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sábado, 27 de dezembro de 2025

Brinquedos de BD


Abandonou o cigarro antes do tempo e dispara mais rápido do que a sua figura refletida. Os novos autores deram continuidade à obra de Morris e perpetuam a história de um cowboy solitário aberto a novos temas sem parecer uma sombra de si mesmo. O SAPO 24 falou com Ricardo Leite, dono da Toybroker, loja de banda desenhada clássica e super-heróis de outros tempos. Uma conversa sobre Lucky Luke, dos objetos e livros aos quadradinhos emprestados ao 32º Festival de Banda Desenhada da Amadora e da própria BD. Com uma incursão a soldadinhos de chumbo.

Lucky Luke. Aos 75 anos, o cowboy não é uma sombra do que foi

Lucky Luke. Os 75 anos do cowboy que dispara mais rápido do que a própria sombra, deixou de fumar em meados dos anos 80 do século passado, herói que sobreviveu ao criador Morris (Maurice de Bévère,) à imagem da tradição franco-belga e cuja história tem sido revisitada à luz dos temas mais prementes dos dias de hoje, é um dos ex-líbris da edição 32 do Festival de Banda Desenhada da Amadora, evento que encerra amanhã, 1 de novembro, dia de Todos os Santos.

O SAPO 24 falou com Ricardo Leite, dono da Toybroker, loja de brinquedos e clássicos da Banda Desenhada situada na cave do n.º 49 da Rua Sacadura Cabral, em Lisboa, autor e criador de miniaturas de soldadinhos portugueses e colecionador de material militar russo e soviético. É também responsável pelo empréstimo dos objetos que compõe "Os Herdeiros de Morris", uma das exposições patentes no Ski Skate Amadora Park, na freguesia da Damaia.

“Não contei o número de peças cedidas. Estive ainda a pensar no título 'Lucky Luke 200 peças' para a exposição, mas são mais”, assegura o colecionador entrado no mundo aos quadradinhos por influência do pai, cuja área de atividade profissional – ligado à marinha mercante – fez com que trouxesse do estrangeiro a efervescência dos bonecos e da banda desenhada.

A exposição revela o traço de novos autores responsáveis por desenhar a magra e solitária figura de colete preto, chapéu branco, camisa amarela e calças de ganga: Achdé (“Terra prometida”, cuja história retrata a escolta a uma família de judeus da Europa de Leste até aos confins do Oeste selvagem), Mawil (“Lucky Luke Muda de Sela”, 2020, no qual uma bicicleta concorre com o inseparável Jolly Jumper) e Matthieu Bonhomme (“O Homem que matou Lucky Luke”, editado em 2016, em que são reveladas as razões de ter deixado de fumar e “Procura-se”, 2021).

“Sou um apreciador de Bonhomme. Gosta do western, apresenta uma nova literatura clássica dentro do estilo franco-belga, está fantástico”, elogia Ricardo Leite num espaço onde coabitam Lone Ranger e Action Man, as BD do Spirou, Tex e Astérix e “diverso material militar russo e português” assim como “miniaturas de soldadinhos feitos em liga de estanho”, pedido feito pelos “Pupilos do Exército” e cujas peças artesanais deram origem ao core do seu sustento. “Não me fará rico, mas confere alguma dignidade ao negócio”, sorri.

Sem ponta de cigarros e com novos temas na boca

Abre o livro a falar da adaptação da nova arte (Banda Desenhada) ao politicamente correto, por vezes em duelo com a própria sombra.

A mudança mais popularizada assenta na ponta do cigarro desaparecida da boca do cowboy solitário, um gesto que viria a valer a Morris uma distinção da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas há outras incursões. No ano passado, um caderno do Lucky Luke adotou uma postura política ao trazer o tema da segregação racial e ao introduzir o primeiro xerife negro em “Un cowboy dans le coton", do argumentista Jul.

“A produtora americana Hanna-Barbera quis fazer a série nos EUA e impôs duas condições. Retirar o cigarro e eliminar as pistolas. Morris acedeu à primeira, retirou os requintes de enrolar o cigarro e bolsa do tabaco e, em seu lugar, colocou uma palha, mas não aceitou a segunda. Não fazia sentido não ter uma pistola no Velho Oeste”, ajuíza. “[Morris] Começou na série e passou para a banda desenhada para não fazer confusão”, recorda.

