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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Seminário Ibérico sobre Tintin


A Sociedade de Geografia de Lisboa vai promover, no dia 24 de junho, o Seminário Ibérico Interdisciplinar "Tintin - álbuns com história, geografia, arte e património". O Seminário (em formato híbrido) irá decorrer no Auditório Adriano Moreira e propõe uma viagem detalhada pelo universo criado por Hergé, analisando as suas facetas históricas, geográficas e artísticas.

No local haverá ainda uma Mostra bibliográfica e iconográfica dedicada à célebre personagem de banda desenhada.

Programa do Evento

O seminário contará com a moderação da Professora Doutora Ana Cristina Martins (IHC-polo UÉvora / IN2PAST / AICP / APEL) e reúne um painel diversificado de especialistas e investigadores:

Tema da Comunicação - Orador

Tintin geográfico - José Vicente Braga Costa (CIUHCT-FCULisboa)

O automóvel nas aventuras de Tintin - Daniel Sasportes (Grupo Amigos de Hergé - Portugal)

La Universalidad de Tintín - Juan Manuel Manzano Sanfélix (Coleccionador e Investigador)

Os Charutos do Faraó: Tintin no Egipto ou o Egipto antigo em Tintin - José das Candeias Sales (UAberta | Centro de Estudos Globais da UAb | CH ULisboa)

O sobrenatural nas aventuras de Tintin - António Monteiro (Grupo Amigos de Hergé - Portugal)

Le Pélican Noir: notas de heráldica e simbologia no mundo de Hergé - David Fernandes Silva (AIH | IPH | APEL)

Peculiaridades Tintinófilas - Vítor Escudero (ANBA | Real Academia de Bellas-Artes de Santa Isabel de Hungria de Sevilla)

Informações Úteis

Data: 24 de junho de 2026

Horário: 10:00–13:00 e 14:30–17:00

Local: Auditório Adriano Moreira, Sociedade de Geografia de Lisboa

Entrada: Livre

https://socgeografialisboa.pt/eventos/

Organização:

A Comissão Científica e Organizadora é composta por Ana Cristina Martins e Vítor Escudero, contando com o apoio institucional de várias secções académicas (Património, Arqueologia, Genealogia, Heráldica e Falerística, Ordenamento do Território e Ambiente)

Portal Universidade Aberta

A participação é aberta, presencialmente ou à distância, mediante as condições de acesso a divulgar pela organização.

Cartaz

Aceda online

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

António Monteiro (II)



[Hergé celebrará em breve (no dia 22 de maio de 2026, para sermos exatos) o seu 119º aniversário; Já Tintin celebrará o seu centenário daqui a cinco anos.] Pode concluir-se que a obra do primeiro e as aventuras do segundo estão, de facto, algo datadas, até mesmo desajustadas das expectativas da juventude actual. Pessoalmente, sou mais optimista: há uns anos, o grupo português de entusiastas de Tintin, a que pertenço, convidou os alunos das escolas para uma exposição que organizámos. Ao todo, compareceram quase 200 crianças, a maioria entre os dez e os catorze anos, e pudemos constatar que muitas delas conheciam Tintin e as suas aventuras, pois os seus pais possuíam os álbuns e, por isso, já tinham tido oportunidade de os ler.

Pedimos às crianças que criassem desenhos inspirados nas histórias do Tintin e ficámos surpreendidos com a quantidade de desenhos que recebemos. Em última análise, a nossa obrigação, enquanto primeiros leitores de As Aventuras de Tintin, é apresentar Tintin aos nossos filhos e netos... Devemos inspirá-los a ler estes álbuns que todos guardamos nas nossas bibliotecas, mostrar-lhes as nossas miniaturas, as nossas colecções... 

E se todos o fizermos, o futuro será certamente tão brilhante como as jóias de Castafiore!

https://www.sept-sans-quatorze.fr

Un dernier mot à l’attention des amateurs de Tintin ?

Hergé fêtera bientôt (le 22 mai, pour être exact) son 118ème anniversaire ; Tintin, lui, célébrera son centenaire dans quatre ans. On pourrait en conclure que les travaux du premier, et les aventures du deuxième, sont de fait un peu datés, voir peu conformes aux attentes des jeunes d’aujourd’hui. Personnellement, je suis plus optimiste : il y a quelques années, le groupe tintinophile portugais auquel j’appartiens a invité des écoliers à l’occasion d’une exposition que nous avions organisée. En tout, près de 200 enfants sont venus, la plupart âgés de dix à quatorze ans, et nous avons pu vérifier que beaucoup d’entre eux connaissaient Tintin et ses aventures, leurs parents possédant des albums, qu’ils avaient donc eu l’occasion de les lire. Nous avons proposé aux enfants de faire des dessins inspirés des histoires de Tintin et nous avons été surpris par le nombre de dessins reçus. Finalement, notre obligation, à nous les premiers lecteurs des Aventures de Tintin, est de faire connaître Tintin à nos enfants et petits enfants... Nous devons leur donner envie de lire ces albums que nous conservons tous dans nos bibliothèques, leur montrer nos modèles de figurines, nos collections... Et si on fait tous ça, alors l’avenir sera certainement brillant comme les bijoux de la Castafiore !

https://www.sept-sans-quatorze.fr/blog/2496487_tintin-au-portugal

(2025)

«Numa iniciativa que organizámos em meados de 2014 e durante a qual tivemos oportunidade de levar cerca de uma centena e meia de crianças (de 5 a 12 anos, na sua maioria) a visitar uma exposição sobre a obra de Hergé, e até a participar num concurso de desenhos inspirados nela, foi possível verificar que as aventuras de Tintin eram bem conhecidas e apreciadas por muitas delas.»

https://tintinemportugal.blogspot.com/2015/01/86-anos-de-tintin-tintin-nao-e-so.html


domingo, 28 de dezembro de 2025

Amigos de Hergé

HERGÉ TEM AMIGOS EM PORTUGAL

A extraordinária popularidade da obra de Hergé, especialmente das aventuras de Tintin, teve como consequência natural a constituição de diversas associações formadas pelos seus admiradores e coleccionadores da sua obra e de toda a parafernália de objectos associados, desde as colecções de cromos até às estatuetas em diversos materiais. 

Desses clubes, merece referência especial, pela sua importância, a associação belga Les Amis de Hergé (ADH), criada em 1985. De projecção internacional, vários dos seguidores portugueses da obra Hergé não tardaram em tornar-se sócios da mesma, recebendo as suas publicações regulares.

No ano de 2006, um desses membros portugueses dos ADH, José de Azevedo e Menezes, teve a feliz iniciativa de procurar apurar quais seriam ao certo os demais sócios portugueses e, contactando com todos, reuniu-os num grupo informal a que se resolveu chamar “Amigos de Hergé Portugueses”: ADHP.

