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domingo, 18 de janeiro de 2026

Tintin e o Mistério da Época Perdida

Tintin - Uma Megaprodução Futebloguês

Mais de vinte anos após a morte do seu criador, Hergé, Tintin está de volta.

"Tintin e o Mistério da Época Perdida" ainda não tem lançamento marcado mas conseguimos em exclusividade alguns excertos do novo álbum do herói de banda desenhada e dos seus companheiros o Capitão Veigadock e o Professor Vieirasol.

O Futebloguês não podia, naturalmente, privar os nossos fiéis leitores desta nova aventura do pequeno treinador incompetente de poupa levantada que continua a cativar e fascinar milhões de pessoas pelo mundo inteiro.

Esta capa que aborda o Sport Lisboa E Benfica (Koeman, Capitão Veigadock e Professor Vieirasol) já tinha sido publicada em 2007 no antigo blog Tintinófilo. Hoje publicamos mais algumas imagens encontradas na internet.








https://arquivo.pt/wayback/20091219114244/http://odragao.blogspot.com/2006/05/fantstico_10.html+

https://www.painatal.com/data/outros/painatal_com_11052006Tintin_e_o_Mist_rio_da__poca_Perdida.pdf



Repare-se nas capas da Record com os filmes sobre Tintin sobretudo no caso da utilização da imagem de Haddock.


-- extra -- 

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

'amanhã' há mais, mais

(a propósito das competições europeias, envolvendo as nossas equipas, continuo a publicação, do fim para o princípio, das capas referentes aos diversos capítulos de uma estória de banda desenhada, 'tintin e a revolução', clonada dos desenhos de hergé)

Antigo site de António Boronha

Etiquetas: cartoons, futebol, imagem, personalidades, uefa


quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Tintim Em Timor


Efeméride Centenário de Hergé

Em homenagem ao mais famoso repórter do mundo, a revista OS MEUS LIVROS pediu ao jornalista José Vegar que lhe criasse uma aventura inédita.

Revista "Os Meus Livros" nº 51 (Maio de 2007)

Tintim Em Timor: a Aventura Perdida

http://tintinofilo.over-blog.com/article-10592742.html

Efeméride Centenário de Hergé

Conheça o perfil do autor de Tintim. E em homenagem ao mais famoso repórter do mundo, pedimos ao jornalista José Vegar que lhe criasse uma aventura inédita.

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Ver E Saber (Voir et Savoir)

Tintin - Cromos Ver e Saber - Aviação e Marinha

Os Estúdios Hergé editaram as colecções de cromos Voir et Savoir: A história do Automóvel, A história da Aviação e A história da Marinha. Em Portugal, esses cromos foram editados pela Editorial Íbis, sendo os cromos da História do Automóvel editados em livro pela Editorial Pública em 1982. 

Actualmente, estes cromos são uma raridade para os tintinófilos mundiais. (...) colecção de 32 da História da Aviação - Origens a 1909, que acompanhavam as embalagens da Tulicreme no ano de 1970. 

[Há uma segunda coleção sobre a Marinha mas que não tem caderneta]

https://biblobd.blogspot.com/2010/01/tintin-cromos-ver-e-saber-aviacao.html

CROMOS / CADERNETA

HISTÓRIA DA AVIAÇÃO ORIGENS A 1909 - 32 cromos (Editorial Ibis / Tulicreme) - 1970


Caderneta "Tintin em aviōes", 32 cromos Ver & Saber da série « Aviação origens a 1909 », edição Tulicreme - editorial Ibis, Portugal, ano de 1970


Os cromos da colecção eram um pouco menores em relação aos cromos originais. Em portugal eram no formato 9,7 cm x 6,5 cm enquanto os cromos lançados pelas edições Lombard / Dargaud eram no tamanho 13 cm x 20 cm. Também eram em menor número pois apenas foram lançados 32 dos 60.

Para obter a caderneta era preciso enviar o nome e morada, com a importância de 3$00 em selos de correio,  para a Editorial IBIS Rua Henrique de Paiva Couceiro, 11 - Venda Nova, Amadora.

Os selos S. C. Orey Antunes deveriam ser colados no impresso destacável da caderneta.

Duplo concurso Tulicreme (1970)

FIMA (Tulicreme)

Colaboração: Agência de Viagens Orey Antunes, Fábricas de Bicicletas EFS, Editorial IBIS

- Sorteios Mensais

Todos os meses - 02/09/1970 - 07/10/1970 - 04/11/1970 - 02/12/1970 - eram sorteadas 10 bicicletas EFS

Devia-se recortar o triângulo EFS que estava impresso no envelope, colar num postal e enviar para a FIMA Fabrica Imperial de Margarina, Lda, Apartado 2481, Lisboa 2

- Sorteio final

Os três principais prémios eram viagens de 7 dias para três pessoas a três destinos diferentes: Londres, Palma de Maiorca e Madrid (que deveriam acontecer ainda durante o ano de 1970).

Devia colar-se na folha destacável da caderneta o selo SC Orey Antunes que estava impresso no folheto. Quando os 16 espaços estivessem preenchidos deveria colar-se a folha num postal com nome, morada e idade e enviar para a FIMA Fabrica Imperial de Margarina, Lda. Apartado 2481, Lisboa 2

1-3 - Viagens; 4-12 - Bicicletas EFS; 14-33 - Coleções de livros juvenis; 34-40 - Conjunto de construções juvenis; 41-60 - Assinaturas da revista Tintin

A marca Tulicreme foi criada pela FIMA em 1964 e começou por ser uma margarina. Tulicreme é um creme para barrar, nutritivo e feito a partir de gorduras 100% vegetais, que foi lançado em Portugal em 1964 com a variedade de chocolate. Em 1997, esta marca infantil foi relançada e foram adicionados leite e vitaminas à fórmula de Tulicreme. (FIMA / Unilever)

A Agência de Viagens Orey Antunes existia desde 1886.

A EFS era uma empresa de Águeda que fabricava bicicletas desde 1939.

