24-1980
https://revistatintin.blogspot.com/2013/10/13-ano-n-24.html
https://www.bdportugal.info/Comics/Col/Franco/Internacional_Tintin/record/1324.html
23-1980
25/1980
26/1980
27/1980
28/1980
Como já contei no BDBD, esta série foi idealizada pelo Diniz Machado para criar condições destes «heróis» de BD se tornarem título de revista, a substituir o de «Tintin», quando se concretizasse o colapso inevitável. Essa nova revista teria só colaboração portuguesa, para evitar a saída de divisas e a dificuldade em pagar os direitos para fora do País.
Mas nos anos 80 do século XX criara-se uma certa instabilidade política em Portugal. A revista «Tintin» continuava com boa venda, mas os direitos precisavam de ser enviados para a Bélgica e para a França e as quantias atingiam um volume que ultrapassava o limite que o Banco de Portugal estabelecera para a saída de divisas. Assim a Bertrand pagava conforme lhe era permitido, mas acumulando sempre uma diferença para o total. Tinham até de pagar a utilização do título «Tintin». Em dada altura as agências franco belgas receando uma súbita alteração política que pudesse pôr em causa receberem o dinheiro em dívida, começaram a pressionar a Bertrand que não podia fazer nada, porque lei é lei.
O Dinis Machado ciente de que o desfecho da polémica poderia levar ao corte do contrato e obrigar á suspensão do Tintin, lembrou-se de criar as condições para que se isso acontecesse poder sair com outra revista à base de colaboração portuguesa e alguma estrangeira de outra origem, aproveitando os assinantes e compradores fieis ao Tintin.
Nessa altura eu estava a trabalhar nas «Edições Europa-América» e o Dinis contactou-me para fazer uma série de histórias com o Clique e Flash sem ligação à publicidade para que os leitores o deixassem de ver comutado com os anúncios.
Saiam em dupla página, todas as semanas, e foram muitas as histórias publicadas. [13 a 28 - 1980, 39-1981]
E assim o Clique e o Flash entraram na pura aventura, com peripécias sempre ligadas à redação. Para que o protagonismo da personagem fosse mais forte, começou a entrar nas capas do Tintin intrometendo-se na divulgação das outras histórias. Mas mais ainda, aproximando-se do próprio título, indiciando um contra ponto à vinheta do Tintin e Milou.
Mas esta estratégica não foi compreendida pela administração, que achou que estávamos (as pessoas da redação) a procurar protagonismo aparecendo constantemente na revista. Porquê eles e não nós? Isto chegou a ser alvitrado. Além disso recearam que os franco-belgas se ofendessem em ver aquele «Clique» em lugar de tanto destaque, junto ao título.
Nessa altura o Henrique Trigueiros continuava como diretor, mas o chefe de redação deixou de aparecer na ficha técnica. Sob pressões, o Dinis Machado saiu.
Em 1981 o Vasco Granja passou a diretor acumulando a chefia da redação. Mas a condenação estava iminente e o que o Dinis Machado previra aconteceu mesmo. Os belgas decidiram que se não recebessem todo o dinheiro cortavam com o envio dos fotólitos.
E a revista «Tintin» portuguesa acabou deixando os seus fiéis leitores à deriva, procurando outras publicações que entretanto foram surgindo.
A revista acabaria por terminar com a última edição publicada em 02/10/1982.
https://bedetecaportugal.weebly.com/ruy.html
Inicialmente como banda desenhada publicitária, Clique e Flash desenvolve-se, posteriormente, em histórias curtas pedagógicas.
Visita à Aliança, 1972, Ruy e Diniz Machado, Tintin #41 a #46/4º ano
O repórter Clique visita um banco, 1972, Ruy e Luís Nazaré, Tintin #41 a #45/4º ano
Clique e Flash seguram-se na Companhia "A Mundial", 1973, Ruy e Luís Nazaré, Tintin #5 a #12/6º ano
Uma visita à Siderurgia Nacional, 1973, Ruy, Tintin #31 a #38/6º ano
Caçada em África, 1981, Ruy, Mundo de Aventuras Especial #27
O filhote do búfalo, 1981, Ruy, Mundo de Aventuras Especial #29
[gag], 1985, Ruy, Jornal da BD #175, #179 e #181
Clique e Flash na ilha misteriosa, 1985, Ruy, Jornal da BD #183
Clique e Flash no vulcão, 1985, Ruy, Jornal da BD #182
Clique e Flash vão ao circo, 1985, Ruy, Jornal da BD #186
https://biblobd.blogspot.com/2017/09/clique-e-flash-ensaio-de.html
https://bedetecaportugal.weebly.com/clique-e-flash.html
https://bloguedebd.blogspot.com/2015/12/a-vida-interior-das-redacoes-dos.html
«E assim o Clique e o Flash entraram na pura aventura, com peripécias sempre ligadas à redação. Para que o protagonismo da personagem fosse mais forte, começou a entrar nas capas do Tintin intrometendo-se na divulgação das outras histórias. Mas mais ainda, aproximando-se do próprio título, indiciando um contra ponto à vinheta do Tintin e Milou.»





