terça-feira, 22 de maio de 2007

Jonas o Reguila fala com Hergé


































Carlos Sêco, um Amis de Hergé português da Lousã, excelente desenhador de BD, criador para o jornal Trevim da Lousã do herói Jonas o Reguila comemorou o centenário de Hergé com uma BD de sua autoria. Aproveitamos para os convidar a vsitarem o seu blog em http://www.jonasoreguila.blogspot.com/

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Tintin na TSF

tsf.jpgComo aqui já foi referido, a TSF vai assinalar o centenario do nascimento de Hergé com uma peça biografica para os noticiarios que irá passar amanhã nas noticias das 7h, 8h, 9h e 10h (alternadamente) e também uma peça que divulga o Núcleo Portugues dos Amigos de Hergé, que irá passar em horário a definir também entre as 7h e as 10h. Para Sábado, no magazine "A semana passada", entre as 12h e as 13h, irá passar uma peça mais composta com a conversa com os Amis de Hergé Portugueses, com cerca de 6 minutos.

domingo, 20 de maio de 2007

Marcelo Rebelo de Sousa e Tintin

Hoje na RTP, Marcelo Rebelo de Sousa dedicou parte do seu programa «As Escolhas de Marcelo» ao centenário deHergé. Com a presença do foguetão lunar, Marcelo falou de Hergé, Adolfo Simões Muller, das edições de «O Papagaio», mostrou uma biografia do criador de Tintin e falou das suas inclinações políticas. Apesar de ter caído em pequenos erros («Tim Tim em Angola» não foi criado por Hergé propositadamente para Portugal, tendo sido uma reconversão à realidade portuguesa feita por Simões Muller), foi importante que Marcelo Rebelo de Sousa tenha recordado a importância de Hergé na história da cultura mundial.

sábado, 19 de maio de 2007

Tintin em Portugal - Editorial Verbo e o Festival de BD da Amadora fazem exposição para assinalar o centenário de Hergé

A Editorial Verbo e o Festival de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA) querem assinalar o centenário do nascimento do criador de Tintim com uma exposição em parceria com a Fundação Hergé.

fibda0.jpg

Fonte da organização do Festival de BD da Amadora disse à agência Lusa que a edição deste ano do FIBDA recordará o trabalho artístico de Hergé e as aventuras de Tintim, numa exposição que contará com o apoio da Editorial Verbo.
A Verbo, que edita a obra de Hergé desde 1988, está em negociações com a Fundação Hergé para trazer a Portugal a exposição.
Para 2009 a chancela planeia apresentar em Portugal a exposição retrospectiva que o Centro Georges Pompidou, em Paris, acolheu entre Dezembro e Fevereiro.
No âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Hergé, que se assinala na terça-feira, a editora portuguesa vai ainda lançar a edição fac-similada do álbum «O lótus azul», um livro jogo do Tintim e um calendário-agenda para 2009.
De acordo com dados estatísticos da Verbo, as séries de Tintim, Quim e Filipe e Joana, João e o Macaco Simão, já venderam em Portugal cerca de um milhão de exemplares.
O Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que este ano atinge a maioridade, com a 18/a edição, decorrerá de 19 de Outubro a 04 de Novembro.

in Portugal Diário

Tintin na rádio

tsf.jpgNo próximo dia 26 de Maio, entre as 12 e as 13 horas, será transmitido pela TSF no magazine de informação «A Semana Passada», uma reportagem dedicada ao centenário de Hergé. Este programa radiofónico terá a colaboração dos Amis de Hergé portugueses João Paiva Boléo, Francisco Sousa e António Monteiro. A não perder!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Arqueologias