Fundada em 1958 a Editorial Ibis, que estava sediada na Venda Nova (Amadora), foi a primeira grande editora que existiu em Portugal, especializada, sobretudo, na edição de colecções/cadernetas de cromos e álbuns de banda desenhada. Porém, antes de começar a editar álbuns de banda desenhada, exclusivamente de origem franco-belga, a Editorial Ibis iniciou a sua actividade através da edição de colecções/cadernetas de cromos, algumas das quais reproduzidas a partir das suas homólogas editadas em Espanha Assim, entre 1958 e 1969, a Editorial Ibis editou várias colecções de cromos, a maioria das quais, diga-se a propósito, de grande qualidade, quer em termos gráficos, quer em termos do conteúdo informativo veiculado através de cromos bem desenhados e coloridos ou reproduzidos com rigor. A partir de meados da década de 60, a Editorial Ibis passa também a editar álbuns de banda desenhada. Encerrou suas atividades em Novembro de 1972 fundindo-se com á Livraria Bertrand. (GQ)

HISTÓRIA DA MARINHA

São conhecidos pelo menos 21 cromos (Editorial Ibis / Tulicreme)



Não se conhece caderneta para a coleção da Marinha.

(Imagens de Fernando Marques)

HISTÓRIA DO AUTOMÓVEL - 1982

Foi editado em livro, no ano de 1982, pela Editorial Pública.

Tintin raconte - Voir et Savoir

Uma das vertentes pedagógicas da banda desenhada é, sem dúvida, a didáctica. Aproveitando o sucesso do Tintin, o atelier de Hergé, com a ajuda preciosa de Bob de Moor, Jacques Martin e Edgar Pierre Jacobs, editou a colecção Voir et Savoir que reunia colecções de cromos desenhados com a presença de Tintin e Milou e retratava a evolução histórica dos diversos meios de locomoção (Comboios, Barcos, Automóveis e Aviões).

A primeira colecção que surgiu foi «Le chemin de fer», que reuniu unicamente seis cromos e que marcou significativamente o fim da colaboração de Jacobs com Hergé.

Posteriormente surgiram sob a direcção histórica e técnica de Jacques Martin o volume «L' histoire de l'aviation - des origines a 1914», que contém 60 cromos. O segundo volume sobre a história da aviação cobre o período de 2ª Guerra Mundial (1939-1945) com também 60 cromos.

O balonismo também teve uma edição específica de 60 cromos com a «L' histoire de l'aérostation - Des origines a 1940», que teve a direcção técnica de Edgar Pierre Jacobs.

Os volumes seguintes foram dedicados à marinha. O primeiro volume «L' histoire de la marine - Des origines a 1700» teve a direcção histórica e técnica de Georges Fouillé e do desenhador Bob de Moor. O volume teve os mesmos 60 cromos com a particularidade de retratar diversas caravelas do período áureo dos descobrimentos portugueses. O segundo volume foi editado mais tarde e cobre o período de 1700 a 1850 com a quantidade de cromos, tendo a direcção técnica da responsabilidade de mais um elemento, Marjolaine Mathikine.

Finalmente, a história do automóvel com um volume de 60 cromos e a direcção técnica de Jacques Martin: «L' automobile - Des origines a 1914». 

Este volume teve uma edição portuguesa da Editorial Pública em 1982 com o título «A história do Automóvel» inserido na colecção Pequena Enciclopédia Tintin.


Livro. História do automóvel com desenhos de Tintin e Milou por Jacques Martin. Editorial Pública, Lisboa - 1982, 63 páginas, Cor, Cartonada, 320x235 mm 

História do automóvel : das origens até 1900 - Hergé, Jacques Martin, Tradução de Ricardo Alberty,
COLECAO: Pequena enciclopédia Tintin


Zetantan, Over Blog, 09/09/2006

Há uma colecção de calendários da Ilanco (Porto, 1986) denominada "Desenvolvimento Histórico do Automóvel" mas que não tem os desenhos de Hergé.

Todos os cromos da colecção original podem ser vistos nos seguintes links:

- Album Chromos Voir et Savoir

- Tintin passion: Tintin raconte...

páginas Fb «Chromos S&V» e « Troc Tintin »:

Plusieurs critères déterminent le prix d’un chromo V&S :

- le thème de la collection (6 chromos Chemin de fer seulement et 36 Aérostation), les autres collections comprennent 60 chromos.

- le texte au verso (les versions promotionnelles «spécimen», «cadeau d’abonnement», les versions publicitaires «Prinsor», «INA», «Shell italia», «Tulicreme») sont plus rares et plus recherchées…

https://www.facebook.com/chromosvoiretsavoir/

COLECÇÃO VER E SABER

Tintin em aviões. Caderneta flexível agrafada, destinada a acomodar os 32 cromos da série «Aviação origens a 1909», edição promocional da Tulicreme - editorial Ibis, Portugal, anos 1970 (1971? )

A coleção da série "Aviação origens a 1909" tem 32 cromos (mesma numeração do álbum). O verso inclui o nome e a descrição sobre o avião, os direitos autorais Casterman e o nome da editora portuguesa Ibis.

Para a série "Marinha", o verso inclui uma descrição do barco, autorização das editions lombard, direitos autorais da Casterman e o nome da editora portuguesa Ibis. Os números nestes cromos são diferentes do álbum (por exemplo o n° 24 original passa a ser o nº 14 na coleção portuguesa).

Hergé, pequena enciclopédia tintin, história do automóvel, editorial pública, Lisboa, outubro 1982. 63 p. 32 x 23 ,5 cm.

GH

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Nuno Saraiva



"A rentrée está a chegar"

Conjunto de várias ilustrações incluindo capa, para o suplemento Ipsílon do PÚBLICO, 2011. A rentrée estava a chegar com Woddy Allen, Patti Smith, Britney Spears, Tintim, Tom Waits, Amadeus, António Lobo Antunes e Valter Hugo Mãe. … A rentrée é também agora, Fónix!


A [exposição] Fónix pode ser visitada até 31 de Outubro de 2016 e está integrada na 7º edição do Bairro das Artes. A organização foi repartida entre a abysmo, a DDLX Design Comunicação Lisboa, o Município de Setúbal e Casa da Imprensa - Associação Mutualista. exposição na Casa da Imprensa, r. da Horta Seca 20 (Lg Camões)

FÓNIX! - Exposta inicialmente em Setúbal em Junho de 2016, passando por Lisboa no Outubro seguinte, "Fónix!" chega em Janeiro de 2017 a Almada, cidade onde cresceu e deu os primeiros passos em riscos e pinceladas.