Ricardo Leite não abandona o tema e dá um salto até outra exposição: "Hergé", na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, dedicada ao percurso de George Remi. “Hergé estava à frente do seu tempo. Fez autocensuras às suas obras, umas vezes por imposição de editoras, outras por decisão dele e foi à obra modificá-la. O Morris, nesse aspeto, não o fez”, sublinha.

“Há autores indiferentes e quem não se verga. Mas não é importante. É uma evolução da arte nas sociedades. Eu, como apreciador, vejo o que aparece e tomo opção se gosto ou não. O que não acho correto é o que sucedeu numa biblioteca no Canadá onde se queimaram livros de Banda Desenhada debaixo de acusações”, sentenciou.

Recorre a um exemplo da nova roupagem de Banda Desenhada. “O Tex, muito popular em Itália e no Brasil, a personagem, não desfazendo, os autores eram artistas na época. Evoluiu muito e sou adepto dos novos autores, gosto mais”, exemplificou.

Apesar da abertura de espírito em relação às novas roupagens e enredos, novos e velhos juízos, centra o foco no boneco e autor que deram origem às obras. “Sou muito fiel aos artistas originais”, sublinha, ao mesmo tempo que questiona o desenvolvimento de “um filão quando o artista já morreu”, refere. “Uma obra de arte é diretamente ligada ao artista original. Hoje em dia, há casos que não são carne, nem peixe”, uma expressão saída ao falar do lançamento mundial do Astérix, ele que foi Comissário da Exposição dos 50 anos da icónica personagem gaulesa.

O revivalismo do mundo aos quadradinhos

“O meu pai era entusiasta do Lucky Luke. Tenho os primeiros Cavaleiros Andantes que estão nas vitrinas do festival BD da Amadora”, avisa Ricardo Leite.

Tem com a montra amadorense dos quadradinhos uma longa relação. “Fiz no Museu de brinquedo de Sintra uma exposição sobre o Tintim com um amigo do Porto, da loja “Tintim por Tintim”, uma exibição que lhe viria a abrir as portas a sul. “Comecei a trabalhar em 2003 ou 2004. Numa exposição no antigo centro internacional de BD e Imagem da Amadora”, relembra. “Pediram-me para fazer algo sobre coisas feitas em Portugal. Os bonecos dos gelados da Olá e da Rajá, bem como as figuras do Lucky Luke, feita na fábrica da Maia”.

Nascido em 1965, colega de carteira e curso de Mário Centeno (ISEG), economista de formação, empresário da restauração (dono do antigo restaurante Kalashnikov, Lisboa), começou no início dos anos 90 "a pegar nas coisas que a mãe tinha na arrecadação". "Um, mais um e mais outro e comecei a investigar. E tive sorte por acordar para esta atividade quando ainda havia pouca gente interessada e antes da explosão da internet”, adianta.

“No catálogo da exposição Lucky Luke faço referência a essa evolução nos anos 90. Nessa altura, havia só livros; na primeira década do século XXI aparecem os sites e blogues que deram uma dinâmica ao colecionismo e agora as redes sociais que nesta área explodiram”, comenta.

“Temos o fenómeno do interesse na banda desenhada do Japão, Mangá (também patente no festival da Amadora)”, recorda. No outro lado do Atlântico, os super-heróis esquecidos renascem com a Marvel e a DC (cinema) e despertaram o interesse dos mais novos”, sustenta. “Pensava que o culto do papel se ia perder... são fenómenos cíclicos engraçados”, reconhece.

Um revivalismo também ele revisitado na Amadora. Vai de Michel Vaillant (criado por Jean Graton) aos "80 anos de Diana, a Mulher-Maravilha: Guerreira e Pacifista", personagem da DC Comics, Drácula, de George Bess, passando pela criação portuguesa, Corvo.

