor expressão deu à sua arte.
Agora, 85 anos depois da primeira aventura, 78 após a primeira tradução (a portuguesa, pela primeira vez a cores, na revista O Papagaio), 38 anos depois do último álbum, 31 passados sobre a morte do seu autor, passando ao lado de algumas polémicas bacoca e de acusações em busca de protagonismo, Tintin continua vivo, alvo de estudos e de objectos de colecção.
Nos próximos meses, a Casterman assinalará os 80 anos do sue primeiro álbum Tintin com uma edição especial de Os Charutos do Faraó, o livro La malédiction de Raspar Capac explorará mais uma vez o seu universo único e os países francófonos poderão coleccionar as miniaturas de Les Avions de Tintin. E, em 2015, chegará o segundo filme da trilogia assinada por Steven Spielberg e Peter Jackson, depois do primeiro ter feito (re)acender a chama do aventureiro.

Isto, enquanto se aguarda por 2052 quando, diz o director da Foundation Moulinsart que gere os direitos das criações de Hergé, poderá sair um novo álbum para garantir que a obra não cai no domínio público…
A não ser que antes o dinheiro fale mais alto e se encontrem justificações - como fez recentemente Uderzo... - para não respeitar a vontade do autor que sempre desejou que Tintin morresse com ele.