A primeira reunião dos ADHP teve lugar em Lisboa, em Julho daquele ano, tendo-se repetido com alguma regularidade (aproximadamente trimestral) até 2019, após o que os encontros foram interrompidos enquanto durar a pandemia que progressivamente foi assolando todo o mundo a partir do início de 2020.

As reuniões têm lugar habitualmente ao almoço, estendendo-se até meio da tarde e a conversa é sempre animada, dados os interesses comuns dos participantes e os laços de amizade que ao longo do tempo se foram formando. A maior parte dos encontros tem tido lugar em Lisboa, mas houve já passeios que levaram o grupo ao Bombarral, ao Porto, a Viseu, a Coruche e até a Badajoz, em Espanha, estando previstas, quando possível, novas reuniões e novas deslocações.

Para além de se discutirem os mais variados aspectos da obra de Hergé – e mesmo da Banda Desenhada em geral –, os encontros dos ADHP são normalmente animados por um jogo, sob a forma de um questionário sobre a obra de Hergé, versando uma determinada história ou conjunto de histórias, ou também temas transversais como “As capas dos álbuns”, “Os animais nas aventuras de Tintin”, “Cientistas”, etc.


A partir de 2012, cada reunião passou a ser assinalada por um marcador de livros, preparado por um dos membros do grupo e exclusivamente destinados aos elementos do grupo.

Em 2007, criou-se um boletim em formato electrónico – ao qual, apropriadamente, se deu o título de BoleTim-Tim –, igualmente de circulação estritamente privada entre os membros do grupo, que juntava descrições das reuniões e artigos, da autoria de alguns dos ADHP, abordando diversos temas relacionados com a obra de Hergé.


Os ADHP têm como propósito fundamental o estudo e a divulgação dos trabalhos de Hergé, particularmente das aventuras de Tintin, sua principal criação, na certeza de que aqueles que na sua meninice e juventude puderam inicialmente apreciar essas obras, publicadas por populares revistas nacionais, são os elos naturais para as dar a conhecer às gerações mais novas, contribuindo assim para preservar no futuro o apreço que há quase um século vêm suscitando.

Fiéis a esses objectivos, os ADHP colaboraram também numa importante sessão que, em Fevereiro de 2019, comemorou os 90 anos da primeira publicação das aventuras de Tintin. Com o fundamental apoio da Fundação Moulinsart, o evento teve lugar nas instalações da Universidade Lusíada, em Lisboa e incluiu, para além de uma pequena exposição sobre o famoso repórter, um momento musical (foi interpretada a “Ária das Jóias”, da ópera Fausto, de Charles Gounod), a projecção do filme “Na sombra de Tintin” e um conjunto de palestras. A sessão teve assinalável êxito, contando, ao longo da tarde, com a participação de mais de uma centena de pessoas.

António Monteiro

Texto escrito segundo o antigo acordo ortográfico.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Tintinófilo


Ser tintinófilo é uma missão

Ser tintinófilo é uma missão. Ser tintinófilo, é tentar preservar a nostalgia dos «velhos» tempos em que os quadradinhos eram a nossa forma de nos transformarmos em heróis e levar-nos em mirabolantes aventuras por esse mundo fora. Tintin foi para mim o meu parceiro de várias viagens, lutando contra os «maus», elevando os «bons», fazendo-me crescer numa sociedade pouco materialista e muito mais humanista. Claro que com o passar dos anos, pude ver que os augúrios de uma sociedade quase perfeita nunca passavam o imaginário dos rectângulos de Hergé.

Ser tintinófilo é uma «bênção» porque me refugia num universo de cor e mocidade. É uma «maldição» porque me vicia em tintinofilia, adquirindo muito merchandising a ele ligado. Por outro lado, ser tintinófilo é fazer parte de uma grande equipa mundial, cuja paixão é estudar e preservar a obra de Hergé . Diariamente contactamos com vários amigos portugueses ou de outros países (franceses, belgas, espanhóis, suíços, argentinos, alemães, brasileiros, etc) partilhando opiniões e objectos tintinófilos e depois procuramos novas notícias, actualizando o blog Tintinófilo http://tintinofilo.over-blog.com/ e o site www.tintinofilo.info

Depoimento de José Vítor Silva (Professor e Economista, responsável pelo site www.tintinofilo.info)

É gostar de ler

Ser "tintinófilo", ser apreciador da obra de Georges Remi, mais conhecido por Hergé, é, antes de tudo, saber conservar da infância a capacidade de se entusiasmar, de se deslumbrar, com a narrativa de aventuras empolgantes. É manter, em qualquer idade, uma aceitável dose de ingenuidade que nos permita apreciar o conto e aceitar a fantasia. É gostar de ler.

Esse apreço que ainda hoje tantos e tantos leitores sentem pela obra de Hergé - acerca da qual, de resto, se têm escrito muitos e bons trabalhos - só é possível, como é evidente, pela elevada qualidade da mesma.

Hergé faz parte da verdadeira época de ouro da banda desenhada franco-belga, escola que - com outras, é claro - cedo elevou os "quadradinhos" à condição de arte, usualmente referida como a nona. Foi um dos seus inventores, um dos seus criadores. Só por isso o seu mérito seria já grande.

Mas para além disso, a obra em si - traduzida fundamentalmente nas aventuras de Tintin, mas também nas histórias ultra-curtas de Quick e Flupke e ainda na menos conseguida, logo menos popular série Jo, Zette e Jocko - é de uma riqueza extraordinária, única mesmo em todo o panorama da BD com que se possa comparar.

Em primeiro lugar, pela diversidade e, ainda mais, pela actualidade dos temas tratados. Depois de esforços iniciais, quase diríamos embrionários, desenvolvidos nos primeiros álbuns de Tintin, eivados de vícios porventura inevitáveis, à época, o rol das histórias do popular herói da poupa no cabelo trazem-nos quadros da política mundial (das revoluções sul-americanas às tensões entre a China e o Japão, por exemplo), preocupações de índole social (veja-se a luta contra o esclavagismo ou a protecção de minorias étnicas), antevisões científicas (onde, evidentemente se destaca a viagem à Lua), etc.

Em segundo lugar, pela notável galeria de personagens, na qual, de resto, a figura de Tintin, que dá nomeà série, quase se vê relegada a uma posição de inferioridade, tal a riqueza de outras, como o Capitão Haddock, o Professor Tournesol, os agentes Dupond e Dupont ou a cantora Bianca Castafiore. Nestes "bonecos" consegue o autor resumir um leque vasto de qualidades e defeitos que nos permitem rever-nos em todas ou em cada uma, criando uma empatia inigualável com todas elas.

