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sexta-feira, 24 de março de 2023

Ricardo Leite


O livro "Em Busca do Tintin Perdido" de Ricardo Leite vai ter edição portuguesa pela editora A Seita. O autor brasileiro vai estar em Portugal no início de Junho de 2023 para o lançamento da obra que já teve edição no Brasil (Noir) e França (Sépia). O autor irá estar em Beja, Lisboa, Coimbra e Porto.

https://www.facebook.com/embuscadotintinperdido



sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Hergé Em Portugal


 https://tintinemportugal.blogspot.com/2021/10/catalogo-da-exposicao-herge-em-portugal.html

A capa apresenta um desenho de Hergé oferecido, em 1958, a Francisco Hipólito Raposo e Pedro Emauz Silva

A coordenação da obra foi de António Cabral. A primeira edição (setembro de 2021) foi de 1100 exemplares e a segunda (Outubro 2022?) foi de 2000 exemplares.

Textos de Amadeu Lopes Sabino, António Araújo, António Cabral, António Monteiro, João Paulo Paiva Boléo, José Azevedo e Menezes e José Vitor Silva.

A separata "Hergé em Portugal" está a ser oferecida gratuitamente com a venda da versão portuguesa do Catálogo da exposição que tem um PVP de 15€.

A compra pode ser efectuada nas lojas da Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna, 45).

A montra online encontra-se encerrada para remodelação mas poderá adquirir-se o livro por correspondência. Deve ser feito um pré pagamento e é necessário facultar os seguintes elementos: nome, morada e n.º de contribuinte.

O livro fica em 15,00 € mais 1,00 € de portes num total de 16,00 €. Como é uma edição limitada convém confirmar se a separata ainda se encontra disponível.

Nota: as vendas são realizadas apenas para Território Nacional

vendas@gulbenkian.pt

No site tintim.pt as obras apresentam os seguintes preços: catálogo (19.99€) e separata (9.99€)


terça-feira, 9 de novembro de 2021

Os insultos do Capitão Haddock

Quem não se recorda dos insultos do Capitão Haddock nas aventuras de Tintin? Em 1988, Albert Algoud lançou uma compilação desses impropérios numa obra intitulada "Le petit Haddock illustré", reeditada em 1991 com o título "Le Haddock illustré - L'Intégrale des jurons du capitaine". É esta edição que agora é editada em português pela ASA com a tradução "Dicionário ilustrado dos insultos do Capitão Haddock".



 

sábado, 2 de outubro de 2021

Catálogo da Exposição Hergé em Portugal

 No âmbito da exposição Hergé, a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, foi editado a  versão portuguesa do Catálogo da exposição, contendo uma surpreendente separata intitulada "Hergé em Portugal".



Hergé (Catálogo de exposição), Moulinsart/Fundação Calouste Gulbenkian, 48 + separata "Hergé em Portugal", cor, capa dura, 15€


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Heróis da BD


Quer se queira, quer não, os protagonistas/heróis marcam o universo da banda desenhada. Em "Heróis da BD" Carlos Pessoa e Nuno Franco sugerem algumas boas pistas, portas de acesso a outros universos. O resto são critérios.

