quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Tintinófilo (I.A.)



O site Tintinófilo (disponível em endereços como tintinofilo.weebly.com ou o antigo blog https://www.google.com/search?q=tintinofilo.over-blog.com) é uma das maiores e mais completas bases de dados digitais em língua portuguesa sobre o universo de Hergé.

É considerado um espaço de "visita obrigatória" para coleccionadores e entusiastas devido ao seu trabalho de arquivo detalhado. Aqui estão as suas principais características:

O que pode encontrar no site:

Inventário Completo: O grande objectivo do site é inventariar tudo o que foi editado em Portugal relacionado com o Tintin. Isto inclui álbuns, revistas antigas (como O Papagaio ou a revista Tintin), jornais e edições especiais.

Merchandising e Coleccionismo: Existe uma secção vasta dedicada ao material comercializado em Portugal, desde as figuras de resina e carros da Moulinsart até brindes históricos, como cromos, pastilhas pirata, porta-moedas e material escolar.

História da BD em Portugal: O site detalha a cronologia das publicações, explicando, por exemplo, como as histórias foram distribuídas por diferentes editoras ao longo das décadas (Bertrand, Difusão Verbo, ASA, etc.).

Pastiches e Curiosidades: Regista também as "homenagens" ou paródias feitas por autores portugueses e curiosidades sobre a censura ou traduções específicas.

Quem está por trás?

O projecto é mantido por José V. Silva (conhecido na comunidade como Zetantan), um tintinófilo dedicado que utiliza a sua própria colecção particular para ilustrar o site. O blog original celebrou o seu 5.º aniversário em 2011 e, desde então, o projecto tem evoluído para formatos de site/arquivo mais permanentes.

Por que é importante?

Para um coleccionador português, o site funciona como um catálogo de referência. Se quer saber se uma determinada edição de O Ceptro de Ottokar é de 1970 ou 1980, ou se quer identificar uma figura antiga que encontrou numa feira de velharias, o Tintinófilo é a fonte de informação mais fiável.

Nota: O site é um projecto de fã, sem fins lucrativos, focado na preservação da memória histórica da obra em Portugal.

Os comentários na internet sobre o site Tintinófilo (e o seu blog associado, Tintin em Portugal) são, de uma forma geral, extremamente positivos, descrevendo-o como uma referência fundamental para a comunidade de Banda Desenhada em Portugal.

Aqui está um resumo do sentimento geral dos utilizadores e especialistas:

1. Reconhecimento como "Bíblia" do Tintin em Portugal

Especialistas e críticos de BD, como Geraldes Lino, referem-se ao projecto como "o mais completo espaço português dedicado ao herói da poupa". É frequentemente descrito como um sítio de "visita obrigatória" para quem quer conhecer a fundo a galeria de personagens hergianas e a sua história específica no nosso país.

2. Nostalgia e Memória Afectiva

Nos comentários de leitores e coleccionadores em blogues (como o Delito de Opinião ou o Blog Nonas), é comum ler-se:

Agradecimentos: Muitos utilizadores agradecem ao autor, José V. Silva, por "reavivar boas memórias" da infância, especialmente sobre a mítica revista Tintin.

Qualidade do Conteúdo: O site é elogiado por ser "diferente, engraçado e actual", mesmo tratando de uma obra com décadas de existência.

3. Utilidade para coleccionadores

A comunidade de coleccionadores valoriza imenso o rigor do inventário. Comentários em fóruns e secções de "errata" do próprio blog mostram que:

O site é usado para identificar peças raras, como as figuras das "Pastilhas Pirata" ou edições da Bertrand dos anos 70.

Existe uma interacção activa entre o autor e os visitantes, que ajudam a completar informações sobre datas de lançamento e variantes de bonecos (como a distinção entre as figuras do Oliveira da Figueira e do Serafim Lampião).

Em resumo, os utilizadores destacam:

Exaustividade: Quase tudo o que o Tintin "tocou" em Portugal está lá registado.

Paixão: Transparece que é um trabalho feito "de fã para fã", sem fins comerciais.

Interactividade: O autor é visto como alguém acessível que acolhe correcções e novas informações da comunidade.

Se tiver algum objecto antigo do Tintin (um boneco, um cromo ou um álbum) e quiser saber se é uma peça rara, o Tintinófilo é provavelmente o melhor local para confirmar essa informação.