Miguel Morgado, Sapo 24, 31/10/2021

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Marcas

«Parece alterada a política da Fundação Moulinsart, detentora de todos os direitos da obra de Hergé que, durante anos, elitizou a personagem do mais famoso repórter do mundo por forma a não permitir que a figura de Tintin se banalizasse. De facto, se até há pouco tempo nenhum artigo de merchandising da marca se poderia encontrar senão numa loja especializada, ligada à casa mãe por um franchise de controle feroz, temos vindo a assistir a uma popularização comercial do nosso heroi com a oferta de produtos com ele relacionados por parte de entidades de grande divulgação. 

Timidamente começaram a surgir artigos de escola e papelaria (mochilas, dossiers, afia lápis, canetas, bolsas) em estabelecimentos normalíssimos, seguiram-se os pijamas e conjuntos de cama na La Redoute e agora eis que a grande massificadora do coleccionismo, Planeta Agostini, nos promete o fornecimento de «OS CARROS DE TINTIM, uma colecção exclusiva de reproduções dos carros que aparecem nos álbuns de Tintim.»

https://arquivo.pt/wayback/20050310211559/http://pwp.netcabo.pt/0151832803/boletim/envoiture.htm


Nas décadas de 1960 e 1970 existiam muitos produtos que ofereciam brindes publicitários.

A Revista Tintin apareceu em Portugal em 1968 e também houve o lançamento dos filmes "O Templo do Sol" e "Lago dos Tubarões". Tivemos tiras diárias no DN e Comércio do Porto. As edições em álbum continuaram a ser as brasileiras até 1988.

Na edição nº 1 da Revista Tintin, datada de 01/06/1968, aparecia publicidade de várias marcas que usaram as personagens de Hergé (Tulicreme-livros Astérix, Royal-Instantâneo, Gelados Olá-Bonecos Carrocel Mágico, Milhares de Prémios em troca das senhas que se encontram dentro das deliciosas pastilhas).

Bonecos PVC Bertrand HEIMO(198-)

Gelados OLÁ (197-)  Bonecos monocromáticos

Pastilhas PIRATAS (197-)  Embalagens série Aventuras do Tintin - Era preciso enviar as 80 figuras das embalagens para recebermos os prémios

Chocolates REGINA (197-)  Chocolate Regina com oferta autocolantes

Refrescos ROYAL (1970)  Caderneta de Cromos O Templo do Sol

Refrigerantes SUMOL (1978)  Loto Sumol + caricas com personagens

TULICREME (1970)  Cromos Ver e Saber


imagem Tintin News, 21/04/2014 
(fonte: Paulo G)link


BRINQUEDOS DE BD

«Em Portugal, surgem em 1966 os primeiros produtos de merchandising em torno da BD, curiosamente também relacionados com super-heróis. Com o aparecimento da revista "Tintin" portuguesa em 1968, a BD franco-belga torna-se noutro dos filões a explorar. »

Exposição e catálogo

BRINQUEDOS DE BD
15 de Janeiro a 8 de Abril de 2004




6 Figuras Heimo / Livraria Bertrand (1980) - pintado à mão / não tóxico
20 Bonecos Monocromáticos - Gelados Olá


O universo de brinquedos inspirados em obras de BD é vastíssimo. O âmbito desta exposição é limitado a brinquedos de BD e Animação produzidos em Portugal, dando especial destaque a criações e iniciativas publicitárias nacionais. Aqui estão alguns exemplos, desde os mais clássicos até às produções mais recentes.

Alguns heróis nasceram da animação e passaram para a BD e vice-versa. Os personagens apresentados, estão incluídos no grupo em que originalmente foram criados, fazendo-se sempre referência a produções de BD, dos que nasceram na tela, sendo o caso dos personagens Disney o mais flagrante.

Incluído ainda nesta exposição, embora fora do âmbito da BD e Animação está um conjunto de colecções de brindes publicitários dos gelados Rajá, de finais dos anos 60, cuja presença se justifica plenamente, por se tratarem de criações nacionais, com arte de ilustração infantil, para fins publicitários. No mesmo contexto e de não menos importância inclui-se também o Zu e os seus amigos, personagens da literatura infantil contemporânea, que passaram recentemente para a terceira dimensão em plástico e peluche.