Para falar de banda desenhada todos os espaços são bons, todos os pretextos óptimos. A noção pode ser difícil de entranhar por quem se interessa por cinema ou literatura, formas com lugar garantido no caldo da Cultura. Não é o caso da BD. Presa num limbo variável que apenas se agita em momentos particulares (os Festivais da Amadora, Porto e Lisboa, por exemplo), à BD resta espreitar oportunidades. Foi o caso do desafio da PÚBLICA (revista dominical do PÚBLICO) aos jornalistas e críticos Carlos Pessoa e Nuno Franco. Uma página por semana, tendo como mote (definido pelos próprios) heróis que marcaram os quadradinhos. Agora coligidos num volume de arejado grafismo, esses textos constituem o miolo de "Heróis da BD". Como notam Pessoa e Franco, escrever sobre BD sem falar de heróis, que surgem repetidamente de aventura em aventura, é quase um contra-senso. Infelizmente, acrescente-se. Porque tal critério implica, no leitor ocasional, o vislumbrar automático de lugares-comuns relacionados com actividades heróicas, monodimensionais, escapistas. Quando a BD não se resume a isso. Basta pensar num exercício semelhante feito em termos de cinema ou literatura. Quais as selecções possíveis, os heróis eleitos? Indiana Jones? Luke Skywalker? Miss Marple, Pepe Carvalho, Harry "Rabbit" Angstrom? Significativos, uns mais do que outros. Mas representativos das suas formas narrativas como um todo? Mais lógico seria citarem-se trabalhos, autores. Com a ressalva de que muitas obras se estendem por episódios, a BD merece o mesmo. Diga-se que Pessoa e Franco conhecem o espartilho, e sabem libertar-se dele. "Akira" de Otomo, por exemplo, é "apenas" isso, uma obra fulgurante (longa, é certo, mas não se considerarmos os códigos da BD japonesa) da qual a personagem-título nem sequer se pode considerar verdadeiro protagonista (Kaneda e Tetsuo dividem com ela o palco). Claro que, e aceitando-se o critério (defensável) dos autores, nada é mais estimulante do que listas e selecções. A razão é óbvia. São sempre, mas sempre, incompletas e discutíveis. E, nessa perspectiva, "obrigam" leitores a refazer o exercício na ânsia de uma selecção perfeita, utópica. A este respeito nada de ilusões: comentários aos critérios pessoais de outros são apenas reflexo de um outro critério, não menos pessoal.Logo à partida é interessante notar que as opções de Franco e Pessoa seguem de muito perto cânones que nos habituámos a reconhecer, não só em Portugal. A grande divisão é entre franco-belgas e norte-americanos; com um espanhol, dois italianos, dois argentinos, dois japoneses, e cinco portugueses à mistura. Mais: a chamada "BD clássica" resume-se, fora um ou outro incontornável ("Tintin", "Spirou"...), ao mundo das "strips" e "comics" norte-americanos, com as restantes escolhas a incidirem na contemporaneidade. É evidente que a operação tem de ter danos colateriais, como toda a BD inglesa e personagens clássicas das restantes ("Quim e Manecas", "O Boneco Rebelde", "Simão Infante", para apenas citar alguns portugueses). No entanto, nada há a dizer em relação às presenças nacionais. Gonçalves, Louro, Saraiva, Relvas são inquestionáveis, Fazenda e Marte mais do que promessas. De fora fica, por exemplo, José Carlos Fernandes, o mais espantoso autor português. Que, por ser mais anti-autor, apenas cria, como é óbvio, anti-heróis. Noutra perspectiva, da brilhante dupla Nuno Saraiva/Júlio Pinto resgata-se o formato mais clássico, e a criação menos interessante, pese embora o delírio inicial. É evidente que os autores concentraram escolhas naquilo que reconhecem como importante e, mais ainda, de que gostam. Não é difícil, de resto, distinguir uma coisa da outra. Veja-se, nomeadamente, o esforço efabulatório de Carlos Pessoa para que o leitor penetre nos universos ficcionados que descreve. A forte carga de assombro que se vive nessas entradas contrasta com outros textos de cariz mais informativo. (...)

João Ramalho Santos, Público, 13/10/2001

https://www.publico.pt/2001/10/13/jornal/o-regresso-dos-herois-162967


Heróis da BD, de Nuno Franco e Carlos Pessoa

Uma lista de 42 heróis da BD analisados pelos autores, cujas crónicas foram inicialmente publicadas no revista  dominical do jornal «Público». Uma crónica é dedicada a Tintim.

Público - Lisboa, 2001 - 89 páginas, Cor, Brochado, 250x295 mm 

A entrada sobre Tintin, "Repórter Andarilho", é da autoria de Carlos Pessoa.

antigo site do Público

Nome: Tintin

Criador: Hergé

Data de nascimento: 10-01-1929

Local: "Le Petit Vingtième", Bélgica

Época: século XX

Série: banda desenhada de aventuras e um dos grandes clássicos do género, que influenciou de forma muito vincada uma parte significativa da criação europeia contemporânea de BD Sinais particulares: Tintin é um jovem repórter, sempre vestido com calças de golfe e ostentando um inconfundível topete no alto da cabeça. É dono de um fiel e inteligente cão "fox-terrier", chamado Milou, e tem como companheiro inseparável, a partir de 1940, Haddock, um capitão de marinha colérico, beberrão e temperamental.

