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sábado, 9 de junho de 2018

A revista Tintin faz 50 anos

"A revista dos jovens dos 7 aos 77 anos". Assim se apresentava, logo no primeiro número, a revista Tintin portuguesa. Chegou às bancas a 1 de Junho de 1968 e mostrava o melhor da banda desenhada franco-belga. O nome vinha do herói da BD belga, Tintin, o repórter criado por Hergé em 1929. Ao longo de 15 anos, foram publicados cerca de 750 números com histórias aos quadradinhos que deliciaram pequenos e graúdos. A revista é agora reeditada para celebrar a data e os seus números são recordados numa exposição. 

Foi através das suas páginas a cores que os portugueses conheceram personagens como Tintin, Blake e Mortimer, Alix, Clorofila, Astérix, Lucky Luke, Ric Hochet, Corto Maltese e Valérian. A publicação era semanal e tinha diversas rubricas, entrevistas e artigos, que permitiram aos leitores portugueses alargar os seus conhecimentos em BD. 

Vasco Granja, que viria a ser um importante divulgador de filmes de animação na RTP, foi uma peça fundamental para o sucesso da revista, ao integrar a equipa editorial, escrevendo e traduzindo artigos.

O título foi detido até 1974 pela Livraria Bertrand e passou depois para a Livraria Internacional no Porto que, devido a problemas financeiros, fechou a revista em 20 de Outubro de 1982. A história "Tintim no país dos sovietes" ficou incompleta, devido ao encerramento da revista.

A Tintin divulgou também autores portugueses, como Fernando Relvas, autor de O Espião Acácio, uma crónica humorística da I Guerra Mundial, publicada originalmente pela revista em 1978 e que agora, 40 anos depois, é reeditada integralmente e chega às livrarias pela mão da Turbina Associação Cultural, sob o selo Mundo Fantasma

O lançamento coincide com a exposição que comemora os 50 anos da revista Tintin, patente na galeria da Bedeteca da Amadora, até 1 de Setembro, organizada pela Câmara Municipal da Amadora em parceria com o Clube Português de Banda Desenhada. A mostra "Revista Tintin, 50 anos" apresenta originais, todos eles pertencentes à colecção do município, dos autores José Ruy (com Dinis Machado), José Garcês, Augusto Trigo (com Jorge Magalhães) e Fernando Relvas, que faleceu em 2017. 

A revista de banda desenhada Tintin tornou-se um valioso título, procurado por coleccionadores e antigos leitores. A colecção completa pode valer mais de mil euros.

In Jornal de Negócios

domingo, 6 de novembro de 2011

A revista Tintin

A revista «Tintin» começou a ser publicada em 1 de Junho de 1968 e terminou, com histórias incompletas, em 20 de Outubro de 1982 (#21/15º ano).
Propriedade da Livraria Bertrand (até 1974) e da Livraria Internacional-Porto, esta revista, a cores, publicou todas as histórias do Tintim.
Contudo, «Tintim no país dos sovietes» ficou incompleta, devido ao encerramento da revista.
Paralelamente, também foi editada para o Brasil uma versão em português do Brasil da revista Tintin.
A cronologia dos episódios publicados é a seguinte:

  • Carvão no porão (#1/1º ano de 1/6/1968 ao #26/1º ano de 23/11/1968) 
  • Voo 714 para Sidney (#27/1º ano de 30/11/1968 ao 52/1º ano de 24/5/1969) 
  • Tintin no Tibete (#1/2º ano de 31/5/1969 ao #26/2º ano de 26/11/1969) 
  • O caso Tournesol (#27/2º ano de 29/11/1969 ao #52/2º de 23/5/1970) 
  • As jóias de Castafiore (#1/3º ano de 30/5/1970 ao 26/3ºano de 21/11/1970) 
  • Objectivo Lua (#27/3º ano de 29/11/1970 ao #52/3º ano de 22/5/1971) 
  • Tintin na Lua (Explorando a Lua) (#1/4º ano de 29/5/1971 ao 31/4º ano de 25/12/1971) 
  • Tintin na América (#32/4º ano de 1/1/1972 ao #10/5º ano de 29/7/1972) 
  • Os charutos do faraó (#11/5º ano de 5/8/1972 ao 41/5º ano de 3/3/1973)
  • O lótus azul (#42/5º ano de 10/3/1973 ao 20/6º ano de 6/10/1973) 
  • A orelha quebrada (#21/6º ano de 13/10/1973 ao 51/6º ano de 11/5/1974) 
  • A ilha negra (#52/6º ano de 18/5/1974 ao #30/7º ano de 14/12/1974) 
  • O ceptro de Ottokar (#31/7º ano de 21/12/1974 ao #9/8º ano de 19/7/1975) 
  • O caranguejo das tenazes de ouro (#10/8º ano de 26/7/1975 ao #40/8º de 21/2/1976) 
  • Tintin e os pícaros (#48/8º ano de 17/4/1976 ao #19/9º ano de 25/9/1976) 
  • O lago dos tubarões (#20/9º ano de 2/10/1976 ao #41/9º ano de 26/2/1977) 
  • A estrela misteriosa (#42/9º ano de 5/3/1977 ao #19/10º ano de 24/9/1977) 
  • O segredo do Licorne (#20/10º ano de 1/10/1977 ao #45/10º ano de 25/3/1978)
  • O tesouro de Rackham, o Terrível (#46/10º ano de 1/4/1978 ao #24/11º ano de 28/10/1978) 
  • As sete bolas de cristal (#25/11º ano de 4/11/1978 ao #3/12º ano de 2/6/1979) 
  • O templo do Sol (#4/12º ano de 9/6/1979 ao #37/12º ano de 26/1/1980) 
  • Tintin no país do ouro negro (#45/12º ano de 22/3/1980 ao #29/13º ano de 29/11/1980) 
  • Tintin no Congo (#35/13º ano de 10/1/1981 ao #13/14º ano de 8/8/1981) 
  • Tintin no país dos sovietes (#12/15º ano de 31/17/1982 ao #21/5º de 2/10/1982) (ficou incompleta)



















 

 

sábado, 11 de junho de 2011

Revista Tintin brasileira

A Editorial Íbis e a Livraria Bertrand editaram uma versão da revista Tintin para o Brasil, distribuída pela Editorial Bruguera do Rio de Janeiro. Os textos seguiam para o Brasil para serem adaptados a «português do Brasil», sendo depois a legendagem feita em Portugal. Os desenhadores José Ruy, Estrompa e Mário Correia trabalharam para as duas versões da revista. A impressão da revista era feita na Imprensa Portugal-Brasil da Amadora, sendo o editor o Fernando Ramos Silva.«A revista dos 7 aos 77 anos» foi substituída pela frase «Para o espírito dos jovens, para os jovens de espírito».
Só tenho conhecimento da publicação de 26 números, correspondendo ao 1º volume, terminando todas as histórias em continuação. Os episódios publicados foram os mesmos que a versão portuguesa editou no seu primeiro volume. Contudo, algumas capas são diferentes da congénere portuguesa.
O episódio do Tintin publicado nesta versão brasileira foi o «Vôo 714 para Sydney".