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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Dois desenhos raros do Tintim vão ser leiloados no sábado

Desenhos originais do livro de banda desenhada das aventuras de Tintin "Carvão no Porão" vão ser leiloados no sábado, nos Estados Unidos, numa sessão que deverá chegar às centenas de milhares de dólares.

Ambas desenhados à mão pelo artista belga Hergé em 1957, estas ilustrações, uma a lápis (35,2 x 50 cm) e a outra a tinta china (30,7 x 47,7 centímetros), poderão render entre 720.000 e 960.000 dólares (entre 618.000 e 825.000 euros), de acordo com a casa de leilões Heritage Auctions, que as colocou à venda em Dallas, no Texas.

A empresa de leilões vai transmitir o evento em direto, a partir da sua sede holandesa, perto de Utrecht (centro).

Os dois esboços representam a página 58 das aventuras do famoso repórter da poupa loura, no 19.º álbum do Hergé, publicado em 1958.

No início desta prancha, dividida em doze vinhetas, vê-se o Tintin, o Capitão Haddock, o seu fiel companheiro Milou e o piloto estónio Piotr Szut com uma pala preta no olho, a olhar para o mar.

Sob os seus pés, nas profundezas do oceano, um mergulhador tenta prender uma mina ao navio, antes de ser atingido por uma âncora, que o deixa incosncente

Estas pranchas "são excelentes exemplos da técnica de desenho da linha clara", o estilo gráfico rigoroso em que se destacou Hergé, salientou o especialista belga em banda desenhada Eric Verhoest.

domingo, 19 de novembro de 2017

Desenho raro de Tintin e Milou vendido por 424 mil euros

Um desenho raro do jovem detective Tintin e do seu cão Milou, desenhado pelo artista belga Georges Prosper Remi – conhecido por Hergé – foi vendido por cerca de 424 mil euros num leilão em Paris, noticia a BBC.

Pelo estilo de tinta e cor utilizados, este desenho, que data de 1939, é uma raridade, daí o seu alto valor para os colecionadores.

Para além deste desenho, no mesmo leilão foi ainda vendida uma tira original do livro ‘The Shooting Star’ ("A estrela misteriosa") por cerca de 297 mil euros. Foram ainda leiloados outros livros do autor, bem como desenhos e rascunhos.

Tintin é uma das personagens de banda desenhada mais famosas mundialmente. Os livros foram traduzidos em 90 línguas e as vendas ultrapassam os 200 milhões. Foi ainda adaptado ao cinema por Steven Spielberg em 2011.

Hergé, que criou a personagem, morreu em 1983, aos 75 anos.

in Notícias ao Minuto

sábado, 23 de setembro de 2017

Lembra-se de Tintin? Filósofo diz que é uma rapariga


Georges Prosper Remi, mais conhecido por Hergé, foi o criador da história de banda desenhada chamada ‘As Aventuras de Tintin’.

Nascido em 1929, Tintin é um jovem jornalista curioso que acaba sempre por se ver envolvido em grandes investigações e, pese embora a sua idade, apresenta uma grande maturidade para a fase da vida em que se encontra.

A imagem de marca do jovem jornalista é a sua popa no cabelo e, claro, o seu cão que anda sempre consigo e que o ajuda nas investigações, o fox terrier chamado Milou.

Tintin é conhecido de várias gerações, mas agora um filósofo francês vem mudar a percepção que miúdos e graúdos têm do jovem repórter.

Numa publicação feita na sua página do Facebook, Vincent Cespedes – que além de filósofo é pintor, pianista, compositor e autor de vários ensaios sobre os mais variados temas – garante que, para Hergé, Tintin “sempre foi uma rapariga”.

Uma ruiva, andrógina, de olhos azuis e verdadeiramente assexuada”, escreve o filósofo, acrescentando que a “farsa” está tão bem montada que os maiores fãs da personagem de banda desenhada, entre os quais se encontram o “filósofo Jean-Luc Marion e o realizador Steven Spielberg, ainda não a detectaram”.