(Carlos Pessoa)


biblioteca no antigo site

terça-feira, 25 de junho de 2019

Tintin e a Lua

Os dois episódios da aventura lunar imaginados por Hergé (Rumo à Lua e Explorando a Lua) foram publicados em 1953 e 1954, ou seja, quinze anos antes da missão Apollo 11 (1969) e antes mesmo do primeiro satélite Sputnik (1957). 
Ambos se encontram reunidos neste álbum duplo, lançado especialmente por ocasião do 50.º aniversário dos primeiros passos do homem na Lua (20 de julho de 1969).

Tintin e a Lua, Hergé, Edições ASA, capa dura, cor, 19,90€

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O site do livro Tintin - Bibliographie d'un mythe

Recentemente foi editado o livro em epígrafe que recencia a bibliografia acerca de Tintin e do seu autor, Hergé. De forma, a actualizar a obra, os autores, Oliver Roche e Dominique Cerbelaud, criaram um site onde se pode descarregar toda a bibliografia tintinófila encontrada até ao momento. De notar que as obras portuguesas relacionadas com Hergé e a sua obra constam da lista.
Deixo-vos o link: http://www.bibliographiedunmythe.com/

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Tintin Akei Kongo


Tintim no Congo (1931) é o segundo álbum da famosa série de BD do autor belga Hergé. Foi-lhe encomendada pelo jornal conservador Le Vingtième Siècle e conta a história do jovem repórter Tintim e o seu cão Milou enviados para o Congo belga para escrever sobre acontecimentos nesse país. Embora tenha reconhecido sucesso comercial e tornado-se derradeiro para definir a indústria de BD franco-belga, este álbum tem recebido duras críticas pela sua atitude racista e colonialista perante os congoleses, retratando-os como atrasados, preguiçosos e dependentes dos Europeus. Embora Hergé não fosse mais racista que qualquer outro cidadão belga, é sobretudo acusado de persistentemente alinhar a sua visão com o mais baixo denominador comum sem se questionar do racismo explícito ou das políticas coloniais que já eram criticadas por artistas e intelectuais francófonos do seu tempo.

Tintin Akei Kongo é uma tradução de Tintin au Congo em lingala, a língua oficial do Congo. A tradução foi comissariada por um artista e foi feita em colaboração com um tradutor oficial durante a sua residência artística na ilha de Ukerewe na Tanzânia. Esta tradução faz parte da linhagem de "detournements" como Katz [livro destruído por alterar o famoso Maus de Art Spiegelman], Noirs [os Estrumpfes Negros ficam todos azuis] ou Riki Fermier [em que o Petzi desaparece da sua própria BD], livros apontados de autoria provável ao grego Ilan Manouach. O artista, consciente das propriedades materiais da edição original, cheia dos seus potenciais significados, tornou explicita os aspectos formais do objecto: o novo livro é um fac-simile da edição original e manteve os padrões de produção industriais das BDs "clássicas". O objectivo desta aventura não é simplesmente a reinterpretação do trabalho do autor para reinventar as intervenções possíveis sobre uma obra usando comissariando uma tradução, nem enfatizar a importância do discurso e da auto-referência para indicar a BD simultaneamente como linguagem e lógica de sistema.

O objectivo é não só reparar um erro Histórico tornando acessível este trabalho na língua daqueles que lhes interessa, os oprimidos, os insultados. Revela as escolhas tácticas de quem traduz obras. Não é de surpreender que afinal na África pós-colonial ainda se usa o francês ou o inglês como línguas oficias para questões de Educação, Legislação, Justiça e Administração? Tintin au Congo reflecte as opinião da burguesia bela dos anos 30. Esta concepção do povo do Congo ou pura e simplesmente de qualquer negro visto como uma grande criança é uma parte da História do Congo tal como Os Protocolos dos Sábios de Sião fazem parte da falsa propaganda anti-semita na História dos Judeus.
Tintim no Congo deveria ser traduzido para lingala.

Uma identidade nacional não é só criada por um processo interno de cristalização, da consolidação constante do que é a sua cultura nacional, mas também é definida pelas pressões oferecidas pelo exterior. Tintim no Congo, a versão original na língua francesa é ainda uma das BDs mais populares na África francófona. O facto de ainda não existir uma edição congolesa, fará lembrar ao leitor de Tintin Akei Kongo que a promoção cultural não é só governada por lucro ou outros valores de mercado. Ao juntar lingala às 112 línguas traduzidas no Império Tintim, Tintin Akei Kongo revela pontos cegos na expansão dos conglomerados da edição.