Em terceiro lugar, pela sábia articulação de dois aspectos quase contraditórios: a aventura pura e simples do herói sem medo e sem mácula - Tintin - e o humor, a roçar por vezes a farsa. No primeiro aspecto, as histórias idealizadas por Hergé são comparáveis às dos grandes romancistas da especialidade que o antecederam, como Edgar Rice Burroughs, Ryder Haggard, Robert Louis Stevenson ou Emilio Salgari (para citar apenas alguns dos que mais acalentaram os sonhos de gerações e gerações de jovens). Das selvas africanas e indianas às crateras lunares, das areias escaldantes do deserto aos picos gelados dos Himalaias, das profundezas dos mares às ilhas escocesas, por todo o Mundo os nossos heróis enfrentam perigos diversos, lutando contra os mais sinistros facínoras e defrontando mesmo seres mitológicos como o Abominável Homem das Neves ou os extra-terrestres. No entanto, tudo isto é entremeado por episódios humorísticos, tão bem articulados com a aventura propriamente dita que nos não distraem dela a atenção. Nisso, foi Hergé um autor praticamente único, pois os que se lhe poderiam equiparar num aspecto frequentemente omitiram o outro, optando quase em exclusividade pela aventura - Edgar P. Jacobs é o primeiro nome que nos acode à ideia nesse campo - ou pela comédia - casos de Goscinny e Uderzo ou de Morris.

Muito se tem especulado sobre a possibilidade de se considerar a banda desenhada - as nossas estimadas "histórias em quadradinhos" - como uma forma literária de pleno direito. Quem conheça bem a obra de Hergé não tem dúvidas de que disso mesmo se trata. Assim sendo - e para retomar a questão colocada - ser tintinófilo não pode deixar de se considerar uma bênção, pelo prazer que a leitura das aventuras de Tintin - já para não falar, por exemplo, no extraordinário interesse dos álbuns dedicados a Quick e Flupke, como espelho de um tipo de comportamento infantil urbano, num momento preciso da história da nossa civilização ocidental - nos proporciona.

Claro que, no dia a dia, os reflexos desta profunda admiração por um autor e pela sua obra se podem traduzir, para diferentes pessoas, de diferentes maneiras. Na verdade, há admiradores sinceros que não são propriamente coleccionadores e há coleccionadores fanáticos, preocupados com a exaustão das suas colecções. Estes últimos, evidentemente, perseguem com afinco tudo o que se refira aos seus ídolos (de carne e osso ou de papel...), procurando adquirir edições raríssimas, peças exclusivas, manuscritos, pranchas originais, um nunca acabar de objectos que enriqueçam o seu espólio. Os primeiros, por sua vez, contentam-se e completam-se com a obra de Hergé, em boas edições, de preferência, claro, na língua original, mais meia dúzia de obras de referência. Muitos se situarão entre um extremo e outro.

De qualquer modo, com mais ou menos furor coleccionista, o simples facto de uma obra que se iniciou na década de 1920 continuar hoje a suscitar o interesse e o entusiasmo de milhares de leitores, um pouco por todo o Mundo, não pode deixar de indiciar, sem margem de dúvida, o grande valor da mesma, que decerto continuará a aliciar futuras gerações, enquanto todos tivermos a capacidade de nos deixar arrebatar por uma história.

Depoimento de António Monteiro (Professor Universitário)

Artigo de Pedro Cleto, Textos para a secção Cultura de 22 de Maio de 2007 


Os Amigos de Hergé Portugueses (ADHP)

Poucos (para já…) mas bons, os Amigos de Hergé Portugueses (a exemplo dos "Amis de Hergé" belgas) têm-se encontrado em festivas almoçaradas em que Hergé e Tintin constam sempre da ementa, em conversas apaixonadas e testes de conhecimentos. Em Março editaram o primeiro número (electrónico) do seu "Boletim-Tim" que inclui artigos como "Quadradinhos desaparecidos e alterados no Tintin em Portugal", "As finanças de Tintin", "A bebida e a embriaguês nas aventuras de Tintin" e a cronologia das "Histórias de Hergé editadas em Portugal".

Artigo de Pedro Cleto, Textos para a secção Cultura de 22 de Maio de 2007 


António Monteiro, de 63 anos, indica alguns dos motivos que fazem de Tintin uma obra especial: « os argumentos, quase todos bem urdidos enquanto histórias de aventuras, a variedade de tópicos tratados - do tráfico de estupefacientes à espionagem industrial, da conquista espacial à exploração submarina -, a galeria de personagens, a utilização do humor.»

«Em jovem, não tinha propriamente um grupo com quem partilhar o gosto pela banda desenhada, mas tornei-me membro da associação internacional Amis de Hergé, sediada na Bélgica», revela.

Hoje, porém, a história é bem diferente: António integra um grupo de fãs de Tintin que conta com perto de três dezenas de membros.

Além da admiração que nutrem pela obra de Hergé, estes «tintinófilos» partilham ainda o gosto pelo colecionismo, possuindo várias peças, muitas verdadeiras raridades, relacionadas com Tintin. Livros, revistas, réplicas das personagens... é possível encontrar um pouco de tudo nas coleções destes fãs.

O grupo até se reúne algumas vezes por ano para partilhar ideias sobre os vários temas e questões que as histórias do herói colocam.

«Para além destes encontros, o grupo está em contacto permanente por via electrónica, trocando informações e comentários de toda a ordem sobre os temas pertinentes», destaca.

Artigo do site TVI 24 a propósito dos 86 anos de Tintin 


TINTINÓFILO - SITE E BLOG


Tintin em Portugal - Novo sítio

Há dez anos que mantenho o site Tintinófilo - Tintin em Portugal, que se encontrava hospedado em www. tintinofilo.info. Por razões técnicas e económicas, esse site encontra-se agora em www.tintinofilo.weebly.com, onde poderemos encontrar um portfolio de publicações e objectos relacionados com o Tintin em português. Dê lá um salto!

Este blog mantém-se para lhes dar  notícias sobre Tintin e Hergé em Portugal.

Blog, 11/05/2012

https://tintinemportugal.blogspot.com/2012/05/tintin-em-portugal-novo-sitio.html


Estamos todos de parabéns!

Faz hoje um ano que comecei esta aventura de divulgação da obra de Hergé, nomeadamente no que diz respeito aos acontecimentos em língua portuguesa.

Somos já uma referência no mundo tintinófilo e são já várias as notícias que são retiradas do nosso blog para divulgação em outros sites de muito maior alcance.

Paralelamente, vamos enriquecendo o nosso site www.tintinofilo.info com tudo o que publicado e editado em Portugal, para que se transforme num verdadeiro museu virtual de Tintim em Portugal

Finalmente, quero agradecer a todos aqueles que me enviam notícias, sugestões, opiniões e alento, os meus maiores agradecimentos.

Viva o Tintin!

Over-blog, 16/07/2007


Apresentação - 2006

O objectivo deste blog é fornecer informações em português sobre a obra de Hergé.

Assim, quem desejar participar neste projecto, poderá comentar os artigos publicados ou inscrever-se na nossa newslwtter para receber as novas informações do blog.

Vida longa a este blog!...