Na última quadra natalícia dos anos 90 (enquanto esperávamos as primeiras novidades da década dos zeros) muito dinheiro foi gasto, como é hábito, em prendas que, mais do que reflectirem o real gosto dos consumidores, tinham uma qualidade simbólica. Só assim se justifica que um dos livros mais vendidos tenha sido “Tintim no país dos Sovietes”, o álbum com o qual Hergé iniciou a fabulosa carreira do seu repórter de poupa que nunca escreveu uma linha. Entendamo-nos. “Tintim no país dos Sovietes” é uma obra importante, a edição pela Verbo é um acontecimento a realçar, e o óbvio sucesso comercial do álbum só pode ser aplaudido. Mas é preciso não confundir esta obra inicial de Hergé com o seu trabalho posterior, pelo qual se tornou conhecido. Na verdade, “Tintim no país dos Sovietes” é uma mera curiosidade arqueológica que, tomada isoladamente, não ultrapassa uma confrangedora mediocridade. E ninguém estava mais consciente disto mesmo do que o próprio Hergé. O autor, não só nunca coloriu e refez esta obra (como aconteceu com as outras aventuras iniciais de “Tintim”), como durante muito tempo nem sequer permitiu a sua republicação. Aliás, o facto de a obra só ter estado disponível a partir de 1973, e depois, em 1981, numa excelente edição fac-similada, terá sem dúvida contribuído para a dimensão quase mítica que “Tintim no país dos Sovietes” alcançou.
Mas, apesar de tudo, é bom não esquecer que foi esta obra que abriu as portas a todas as restantes. E que na sua génese esteve, curiosamente, uma tentativa de usar a banda desenhada como um veículo de propaganda política, um modo eficaz de levar uma mensagem ao público mais jovem. No final dos anos 20 Hergé trabalhava no jornal conservador belga “XXème Siécle”. E “Tintim no país dos Sovietes” foi criado em 1929 para “Le Petit Vingtième, o suplemento infantil do jornal, por sugestão/encomenda do seu director, o abade Wallez. O objectivo era sobremaneira óbvio: denunciar a Revolução Bolchevista de um modo claro e directo, mas ao, mesmo tempo, apelativo.
Escrito sem um argumento prévio propriamente dito, “Tintim no país dos Sovietes” surge assim como um conjunto algo desgarrado de “gags” e aventuras onde vibra um anticomunismo primário. E que não conta sequer com o rigor documental que o autor revelaria posteriormente. Ou seja: falta quase tudo daquilo que caracterizaria (até à obsessão, em muitos casos) a elaborada construção de cada álbum de “Tintim”. É verdade que Hergé vai começar a tactear aqui a linguagem da BD, de que se tornaria um dos maiores expoentes. É também certo que a personagem evolui ao longo da obra. Mas, no seu todo, este é um álbum, não só fossilizado, como narrativa e artisticamente medíocre. O seu valor, certo e inquestionável, é arqueológico. Ler “Tintim no país dos Sovietes” como qualquer outro álbum de “Tintim” é pois, não só um erro, como injusto.
Após o primarismo (político e narrativo) desta primeira obra, Hergé ainda necessitaria de algum tempo para tornar mais equilibradas as suas visões do mundo. Porque a “Tintim no país dos Sovietes” se seguiriam o colonialismo paternalista de “Tintim no Congo”, ou o anti-americanismo de “Tintim na América”. E também não é verdade que “Tintim” se tenha deixado de comentários político-sociais depois disso, como a leitura atenta de qualquer das suas aventuras poderá confirmar. Mas, mais importante ainda, ao longo da sua brilhante carreira “Tintim” conseguiria o feito raro de cruzar uma mensagem humanista com o gosto pela descoberta e pela aventura, sem esquecer o humor. Criando uma das referências fundamentais do século. Por isso mesmo o seu início titubeante é apenas isso mesmo. Sendo uma das edições de banda desenhada mais importantes de 1999, será bom não nos esquecermos de contextualizar “Tintim no país dos Sovietes”. Até para não lhe pedirmos mais do que aquilo que pode dar.

“Tintim no país dos Sovietes”. Texto e desenhos de Hergé. Verbo. 140 pp. 2100$00.
 © 2000 Jornal de Letras/João Ramalho Santos

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Tintin na Lousã


De 3 a 31 de Maio, a Biblioteca Municipal da Lousã é palco de uma exposição dedicada ao Tintim e ao seu criador Hergé. "Tintim na Lousã - um convite de Oliveira da Figueira nos 100 anos do nascimento de Hergé" é o título desta mostra que, para além de livros de banda desenhada do Tintim e de outras personagens criadas pelo belga Hergé, apresenta objectos ligados ao célebre repórter. As peças apresentadas pertencem a Carlos Sêco, um tintinófilo nascido em França, mas já radicado em Portugal desde 1983. Sendo Oliveira da Figueira a única personagem portuguesa presente nalgumas aventuras do Tintim, Carlos Sêco lembrou-se de ser ele a convidar todos os apreciadores do mais conhecido herói da banda desenhada europeia a virem à Lousã. O cartaz que se apresenta em anexo é da autoria de Carlos Sêco. Na exposição estão também patentes um cartoon de Carlos Sêco, em que o professor Girassol expulsa Plutão do sistema solar e um retrato feito a tinta da China, também assinado pelo tintinófilo da Lousã. A exposição, organizada pela Cooperativa Trevim e que conta com o apoio da Câmara Municipal da Lousã, pode ser visitada de 2.ª a 6.ª-feira, das 9 às 17:30 (lamentavelmente não está aberta ao público ao fim de semana).