Tintin Akei Kongo será apresentado no Festival de BD de Angoulême.

domingo, 15 de julho de 2012

Sonho e Realidade - 2006/jan


O que é que se pode dizer sobre Tintin que ainda não esteja dito, no dia em que celebra o seu 77º aniversário? Muito pouco, na verdade, uma vez que a obra já está dissecada de todas as formas possíveis e imaginárias. É verdade que a vontade de Hergé em levar consigo para a eternidade a personagem do jovem repórter contribuiu, e de que maneira, para isso. Na verdade, à falta de material novo, rebusca-se o antigo, procuram-se novos enquadramentos, compilam-se curiosidades. É assim que surgem livros a mostrar os automóveis de Tintin” (“Tintin-Hergé-Les Autos”) e as cidades visitadas (“Tintin et la Ville”). Além disso, surgiram livros com os esboços, além de edições especiais das diversas histórias (“Les Archives d’Hergé), sem esquecer as aventuras propriamente ditas.

Tintin sempre teve um enorme sucesso entre o público português, especialmente até à geração que hoje está na casa dos trinta. Assim, não é de estranhar o lançamento da obra “Tintin – O Sonho e a Realidade”; de Michael Farr. A edição original já a possuíamos há quase quatro anos, saída do prelo das Editions Moulinsart. Agora, a Verbo lança a versão portuguesa, facto com que os amantes de banda desenhada e, arrisco, o público em geral só se pode congratular.

Estruturalmente, a obra está dividida em 21 capítulos, tantas quantas as aventuras do nosso heróis, uma vez que os álbuns duplos, como os nossos favoritos “O Segredo do Licorne/O Tesouro de Rackham, o Terrível”, são analisados conjuntamente.

A análise começa, obviamente, com “As Aventuras de Tintin no País dos Sovietes” e vai até ao inacabado “Tintin e a Alph-Art”. O trabalho de Farr é, a todos os níveis, brilhante. Para cada episódio, o autor enquadra o contexto da aventura, mostra as influências de Hergé; as fotos de pessoas, lugares e edifícios que serviram de base a certas pranchas; as alterações que o desenhador introduziu entre as versões a preto e branco e a cor de cada álbum, entre muitos outros pormenores. Há ainda espaço para pequenas in-jokes, como o seu auto-retrato no meio de certas cenas (outro génio, Hitchcock, fazia o mesmo, nos seus filmes...) ou o dos seus colegas desenhadores, como o ainda mais genial E.P. Jacobs.

Mas, se tudo isto é verdade, também o é o facto de “As Aventuras de Tintin” terem alcançado o estatuto de clássico. Como tal, multiplicam-se os estudos sobre a mais célebre criação de Hergé, Georges Remi de seu verdadeiro nome. Boa parte delas são exaltações e consagrações do autor, como a imprescindível biografia “Hergé-Fils de Tintin”, de Benoit Peeters (Flammarion) ou o enciclopédico “Le Monde d’Hergé”, do mesmo autor– já na sua segunda versão. E ainda temos “Le monde inconnu d'Hergé”, de Bernard Portevin (Dervy), “Le Secret d'Hergé” de Serge Tisseron, de que conhecemos, igualmente, o quase lendário “Tintin chez le psychanalyste” (Aubier), isto para além de muitas mais obras consagradas ao universo do jovem repórter do Petite Vingtiéme. Outras, embora mostrando reconhecimento e admiração, sempre vão deixando algumas críticas, como acontece com o incontornável “Tintin chez Jules Verne”, da dupla J.P. Tomasi e M. Deligne, onde são feitas acusações de que a linha entre inspiração e plágio poderá ter sido ultrapassada por Hergé, em relação ao visionário romancista.

http://ovilacondense.blogspot.com/2006/01/tintin-o-sonho-e-realidade-de-michael.html

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A arte de «As aventuras de Tintin»

Foi colocado hoje à venda A ARTE DE “AS AVENTURAS DE TINTIN”, que conta com prefácios de Steven Spielberg e Peter Jackson é um livro em capa dura e sobrecapa, profusamente ilustrado, que acompanha o lançamento do novo filme da Paramount Pictures e da Columbia Pictures, o qual tem como ponto de partida os álbuns de Tintin, o célebre repórter criado por Hergé e cujas aventuras a ASA tem vindo a publicar desde 2010.
A animação, efeitos visuais e design deste filme em 3D foram desenvolvidos pela Weta (responsável por filmes de sucesso como “O Senhor dos Anéis” ou “Avatar”), tendo o livro sido criado pelos mesmos artistas que transpuseram a obra de Hergé para o grande ecrã. Desde as primeiras ilustrações conceptuais às cenas tais como as vimos no ecrã, passando pelo material que foi sendo entretanto desenvolvido, este livro oferece uma visão única do processo criativo que envolve a feitura de um filme deste género.