Zetantan, Over-blog, 16/07/2006


Antigos sites Tintinófilo:


// Over-blog

http://tintinofilo.over-blog.com/archive/2006-07/

/ / antigo blog no blogs.sapo.pt (jul/out - 2006)

https://arquivo.pt/wayback/20070626053112/http://tintinofilo.blogs.sapo.pt/453.html

// tintinfilo.info / netvisao

https://web.archive.org/web/20060130234352/http://tintinofilo.info:80/

Copyright © 2005 Tintinofilo

Última Actualização: Fevereiro 05, 2006

Site criado em Fevereiro de 2003

https://arquivo.pt/wayback/20060206044313/http://clientes.netvisao.pt:80/jvictors/


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Heróis de Papel, Tintin 85 anos


Os 85 anos do aparecimento da personagem de banda desenhada Tintin, criada pelo autor belga Hergé, vão ser assinalados na quinta-feira, numa tertúlia organizada na Amadora pelo Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI).

Na tertúlia "Às quintas falamos de BD" estarão António Monteiro, do grupo Amigos de Hergé Portugueses, e o autor de banda desenhada João Mascarenhas.

O encontro abordará "este herói de papel e a sua estreita relação com Portugal e a revista `O Papagaio`, onde as aventuras de Tintin foram pela primeira vez publicadas, em 1936, escritas numa outra língua, que não o francês, e apresentadas a cores", refere o CNBDI.

Tintin, o famoso repórter que protagonizou centenas de páginas de aventuras de banda desenhada, surgiu a 10 de janeiro de 1929 no suplemento juvenil "Le Petit Vingtième".

Acompanhado pelo fox terrier Milu, Tintin é considerado uma das mais populares personagens de banda desenhada, criada pelo belga George Remi (Hergé), tendo sido apresentado como um jovem jornalista do Petit Vingtième, enviado à antiga União Soviética, onde se envolve em várias cenas de pancadaria.

A partir daí, Hergé colocou Tintin em aventuras no Oriente, no oeste americano, no mar, em terra e no espaço - numa ida à Lua-, mas nunca teve uma história em Portugal.

Foi, no entanto, uma revista portuguesa "O Papagaio" que primeiro "internacionalizou" os relatos das viagens do jovem repórter, em 1936.

Antes de existirem as traduções para inglês ou neerlandês, fica para a história a edição em português, quando a carismática banda desenhada só tinha passado fronteiras para a França e para a Suíça, mantendo sempre o francês como língua.

À primeira tradução de Tintin a nível mundial junta-se outro marco histórico para "O Papagaio": é nas suas páginas que os desenhos de Hergé são apresentados pela primeira vez a cores, o que até nem desagradou ao autor, quando recebeu as revistas portuguesas.

Hergé correspondia-se com alguma frequência com o padre Abel Varzim - o responsável pela compra dos direitos de Tintin para Portugal - e confessou ter ficado "encantado" por ver os desenhos a cores, apenas criticando a paginação, remontada.

Dizia que não respeitava o original e por isso alterava o efeito de "suspense". "Os desenhos são concebidos como num folhetim, para terminar em cada semana com um desenho palpitante, para melhor manter o leitor interessado", explicava.

Adolfo Simões Müller, então director de "O Papagaio", não escondia o seu entusiasmo pelo trabalho de Hergé e assegurou, na sua saída da revista, levar as histórias de Tintin para outras publicações que depois dirigiu: "Diabrete", "Cavaleiro Andante", "Foguetão", "Zorro".

A edição das aventuras de Tintin em álbum só começou em Portugal em 1988 pela Verbo... 52 anos depois de "O Papagaio".

Hergé morreu em 1983, aos 76 anos, deixando incompleto "Tintin e Alpha-Art", mas em todo o mundo, os mais de vinte álbuns que desenhou foram traduzidos em 77 línguas e venderam mais de 230 milhões de exemplares em todo o mundo.

As 24 aventuras de banda desenhada de Tintin foram reeditadas posteriormente pela ASA. 

Lusa, 26/02/2014

Apesar de nunca mais ter protagonizado qualquer episódio, Tintin continua a ser um dos heróis de BD que mais interesse desperta na área dos bedéfilos veteranos.

Daí que se sucedam, com frequência, debates e colóquios centrados no herói criado em 1929 por Hergé.

Assim vai acontecer amanhã, dia 27, em mais uma tertúlia chamada "Às Quintas Falamos de BD", que decorre mensalmente, à 5ª feira como é óbvio, no CNBDI - Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, na Amadora. Costuma ser um palestrante, desta vez será uma mesa redonda participada por dois interessados no herói da poupa, António Monteiro e João Mascarenhas.

O primeiro, professor universitário, e elemento do grupo "Amigos de Hergé Portugueses", é um profundo conhecedor de toda a obra de Hergé; o segundo, engenheiro e autor de BD nas horas vagas - criador, como é do conhecimento de todos os bedéfilos portugueses, da personagem "O Menino Triste" -, mas também coleccionador de todo o merchandising que tenha a ver com o episódio "Tintin na Lua", de que possui vasto acervo de peças tridimensionais, documentação e iconografia, que cedeu para uma exposição no CNBDI.


Para este encontro será ainda preparada uma pequena mostra sobre Tintin na Lua, com peças tridimensionais (bonecos e jogos), documentação (livros e revistas) e iconografia (cartazes e ilustrações) dos anos 40 à atualidade, com material gentilmente cedido pelo autor João Mascarenhas.

terça-feira, 19 de maio de 2009

As capas das Aventuras de Tintim

Questionário preparado por Francisco Sousa e que se baseava exclusivamente nas capas dos vinte e pouco álbuns das aventuras de Tintin, nas suas versões finais, com exclusão de Tintin aux pays des Soviets e do incompleto Alph-Art. 

A pontuação foi organizada de modo muito simples: cada resposta certa valia 1 ponto. Assim, se uma determinada resposta requeria a referência a cinco capas distintas, quem acertasse em todas teria 5 pontos, quem acertasse apenas em quatro teria 4 pontos, etc., não se descontando pontuação por respostas eventualmente erradas.

Quem quiser testar os seus conhecimentos que procure responder ás 35 perguntas sem consultar a colecção dos álbuns!

elaborado por Francisco Sousa - ADHP

Questionário:

 1) Qual a capa onde é disparada uma arma de fogo?

2) Quais as capas onde Tintin surge de costas?

3) Desde a sua chegada, Haddock só não marca presença em três capas. Quais?

4) Em que capas Tintin é visto a conduzir um veículo motorizado?

5) Quais são as capas em que Haddock aparece com o seu boné de marinheiro?

6) Quais as capas onde podem ser avistados corpos de água (rios e/ou mares)?

7) E desertos terrestres?

8) Se exceptuarmos Milou, em que capas podemos visualizar animais não racionais vivos?

9) Quem partilha com Tintin e Milou a capa de Vol 714 pour Sydney?

10) Que objectos substituem a letra O do título, na capa de Les Bijoux de la Castafiore?

11) Em que capas surgem veículos voadores?

12) Quais as capas onde se podem ver câmaras de filmar?

13) Quais são as capas onde os Dupondt marcam presença?