«"As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne", filme tão longamente anunciado, de Steven Spielberg, eis o dito motivo de interesse. E é Tintin, lui même, que surge em grande plano, tanto na capa do "Ípsilon" como na ilustração de página dupla no interior daquela publicação.»

https://divulgandobd.blogspot.com/2011/08/ilustracao-por-autor-de-bd-ii.html

Antevendo a estreia das aventuras de Tintin no cinema no próximo mês de Outubro, a edição do jornal Público de 26 de Agosto de 2011 publica na sua primeira página um desenho de Nuno Saraiva, onde reconhecemos a figura do Tintin. 

Na capa do suplemento Ípsilon, também temos um trabalho de Nuno Saraiva, onde mais uma vez nos aparece o herói criado por Hergé.


http://tintinofilo.over-blog.com/article-pastiche-do-tintin-no-jornal-publico-82592417.html





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Carnaval 2009

 


Em pleno Carnaval, recebi do amigo Carlos Sêco (cartunista e autor de BD CarloSêco) estas fotos onde se vê ele próprio mascarado de Capitão Haddock, mais umas tantas personagens Hergeanas, facilmente identificáveis.

Carlos Sêco é, além de autor, bloguista (procurar na minha listagem, o blogue "Jonas o Reguila", leitor/visionador compulsivo de BD, mas também ferrenho tintinófilo (sócio da associação belga "Les Amis de Hergé"). Daí que não me espante nada que tenha sido ele o fomentador desta presença de algumas das carismáticas personagens criadas por Hergé (sem sequer faltar o cão Milú) neste desfile carnavalesco na bonita Lousã.

Geraldes Lino, 23/02/2009

video


Tintin no Carnaval da Lousã

Publié le 22 février 2009 par Zetantan

O foguetão das aventuras do Tintin é um dos «protagonistas» do desfile de Carnaval na Lousã das escolas e jardins de infância do concelho.

Podemos ver o vídeo em http://jornalgatafunho.blogspot.com/2009/02/carnaval-na-lousa.html

Outras fotos poderão ser vistas  em

http://divulgandobd.blogspot.com/2009/02/tintim-e-herge-personagens-de-herge-no.html

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Quick e Flupke nasceram em 1930

Quick e Flupke nasceram há 80 anos (2010)

Se é normal associarmos o nome de Hergé a Tintin, a sua obra maior e uma das bandas desenhadas mais celebradas de sempre, o autor criou outros heróis, entre os quais Quick e Flupke, que há exactamente 80 anos eram vistos pela primeira vez em papel impresso.

Tratava-se de dois pequenotes de Bruxelas - revisão ficcionada da própria infância de Hergé - juntos pela amizade, pela vontade de experimentar coisas novas e pela especial queda para provocar pequenos desastres.

A estreia ocorreu no "Le petit vingtiéme" de 23 de Janeiro de 1930, pouco mais de um ano depois de Tintin, e as diferenças entre as duas criações eram significativas. Enquanto o repórter viria a ter longas aventuras, viagens, exotismo, justiça e ordem, Quick e Flupke não saíam da sua Bruxelas natal e viviam um quotidiano igual ao dos outros miúdos, mas as suas partidas provocavam o caos e desesperavam o Guarda 15, vítima recorrente das diabruras em duas pranchas.

O humor em Quick e Flupke, mais tarde decalcado em Tintin para os "gags" com Haddock ou Tournesol, raia muitas vezes o "nonsense", pode ter conteúdos sociais ou politizados (como quando satirizam Hitler e Mussolini), representa-os como diabos (literalmente) e levava-os mesmo a chocar com os limites físicos das vinhetas ou a interagir com o desenhador. E se o traço é o mesmo de Tintin, sente-se uma maior liberdade criativa e o privilegiar da eficácia estética e narrativa.

Com cerca de 250 pranchas publicadas (de forma irregular) durante uma década, Quick e Flupke tiveram nova vida nos anos 80, em versão animada e em álbuns redesenhados e coloridos pelos Estúdios Hergé, a partir das histórias originais.

Esta edição foi lançada em Portugal pela Verbo, com os heróis rebaptizados como Quim e Filipe.

F. Cleto e Pina, JN, 23/01/2010

http://tintinofilo.over-blog.com/article-quick-flupke-nasceram-ha-80-anos-43736512.html

Dois miúdos com 75 anos (2005)

Tinha Tintin comemorado um ano de vida há dias (10 de Janeiro) quando nasciam nas páginas do "Le Petit Vingtième" n.º 4, Quick e Flupke (Quim e Filipe na versão portuguesa). Eram dois "ketjes" (miúdos de rua em flamengo) do Marolles, um dos bairros populares de Bruxelas, simpáticos e agradáveis mas também capazes das maiores tropelias. "Quick era o apelido de um dos meus amigos. Para Flupke, usei o 'Flup' - Philippe - e o 'ke', que em flamengo significa 'pequeno'", explicou Hergé em "Entretiens avec Hergé" (Casterman).

"Les exploits de Quick e Flupke" foram publicadas semanalmente até 1935, depois de forma mais irregular até 1941, ano da sua última aparição, no "Soir Jeunesse". Na época, "produzia duas pranchas por semana de Tintin, mais uma de "Joana, João e o Macaco Simão", por isso, adeus Quim e Filipe", explicou o desenhador.

Embora o traço de Hergé seja próximo do utilizado em Tintin - mas menos pormenorizado -, as histórias de Quim e Filipe são, de certa forma, o oposto das aventuras do mais célebre repórter dos quadradinhos. Em Tintin a ambição do autor vai bem mais além do simples entretenimento, com histórias consistentes e bem engendradas, um suspense sabiamente mantido, o exotismo de muitos dos locais onde decorre a acção e, mesmo, um certo acompanhamento da actualidade - ou até a sua antecipação.

Nas explorações de Quim e Filipe, o cenário é, quase sempre, a rua ou as próprias casas dos miúdos, e o objectivo das duas páginas que constituem quase todos os gags é divertir. Venha a acção de onde vier da vontade de os dois serem úteis ou, até, do questionamento das regras de leitura da própria BD, com os heróis a chocarem contra os limites das vinhetas, a visitarem o autor ou, mesmo, a substitui-lo na autoria das histórias. Como escreve Benoit Peeters em "Le Monde d'Hergé" (Casterman), "em Tintin, a desordem é sempre exterior, os heróis agem para colocar tudo em ordem. Em Quim e Filipe, pelo contrário, o problema é, de cada vez, causado pelas personagens, que parecem ter como único objectivo causarem a maior perturbação possível num universo à partida estável".