Colecção: Tintin – Fora de Colecção,  200 pp  Autor: Cris Guise, cartonada com sobrecapa Edição limitada a 1000 exemplares PVP: 35,30 Euros

domingo, 16 de outubro de 2011

As Aventuras de Tintim no Público - Guia de Leitura

Contém os textos publicados no jornal «O Público» entre Setembro de 2003 e Fevereiro de 2004, para apresentação dos 24 álbuns das aventuras de Tintim, distribuídos semanalmente por este jornal. Contém também uma pequena enciclopédia das principais personagens das aventuras de Tintim.

Edições Público/Oficina do Livro - Lisboa, 2004 - 63 páginas, Brochado, Cor, 220x292 mm

domingo, 12 de junho de 2011

As Aventuras de Hergé

Banda desenhada biográfica de Hergé, o criador de Tintin, com desenhos de Stanislas e argumento de José-Louis Boucquet e Jean-Luc Fromental.


Mundo Fantasma/Devir - Senhora da Hora/Lisboa, 2003 - 61 páginas, Cor, Brochado, 170x230 mm

Diabrete, o grande camaradão

Monografia de José Azevedo e Menezes sobre a revista da ENP, dirigida por Simões Muller, o Diabrete. Este estudo apresenta um capítulo dedicado ao Tim-Tim no Diabrete, com algumas curiosidades nas adaptações das vinhetas à realidade portuguesa e as dúvidas sobre a autoria da capa do Diabrete nº 593.
No capítulo dedicado a Quick e Flupke, o autor recolheu e publica as 27 pranchas que não saíram nos 12 álbuns da Difusão Verbo.

Edição do autor, Lisboa, 2010, 114 pp, Cor, 215x340 mm

O Papagaio - Um Estudo sobre o que foi uma Grande Revista Infantil Portuguesa

Monografia de José Azevendo e Menezes sobre a revista O Papagaio, publicação que editou pela 1ª vez em Portugal as aventuras de Tintin, sendo também a pioneira a nível mundial (mesmo antes que Hergé) da sua publicação a cores. No que diz respeito ao nosso herói, esta publicação apresenta uma série de curiosidades, nomeadamente as adaptações portuguesas (devido à censura e à conjuntura do herói em Portugal - Tintim era um jornalista português) dos episódios do Tintin. Foi editada uma 1ª edição em 2005 com 82 páginas.

Edição do autor - Lisboa, 2007 - 110 páginas, Brochado, Cor & P&B, 215x340 mm

Hergé, filho de Tintim

Biografia de Hergé pelo tintinólogo Benoît Peeters.

Editorial Verbo - Lisboa, 2007 - 425 páginas, Brochado, P&B, 160x235 mm

As aventuras de Tintim no Público - Guia de leitura

Contém os textos de Carlos Pessoa publicados no jornal «O Público» entre Setembro de 2003 e Fevereiro de 2004, para apresentação dos 24 álbuns das aventuras de Tintim, distribuídos semanalmente por este jornal. Contém também uma pequena enciclopédia das principais personagens das aventuras de Tintim.

Edições Público/Oficina do Livro - Lisboa, 2004 - Carlos Pessoa, 63 páginas, Brochado, Cor, 220x292 mm

Tintin - O sonho e a realidade

Existe em Tintim algo que desafia o tempo, as línguas e as culturas. Como é possível que este repórter, nascido nos finais de 1920, se mantenha de tão boa saúde no virar do milénio? A qualidade dos desenhos e dos cenários não são a única explicação para o sucesso de Tintim. Tal como nos melhores romances, a história entronca solidamente numa realidade verificável, fruto do perfeccionismo de Hergé, que juntou ao longo da vida documentação de uma riqueza e variedade extraordinárias, metodicamente classificada, arquivada e registada. Os engenhos mecânicos, as cidades e o campo, a linguagem, as roupas, todo o ambiente projecta uma imagem do mundo à época em que se passa cada aventura. Os múltiplos níveis de leitura são outra característica essencial da obra de Hergé. Os jovens são seduzidos pela aventura, a comédia e a farsa; os adultos atentam mais na sátira política, na paródia da realidade, nos jogos de palavras, na arte da antecipação. As aventuras de Tintim, à semelhança do seu herói, são inesgotáveis.