14) Em que capas surge Tintin com a cabeça coberta?

15) Qual a capa em que apenas Tintin se dirige directamente ao leitor?

16) Quais as capas em que se nota a ausência de Milou?

17) Em que capas enverga o Prof. Tournesol o seu habitual chapéu verde?

18) Dos inimigos declarados de Tintin, apenas um figura numa capa. Diga qual e em que capa.

19) Quais as capas em que é possível ver Tintin usando o seu pull-over azul claro?

20) Qual a aventura que teve duas capas diferentes na sua versão a cores?

21) Em que capas está presente uma garrafa de whisky?

22) Quais as capas onde Tintin é a única personagem humana viva?

23) Qual a capa com o maior número de pessoas?

24) Quais as capas onde a acção se situa na Europa?

25) E em África?

26) E em países europeus imaginários?

27) Em que capas Tintin é visto a segurar uma arma de fogo?

28) Quantos soldados borduros se podem ver na capa de L’affaire Tournesol?

29) Com quem partilham tintin, Milou e Haddock a capa de Coke en Stock?

30) Quais as capas onde surgem crianças?

31) E figuras femininas?

32) Quantos guardas do Castelo Kropow surgem na capa de Le Sceptre d’Ottokar?

33) Quais as capas onde surgem elementos vegetais?

34) Qual a primeira capa onde surge o Prof. Tournesol?

35) Quais os títulos que começam com a palavra Tintin?


Respostas (não confirmado)

1) Arma de fogo: Voo 714?

2) De costas: Ilha, Rumo, Explorando, O caso, Alph-art

3) Haddock só não marca presença em três capas; Estrela, Rackam, Ouro negro, Alpha-art 

4) Tintin a conduzir um veículo motorizado; Congo, Ouro negro

5) Haddock aparece com o seu boné de marinheiro; Templo, Tibete, Picaros

6) Capas onde podem ser avistados corpos de água (rios e/ou mares); Orelha, Ilha, Estrela, Rackam, Carvão 

7) E desertos terrestres; Caranguejo, Ouro Negro

8) Outros animais não racionais vivos; Congo, Caranguejo, Rackam, 

9) Quem partilha com Tintin e Milou a capa de Vol 714 pour Sydney; Haddock +2

10) Objectos a substituir a letra O no título de Les Bijoux; jóias

11) Capas com veículos voadores;  Nenhum? 7 Bolas

12) Aparecem câmaras de filmar; congo, castafiore

13) Capas com os Dupondt; ouro negro

14) Tintin com a cabeça coberta; congo, lotus. orelha, ilha, caranguejo, explorando, tibete, 

15) Tintin dirige-se directamente ao leitor; jóias

16) Não aparece Milou; alph-art

17) Prof. Tournesol aparece com o chapéu verde; 7 bolas, pincaros

18) Inimigo que figura numa capa; carvão (PIotr)

19) Tintin com o seu pull-over azul claro; 7 bolas, templo, ouro negro, o caso, carvão, jóias, voo 714, picaros

20) Aventura com duas capas diferentes na sua versão a cores; ilha negra

21) Capas onde  está presente uma garrafa de whisky; caranguejo

22) Tintin é a única personagem humana viva; sovietes, charutos, lotus, ilha, estrela, rackham , alpha

23) Capa com o maior número de pessoas; o caso, jóias

24) Capas situadas na Europa; ilha, estrela, licorne, carvão, joias

25) Em África; congo, caranguejo?

26) Em países europeus imaginários; ceptro, rumo

27) Tintin segura uma arma de fogo; voo 714

28) Nº soldados borduros na capa de L’affaire Tournesol; 3

29) Quem partilha com tintin, Milou e Haddock a capa de Coke en Stock; Piotr

30) Capas com crianças; congo, templo

31) Capas com figuras femininas; jóias

32) Nº de guardas que surgem na capa de Le Sceptre d’Ottokar: 2

33) Capas com elementos vegetais; congo, america. orelha, ceptro, estrela, o caso, picaros

34) Primeira capa onde surge o Prof. Tournesol: 7 bolas

35) Títulos que começam com a palavra Tintin; congo, américa, ouro negro, tibete, picaros, alpha-art

segunda-feira, 9 de março de 2009

BoleTim-Tim

BoleTim-Tim - Publicação dos Amigos de Hergé Portugueses (2007-2009)

BoleTim-Tim #6 - 2009/01

ADHP editaram o 6º número do seu boletim digital «BoleTim-Tim». O sumário deste número é o seguinte:
- A ópera nas aventuras de Tintin 
- 7º Encontro dos ADHP
- O sobrenatural nas aventuras de Tintin - 3ª parte
- Quadradinhos alterados e desaparecidos
- O mistério da Orelha Quebrada
- O mistério da bandeira
- As primeiras edições de Tintin - 2ª parte

BoleTim-Tim #5 - 2008/05

O boletim electrónico dos Amis de Hergé Portugueses está de volta! O nº 5 de Maio de 2008 tem o seguinte sumário:

- Hergé e Tintin em Bruxelas (reportagem de Fernando Cardoso)
- 5º Encontro dos ADHP no Porto
- O sobrenatural nas aventuras de Tintin - 2ª parte (de António Monteiro)
- 6º Encontro dos ADHP no Porto
- Questionário Tintinófilo (por Francisco Sousa)
- As primeiras edições de Tintin em português (por Luís Sotero) 

BoleTim-Tim #4 - 2007/12

A publicação dos Amis de Hergé portugueses já vai no seu número 4. Exclusivamente em versão digital, o número de Dezembro tem vinte páginas e contém os seguintes artigos:

- Reportagem sobre as exposições em Paris e Bruxelas sobre o centenário do nascimento de Hergé
- As edições tintinófilas do centenário
- Subsídios para uma compreensão (rápida) das aventuras de Tintin
- O sobrenatural nas aventuras de Tintin
- Novidades bibliográficas
- Questionário tintinófilo


BoleTim-Tim #3 - 2007/

ff

BoleTim-Tim #2 - 2007/05

Com data de 22 de Maio, saíu o nº 2 do BoleTim-Tim, revista digital dos Amis de Hergé portugueses. O sumário deste número é o seguinte:

- O nome do Boletim
- Quadradinhos desaparecidos e alterados - 2ª parte
- Os heróis do Tintin
- A bebida e a embriaguês nas Aventuras de Tintin - 2ª parte
- Leituras de Hergé
- A nomenclatura dos nossos heróis
- As finanças pessoais de Tintin
- Novidades bibliográficas

BoleTim-Tim #1 - 2007/03

Um dos objectivos dos Amis de Hergé portugueses é a edição de um boletim dedicado ao Tintin e Hergé em Portugal. Ora aí está  primeiro número editado electronicamente.