Em declarações à edição francesa do portal Huffington Post, o filósofo admite que são muito poucas as pistas físicas que a personagem dá aos leitores. Todavia, certos “maneirismos” e o “longo historial de lidar com questões de género” provam que a personagem é feminina.

in Notícias ao Minuto

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Tintin: Primeiro livro lançado em versão colorida

Chegou hoje às livrarias a versão a cores do primeiro livro de Hergé. Tintin no País dos Sovietes foi editado, pela primeira vez, em 1929.

Ao contrário do que fez com todas as obras que desenhou a seguir, traço a preto e branco, neste livro, nunca viria a ser alterado, até hoje.

A empresa Moulinsart, que administra os direitos de exploração da obra do desenhador belga, coloca hoje nas prateleiras das livrarias uma edição totalmente colorida.

A TSF já foi ao museu da Banda Desenhada na cidade natal de Tintin, em Bruxelas, onde o livro já está à venda.

A belga Carine Schmitz, apaixonada pela banda desenhada e que há 27 anos se dedica à coordenação do museu, descreve Tintin no país dos sovietes como um livro encantador, até pelas suas imperfeições.

"Este é o primeiro livro de toda [a série] Tintin. Vemos bem que não o mesmo traço de Hergé quando chegou ao décimo álbum. Já não desenhava da mesma maneira. Mas, aqui, ele tinha apenas 21 anos. É a primeira banda desenhada dele. É normal que tenha defeitos", nota a diretora do museu.

Em Tintin no país dos sovietes, encontramos por exemplo bananas em Moscovo, postos de combustível da Shell na Rússia e algumas personagens têm nomes com origem na Polónia. Nada disto existia na Rússia de 1929. Mas, é isso "que lhe dá o charme, ao vermos que ele era tão jovem quando fez o primeiro livro", nota Carine Schmitz.

Aos 21 anos, Hergé inaugurou um novo estilo que, a partir daí, marcaria a banda desenhada. Os traços fortes, sem sombreados, pouco contraste são "o princípio do que chamamos a linha clara".

"Na verdade, em Tintin no país dos sovietes, o mais interessante é o movimento e a forma como ele faz mexer as personagens, as perseguições de carro, Milu que já tem imensa graça. Francamente é o início de uma grande aventura de Tintin", afirma.

No início da história, Tintin é enviado de Bruxelas em reportagem para Moscovo. Por sabotagem dos serviços secretos russos, uma bomba destrói o comboio, durante a passagem pela Alemanha. Tintin é detido sob acusação de atentado terrorista. Algumas semelhanças com a atualidade poderiam levar a pensar que é um livro recente. Mas, Schmitz considera que se trata de um livro confinado no seu tempo e "Tintin no país dos sovietes já não tem atualidade".

Hergé escreveu sob as orientações da direção do Jornal católico, conservador, anti-comunista, Le Vingtième Siècle. A história da investigação ficcionada, do repórter imaginário, que se tornou num dos principais heróis da banda desenhada, foi publicada semanalmente, em capítulos, entre 1929 e 1930, como um instrumento de propaganda anti-soviética.

Misturadas com as peripécias do repórter, ao longo das 140 páginas, encontram-se as conclusões da investigação, do enviado à Rússia, por exemplo, quando descobre a forma como o regime soviético iludia o povo sobre o Paraíso Vermelho.

Hergé escreveu a história sem nunca ter estado na Rússia, com base nos escritos do consul belga, em Moscovo, naquela época. Isso mesmo nota-se quando Tintin descobre que os bolcheviques ameaçavam o povo para conseguirem a vitória nas eleições. É uma transcrição quase integral dos relatos do cônsul que viveu nove anos em Moscovo.

Numa das passagens o repórter vai parar a um esconderijo, cheio das riquezas supostamente roubadas ao povo por Lenin, Trotsky e Stalin. Tintin consegue escapar daqui com a ajuda do companheiro inseparável, o cão Milou.

O repórter imaginário ficou conhecido, ao longo de mais de duas dezenas de alguns que se seguiriam, pelo andar ligeiramente curvado, as pernas fletidas e pela madeixa de cabelo levantado. Mas, não é exactamente esta a figura apresentada nas primeiras vinhetas do livro. Esta imagem de marca do repórter é lhe atribuída mais adiante na história.

"É durante uma perseguição de carro que os cabelos dele ficam para trás e o Hergé continuou a desenhá-lo desse maneira. É em Tintin no país dos sovietes que Tintin fica com a sua pequena madeixa", lembra a diretora do museu.