Difusão Verbo - Lisboa, 2005 - 206 páginas, Michael Farr, Cartonado, Cor, 215x340 mm

Tintin no psicanalista

Qual o segredo que se esconde por detrás do rosto inexpressivo eternamente adolescente de Tintin? Ou antes, que podem ensinar-nos as imprecações do capitão Haddock, as extravagâncias de Castafiore, as distracções do Professor Tournesol sobre o segredo que Hergé escondia a si próprio? Serge Tisseron tomou aqui as aventuras de Tintin não como uma colecção arbitrária de álbuns independentes, mas como um enorme fresco que fala duma coisa diferente do que narra, o que é preciso decifrar. Um inquérito quase policial, fértil em achados e sobressaltos conduzirá primeiramente o leitor de descoberta sobre a personalidade tão atraente de Hergé; mas igualmente sobre o gesto gráfico e o trabalho criador quanto este combina o desenho e o texto. Serge Tisseron é psicanalista e médico.

Bertrand Editora - Venda Nova, 1987 - 184 páginas, P/B, Brochado, 150x230 mm

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Na sombra de Tintim

"Não faz ideia de quanto eu odeio Tintim...", confessou certo dia Hergé a Jacques Martin, autor de Alix e um dos seus mais próximos colaboradores. Mais ou menos na mesma altura, em meados dos anos 60, quando trabalhava na BD "Voo 714 para Sydney", Michael Turner, tradutor inglês das aventuras do jovem repórter, ouviu o artista desabafar: "Já não gosto de Tintim. De facto, nem o posso ver".
O contraste entre a fragilidade de Hergé e a força positiva de Tintim não podia ser mais gritante. Para quem foi habituado, através de aventuras sucessivas, a ver naquele herói da banda desenhada europeia um modelo de qualidades imutáveis, estes momentos de fraqueza pessoal são estranhos e, porventura, insuportáveis. Dizer que Tintim foi uma espécie de "alter-ego" superlativo e mesmo transcendente do desenhador - exprimindo, para todos os efeitos, o melhor do artista belga, mas sem estar sujeito às mesmas leis humanas que regeram a sua existência -, pouco ajuda a esclarecer este enigma fundamental: quem era Hergé e o que procurava ele exprimir através do seu herói?
Possivelmente, nenhum outro autor da BD mundial foi alvo de tantos estudos e análises académicas, ou de trabalhos jornalísticos. A reconstituição, ao longo dos anos, da história de vida do desenhador e argumentista belga parece não deixar espaço para zonas de sombra ou tempos de incerteza: sabe-se tudo sobre Hergé e nada se ignora sobre Tintim. E, contudo, continuam a surgir, com regularidade, livros centradas na obra e na vida do mestre belga. Um deles é este "As Aventuras de Hergé", com o qual o seu editor português decidiu assinalar, simultaneamente, os 20 anos da morte do autor (Março de 1983) e os 75 anos do aparecimento de Tintim, a celebrar no final de Janeiro do próximo ano.
O que singulariza este trabalho em relação aos demais é ser ele próprio uma banda desenhada, cujo protagonista, como o título sugere, é o próprio Hergé e não o seu personagem. Por outras palavras, os autores propuseram-se - e conseguiram-no plenamente, diga-se desde já - revisitar a vida do criador de Tintim numa sequência de quadros que traçam, de forma subjectiva e afectiva, o essencial do percurso do homem e do artista.
Vê-se claramente que Stanislas, Boucquet e Fromental estão afectiva e intelectualmente próximos de Hergé, que há uma aceitação e um esforço de demonstração da tremenda humanidade do artista, com as suas mais elevadas qualidades e mais densas fraquezas. Para quem pouco ou nada conhece do homem, esta é uma boa iniciação; para os outros, a leitura do livro permite estabelecer algumas cumplicidades em torno das diversas aventuras de Tintim, aqui e ali citadas ou apenas sugeridas. Para todos, esta excelente edição pode constituir um "aperitivo" à fruição dos álbuns que o PÚBLICO está a oferecer aos seus leitores.

As Aventuras de Hergé AUTORES Stanislas (desenho), Boucquet e Fromental (texto)
EDITOR Mais BD 64 págs., € 16,95

© 2003 Público; Carlos Pessoa