 O índice deste número é o seguinte:

- Histórias de Hergé publicadas em Portugal
- Reportagens sobre os encontros dos Amigos de Hergé portugueses
- Quadradinhos desaparecidos e alterados no Tintin em Portugal
- Testes tintinófilos
- As finanças pessoais de Tintin
- A bebida e a embriaguês nas aventuras de Tintin


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Amigos de Hergé portugueses

I Reunião-Convívio dos Amigos de Hergé portugueses

Lisboa - 7 de Julho de 2006

Realizou-se no dia 7 de Julho de 2006, a primeira reunião dos amigos de Hergé.

O encontro teve lugar na Cervejaria Solmar e estiveram presentes ao jantar: Fernando Gomes, mulher, filha e filho, Francisco Duarte Sousa, João Paiva Boléo e mulher, José Victor Silva, Joaquim Talhé e mulher e José Azevedo e Menezes e mulher.

Dos treze sócios indicados por Gérald Dewinter, director dos ADH, apenas dois não responderam a duas cartas enviadas: Miguel Silva, de Lisboa  e Carlos Seco, da Lousã.

Registe-se para a história a ementa:

Entradas, massada de cherne ou entrecosto com açorda, vinhos, sobremesa e café.

O jantar decorreu animado, tendo a conversa estado naturalmente centralizada na figura e na obra de  Hergé, que tanto nos fez sonhar em crianças e o motivo do nosso encontro.

As fotografias foram tiradas pela filha de Fernando Gomes.

Foi por alguém sugerido que, para facilitar a vinda de outros sócios, a próxima reunião se efectuaria no Bombarral, no próximo mês de Outubro.

Foi enviada a Gérald Dewinter notícia do nosso encontro histórico, com fotos.

Já nos respondeu, felicitando-nos pelo evento. Confirmou-nos, também, a morada dos dois sócios acima citados. Sobre os amigos de Jacobs, disse-nos que também ele é sócio, e que não tem notícias e explicações para o silêncio prolongado destes. Foi-lhe também perguntado se tinha registos da data de admissão dos membros portugueses. Disse-nos que não.

-- José Menezes --

II Reunião-Convívio dos Amigos de Hergé portugueses

Bombarral - 21 de Outubro de 2006

Decorreu no passado dia 21 de Outubro, o segundo convívio dos ADH portugueses.

O ponto de encontro foi no largo do Município, no Bombarral.

Às 13 h, arrancámos atrás do nosso anfitrião, José Victor Silva, que nos conduziu até ao Restaurante Mãe de Água, a pouca distância da vila.

Estiveram presentes:

António Monteiro e mulher

João Paiva Boléo e mulher

Francisco Sousa

José Victor Silva

José Menezes

Durante o almoço, que decorreu animado (de destacar uns excelentes Alvarinho e Sanguinhal, Touriga 2003), falou-se do nosso boletim.

O António Monteiro sugeriu que fosse digital, o que foi bem aceite.

Elimina-se assim o maior problema, que seria o de arranjar uma tipografia que fizesse o boletim a um preço acessível, tarefa quase impraticável, dado o tipo de material de colaboração, em muitos casos sem sentido se não for a cores.

Assim, os ADH só terão que o imprimir em suas casas.

Quanto à altura da sua edição, apontou-se o mês de Abril de 2007, vésperas da celebração do centenário do nascimento do nosso herói.

O António Monteiro ofereceu-se para tentar fazer a paginação das colaborações recebidas.

Portanto, amigos ADH, é tempo de começarem a pensar nos vossos artigos.

Disto não se falou, mas penso que a maneira mais prática será a de os enviarem para o António Monteiro.

O meu trabalho sobre as alterações e eliminações de quadradinhos do Papagaio nos álbuns Casterman circulou pelos presentes. Será publicado no nosso boletim.

Depois do café, o António Monteiro leu um questionário de cinquenta perguntas, sobre Hergé e Tintim, que os presentes foram preenchendo em folhas de papel. O brilhante vencedor deste concurso foi o Francisco Sousa, largamente destacado, com trinta e uma perguntas certas. Estas perguntas sairão no nosso boletim.

Dado o sucesso desta iniciativa, decidiu-se que para o próximo encontro se fará novo concurso, também sobre Hergé e Tintim, mas respeitando apenas a três histórias, a anunciar oportunamente.

Deste modo, não haverá desculpas para falhas clamorosas de alguns dos participantes, nos quais me incluo.

Eu fiquei encarregado  de arranjar as perguntas para o próximo concurso.

Finalizámos o encontro com o desejo de nos voltarmos a reunir em Janeiro, em dia e local a combinar.

Depois do almoço, já sem a presença do Francisco Sousa, o José Victor Silva teve a amabilidade de nos mostrar o solar dos Loridos, referência da região e actual propriedade de Joe Berardo.  Foi muito interessante esta visita: Paradigma de casa bonita senhorial e de atroz mau gosto, com a adição recente de umas estátuas e estatuetas orientais e gregas, com predominância de um grande lote de Budas, feitos em massa.

Por enquanto, o solar  mantém as características. Esperemos que as estatuetas se fiquem pelo exterior.

-- José Menezes -- 

III Reunião-Convívio dos Amigos de Hergé portugueses

Algés - 3 de Fevereiro de 2007

No dia 3 de Fevereiro no Restaurante Caravela d’Ouro, em Algés, os PADH juntaram-se, pela terceira vez, numa refeição/convívio, a mais concorrida até agora.

Embora tenhamos a lamentar a ausência, por motivos imperiosos está bem de ver, dos nossos amigos João Paiva Bóleo e esposa, José Victor Silva, Fernando Gomes e Pedro Silva (estimamos rápidas melhoras), contámos, desta vez e esperamos que sempre daqui em diante, com as presenças de António Mata, de Viseu (e seu sobrinho), Luís Sotero, do Funchal (e seu filho) e António Cabral, de Bruxelas. Para além destes estiveram presentes os já habituais José Azevedo e Menezes, primeiro promotor dos nossos convívios, e sua esposa, António Monteiro e Helena Monteiro, excelentes organizadores deste nosso 3º Encontro, Joaquim Talhé e esposa e Francisco Sousa.

O repasto e consequente convívio, decorreram animados, com as conversas a rondar, como seria natural, a banda desenhada, o coleccionismo, Tintin e Hergé. Foram contadas várias histórias e postas em dia conversas que vinham desde o nosso último encontro do Bombarral.

Foi aflorado, ainda que muito “pela rama”, o nosso futuro boletim, o que poderá e deverá ser discutido através dos nossos e-mails, de forma a podermos ter algo mais consistente no nosso próximo encontro.

Depois do jantar foi realizado aquele que já começa a ser considerado um dos pontos altos dos nossos encontros, o concurso/questionário, que, desta feita, teve direito a um prémio simbólico, mas muito valioso, uma miniatura de uma viatura de Tintin na América.

O autor das questões foi José Azevedo e Menezes, e o tema foram as Aventuras: Tintin na América, Os Charutos do Faraó e o Lótus Azul, num total de 32 perguntas.

Pela 2ª vez o vencedor foi Francisco Sousa com 16 respostas certas, pelo que foi congratulado por todos os presentes e muito orgulhoso ficou.