Carine Schmitz acredita que a reedição colorida vai ser um sucesso, relançando as vendas das aventuras de Tintin. "O facto de se fazer Tintin no país dos sovietes [em edição] colorida, aqui no museu da banda desenhada, [acredito] que as pessoas que são amantes da banda desenhada possam descobrir, ao mesmo tempo, o livro a preto e branco", afirma.

Schmitz acredita que a paixão dos mais novos com o Tintin ainda é como dantes e, aos 88 anos, o famoso repórter belga ainda encanta os jovens de hoje. E, isso nota-se nas vendas.

"Aqui, pelo que vemos, continua ainda a ser o melhor. O Tintin e os Estrunfes são os "bestsellers". É importante saber que estamos no museu da banda desenhada. E, muitas das pessoas que aqui vêem querem os clássicos. O Tintin mantém-se como a nossa melhor venda", garante.

In TSF

domingo, 29 de maio de 2016

Crónica de Victor Bandarra no Correio da Manhã de 27 de Março de 2016

É uma conversa provável numa esplanada junto ao Tejo. Um cinquentão moreno, fino bigode, displicência britânica, troca impressões com uma portuguesa, Clara, finalista de Comunicação Social. Apresenta-se como Gaudde Mascarenhas, repórter de um grande jornal de Islamabad, Paquistão. Cumpre breves dias de férias em Lisboa. Fala português com sotaque. Gaudde nasceu em Moçambique, filho de muçulmana de origem paquistanesa e de goês católico. Os acasos do destino e do Império levam-no a fazer o liceu em Lisboa e a iniciar a vida adulta no Paquistão. Gaudde narra os horrores dos atentados terroristas, as andanças como correspondente de guerra, no Líbano e no Afeganistão, no Iraque e no Irão, no Paquistão e no Sri Lanka. A jovem bebe da experiência prática de um homem do Mundo. Face à barbárie dos atentados de Bruxelas, vem à baila a personagem Tintin, o repórter lourinho criado pelo cartunista belga Hergé. Tintin é bom pretexto para se falar de repórteres e de terrorismo. – Com os atentados em Bruxelas, lembrei-me logo do Tintin! – aponta Clara. – É lógico! – reconhece Gaudde. – Mas o rapaz tinha uma visão um bocado redutora do Mundo e dos humanos... Em 1931, Hergé lança ‘Tintin em África’, história encomendada pelo jornal conservador belga ‘Le Vingtième Siècle’. A história passa-se no Congo, então belga. Os negros são desenhados todos da mesma maneira, magrinhos, de lábios grossos e pele preta retinta. Na Europa, pensava-se e escrevia-se então: "Os negros são crianças grandes. Felizmente estamos lá..." Anos depois, Hergé acaba por reconhecer os preconceitos e os estereótipos culturais e civilizacionais que lhe povoavam o espírito, ele que nunca tinha posto o pé em África. Quanto às aventuras de Tintin pelas Arábias muçulmanas, Hergé inventa o lisboeta Oliveira da Figueira, vendedor nato e fala-barato, um dos ídolos de Paulo Portas. Personagem hilariante, Figueira até consegue vender patins a um sheik, argumentando em perfeito paleio árabe. – Tenho amigos que se lembram logo do Oliveira da Figueira quando se fala de Portugal! – sorri Gaudde. Hoje, há quem insista em fomentar o secular conflito de civilizações, por interesse, preconceito ou simples ignorância. A Europa política, quiçá por medo, nunca conseguiu criar aos 53 milhões de muçulmanos na Europa uma identidade europeia, menos ainda o orgulho de serem cidadãos europeus. Criaram-se novos ghettos, a melhor fábrica de terroristas que se conhece. O Mundo está a mudar, ou nem por isso. – Sr. Gaudde! E está agora a trabalhar em que país? – Olhe, Clara! – suspira Gaudde. – Fui colocado como correspondente de guerra em Bruxelas!



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Por que é que quase não há mulheres em Tintim? Por causa do pai de Hergé

Serge Tisseron descobriu por que existem tantos homens nas aventuras de Tintim: Hergé, autor da banda desenhada, era obcecado pela história do pai, que, por sua vez, não foi reconhecido pelo avô.