(IA - Gemini, 2026)

(As respostas de IA podem incluir erros.)



baseadas nas imagem da colecção Ver e Saber

Quim e Filipe


imagens geradas por Nano Banana (IA)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

António Monteiro (II)



[Hergé celebrará em breve (no dia 22 de maio de 2026, para sermos exatos) o seu 119º aniversário; Já Tintin celebrará o seu centenário daqui a cinco anos.] Pode concluir-se que a obra do primeiro e as aventuras do segundo estão, de facto, algo datadas, até mesmo desajustadas das expectativas da juventude actual. Pessoalmente, sou mais optimista: há uns anos, o grupo português de entusiastas de Tintin, a que pertenço, convidou os alunos das escolas para uma exposição que organizámos. Ao todo, compareceram quase 200 crianças, a maioria entre os dez e os catorze anos, e pudemos constatar que muitas delas conheciam Tintin e as suas aventuras, pois os seus pais possuíam os álbuns e, por isso, já tinham tido oportunidade de os ler.

Pedimos às crianças que criassem desenhos inspirados nas histórias do Tintin e ficámos surpreendidos com a quantidade de desenhos que recebemos. Em última análise, a nossa obrigação, enquanto primeiros leitores de As Aventuras de Tintin, é apresentar Tintin aos nossos filhos e netos... Devemos inspirá-los a ler estes álbuns que todos guardamos nas nossas bibliotecas, mostrar-lhes as nossas miniaturas, as nossas colecções... 

E se todos o fizermos, o futuro será certamente tão brilhante como as jóias de Castafiore!

https://www.sept-sans-quatorze.fr

Un dernier mot à l’attention des amateurs de Tintin ?

Hergé fêtera bientôt (le 22 mai, pour être exact) son 118ème anniversaire ; Tintin, lui, célébrera son centenaire dans quatre ans. On pourrait en conclure que les travaux du premier, et les aventures du deuxième, sont de fait un peu datés, voir peu conformes aux attentes des jeunes d’aujourd’hui. Personnellement, je suis plus optimiste : il y a quelques années, le groupe tintinophile portugais auquel j’appartiens a invité des écoliers à l’occasion d’une exposition que nous avions organisée. En tout, près de 200 enfants sont venus, la plupart âgés de dix à quatorze ans, et nous avons pu vérifier que beaucoup d’entre eux connaissaient Tintin et ses aventures, leurs parents possédant des albums, qu’ils avaient donc eu l’occasion de les lire. Nous avons proposé aux enfants de faire des dessins inspirés des histoires de Tintin et nous avons été surpris par le nombre de dessins reçus. Finalement, notre obligation, à nous les premiers lecteurs des Aventures de Tintin, est de faire connaître Tintin à nos enfants et petits enfants... Nous devons leur donner envie de lire ces albums que nous conservons tous dans nos bibliothèques, leur montrer nos modèles de figurines, nos collections... Et si on fait tous ça, alors l’avenir sera certainement brillant comme les bijoux de la Castafiore !

https://www.sept-sans-quatorze.fr/blog/2496487_tintin-au-portugal

(2025)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

António Monteiro (I)

António Monteiro, um conhecido fã português de Tintin e membro dos Amigos de Hergé, foi destacado em 2025 no site https://www.sept-sans-quatorze.fr/blog/2496487_tintin-au-portugal

Nasci em 1951 em Lisboa, Portugal. Antes de me reformar, fui professor universitário de matemática.(...)

Descobri a obra de Hergé ainda criança, pois as aventuras de Tintin eram publicadas em revistas portuguesas para jovens, entre os quais o Cavaleiro Andante, que lia regularmente. Ao crescer, aprendi a apreciar a riqueza da escrita e a qualidade da narrativa, e ainda hoje dou por mim frequentemente a procurar nos comics de Hergé pormenores que me permitam ilustrar uma ideia ou contar uma piada. 