Com Quim e Filipe, Hergé mostra um lado menos conhecido, uma certa rebeldia irónica e desrespeitosa - mesmo contra os poderes instituídos, ou não seja o Agente n.º 15 quase sempre a vítima das partidas dos rapazes - parecendo que viveu através das duas personagens a infância que, reconhecidamente, nunca teve. E deu largas a um sentido de humor muito mais contido nos álbuns iniciais de Tintin, que de certa forma recuperaria mais tarde, a um outro nível, com a introdução do Capitão Haddock e do Professor Tournesol.

Em 1984, com autorização da viúva de Hergé, a série foi adaptada para desenhos animados. No total foram feitos 260 filmes de um minuto, tendo os álbuns sido modernizados por Johan de Moor. Foi esta versão actualizada que a Verbo editou em português, em meados dos anos 80, em 12 álbuns de pequeno formato, com 32 páginas, intitulados "Aventuras e Desventuras de Quim e Filipe", reeditados em 2000.

F. Cleto e Pina, JN, 24/01/2005



A primeira aparição foi na revista «Diabrete», a partir de 19 de Abril de 1941, onde foram baptizados de Trovão e Relâmpago. [Tropelias do Trovão e do Relâmpago]

A Mocidade Portuguesa estabeleceu contactos, entre o fim dos anos 50 e os anos 60 , com as  Editions du Lombard para poder publicar na sua revista «Camarada» as aventuras de Quick et Fluke. Interessaram-se também por várias séries temáticas sobre a a Geografia da Europa e a História do Mundo. E ainda por histórias curtas em BD surgidas nas páginas do "Tintin".  Acabou por publicar a aventura "Clorophile et les Les Croquillards" de  Macherot, que recebeu o nome entre nós de "O quebra ossos".[t]

Os livros com as Aventuras e Desventuras de Quim e Filipe  começaram a ser editados pela Difusão Verbo em 1982.

Quim e Filipe são os “irmãos mais novos” de Tintim. Nasceram há algumas dezenas de anos e desde então nunca deixaram de ser publicados em todo o mundo, o que reflecte bem a qualidade artística destes desenhos e histórias que resistem à corrosão do tempo e das modas, e são já um clássico da literatura em banda desenhada.

As Aventuras e Desventuras de Quim e Filipe destinam-se primeiramente às crianças, mas não deixarão de comunicar a sua alegria a qualquer adulto que as leia.
 
Não precisam, como cenário das suas proezas, do Tibete ou da Amazónia, basta-lhes uma simples rua de uma cidade sossegada, uma casa como qualquer outra, uma escola ou um jardim. Mas este ambiente só serve para realçar ainda mais a personalidade de Quim e Filipe, sempre prontos a ajudar (ainda que por vezes vítimas do seu altruísmo), imaginativos e engenhosos de primeira água. Contudo, a sua principal «qualidade» é a imensa ingenuidade que invariavelmente os conduz a situações cómicas.

Ficha técnica:

Quick et Flupke

(Bélgica) Le Petit Vingtiéme #4, 23 de Janeiro de 1930


Diabrete # #14 [5 de Abril de 1941], 16, 18, 19, 20, 26, 27, 29 a 32, 53 a 58, 61, 63, 70, 78, 79, 81 a 87, 89 a 107, 109, 111, 117 e 120 [Tropelias do Trovão e do Relâmpago]

Pimba! (suplemento do Diário Popular) #32 e #61 [1985]

Correio Juvenil Verbo #30 [1985], 36 [1986], 41, 42 [1987], 59 e 60 [1988]

Difusão Verbo 1, 2 [1982] 3, 4 [1983] 5 [1983] 6, 7, 8 [1984] 9, 0 [1985] 11 [1986] 12 [1987]

Ensaio de quadriculografia portuguesa1

Publicações:

Apenas em 1988 foram lançadas pela Difusão Verbo as aventuras de Tintim em álbum. A Verbo Publicações Periódicas começou por lançar os livros com as Aventuras de Joana, João e o Macaco Simão (1981-1982) e as Aventuras e Desventuras de Quim e Filipe (1982-1987). 

Entre 1982 e 1987 foram editados os 12 volumes das "Aventuras e desventuras de Quim e Filipe" através da Verbo Publicações Periódicas. Foram reeditados alguns anos mais tarde (2000).

As Tropelias do Trovão e do Relâmpago começaram por ser editadas na revista "Diabrete". No livro "Diabrete, o grande camaradão" de José Azevedo e Menezes, lançado em 2010, aparecem publicadas as 27 pranchas que não saíram nos 12 álbuns.

(ligação: colecionador de bd)

Em 1985 apareceram algumas pranchas da série (Desporto de Inverno / Brincar Ao Circo) no suplemento  "Pimba!" do Diário Popular .


O boletim «Correio Juvenil» da Verbo também publicou, nos anos 80 e 90, as histórias dos dois pequenos heróis. Também apareceram no «Correio do Chico Omolete» do Correio da Manhã (1986?).

Post de junho de 2011

Uma outra publicação onde apareceram os nossos heróis foi na edição de 1956 do Almanaque de Sto António [-].



https://ogatoalfarrabista.wordpress.com/2015/06/13/uma-surpresa-do-santo-antonio/

https://largodoscorreios.wordpress.com/2015/06/14/sob-o-signo-da-borracha/

Episódio: Aventuras e desventuras de Quim e Filipe

Série: Quim e Filipe

Autores (Argumento e Desenhos): Hergé

Dados sobre o episódio

Leitura: As aventuras e desventuras de Quim e Filipe nº 1

Edição: Difusão Verbo/  2000

30 páginas /cor

Resumo
Conjunto de 15 histórias humorísticas de 2 páginas: Quim vai à pesca; O amuleto; Quim no Far-West; Redação; Canoagem; Sejam bons para os animais; Banhocas; Obediência; Tempo é dinheiro; Um livro aborrecido; Inquebrável; Hospitalidade; Quim professor de Golfe; Treino e Filipe automobilista.