O psicólogo Serge Tisseron levou o Tintim a uma sessão de psicanálise e descobriu uma série de segredos sobre a família de Hergé, autor da banda desenhada, conta o jornal espanhol El Mundo. Sabe porque é que não existem mulheres nas aventuras de Tintim? Segundo o psicólogo, porque a personagem que invade os livros que Hergé começou a criar em 1929 é fruto da imaginação de uma criança de cinco anos, que quer viajar até à lua e perceber porque é que o pai e o tio nunca souberam quem era, na verdade, o seu pai. Os gémeos, pai e tio de Hergé, cresceram a acreditar que o seu pai era alguém a quem a avó tinha pago para reconhecê-los.
“O avô de Hergé engravidou a empregada do castelo onde vivia com a mãe, a baronesa, que pagou a outro homem para se fazer passar por pai do pai de Hergé, porque acreditava que era uma desonra para o filho reconhecer a gravidez”, explica Serge Tisseron.
Na banda desenhada do Tintim, estão representadas três gerações da família de Hergé: a da avó, representada por Bianca Castafiore, a do pai e tio, representada pelos gémeos Dupond e Dupond, e a sua, representada por Tintim, pelo Capitão Haddock e pelo Professor Girassol.
“Sim, ele próprio o confessou. Disse que Tintin era ele [Hergé] quando era perfeito, que o Capitão Haddock era ele quando bebia mais do que o habitual e que o Professor Girassol era ele quando trabalhava muito”, explicou Tisseron, que já publicou vários livros com o resultado deste estudo.
O facto de o jornalista ruivo estar rodeado de figuras paternas tem precisamente a ver com a obsessão infantil de Hergé pelo pai. “Ele via o pai triste e questionava porquê. Construiu todas estas personagens para tentar dar um sentido à história do pai”, explicou o psicólogo.
Tisseron descobriu que havia um problema de reconhecimento na família de Hergé quando, num dos livros, surge a hipótese de Capitão Haddock ser filho bastardo do rei Luís XIV. “Havia alguém que não tinha reconhecido um filho e esse alguém era nobre”, explica. Depois de ter dado conta disso, Tisseron foi falar com biógrafos de Hergé, que lhe contaram a história do pai do autor.
“Os pais que escondem coisas dos filhos, sobretudo se estão relacionadas com a sua conceção, como aqueles que recorrem à reprodução assistida, podem perder a confiança deles para sempre”, explica o psicólogo.
Para que algo deste tipo não aconteça, Tisseron explicou, nas conferências que deu em Barcelona, que “os pais devem assegurar-se que contam aos filhos como foram concebidos e porquê”. E acrescentou: “Às vezes, os pais têm medo de contar [a verdade] porque acreditam que os filhos vão gostar menos deles se souberem que não são seus filhos biológicos, mas não está correto. Escondendo este facto, a única coisa que podem provocar é insegurança na criança, que não saberá o que pode perguntar ou não aos pais”, explicou.
A idade ideal para começar a falar com as crianças sobre este assunto é a partir dos cinco anos, ainda que possam ir ensaiando antes, como se fosse uma peça de teatro. Por último, devem eliminar os segredos da família. Porque os segredos podem pesar tanto que causam autênticas obras-primas.
Ana Pimentel in Observador

sábado, 8 de junho de 2013

Grande leilão ligado ao universo de Tintin este sábado

Cerca de 500 lotes de objetos ligados ao universo de Tintin, incluindo uma prancha de "A Estrela Misteriosa" e esboços raros, são leiloados no sábado, pela casa Artcurial, em Paris, foi hoje divulgado.

"Esta pode ser a nossa última venda de material de Hergé, devido à falta de mercadoria. A 'gama alta' é cada vez mais difícil de encontrar", disse à agência France Presse Eric Leroy da Artcurial, que organiza o 15.º leilão dedicado a Tintin em 20 anos.

"Existe uma grande paixão por Hergé, o artista mais caro da banda desenhada, a quem chamamos o Van Gogh da BD", disse ainda.

Em junho de 2012, o recorde do mundo para uma obra de Hergé foi obtido com uma capa em guache de "Tintin na América", vendida por 1,3 milhões de euros.~

Álbuns e esculturas integram o leilão, que propõe um esboço em grafite para "Tintin no Tibete" (1959), o álbum preferido de Hergé e o mais procurado, avaliado em 140.000 euros.