Tentámos reunir o máximo de informação sobre cada tema. Em alguns casos não há dados concretos sobre fabricantes, datas de comercialização, etc. Nesses casos, alguma da informação é baseada na nossa memória e na de pessoas entrevistadas. Desde já aqui ficam as nossas desculpas por omissões e informações incorrectas. Pensamos no entanto que certas informações, embora de fonte não precisa, são apesar de tudo credíveis e de interesse de aqui ficarem registadas, até que sejam comprovadas ou corrigidas, antes que se percam na noite dos tempos... Sendo este trabalho pioneiro em Portugal, aqui fica o desafio para quem, no futuro quiser dar mais alguma luz sobre o tema.

Ricardo Leite
(Texto do Catálogo)

A exposição divide-se em três grupos – Banda Desenhada, Animação e um grupo especial, englobando os anteriores, exclusivamente de criações portuguesas. Além dos núcleos principais, a mostra apresenta, igualmente, um conjunto de colecções de brindes publicitários dos gelados Rajá (anos 60) e o Zu e os seus amigos (personagens criadas por José Abrantes) que, recentemente, passaram para a terceira dimensão em peluche e plástico.

A exposição de Brinquedos de Banda Desenhada está vocacionada para um público mais jovem mas, como as personagens apresentadas povoaram (e povoam) a imaginação e as brincadeiras de miúdos e graúdos (que já foram miúdos), a mostra introduz-nos na área do coleccionismo, um tema do agrado de todas as idades, já que as peças expostas pertencem a colecções particulares, nomeadamente da Lisbon Toy Broker Office.

Esta será, decerto, mais uma exposição a não perder. Após diversas exposições de banda desenhada, de ilustração infantil e de cinema de animação, eis que, agora, pode ser apreciada uma mostra de personagens de BD e de Animação que tomaram corpo e que dão azo a diversas brincadeiras.

Press-release / Blog Beco das Imagens

Os heróis da Banda Desenhada saltaram dos ecrãs e invadem agora o Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI), na Amadora, em «carne e osso».

Depois das exposições de ilustração infantil e do cinema de animação, é a vez de cerca de 500 personagens que povoaram o imaginário de muitas crianças, ganharem destaque numa mostra dedicada aos «Brinquedos de BD».

Nesta mostra, concebida para todas as idades, vai ser possível reencontrar protagonistas como o Lucky Luke, o Tintin, a Abelha Maia, o Dartacão, os Marretas, a Heidi e o Marco, ou os bonecos da Disney e da Hanna Barbera e relembrar múltiplas proezas.

No CNBDI estão presentes «várias gerações de brincar», desde os finais dos anos 60 até aos anos 90. A ideia é permitir que através das personagens expostas se conheça mais sobre as suas origens, os seus autores e as aventuras em que participaram.

Esta mostra foi feita a partir de colecções particulares e todos os heróis, apesar de a maioria ser estrangeira, são produções nacionais. Mas foi também criado espaço para expor as criações portuguesas, como é o caso do «Vitinho», do «Rik e Rok», da mascote da Expo 98, o «Gil», das personagens da série televisiva «Os Patinhos» e do «Zu» e seus amigos, criados por José Abrantes. 

[Nesta exposição podemos (re)encontar as personagens das histórias do Astérix e Obélix, Lucky Luke, Tintin, Yakari, Vitinho, Marco, Wickie, Abelha Maia e tantos outros.]

«Brinquedos de BD» propõe também uma viagem pela aldeia dos «Schtroumpfs», considerada a «ex-líbris» da mostra por recriar a vida na aldeia destes bonecos azuis, e pelas colecções de brindes publicitários dos gelados Rajá (anos 60) e  Olá. Estas colecções justificam-se na opinião de Ricardo Leite, comissário da exposição, por se tratarem de «criações nacionais, com arte de ilustração infantil, para fins publicitários».

É um «regresso ao passado, uma viagem pelo nosso imaginário», pontuada com alguma «nostalgia», refere o comissário.

Para os mais pequenos foi também preparado um cantinho da leitura, onde os livros podem ser manuseados livremente, e criado um espaço onde podem dar asas à sua imaginação. Através da pintura, os mais novos são convidados a criar um herói, «para perceberem que tudo começa com uma simples folha de papel e que também eles podem ser criadores», afirma Cristina Gouveia, responsável pelo CNBDI.