 Foi depois acordado que a próxima reunião se deverá realizar em data próxima ao centenário de Hergé (22 de Maio), pelo que ficou já marcado o dia 26 de Maio (sábado) em Viseu, numa organização do nosso amigo António Mata. Tudo será confirmado em tempo útil.

Também oportunamente será divulgado o tema para o próximo concurso/questionário, cujo autor será Francisco Sousa.

Depois de mais um belo convívio, resta-nos desejar que possamos estar todos juntos em Maio, em Viseu, para que o nosso grupo PADH se fortaleça e possamos concretizar a ideia do nosso boletim.

-- Saudações Tintinófilas --

IV Reunião-Convívio dos Amigos de Hergé portugueses

Viseu - 26 de Maio de 2007

Conforme estava previsto, realizou-se no passado dia 26 de Maio o quarto encontro dos ADHP. Recordemos, a talhe de foice, que o primeiro encontro teve lugar em Lisboa, o segundo no Bombarral e o terceiro novamente em Lisboa. Está desde já previsto que o próximo tenha lugar no Porto, em dia a combinar por volta de Outubro próximo, estando a organização local do evento a cargo do nosso amigo Pedro Correia da Silva. Devemos observar que, deste modo, ao prazer do convívio e da amena conversa sobre temas de interesse tintinófilo, se acrescenta uma faceta turística muito agradável.

Desta vez, o anfitrião era o amigo António Mata, residente em Viseu. O encontro foi marcado para as 13:00 horas, no Largo da Sé, em Viseu, que é, diga-se, um local de rara beleza e dignidade, assente sobre o forte granito beirão.

Presentes à chamada estavam António Mata, Francisco Sousa, Teresa e João Paulo Paiva Boléo, Hermínia e Fausto de Almeida (convidados do amigo João Paulo) e António Monteiro, sucedendo que alguns problemas mecânicos atrasaram ligeiramente o José Azevedo e Menezes, que chegaria um pouco mais tarde ao restaurante para onde nos dirigimos.

Para abrir o apetite para a reunião, cerca de meia hora antes alguns de nós tiveram ainda a oportunidade de ouvir, na TSF, a prometida emissão de 6 minutos sobre Hergé e a sua obra, preparada pela jornalista Maria Miguel Cabo a partir da conversa que três de nós – João Paiva Boléo, Francisco Sousa e António Monteiro – tínhamos tido com ela em tempos, nos estúdios daquela emissora radiofónica. Embora a entrevista tenha durado quase hora e meia e possa à primeira vista parecer que meia dúzia de minutos seriam insuficientes para resumir convenientemente o seu conteúdo, a verdade é que em rádio um período de seis minutos é ainda assim considerável e que o resumo acabou por ficar bastante bem feito, dando claramente a ideia do tom geral das intervenções e salientando alguns dos aspectos mais importantes que tivemos oportunidade de focar.

Mas voltemos ao nosso encontro.

Uma vez reunidos os participantes, com a excepção já assinalada, cada um foi para o seu automóvel e seguimos em cortejo até Póvoa Dão, aldeia situada a uma dezena e meia de quilómetros da cidade.

A povoação, debruçada sobre o vale cavado pelo rio que lhe dá nome, encontrava-se praticamente deserta desde meados do século vinte, por força da emigração que levou para África, para o Brasil e, mais tarde, para diversos destinos europeus uma grande parte da população jovem do interior norte do nosso país.

Em 1995, o empresário Vítor Catarino dos Santos soube que a aldeia medieval – fundada por volta do ano de 1258 e que possui uma via romana bem conservada –, onde restavam apenas três habitantes, se encontrava para venda na sua totalidade.

A recuperação de Póvoa Dão levou, como é natural, alguns anos, pois ali não havia nem electricidade, nem água canalizada, nem rede de esgotos montada. Os resultados, porém, são louváveis, pois as fachadas tradicionais em granito, e os telhados vermelhos escondem os mais variados confortos modernos: piscina, campos de ténis, televisão por cabo, aquecimento central, etc.

Do empreendimento faz ainda parte um amplo restaurante e foi justamente para lá que nos dirigimos. As condições do local permitiram que dispuséssemos de uma sala para nosso uso exclusivo, tendo o António Mata tido o cuidado de a enfeitar com duas estatuetas artesanais, de madeira, representando Tintin e duas reproduções emolduradas de páginas de álbuns. Estava pois preparado o ambiente ideal para umas horas bem passadas. Tanto assim que, tendo lá chegado pouco depois da uma e meia da tarde, o Sol se punha já quando saímos.

Sobre o encontro propriamente dito, pouco há a contar que não seja já habitual e familiar a quantos participaram nos anteriores. A conversa fluiu facilmente, não fosse o assunto – quase exclusivo – tão do agrado de todos os presentes. Vão sempre surgindo ideias, comentários, aspectos novos encontrados aqui e acolá numa obra tão rica como a de Hergé. De referir que, antes da refeição, o nosso amigo António Mata distribuiu por todos uns alfinetes (desses internacionalmente conhecidos por pins) onde, sobre a reprodução de uma cena de Tintin en Amérique, tinha aposto os dizeres “Viseu Maio 2007”. Esses alfinetes, pelo reduzidíssimo número de exemplares produzidos, constituirão doravante uma grande raridade no coleccionismo tintinófilo e todos os colocaram ao peito com orgulho!

Ao sabor dos pratos típicos da região, onde não faltaram o cabrito e os rojões, jóias da culinária beirã, sempre valorizadas pela excelência das matérias-primas utilizadas por aquelas bandas, a troca de impressões foi-se estendendo e abrangeu temas tão variados como a comparação e a definição da importância relativa da obra de Hergé e de outras obras-primas da banda desenhada europeia, a escolha dos álbuns preferidos de cada um e até as desventuras que o nosso amigo João Paiva Boléo teve nos seus recentes contactos com a imprensa escrita e falada.

Inevitavelmente, um dos pontos altos da sessão consistiu no já usual questionário, desta vez preparado pelo Francisco Sousa – disso encarregado por todos desde a última reunião, num esforço fracamente disfarçado de evitarmos que tornasse a ser ele o vencedor... – e que se baseava exclusivamente nas capas dos vinte e pouco álbuns das aventuras de Tintin, nas suas versões finais, com exclusão de Tintin aux pays des Soviets e do incompleto Alph-Art. Apesar de os presentes terem, na sua generalidade, feito os trabalhos de casa, o certo é que o “ponto” não era fácil.

Os que não puderam estar presentes encontrarão a respectiva lista de perguntas no final do presente relato. A pontuação foi organizada de modo muito simples: cada resposta certa valia 1 ponto. Assim, se uma determinada resposta requeria a referência a cinco capas distintas, quem acertasse em todas teria 5 pontos, quem acertasse apenas em quatro teria 4 pontos, etc., não se descontando pontuação por respostas eventualmente erradas.