Um outro esboço, de "Perdidos no Mar" (1958), é proposto pelo mesmo valor, enquanto um terceiro de "As Joias de Castafiore" (1963) está avaliado em 50.000 euros.

A prancha original em tinta-da-china de 1942 de "A Estrela Misteriosa" tem o preço estimado de 160.000 euros.

A obra de Hergé "atravessa o século XX, de 1929 a 1983", lembrou o responsável da Artcurial. "Nascemos com imagens de Tintin, morremos com imagens de Tintin!", comentou Eric Leroy, ao assegurar que a personagem conta com um "mercado de colecionadores ávidos".

Lusa, publicado por Ricardo Simões Ferreira

in Diário de Notícias

domingo, 18 de novembro de 2012

Livro de Tintin rende 35.000 euros

"Objetivo lua" está assinado por Neil Armstrong e pelos restantes austronautas que estavam no Apolo XI e foi o mais caro num leilão em Paris. 

Buzz Aldrin e Michael Collins também autografaram o exemplar, tal como o autor, Hergé. O valor estimado do livro rondava os 10 mil ou 12 mil euros, mas acabou por ser comprado por 35 225 euros. No leilão organizado pela Piasa estiveram ainda outras obras de Hergé, sendo que todo o material rendeu 274 250 euros. Porém, o livro "Objetivo lua" foi o que arrecadou mais dinheiro, com a maioria das outras obras a não chegar aos 10 mil euros, ainda que um outro livro tenha chegado aos 21 mil.

In Diário de Notícias

domingo, 3 de junho de 2012

Desenho de “Tintin na América” vendido por 1,3 milhões de euros


O original de um desenho de Hergé da aventura “Tintin na América” foi vendido em Paris, neste sábado, por um preço recorde de 1.338.509 euros, mais de 500 mil euros acima do preço a que tinha sido vendido em 2008. 
A ilustração do artista belga, de 32 centímetros quadrados, pintado a tinta-da-china e a guache, mostra o jovem repórter vestido de cowboy, acompanhado pelo cão, Milou, com um grupo de nativos a aproximar-se de si durante uma emboscada.
Tal como o anterior dono da obra, a identidade do comprador é desconhecida, informou a Artcurial, a empresa que intermediou a venda.
A primeira edição de “Tintin na América” foi publicada em 1932 no Petit Vingtième, o suplemento infantil do jornal belga Le Vingtième Siècle. Dois anos mais tarde, seguiu-se a publicação pelas edições OgéO e, em 1935, pela editora franco-belga Casterman.
Só existem cinco exemplares de pinturas em guache a cor das aventuras de Tintin. Dois pertencem a colecções privadas, uma das quais a que foi agora vendida. As outras são da Fundação Moulinsart (Bélgica).
É a terceira vez que a Artcurial, que classificou a obra como “mítica”, organiza uma sessão inteiramente consagrada a Hergé – neste sábado foram vendidas outras obras, entre as quais uma colecção de cerca de 80 álbuns da aventura “Tintin no país dos sovietes” e “Tintin no Congo”.
Antes da venda de 2008 do mesmo exemplar, o recorde anterior para uma banda desenhada era de um desenho de Enki Bilal, comprado por 177.000 euros em Março de 2007.

In Público

domingo, 23 de outubro de 2011

As aventuras digitais de Tintin

O Diário de Notícias de hoje dedica as suas centrais ao novo filme do Tintin com uma crónica do seu enviado especial, João Lopes, a Paris, onde assistiu ao lançamento na nova obra de Spielberg. Além desta reportagem, podemos ler duas críticas, uma do próprio João Lopes, e outra de Eurico de Barros.