Comentário
Trabalho de Hergé na primeira metade da década de 30, onde se podem notar as semelhanças gráficas com o Tintin da época. No original a série intitulava-se Quick et Flupke.

Quim e Filipe (Quick et Flupke, no original) aparecem no jornal juvenil Le Petit Vingtième, em 1930, fazendo companhia a Tintin. Enquanto o repórter deambula pelo Congo, Hergé oferece semanalmente aos leitores histórias humorísticas de duas páginas, em que os protagonistas são dois garotos de Bruxelas. O seu grande desígnio é comum a todos os miúdos de todas as épocas: passar o dia a brincar, de preferência na rua, se possível com muitos amigos. Meninas, não há; parece que a rua não era lugar para elas nesse tempo, até porque jogar à pedrada, um dos entreténs da rapaziada de várias eras, não parecia ser muito do seu agrado. A comicidade é suave e inofensiva - quem nunca tocou a todas as campainhas de um prédio e depois deu à sola? Nos melhores momentos, reconhecemos o humor de Hergé, dos estatelanços aos quiproquós. 

Série secundária em face da magnitude das aventuras de Tintin, lê-se com agrado pelo valor testemunhal: dos artefactos - quando a tecnologia de ponta se materializava num esplendoroso carrinho de rolamentos, fabrico próprio -, à pedagogia aplicada, a saber, uns açoites bem puxados quando as tropelias passavam das marcas, para não falar da falta de sentido de humor do polícia de giro (Quim e Filipe têm um problema com a autoridade…)

Os episódios cessam em 1941, ano que não é para graças. Numa das longas entrevistas que concedeu a Numa Sadoul, Hergé revelou que estava então assoberbado de trabalho com Tintin e Milou e ainda uma outra série de que também falaremos: Jo, Zette et Jocko.

Aventuras e Desventuras de Quim e Filipe - vol. I

Texto e desenho:Hergé

Editora:Difusão Verbo, Lisboa, 2000

Ricardo António Alves, i, 07/10/2019


LANÇAMENTO NO BRASIL (2013/2014)

Já está disponível nas melhores livrarias do país o livro As Diabruras de Quick e Flupke, novo lançamento da Globo Livros Graphics, selo da editora Globo dedicado a graphic novels. A dupla de meninos marotos foi criada por Hergé em janeiro de 1930 no Le Petit Vingtième, o mesmo suplemento que lançou a obra mais conhecida do cartunista, e agora faz sua estreia no Brasil em uma edição de encher os olhos.

Tintim Por Tintim, 2013

Chega ao público o volume 2 de As Diabruras de Quick e Flupke, pelo selo Globo Livros Graphics. O livro completa a coleção dos quadrinhos da famosa dupla criada pelo artista belga, que ganhou o mundo após o sucesso de seu personagem Tintim. Lançados originalmente em onze álbuns avulsos entre 1949 e 1969, as histórias trazem a essência criativa de Hergé para quem realmente ama o universo das HQs.

Editora Globo (2014)


terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Pedro Ribeiro Ferreira

O Tintim está de parabéns!

Nasceu em 1929, no ano da grande crise, pela mão do belga francófono Hergé.

É espantosa a vivacidade que mantém passados estes anos todos. Está muito bem conservado, nem uma ruga para amostra. É a inveja de muitas tias. Sempre que leio os seus livros lá está ele com o seu ar impecável, cheio de genica a resolver mistérios, como se os anos não passassem. É por isso que gosto do Tintim, não envelhece, está sempre na prateleira, à minha espera e as histórias são sempre actuais. Nunca me canso de as ler. Se fosse um faraó levava comigo para o sarcófago toda a colecção.

É provavelmente o principal responsável por me ter desviado para outros caminhos que não uma carreira no mundo da advocacia. Com tantos advogados na família tinha naturalmente o destino traçado não fosse este jovem imberbe com um penacho na cabeça a despertar-me o interesse pelos livros aos quadradinhos. Em termos de BD foi o meu primeiro grande amor e não há amor como o primeiro.

Sempre me intrigou no Tintim a sua pureza moral. Ninguém pode ser assim tão imaculado. Por isso fui tentar descobrir o seu lado mais sombrio, mais perverso, mais decadente, sei lá, uma tara qualquer, um fetiche tipo espancar velhotas.

Procurei, pedi informações, vasculhei nos sítios mais recônditos mas não encontrei absolutamente nada de mal. Antes pelo contrário, o que descobri ainda me fez gostar mais dele. E não é que o Tintim é um fervoroso adepto do Sporting!? Ninguém sabia mas a imagem é peremptória. Além disso também não é grande adepto da ilustração de imprensa, prefere a BD e o cartoon. É cá dos meus!


Pedro Ribeiro Ferreira, 01/02/2009

Tintin no blog «Traços Gerais» - O blog «Traços Gerais», de Pedro Ferreira,  publica um post de homenagem ao Tintim. A ver em http://pedroribeiroferreira.blogspot.com/2009/02/les-aventures-de-tintin.html - Publicado em 02/02/2009 por Zetantan Tintim em Portugal - http://tintinofilo.over-blog.com/article-27486469.html

- O primeiro cartoon (BD) foi feito para a Exposição "80 Anos de Tintim" que esteve no Museu Dr. Louzã Henriques, na Lousã e depois também apareceu publicado no suplemento BronKit.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Tintin nas galés


Parece que Tintin, meu amigo de infância, vai ser julgado num tribunal belga por um alegado crime de "racismo" praticado em 1931 com a publicação das suas aventuras no Congo, narradas e desenhadas por um tal George Prosper Remi, a.k.a Hergè.

Acusa-o, apoiado pelas ruidosas tropas do politicamente correcto, um tal Bienvenu Mbutu Mondondo, nascido 40 anos depois de "Tintin no Congo" ser publicado, que acha a obra "atentatória da sua imagem" porque, nela, "os congoleses" (e não as personagens do livro) são apresentados como "preguiçosos" e "estúpidos". 

Ora ele é congolês, portanto... Exige, por isso, que a venda do livro seja condicionada (a sua primeira exigência foi a proibição pura e simples, mas entretanto terá ouvido falar de "liberdade de expressão e concluído que talvez estivesse a ter mais olhos que barriga). A seguir virá algum grego "ofendido" pela imagem de Rastapopoulos, algum oficial da Marinha pela imagem de bêbedo do Capitão Haddock , alguma cantora lírica pela imagem da Castafiore, algum vendedor de seguros pela imagem de Séraphin Lampion, algum polícia pela imagem de Dupond e Dupont, algum "gangster" pela imagem dos "gangsters" em "Tintin na América"...