Ricardo Leite refere que esta exposição tentou «reunir o maior número de personagens e informação possível». Reconhece, no entanto, que muitos heróis ficaram de fora. Uns porque não estavam ao seu alcance, outros porque não «havia conhecimento».

As peças pertencem na sua maioria às colecções particulares da «The Lisbon Toy Broker Office», «Mary Poppins» e «Find Out», mas também muitas delas pertencem «aos sótãos da nossa infância».

A mostra de «Brinquedos de BD» poderá ser visitada até 8 de Abril de 2004 no seguinte horário: segundas, quartas e sextas, das 9 e 30 às 12 e 30, e terças e quintas, das 10 e 30 às 12 e 30 e das 13 e 30 às 18 horas. Primeiro e terceiro sábado do mês, das 13 às 19 horas.

BD e o cinema de animação

A grande explosão dos produtos relacionados com a BD dá-se por volta dos anos 50, com a comercialização das personagens da Warner Bros. ou da Disney.

Em Portugal, os primeiros produtos de merchandising em torno da BD surgem em 1966.

A partir dos anos 80, o interesse pelas figuras da BD decresce um pouco por todo o lado, com excepção para as campanhas do McDonald’s ou as action figures.

No entanto, é à televisão que se deve o papel de criar e dar a conhecer novas personagens. A Inglaterra torna-se pioneira numa nova animação, quer das personagens recriadas a partir de livros de BD, quer daquelas feitas directamente para a televisão (Basil Brush, País dos Rodinhas).

Portugal importa algumas destas séries para o pequeno ecrã, conquistando a pequenada. A programação infanto-juvenil conhece os seus tempos áureos e a comercialização dos produtos ganha uma nova vida. Para isso contribuiu a série televisiva «Os Marretas» ou [séries de animação como] o «Dartacão».


OUTROS PRODUTOS:

ALMEIDA & LEAL - (Hergé DL AEI Bertrand) Cintos de criança, Etiquetas Escolares, Porta-Moedas, Estojos Escolares
 
AMBAR - (Lombard 1983) Cadernos Escolares, Capas, Estojos

CIRCULO DE LEITORES (1982) Jogo Tintin e a Volta Ao Mundo
 
DINAMIZAÇÃO (197-) - Jogo de Flippers
 
SEL / CIRCULO DE LEITORES (1979) Bazar Tintin Jogo de Sociedade 

ARTEL/DIGER VIDEO (1988/1989) VHS
 
COSTA DO CASTELO - VHS, DVD
 
TECLA (1975) - Disco O Loto Azul
 
TELEPIZZA (199-) - VHS

- dados encontrados noutros sites de pessoas que procura(va)m items -

(--Bazar do BD procura:)

Edições antigas, em francês (lombada em tecido) ou português (Flamboyant, Record) , de capa dura ou mole, de Tintin, Quim e Filipe, Joana, João e o Macaco Simão; Todo o tipo de livros sobre Hergé e/ou Tintin, em francês ou português; Livros autografados; Todo o tipo de bonecos e figurinhas em qq material; Revista Tintin Belga, Francesa e Portuguesa; Todo o tipo de artigo ou publicação publicitária; Jogos; Livros de jogos; Livros "animados" (pop-hop); Cadernetas nacionais ou estrangeiras, completas ou não; Cromos; Autocolantes; Posters; Postais; Marionetes; Artigos de papelaria; Lápis de cor; caricas da Sumol dos anos 70 com impressão no interior; Cromos e caderneta "O templo do sol" refrescos Royal, anos 70 e "O lago dos tubarões" 1973/83; Porta-chaves; Copos; Relógios; Leblon-Delienne; Pixi; Outros artigos.


(--Tintinófilo) Procuro:

Revistas «O Papagaio» com histórias do Tintin
Correio Juvenil Verbo 
Jornais Diário de Notícias e Comércio do Porto com tiras do Tintin
Flipper dos Chocolates Regina
Decalcomanias do Tintin das gelatinas Royal/Alsa
Cromos Tintin do Tulicreme
Cromos do Tintin das pastilhas Pirata
Caricas Sumol dos heróis do Tintin
Artigos publicitários portugueses do Tintin

contacto: tintinofilo

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Salão do Brinquedo de Lisboa

 


O próximo Salão do Brinquedo de Lisboa, já na sua 45ª edição, será no dia 3 de Fevereiro de 2024. O cartaz é da autoria de José Abrantes repartida com João Diogo que teve a imensa paciência em reunir todos os elementos, visto que foi tudo desenhado em separado!