Tintin não rima com Indiana Jones
Eurico de Barros, DN

 Há mais coisas a separar a banda desenhada e o cinema do que a aproximá-los, estética e tecnicamente. Imaginados para o papel, é muito difícil tirar de lá para a tela heróis como Astérix, Lucky Luke, Blueberry ou Tintin, quer se recorra à animação, quer à imagem real. Os filmes ficam sempre aquém do original. Em As Aventuras de Tintin: O Mistério do Licorne, Steven Spielberg dispôs da técnica de motion capture e do 3D, o que veio situar Tintin, pela primeira vez, numa zona cinematográfica a meio caminho entre a imagem real e a animação convencional. Mas o problema do filme não é o processo de animação escolhido nem mesmo o respeito pela identidade gráfica de Hergé (o genérico é muito bem achado). É o argumento, que combina elementos de dois álbuns (O Caranguejo das Tenazes de Ouro e O Segredo do Licorne) com a acção frenética à Indiana Jones (e à Piratas das Caraíbas, no caso da disparatada sequência do combate naval) totalmente alheia ao universo da personagem - e visualmente, à elegante e legível "linha clara" de Hergé. Tintin e Indiana Jones não rimam.

Este não é o meu corpo 
João Lopes, DN

Insólita e fascinante evolução dos poderes do cinema. Classicamente, o actor é aquele que se expõe perante uma câmara, num certo sentido ambicionando uma dimensão sagrada: "Este é o meu corpo." Agora, com as novas tecnologias, o actor já não está lá... Ou melhor, está, mas recoberto pelo tratamento digital que o transforma em personagem animada. Andy Serkis, intérprete do Capitão Haddock no novo Tintin, resume muito bem a nova ambiência: "Como sempre, é uma forma de maquilhagem; só que agora é maquilhagem digital." Será que As Aventuras de Tintin vai conseguir consolidar o (inseguro) boom do cinema a três dimensões? Talvez, mas a grande questão será outra: será que estamos a assistir ao nascimento de um nova linguagem cinematográfica, algures a meio caminho entre o "filmado" e o "desenhado"? Ninguém tem respostas definitivas, mas Spielberg vem garantir que o desejo de contar histórias não desapareceu. Acima de tudo, que os heróis nascem nas aventuras que vivem, não nos efeitos especiais.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A revista Visão apresenta uma entrevista a Spielberg e Peter Jackson

A revista Visão de 20 de outubro apresenta uma entrevista a Steven Spielberg e Peter Jackson, realizadores de «O segredo do Licorne».










Tintin chega a Guimarães dia 24, e ao resto do país três dias depois

Uma ante-estreia com a presença de um dos grandes especialistas na personagem de BD criada por Hergé: Yves Février Será na próxima quinta-feira, dia 27, que "As Aventuras de Tintin - O Segredo do Licorne" chega às salas portuguesas, em simultâneo com a sua estreia europeia.
Três dias antes, já na segunda-feira, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, recebe uma ante-estreia muito especial do filme de Steven Spielberg no âmbito da Capital Europeia da Cultura, com a presença de um dos grandes especialistas na personagem de banda-desenhada criada por Hergé. Yves Février, do Museu Hergé de Louvain-la-Neuve, na Bélgica, virá a Guimarães dar uma conferência sobre Tintin, às 18h30, acompanhando a exibição do filme em 3D (na versão dobrada em português às 15h30, na versão original inglesa legendada em português às 21h30). Paralelamente, o universo de Tintin e Milu é alvo de uma iniciativa escolar de desenho que será exposta com as ante-estreias. Realizado inteiramente no método de "performance capture" utilizado por Peter Jackson em 
"O Senhor dos Anéis" 
e "King Kong" e por James Cameron para criar 
os alienígenas Na'vi 
de "Avatar", 
"O Segredo 
do Licorne" 
é um projecto que Spielberg transportava há 30 anos - mais precisamente desde que lhe apontaram as semelhanças entre o intrépido repórter da banda-desenhada e o seu Indiana Jones, tal como revelado em "Os Salteadores da Arca Perdida" (1981). Com a ajuda de Peter Jackson, co-produtor do filme e responsável pela supervisão de todo o trabalho de pós-produção gráfica, Spielberg abalançou-se finalmente a concretizar o seu sonho em 2009, sobre um argumento dos ingleses Steven Moffat, Edgar Wright e Joe Cornish que usa como centro da narrativa o álbum "O Segredo do Licorne", embora inserindo elementos de "O Caranguejo com Tenazes de Ouro" e uma série de piscadelas de olho a outras aventuras de Tintin. A 40 dias de rodagem com actores num "plateau" virtual na Nova Zelândia seguiu-se mais de ano e meio de trabalho no "revestimento" digital das interpretações dos actores (Jamie Bell, Daniel Craig, Andy Serkis e Toby Jones, entre outros) para criar um universo a meio caminho entre o traço da banda-desenhada e o fotorrealismo da animação digital. O resultado promete dividir opiniões, quer entre os fãs de Tintin quer entre os fãs de Spielberg, que não estão habituados a ver o cineasta a abraçar tão abertamente o "cinema virtual", mesmo que com o seu amor do cinema clássico bem visível. Uma coisa podemos dizer desde já: independentemente dos resultados da adaptação, a fidelidade do filme ao espírito da série é invulgar, e consubstancia-se na extraordinária criação que é o capitão Haddock de Andy Serkis. O actor inglês está, aliás, habituado a estas coisas da "performance capture", ele que foi o Gollum de "O Senhor dos Anéis" e o King Kong para Peter Jackson, e o César de "Planeta dos Macacos - A Origem". Resta apenas saber o veredicto do público e da crítica - a partir de dia 26 na Europa continental, mas só em Dezembro nos EUA e no Canadá, onde a personagem é menos conhecida e o filme vai estrear em simultâneo com "Cavalo de Guerra", a adaptação (em imagem real) do romance de Michael Morpurgo que Spielberg dirigiu durante a pós-produção de Tintin e que apenas chegará à Europa em Janeiro.