O meu álbum favorito de Tintin é, sem dúvida, O Caso Girassol. A principal razão, para além da elevada qualidade da história e da arte, é que foi a primeira aventura que li na íntegra, quando foi publicada na revista Cavaleiro Andante (1957-1958). Outras aventuras já tinham sido publicadas antes, mas só comecei a ler a revista regularmente por volta dos seis anos. O Caso Girassol é uma história suficientemente complexa para envolver o leitor nas suas reviravoltas, e a arte de Hergé está, na minha opinião, no seu auge. As interpretações e analogias sociais e políticas, que inevitavelmente passariam despercebidas a uma criança de seis anos, foram-se revelando para mim ao longo dos anos, tornando-a, para mim, uma das obras-primas da banda desenhada.

(2025)

www.sept-sans-quatorze.fr/blog/2496487_tintin-au-portugal

Recorde-se ainda que Portugal foi o primeiro país estrangeiro a publicar as histórias aos quadradinhos de Hergé, a partir de 1935. Estas histórias não só foram traduzidas para português, como também a cores, nas páginas da revista O Papagaio.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Tintin fala an mirandés

A versão em mirandês de "Os Charutos do Faraó", editada pela Casterman, já está à venda em alguns locais. A apresentação oficial da obra será no dia 14 de fevereiro em Miranda do Douro. Mais tarde, em data ainda não anunciada, haverá uma apresentação no Panteão Nacional.

EM MIRANDÊS:

Tintin agora tamien fala an mirandés.

Die 14 de febreiro, a las cinco de la tarde, na Feira de ls Sabores Mirandeses, tenemos que ajudar tamien l Tiu Oulibeira de la Figueira a bender ls sous cunferrumes a ls beduínos.

ALCM. 13/01/2026


L Branco-que-bende-todo, Tiu Oulibeira de la Figueira!

Fui un zafio gustoso i cun muita risa, poner estes tius a falar mirandés.

Talbeç que no més que ben steia çponible para todo mundo.

Alcides Merinhos, 13/01/2026

You sou tçtmunha de l trabalho i de las risas que essa biaije de l francés pa l mirandés te dórun. Só puodo dezir que ye un gusto ber-te a trabalhar i daprender cuntigo. Agora benga esse lhibro i que seia l purmeiro de muitos. 

Suzana Ruano, 14/01/2026

APRESENTAÇÃO NO DIA 14 DE FEVEREIRO

𝐗𝐗𝐕𝐈𝐈 𝐅𝐄𝐒𝐓𝐈𝐕𝐀𝐋 𝐃𝐄 𝐒𝐀𝐁𝐎𝐑𝐄𝐒 𝐌𝐈𝐑𝐀𝐍𝐃𝐄𝐒𝐄𝐒

De 13 a 15 de fevereiro de 2026, Miranda do Douro será palco de mais uma edição do Festival de Sabores Mirandeses, celebrando 27 anos deste certame que promove o que de melhor há e se faz em todo o Planalto Mirandês.

Prepare-se para mergulhar nos sabores únicos da nossa terra, com os melhores produtos locais e tradicionais. Descubra a qualidade inigualável das raças autóctones, a Vitela Mirandesa, o Cordeiro de Raça Churra Galega Mirandesa, o porco e os seus derivados, e delicie-se com a doçaria e o artesanato que refletem a alma do Planalto Mirandês.

Este evento é uma referência na região e um convite imperdível para apoiar e valorizar os nossos produtores locais, num ambiente recheado de sabor, cultura e tradição.

De 13 a 15 de fevereiro, deixe-se conquistar pelos sabores autênticos, aromas irresistíveis e momentos inesquecíveis.

O XXVII Festival de Sabores Mirandeses espera por si, em Miranda do Douro!

+

ARTIGO DA AGÊNCIA LUSA, 13/01/2026:

Tintim tem livro traduzido para mirandês com edição de mil exemplares

A personagem de Banda Desenhada Tintim, criada por Hergé, vai ter um álbum traduzido para mirandês com uma edição de mil exemplares, disse hoje à Lusa o impulsionador desta iniciativa, Daniel Sasportes.

O álbum tem como título "Ls Xarutos de l Faraó" ("Os Charutos do Faraó"), tratando-se, segundo os seus promotores, "de uma iniciativa que junta a cultura e língua mirandesa à banda desenhada mais clássica e que tem como base um personagem português que faz parte das aventuras de Tintim de nome Oliveira da Figueira, estando no mercado os primeiros mil exemplares, com tradução de Alcides Meirinhos".

Em declarações à agência Lusa, Daniel Sasportes disse que este é a primeira aventura de Tintim a ser traduzida para língua mirandesa, ficando disponível em capa dura por um preço de 18 euros.