Em meados de 2018 foi alterado, por sugestão de Geraldes Lino, o subtítulo do evento para Brinquedos e BD Vintage e de coleção.

Outro desenho de 2018 da autoria de José Abrantes com personagens semelhantes.



quarta-feira, 26 de julho de 2023

O Repórter em Sintra - 2004


MUSEU DO BRINQUEDO LEMBRA 75 ANOS DE TINTIN

O Museu do Brinquedo, em Sintra, promove até ao próximo dia 29 (de agosto de 2004), uma exposição comemorativa dos 75 anos de ‘Tintim’.

CM, 10/08/2004

“O Repórter em Sintra”

Exposições Temporárias

Exposição comemorativa dos 75 anos de Tintim, intitulada “O Repórter em Sintra”, composta por peças do Museu do Brinquedo (fundação Arbués Moreira) e do coleccionador Alberto Gonçalves.

Esta exposição estará presente ao público de 28 de Março a 29 de Agosto de 2004, na sala de exposições temporárias do Museu do Brinquedo de Sintra. A inauguração foi no dia 27/03/2004.

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O Museu do Brinquedo, em Sintra, vai ser palco de uma exposição comemorativa dos 75 anos de Tintim, intitulada “O Repórter em Sintra”, composta por peças do próprio Museu e do coleccionador Alberto Gonçalves, de 28 de Março a 29 de Agosto.

Esta exposição inclui uma enorme variedade de items. Desde brinquedos criados a partir dos vários personagens da banda desenhada de Hergé, primeiras edições portuguesas, edições raras, peças de decoração, jogos educativos, capas de fascículos até aos desenhos originais de Hergé, com motivos de Natal, Páscoa e outros.

“O Repórter em Sintra” inclui ainda calendários com desenhos exclusivos (nunca publicados noutras formas e não incluídos nas aventuras publicadas), e edições mais recentes do ilustre repórter.

Esta exposição estará presente ao público de 28 de Março a 29 de Agosto, na sala de exposições temporárias do Museu do Brinquedo de Sintra.

https://tintinemportugal.blogspot.com/2011/07/convite-para-exposicao-o-reporter-em.html

Museu do Brinquedo

Rua Visconde de Monserrate, 28 - 2710-591 Sintra (ENCERRADO desde agosto de 2014)

Os brinquedos que integravam a colecção do museu faziam parte de uma recolha feita ao longo de mais de 40 anos pelo coleccionador João Arbués Moreira. Partindo dos seus próprios brinquedos, começou a coleccionar, atingindo um número de mais de 20.000 brinquedos diferentes. Criada em 1987, a Fundação Arbués Moreira ficou com o legado de toda a colecção, tendo celebrado um acordo com a Câmara de Sintra, em 1989, para a cedência de um espaço para a instalação do Museu do Brinquedo de Sintra.

TOYBROKER

Para quem não sabe ou não anda por cá há assim tanto tempo, o Ricardo Leite (Toybroker) foi comissário da exposição "75 anos de Tintin" no Festival Internacional de BD da Amadora em 2004. 

Antes disso, já tinha feito a 1ª exposição de artigos Tintin em Portugal, mais exactamente no extinto Museu do Brinquedo de Sintra (no ínicio do mesmo ano), em colaboração com outro tintinófilo conhecido, da cidade invicta e proprietário de loja de BD que se recomenda - Alberto Gonçalves da casa "Tintimportintim".

Depois disso, organizou também uma exposição no Hotel Sheraton, para a Câmara de Comércio Luso-Belga, em 2007, integrada na Semana da Gastronomia Belga e Luxemburgesa. Nesse mesmo ano tinha organizado uma pequena exposição, comemorativa do nascimento de Hergé, em Cascais, na Biblioteca Municipal.