Seguir-se-á Astérix (há-de aparecer algum romano a sentir-se "ofendido") e, por um motivo ou por outro, toda a literatura e arte. Finalmente, como previu Heine, depois dos livros, chegará de novo o momento de se queimarem homens.

MANUEL ANTÓNIO PINA/JN, 19/04/2011

Publicado no anterior blog em 20/04/2011

https://www.bd2u.net/artigos/albuns/281-o-julgamento-de-tintin-no-congo.html

E X T R A

Tintin e os outros […] chegaram à minha vida na infância como o Cavaleiro Andante e, como na canção de Maria Bethânia, instalaram-se para sempre feitos posseiros dentro do meu coração. Com eles fui à Lua e viajei  por todos os mares do mundo, subi aos Himalaias e desci aos negros porões da alma humana […] defendi os fracos e enfrentei opressores e ricaços sem escrúpulos […] convivi com guerrilheiros, com tiranos, com comerciantes, com sábios, com iluminados… 

Se algo de essencial aprendi […] das minhas aventuras com Tintin foi o desprezo da infâmia e a “linha clara” da coragem e da justiça.»

Manuel António Pina, JN, 24/05/2007 [Crónica, Saudade da Literatura]

Anunciou a televisão estatal (na verdade, "a" televisão) norte-coreana que o líder supremo do Partido, do Estado e do Exército, "Kim Jong-un, tem um plano grandioso para fazer uma mudança considerável no campo de literatura e artes".

A primeira etapa de tal "plano grandioso" (na Coreia do Norte, os planos e ideias do supremo líder são sempre "grandiosos") foi um grandioso "show" realizado sexta-feira na capital do país, Pyongyang, em que, entusiasticamente aplaudidos de pé, actores dançaram para as cúpulas do regime, incluindo o próprio Kim Jong-un, vestidos de personagens da Disney: Mickey, Minnie, Winnie-the-Pooh, Branca de Neve, Dumbo, etc.. Alguém devia ter informado Kim Jong-un que Mickey é agente da CIA...

Alguns media ocidentais vibraram com tal sinal de "abertura", embora os EUA, pela voz do Tio Patinhas, tenham lamentado que os norte-coreanos não tivessem pago os direitos de autor.

"Abertura" seria um "show" em Pyongyang com as personagens, já não digo de Crumb, Shelton ou até de Al Capp, mas, ao menos, os de "L'affaire Tournesol", de Hergé, em que Tintin conhece um país, a Bordúria, que, mais estrela menos bigode na bandeira, é decerto familiar do povo norte-coreano: um partido único, um líder supremo com estátuas por todo o lado, uma tenebrosa polícia política, um Estado militarizado e uma sociedade infantilizada cantando hinos de louvor aos seus carcereiros.

Manuel António Pina, Bordúria "abre-se" JN, 12/07/2012


184. Até Tintin, ao fim de tantos anos, me parece cansado e céptico (em contrapartida os negócios escuros de Rastapopoulos vão vão de vento em popa…)

Manuel António Pina, «Heróis», Visão, 04/12/2003


98. Enquanto os outros liam a vida de S. João Bosco e os manuais de Filosofia do prof. Bonifácio («O mundo é a casa dos rapazes e a casa é o mundo das raparigas», ele é que sabia…), andava eu pela Lua com Tintin e com os Dupond…

Manuel António Pina, «Onde o cronista se deita no divã», Jornal de Notícias, 13/11/1991


domingo, 10 de abril de 2022

Belvision - Les Aventures de Tintin

Em Portugal foram divulgados pela RTP em 1970 e já a cores em 1988 e 1988. Várias cassetes VHS foram lançadas depois de 1987. Eram a adaptação mais conhecida antes da versão da Nelvana/Ellipse.

«Quem não se lembra dos velhinhos episódios das aventuras do Tintin que duravam 5 minutos cada? Foram produzidos pela Tele-Hachette e Belvision em 1961 e quase estavam esquecidos...pois é voltei a encontrá-los recentemente, desta vez em RIP de VHS, pois nunca saíram em DVD. Originalmente eram 102* episódios de 5 minutos cada, mas a versão em formato VHS, agrupava os episódios por história, dando origem a 7 grandes episódios de aproximadamente 45 minutos cada.»

+ Explorando a Lua - 22

+ O Caranguejo das Tenazes de Ouro - 17

+ O Segredo do Licorne - 10

+ O Tesouro de Rackham, o Terrível - 17

+ A Estrela Misteriosa - 11

+ A Ilha Negra - 12

+ O Caso Girassol - 13 [também foi lançada como longa-metragem pela Belvision]

https://tralhasvarias.blogspot.com/2012/03/les-aventures-de-tintin-dapres-herge.html#more

«Les Aventures de Tintin, d'après Hergé (As Aventuras de Tintim, por Hergé) foi um desenho animado dirigido por Ray Goossens e produzido pela Belvision de 1958 a 1963. No total, a primeira série de Tintim para a TV teve 104* episódios, de 5 minutos cada (...). Baseada nos esboços de Greg (Michél Regnier - cartunista belga, editor da Revista Tintin e tradutor da série para o francês), e adaptada por Charles Shows, a série não era muito fiel à história original dos álbuns.»

https://www.tintimportintim.com/2008/07/srie.html

- Les Aventures de Tintin 

O filme "O Caso Tournesol" foi transmitido pela RTP em 23/12/1969. No dia seguinte foi transmitido "A Estrela Misteriosa".

RTP-1 (1970)

É constituída por diversas rubricas a nova programação que a RTP passa a transmitir a partir de amanhã (25/05/1970) e diariamente às 12h45. Assim, amanhã, nos pequenos écrans, surgirão à hora de almoço, "As Aventuras de Tim-Tim". Pelas 13 horas "Feminino Singular" magazine Para a mulher. 13 e 15, Ele e Ela (He and She) série filmada com Paula Prentiss e Richard Benjamim nos principais papéis. Seguir-se-á, pelas 13h45, a primeira edição do telejornal.