Quem quiser testar os seus conhecimentos que procure responder ás 35 perguntas sem consultar a colecção dos álbuns! Na circunstância, o vencedor foi António Monteiro, com um total de 82 pontos, ficando João Paiva Boléo em segundo lugar, com 80. Parece ter-se já instituído o princípio de que o vencedor de cada concurso preparará o próximo e assim se fará no caso presente.

Um assunto ainda abordado, já perto do final da tarde, referia-se à possibilidade de se admitir a presença, nas nossas reuniões, de pessoas interessadas na banda desenhada e apreciadoras da obra de Hergé em particular, ainda que não façam parte dos Amis de Hergé. Embora houvesse opiniões levemente diferentes sobre o assunto, acabou por se estabelecer consenso sobre a seguinte solução: em princípio, qualquer dos ADHP poderá fazer-se acompanhar de algum amigo, a título de convidado (como foi o caso do encantador casal Hermínia e Fausto de Almeida que desta vez acompanhava o casal Paiva Boléo); no entanto, para passar a ser considerado como “membro efectivo” do nosso grupo – com direito a ser convocado para os encontros e a receber automaticamente o BoleTim-Tim – qualquer interessado deverá, por princípio, inscrever-se nos ADH. A título de exemplo, ainda há pouco tempo fomos contactados por Jorge Macieira, que acabou por não poder estar presente (enquanto convidado) desta vez, mas prometeu já registar-se na associação belga, para passar a ser dos nossos com carácter permanente.

Eram cerca de 19:00 horas quando finalmente abandonámos Póvoa Dão. Na memória de todos, a recordação de uma tarde excelentemente passada num belo ambiente em que impera a beleza natural das serranias beirãs, o silêncio e a pureza do ar, isento da feia poluição das grandes cidades.

-- António Monteiro -- 

Fonte: http://clientes.netvisao.pt/jvictors/PADH.htm

Como é do conhecimento de todos, perfaziam-se no dia 10 de Janeiro de 2009 oitenta anos a partir da data original de publicação da primeira aventura de Tintin. Que o nosso herói seja um pouco mais velho, é perfeitamente claro, já que Hergé terá levado algum tempo a preparar a história; mais ainda, o nosso amigo Jorge Maicieira observou recentemente que, mesmo antes da publicação dos primeiros quadradinhos, teria havido já referências anunciadoras dessa próxima publicação. No entanto, tal como a idade de cada um de nós se conta a partir do momento do parto, deprezando-se o período de gestação imediatamente anterior, também aqui se deve considerar que o famoso repórter atingiu nesse dia 10 de Janeiro a bonita idade de 80 anos. Isso mesmo entenderam, entre nós, diversos meios de comunicação social, como vários jornais e canais de rádio e televisão, que no próprio dia ou na véspera deram nota da efeméride. Deve mesmo salientar-se que nos chegaram diversos convites para participar em emissões televisivas e radiofónicas, mas a circunstância de tais convites terem sido feito muito em cima da hora levou a que só muito parcialmente pudessem ter sido aceites.

Naturalmente que os ADHP não podiam deixar de celebrar condignamente o faustoso evento! Ora que melhor festa de aniversário poderíamos dedicar a Tintin que um almoço de confraternização do grupo?

Desta vez, o organizador foi o Fernando Cardoso e o local acertado o conhecido Café Nicola, no Rossio, em Lisboa, sítio de amplas referências literárias, já pela circunstância de o poeta sadino Bocage ter o hábito de frequentar um estabelecimento similar ali existente no seu tempo, já porque no mesmo prédio habitou Eça de Queiroz, conforme testemunha uma placa alusiva ali mandada fixar, em devido tempo, pelo Círculo Eça de Queiroz.

O encontro foi marcado para cerca das 13:00 horas e, mais minuto, menos minuto, para lá nos fomos dirigindo. Infelizmente, só quatro elementos do nosso grupo conseguiram comparecer, mas outros - impossibilitados de se nos juntarem - decerto nos acompanharam em espírito! Para a história, aqui fica o registo das presenças, por ordem de chegada ao restaurante: Fernando Cardoso, João Paulo Boléo, António Monteiro e José Menezes. Ah!, mas a esses quatro ADHP juntou-se um quinto conviva e de peso: nada menos que o próprio Tintin, convidado especialmente pelo fernando Cardoso. Sempre original, porém, o repórter recusou-se a sair do seu jarrão chinês, afirmando estar atento a quanto se passasse no Nicola, não fosse por ali entrar de súbito o infame Mitsuhirato e estragar-nos o convívio...

O repasto decorreu em ambiente de grande cordialidade - como é já nosso apanágio - e boa disposição, tendo-se sacrificado, para o efeito, uns agradáveis bifes devidamente montados por ovos estrelados e nadando num molho agradável e espesso, que quase nos fazia esgotar os pãezinhos disponíveis sobre a mesa.

A conversa decorreu célere, interessante e fluida, versando diversos aspectos da obra Hergeana e outros temas da banda desenhada em geral, e as horas foram passando sem que na verdade déssemos por elas. Eram umas três e tal quando demos o encontro por encerrado. aventou-se a hipótese de se organizar o próximo para data a combinar em Fevereiro.

-- A.M. --

Blog Tintinófilo, 11/01/2009

Sócios portugueses do Clube Belga «Amis de Hergé»

Nº 153 Francisco Duarte Sousa, Lisboa

Nº 228 Miguel Silva, Lisboa

Nº 270 José Azevedo e Menezes, Lisboa

Nº 415 António Monteiro, Lisboa

Nº 577 João Paiva Boléo, Lisboa

Nº 645 António José Cabral, Bruxelas (Bélgica)

Nº 724 Pedro Correia Silva, Porto

Nº 773 Carlos Seco, Lousã

Nº 944 José Vitor Silva, Bombarral

Nº 1011 António Mata, Viseu

Nº 1184 Luís Sotero Gomes, Funchal

Nº 1206 Fernando Gomes, Cascais

Nº 1278 Joaquim Talhé, Lisboa

Nº 1304 Fernando Reis Cardoso, Pinhal Novo

Em 1985, dois anos após a morte (física) de Hergé, Stephane Steeman, o maior coleccionador tintinófilo do mundo, resolveu criar uma associação que ajudasse a perpetuar a memória e o trabalho de Hergé. Esta associação existe ainda hoje, comemorou o seu 20º aniversário no ano passado e, para além de realizar uma assembleia geral todos os anos, onde se reunem os seus associados para debaterem a obra com diversos especialistas e onde também fazem uma feira à volta da parafernália tintinesca, edita uma excelente revista semestralmente. Esta revista é obrigatória para todos os que queiram aprofundar o seu conhecimento sobre a obra e o seu autor. A associação conta no seu seio com associados dos quatro cantos do mundo, Portugal incluido. O seu site é www.lesamisdeherge.com, façam-lhe uma visita.


https://naterra.blogspot.com/2006/01/os-amigos-de-herg.html