Já agora e a título de curiosidade, o cartaz da expo "O Repórter em Sintra", no Museu do Brinquedo em 2004 com a silhueta de Tintin e Milu a caminho do Palácio da Pena, é um "pastiche" feito pelo Ricardo para a mesma. Embora não se considere autor de BD, fez mais umas incursões na 9ª Arte, inclusive uma homenagem a Tintin, incluida no Fanzine "Efeméride" de Geraldes Lino. 

Conheci o Ricardo Leite há cerca de 20 anos, andava ele a pensar organizar uma exposição dedicada ao coleccionismo STAR WARS, no Museu do Brinquedo, que acabou por se concretizar em 1999, por ocasião da estreia do Episódio 1. Colaboramos juntos em múltiplas exposições dentro da temática do brinquedo com maior ênfase no universo Star Wars onde inclusive, juntamente com o Gastão Travado entre outros, fizemos a que foi provavelmente a maior exposição de merchandising sobre a temática alguma vez feita em Portugal. Partilhamos o gosto pelos brinquedos e muito tenho aprendido com ele (e ele comigo apesar de lhe ser mais difícil admitir… LOLLL).

David Ribeiro, Mundo das Figuras Em PVC, 12/10/2018

ALGUMAS EXPOSIÇÕES:

+ BRINQUEDOS DE BD - 15 de Janeiro a 8 de Abril de 2004 - CNBDI 

+ 1ª exposição de artigos Tintin em Portugal - Museu do Brinquedo de Sintra - 2004

+ expo FIBDA 2004 "75 anos de Tintin"

+ Cascais - 2007

A partir de hoje, dia 10 de Setembro de 2007, a Rede de Bibliotecas de Cascais, assinala o centenário do nascimento, de Georges Remi (Hergé), criador da personagem de banda desenhada, Tintim.

Na Biblioteca Municipal, Casa da Horta da Quinta de Santa Clara, em Cascais, vai estar patente a exposição, «Hergé, vida e obra do Pai de Tintim», constituída por objectos da colecção de Ricardo Leite, com miniaturas dos personagens, publicações raras e censuradas, réplicas de automóveis e de um barco.

https://www.guiadacidade.pt/pt/art/centenario-do-nascimento-do-criador-de-tintim-16164-11

A Rede de Bibliotecas Municipais de Cascais homenageia este mês o centenário do nascimento do criador de Tintim, o belga George Remi (mais conhecido por Hergé) (...).

Na Biblioteca Municipal de Cascais - Casa da Horta da Quinta de Santa Clara está "Hergé: vida e obra do pai de Tintim", uma exposição na qual poderá encontrar diversos objectos da colecção pertencente a Ricardo Leite (coleccionador de miniaturas de BD), entre livros raros e censurados, personagens em PVC e articuladas, entre outros.

Bedeteca, 24/09/2007

+2015 Salão de Brinquedo em Lisboa

http://tintinemportugal.blogspot.com/2015/02/salao-do-brinquedo-em-lisboa.html

+ Também organizou em 2018 o encontro de coleccionadores "Brocante Tintin" no Tintim Café da Av. Roma.

http://tintinemportugal.blogspot.com/2018/10/mercado-de-coleccionismo-tintim.html

+ Lucky Luke 2021

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Exposições 100 Anos de Hergé


A Rede de Bibliotecas de Cascais vai assinalar o centenário do nascimento de Hergé.

A partir de hoje, dia 10 de Setembro, a Rede de Bibliotecas de Cascais, assinala o centenário do nascimento, de Georges Remi (Hergé), criador da personagem de banda desenhada, Tintim.

Na Biblioteca Municipal, Casa da Horta da Quinta de Santa Clara, em Cascais, vai estar patente a exposição, «Hergé, vida e obra do Pai de Tintim», constituída por objectos da colecção de Ricardo Leite, com miniaturas dos personagens, publicações raras e censuradas, réplicas de automóveis e de um barco.

in http://www.guiadacidade.pt/portugal/?G=artigos.index&artid=16164&distritoid=11

https://arquivo.pt/wayback/20091001055244/http://tintinofilo.over-blog.com/article-12279025.html

Zetantan, 10/09/2007