Os vários episódios foram apresentados diariamente, Por exemplo: 26/05/1970 (Objectivo lua); 29/6/1970 (A Ilha Negra).

Tintim e o cinema de animação - Os estúdios Belvision

Andava eu na 4ª classe, nos inícios dos anos 70, e o meu professor, caso nos portássemos bem, permitia-nos ver os primeiros episódios do Tintin que passavam em Portugal. Todos os dias, aproveitando a televisão dos alunos da Telescola, poderíamos ver,  antes do Telejornal da uma da tarde, episódios de cinco minutos do nosso herói do Tintin, ainda a preto e branco, pois a cor ainda não tinha chegado aos écrans portugueses. Era um verdadeira delícia para os nossos espíritos aventureiros!...

Apesar da Belvision ter produzido em 1956 dois filmes semi-animados («O Ceptro de Ottokar» e «A Orelha Quebrada»), aqueles nostálgicos episódios dos anos sessenta seriam os primeiros verdadeiros filmes de animação a serem adaptados à televisão. Produzidos pela Belvision, coube a  Michel Regnier (o nosso conhecido Greg da BD) a escolha dos sete episódios a serem adaptados. Foram produzidos 104* episódios de cinco minutos com a adaptação do argumento também da responsabilidade de Greg. 

Os episódios escolhidos foram os seguintes:

Objectivo Lua / Explorando a Lua
O Caranguejo das Tenazes de Ouro
O Segredo do Licorne
O Tesouro de Rackham, o Vermelho
A Estrela Misteriosa
A Ilha Negra
O Caso Girassol

A realização dos episódios coube  a Jose Dutillilieu e a Charles Mostrar. Hergé não se entusiasmou com a produção destes filmes, mantendo-se à margem da sua realização.


O Telejornal primeira edição dava às 13h45. O bloco de desenhos animados seria entre as 12h45  e 13h00.

- Les Aventures de Tintin 

RTP-1 (1988 - 1989)

Entre 10 de Outubro de 1988 e 10 de Fevereiro de 1989 foram divulgados, no espaço "Brinca-Brincando" da RTP-1, de segunda a sexta-feira, entre as 17h30 e as 18h20, os vários episódios das aventuras de Tintim, desta vez a cores. Os episódios tinham cinco minutos e já tinham dado na década de 70.

No mesmo espaço da programação infanto-juvenil deram outros programas como "Le Piaf", "Hey! Bumboo", "Tao Tao", "Manni o Jovem futebolista",  "Pedro, O mandrião". "Vento Nos Salgueiros", "Folhas Soltas", "He Man", "Os Espertalhões" ou "Chamada Geral".

Em meados de 1988 foram lançados os primeiros álbuns em português de Portugal, através da Verbo, por isso poderá não ter sido coincidência.



«A RTP passava as aventuras de Tintin em pequenos episódios de 5 minutos numa produção da Tele-Hachette e Belvision. 

Podem ver os genéricos da primeira parte das histórias O Segredo da Licorne e O Tesouro de Rackham, o Terrível no canal de youtube do Mistério Juvenil.»

«(...) confesso que como apaixonado pelo Tintin que sou adoro as séries, a que actualmente conhecemos é a versão mais recente de 1991 porque antes dessa havia uma outra em que era seriada (1962) e dava na RTP (ver genérico no site do MJ) e durava uns 4 a 5 minutos cada episódio.»

MJ, 26/12/2007


O Tintin, claro: era jovem, tinha um cabelo engraçado e uma profissão que me parecia espectacular. Corria mundo — o que era ainda mais espectacular — e vivia as mais espectaculares aventuras, incluindo ir à lua. Acompanhei algumas destas façanhas através de álbuns que não eram meus, mas lembro-me muito bem do Tintin em versão cinco minutos que dava na RTP depois do Telejornal. Ouvíamos o sinal sonoro — “Les aventures de Tintin, d’après Hergé” — e morríamos para o mundo durante aqueles minutos, que nos pareciam sempre tãaaaaaaaao curtos.

Sandra Silva Costa, Fugas, Público, 19/03/2011

Sucesso animado na televisão leva a 'O Templo do Sol' no cinema

Em 1969, surge a primeira animação de longa metragem baseada num álbum de Tintim

Entusiasmados pela boa recepção feita aos sete desenhos animados realizados para televisão, sob o título-chapéu Les Aventures de Tintin, e que passaram em Portugal na RTP, os estúdios Belvision convenceram Hergé a fazer uma longa-metragem animada, com base num dos álbuns originais de Tintim. A escolha recaiu em O Templo do Sol, tendo Hergé sido o autor do argumento original, no qual trabalharia também Greg, entre outros colaboradores. Os acontecimentos de As Sete Bolas de Cristal, o álbum que O Templo do Sol continua, foram condensados no início do filme e narrados por uma personagem parecida com o próprio Hergé. A Belvision não se poupou a despesas nesta primeira adaptação em longa metragem de animação de uma aventura de Tintim, tendo inclusivamente encomendado uma canção a Jacques Brel. O filme, uma co-produção franco-belga, foi uma boa aposta comercial, pelo que Hergé e a Belvision ainda fariam um segundo , embora já não com base num álbum. Seria Tintim e o Lago dos Tubarões.

DN, 18/12/2009

A versão dobrada em português do filme "O Caso Grassol"  foi estreada no canal :2 no 31 de dezembro de 2004. 

https://wikidobragens.fandom.com/pt/wiki/Tintin:_O_Caso_Girassol

https://wikidobragens.fandom.com/pt/wiki/As_Aventuras_de_Tintin_(s%C3%A9rie_de_1957)

CASSETES VHS

Cassetes de vídeo de filmes da Belvision editadas pela Artel e Diger Video entre 1987 e 1989

Os filmes da Belvision foram realizados entre 1959 e 1963. As adaptações foram de Michel Regnier (Greg). Foram realizados sete pequenas metragens (A Estrela Misteriosa, A Ilha Negra, O Caranguejo das Pinças de Ouro, O Segredo do Unicórnio, O Tesouro de Rackham o Terrível, Destino:Lua e Explorando Na Lua). Estas cassetes são a recolha de 59 (?) episódios de 5 minutos cada, que passaram na RTP no início dos anos 70 (?). A Belvision também produziu três grandes reportagens: O Caso Tournesol (Ray Gossens, 1961), O Templo do Sol (Eddie Lateste, 1969) e O Lago dos Tubarões (Raymond Blanc, 1972).  Os vídeos são em francês com legendagem em português.

https://tintinofilo.weebly.com/arteldiger-video.html

https://tintinemportugal.blogspot.com/2011/06/tintin-em-vhs-filme-da-belvision.html

- A Estrela Misteriosa / A Ilha Negra  (Artel Kidvid, 2033/1989 - 80') 

- O Caranguejo das Pinças de Ouro (Artel-VideoEspaña Kidvid)

- O Segredo do Unicórnio / O Tesouro de Rackham, o Terrível (Artel)

- Destino: Lua / Exploradores Na Lua

- O Caso Tournesol (Diger, 1954/1988 - 68')

 Os vídeos são em francês com legendagem em português.