in Público-Ypsilon

sábado, 8 de outubro de 2011

Tintin na Premiere portuguesa

A edição portuguesa da Premiere (#37/2ª série de Outubro/2011) dedica a capa à estreia em Portugal do novo filme do Tintin, «O segredo do Licorne». No interior, encontramos quatro páginas dedicadas à ante-estreia do filme de Spielberg, destacando-se duas entrevistas exclusivas de Mário  Augusto a Jamie Bell (Tintin) e Andy Serkis (Haddock).









sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Começou o julgamento «Tintin no Congo»

O queixoso, Bienvenu Mbutu Mondondo, considera que a obra de banda desenhada de Hergé "faz a apologia da colonização" e constitui "um insulto à população negra", solicitando assim que a justiça belga retire o álbum de circulação e o "proíba em todo o espaço público", conforme declarou antes da audiência, citado pela agência Efe. "Tintin no Congo" já foi objecto de polémica no Estados Unidos, França, Suécia e Reino Unido - onde, por decisão judicial, inclui uma mensagem explicativa do contexto histórico da obra -, mas agora o processo desenrola-se no país natal do autor, Georges Remi, mais conhecido como Hergé (1907-1983), onde o herói de banda desenhada é um símbolo nacional. A acusação apresentou hoje os seus argumentos na primeira instância do Tribunal Cível de Bruxelas, que vai ouvir a outra parte, a editora Casterman e a Moulinsart, sociedade gestora dos direitos de Tintin, dentro de duas semanas. A decisão dos juízes belgas sobre a distribuição de "Tintin no Congo" no país é esperada para meados de Novembro. O julgamento iniciou-se a pouco menos de um mês da estreia mundial do filme de Steven Spielberg e Peter Jackson, "As aventuras de Tintin: O segredo de Licorne".

 In Diário de Notícias, 30/09/2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tintin na revista Contato



A revista Contato é uma revista das comunidades portuguesa e brasileira na Bélgica. O número de Agosto de 2011 traz um artigo de duas páginas sobre Hergé e Tintin, escrito em francês e português.

domingo, 24 de julho de 2011

Cincinato #4 - Outubro de 1993


A revista Cincinato nº 4 publicou uma reportagem sobre a exposição «O Mundo de Tintim», realizada em Viseu em Agosto e Setembro de 1993. O texto é de António Rocha.

sábado, 23 de julho de 2011

Cincinato #6 - Outubro de 1995




A revista Cincinato #6 de Outubro de 1995, um periódico anual dedicado à duvulgação de BD, publicou um artigo de João Magalhães intitulado «Tintim em Portugal».

domingo, 17 de julho de 2011

O xadrez em Tintin


A revista «Peão Distante» (#29 de Jan/Jun 2002) publicou um artigo de Manuel Gonçalves sobre o xadrez nas aventuras de Tintin.