"Os álbuns do Tintim estão traduzidos em várias línguas, sendo o mirandês a única língua minoritária reconhecida oficialmente em Portugal, e que fazia todo o sentido que também tivesse a sua versão neste idioma", indicou.

Segundo Daniel Sasportes, a escolha de "Os Charutos do Faraó" não foi aleatória, já que o álbum assinala a primeira aparição de Oliveira da Figueira (Oulibeira de la Figueira), o único personagem português recorrente na série, que reforça o simbolismo da edição".

"Este lançamento constitui não só uma novidade no universo "tintinófilo", mas também um contributo relevante para a valorização da diversidade linguística em Portugal", vincou Daniel Sasportes.

Segundo Sasportes, esta ideia de traduzir Tintim já leva alguns anos e agora foi possível.

Daniel Sasportes avançou à Lusa que o álbum do Tintim em mirandês tem edição da belga Casterman.

"Nós não temos qualquer direito sobre a obra que pertencem à Tintinimaginatio, que está a comercializar o álbum a quem o solicitar, ou através de vendas digitais e nas "boutiques" especializadas ou livrarias que o entendam fazer, como já aconteceu numa livraria do Porto", destacou.

"Esta edição do álbum do Tintim em mirandês foi uma ideia de um português com tradução de um mirandês, mas cujos direitos são todos belgas", indicou.

Já Alcides Meirinhos, explicou à Lusa — em mirandês — que a tradução deste livro das aventuras de Tintim foi um desafio interessante, mas no início um pouco trabalhoso e difícil.

"Quanto mais se traduzia mais vontade tínhamos de o fazer. Eu penso que se conseguiu dar um cunho mirandês a toda esta aventura de Tintim", explicou.

O também membro da Associação da Língua e Cultura Mirandesa / Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa (ALCM) disse que um dos objetivos desta tradução é promover e salvaguardar a língua mirandesa.

"Esta é uma forma de mostrar que a língua mirandesa pode ser utilizada na tradução de clássicos sejam eles de que género sejam", indicou.

Os intervenientes nesta tradução, esperam agora, que esta seja a primeira de muitas, que concerne as aventuras de Tintim.

O mirandês foi reconhecido oficialmente há 27 anos, através da lei 7/99, que fez desta língua a segunda oficial em Portugal. Aprovada em 17 de setembro de 1998, esta lei entrou em vigor a 29 de janeiro de 1999.

Lusa, 13/01/2026

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Daniel Sasportes


Qué bonito es encontrar amigos en el camino, y Daniel Sasportes es uno de ellos, bueno para ser más fieles lo encontró Gonzalo, el Vicecónsul de Extremadura. A partir de entonces, creo que nos hemos enriquecido mutuamente, presentaciones, encuentros, eventos, o simplemente visitas, todo girando en torno a Tintín.

Te damos Susana y yo la más merecida de las enhorabuenas, porque sabemos que la traducción de "Los Cigarros del faraón" al MIRANDÉS, era un proyecto que te venía rondando desde hace unos años, y sé de buena tinta que esta lengua mirandesa hablada por 15.000 habitantes en el nordeste de Portugal, segunda lengua oficial de Portugal, reconocida desde 1999, necesitaba imperiosamente una traducción de una aventura de Tintín al mirandés, y así poderse en cierta manera, empezar a equipararse a las 7  traducciones de Astérix y Obélix ya  existentes en  la Tierra portuguesa de Miranda do Duoro, LO HAS CONSEGUIDO.

Sabedores que el primer idioma extranjero en traducir las aventuras de Tintín fue el PORTUGUÉS, allá por 1935 de la mano de "O Papagaio" después del francés original, considero que después de 91 años, con tu esfuerzo e ilusión Daniel, has conseguido que directamente y desde Casterman podamos a partir de febrero Dios Mediante, disfrutar de esta nueva aventura traducida al MIRANDÉS  (la traducción número 148 de Tintín) y que sea esta novedosa aventura en la que aparecería por primera vez el señor Oliveira da Figueira, afable vendedor oriundo de Lisboa, otro plus más a añadir a esta traducción que esperamos ansiosamente llegue a nuestras manos muy pronto.