FILMES - Tintin e O Lago dos Tubarões (Diger, 1146/87)+ O Templo do Sol (Diger, 623/87 - 90')

Catálogo Espanhol

Séries Espanha

quinta-feira, 22 de julho de 2021

80 Anos de Tintim - Lousã 2009


Exposição Museu Dr. Louza Henriques, Lousã 16/01/2009 - 15/02/2009
Organização Cooperativa Trevim

Na Lousã está patente ao publico (até ao final do mês de Fevereiro, e não até 15 de Fevereiro como estava previsto inicialmente) uma magnifica, para não dizer excelente exposição sobre a iconografia de Tintim e Hergé. Organizada pela cooperativa Trevim, tendo como comissário Carlos Sêco, nesta exposição pode-se viajar pela obra de Hergé e por toda a iconografia e merchandising criada à sua volta. Muito bem estruturada e documentada é uma exposição a não perder para quem é admirador das aventuras de tintim. Seguem fotos da exposição complementadas com fotos do encontro que se realizou no dia 24 de janeiro à mesa das dissertações teóricas de Osvaldo de Sousa e Geraldes Lino.


O Museu Dr. Louzã Henriques, na Lousã, recebeu uma carta da Fundação Moulinsart a solicitar o cancelamento da exposição "80 anos de Tintim" por isso a mesma teve de ser cancelada antes do fim de fevereiro.


Mas o que me importa frisar é o facto de os organizadores desta exposição não terem tido problemas (ainda bem!) com os herdeiros dos direitos autorais de Hergé, Fanny Vlamynck e Nick Rodwell.
Isto porque na Lousã, uma simples exposição organizada pelo professor, jornalista e cartunista CarloSêco, tintinófilo compulsivo, foi mandada desmontar exactamente pela Fondation des Studios Hergé, por alguém, que faz parte do grupo de portugueses pertencente ao clube belga Amis d'Hergé, ter tido o "descaramento" de a ter montado, e ainda por cima, inocentemente, lhes ter dado conhecimento.

A exposição estava bonita, incluía livros sobre o autor e respectiva personagem, pertencente à colecção pessoal de Carlos Sêco, uns objectos de merchandising do mesmo coleccionador, e umas tantas imagens, entre as quais uma cópia digital do episódio criado para o meu fanzine Efeméride (nº4 - Jan.09), também publicada no jornal Trevim, da Lousã, e houve pessoas (eu incluído) a apresentar trabalhos relacionados com o tema.

Foi uma situação desgostante para o entusiasta organizador, de que me lembrei agora, igualmente algo entristecido, pelo desagradável acontecimento, (...)


Os 80 anos de Tintim em exposição na Lousã
Publié le 14 février 2009 par Zetantan

Por gentileza do tintinófilo Jorge Macieira, eis a reportagem em vídeo da exposição dos «80 anos de Tintin», realizada este mês na Lousã, sob a organização de Carlos Seco. Para verem um mostra fotográfica do evento, eis o link também de Jorge Macieira:

 
Fotos e um pequeno vídeo da Exposição "80 anos de Tintin" que se realizou em 2009 na Lousã.
Na página de facebook "Tintin News" tem várias imagens dessa exposição.

«Gostei de rever a exposição. Passados oito anos, fiz algumas novas aquisições. Quem sabe se em 2019 o Tintin não volta à Lousã. Só não sei se a Moulinsart aprova.»


As fotos estavam também disponíveis em
http://my.opera.com/macieira_law/albums/show.dml?id=695429

Algumas das imagens da exposição "80 Anos de Tintim - Lousã 2009" que ainda faltava partilhar:




















cartoon de Eduardo esteves


um cartoon de Zé Oliveira

















imagem com um cartoon de Rodrigo e outra imagem de Alex Gaspar

TREVIM

O n.º 2 do "BronKit", suplemento do jornal "Trevim", dirigido por Carlos Sêco, foi dedicado na totalidade aos 80 anos do Tintim e inclui os cartunes/BD's que estiveram na exposição "Lousã 2009". 

O n.º 3 do "BronKit" incluiu mais dois desenhos alusivos ao Tintim (de Carlos Sêco e César Évora) que tinham ficado esquecidos na gaveta.





Gon

Carlos Laranjeira



Eduardo Esteves

Bruno Taveira

Alex Gaspar - O Pasquim - cópia retirada do suplemento










80 anos de Tintim na Museu Dr. Louzã Henriques na Lousã
Publié le 14 novembre 2009 par Zetantan

Uma reportagem fotográfica sobre a exposição tintinófila realizada no início deste ano na Lousã. - Blog Humorgrafe de Osvaldo Sousa


15 FEBRERO, 2009
Datos sobre la exposición en Lousa
Por lo que he podido ver en las imágenes que han colgado (http://my.opera.com/macieira_law/albums/show.dml?id=695429), la exposición no era gran cosa. No había nada especialmente resaltable.

Lo que me llama la atención es que Moulinsart pidiese la cancelación de esa exposición, literalmente:

O Museu Dr. Louzã Henriques, na Lousã, recebeu uma carta da Fundação Moulinsart solicitando o cancelamento da exposição «80 anos de Tintim», alegando não terem sido consultados, o que imediatamente foi acedido.

Visto en: http://tintinofilo.over-blog.com/

 
(comentário de um conhecido fã espanhol que já conhece a maior parte dos objectos por isso não seria surpreendente para ele)
 
Em maio de 2007 tinha havido uma exposição menos ambiciosa na Biblioteca Municipal da Lousã.
 

 exposição de 2007