Juan Manuel Manzano Sanfélix / Facebook

TINTIN.COM - entrevista publicada em 19/01/2026 no site https://www.tintin.com/fr/news/6487#

Um fã de longa data de Tintim quis homenagear o seu herói favorito traduzindo um dos seus álbuns para mirandês. O Tintin.com esteve à conversa com ele para discutir as origens deste projeto, as suas motivações e o trabalho de tradução realizado no álbum.

- Antes de abordarmos o assunto principal, poderia explicar como começou a sua paixão por Tintim?

- Daniel Sasportes: Essa é uma boa pergunta. Vou tentar responder-lhe de forma simples. Cresci num ambiente francófono. Vivi em Montreal, no Canadá, onde, ao contrário de Portugal, a influência da banda desenhada belga era muito forte, sobretudo a de Tintim, claro. Quando regressei a Portugal, na década de 1970, comecei a comprar a revista Tintin . Em 2000, esta paixão, que estava adormecida há muito tempo, ressurgiu finalmente. Comecei a colecionar vários artigos: primeiro os carrinhos do Tintin, depois os álbuns, e assim sucessivamente. Hoje, tenho uma coleção considerável.

- Porque é que foi importante para si ter um álbum do Tintim traduzido para mirandês?

- DS: Já tenho esta ideia há vários anos: dado que existem álbuns do Tintim em diferentes dialectos, porque não em mirandês, o único dialecto português? (Nota do editor: O mirandês é uma língua ibero-românica falada principalmente no Nordeste de Portugal, na região de Miranda do Douro. Oficialmente reconhecida desde 1999, é hoje utilizada em diversas iniciativas culturais destinadas a preservar e promover este património linguístico único).

- Dado que Hergé recheava frequentemente os seus diálogos com trocadilhos e referências à cultura belga, terá sido esta tradução complicada de realizar?

- DS: Como sabe, não fiz a tradução pessoalmente. No entanto, o tradutor que a fez [Alcides Meirinhos] teve o cuidado de adaptar sistematicamente os jogos de palavras ao nosso contexto cultural, bem como todas as expressões idiomáticas, encontrando equivalentes no dialecto mirandês. A ideia era, obviamente, preservar o humor de Hergé e os efeitos cómicos que cria.

- Escolheu Os Charutos do Faraó . O que influenciou essa decisão?

- DS: A minha escolha foi óbvia, uma vez que este álbum marca a primeira aparição do Senhor Oliveira da Figueira, a única personagem portuguesa recorrente na saga.

- Este é um projeto pontual ou planeia continuar a aventura traduzindo outros álbuns?

- DS: Quem me dera, mas este projeto não tem sido fácil. Mas, por vezes, o primeiro projeto é o mais difícil...

Tintin.com (tradução do google)

https://tintinemportugal.blogspot.com/search?q=sasportes

domingo, 18 de janeiro de 2026

Tintin e o Mistério da Época Perdida

Tintin - Uma Megaprodução Futebloguês

Mais de vinte anos após a morte do seu criador, Hergé, Tintin está de volta.

"Tintin e o Mistério da Época Perdida" ainda não tem lançamento marcado mas conseguimos em exclusividade alguns excertos do novo álbum do herói de banda desenhada e dos seus companheiros o Capitão Veigadock e o Professor Vieirasol.

O Futebloguês não podia, naturalmente, privar os nossos fiéis leitores desta nova aventura do pequeno treinador incompetente de poupa levantada que continua a cativar e fascinar milhões de pessoas pelo mundo inteiro.

Esta capa que aborda o Sport Lisboa E Benfica (Koeman, Capitão Veigadock e Professor Vieirasol) já tinha sido publicada em 2007 no antigo blog Tintinófilo. Hoje publicamos mais algumas imagens encontradas na internet.








https://arquivo.pt/wayback/20091219114244/http://odragao.blogspot.com/2006/05/fantstico_10.html+


https://www.painatal.com/data/outros/painatal_com_11052006Tintin_e_o_Mist_rio_da__poca_Perdida.pdf



Repare-se nas capas da Record com os filmes sobre Tintin sobretudo no caso da utilização da imagem de Haddock.


-- extra -- 

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

'amanhã' há mais, mais

(a propósito das competições europeias, envolvendo as nossas equipas, continuo a publicação, do fim para o princípio, das capas referentes aos diversos capítulos de uma estória de banda desenhada, 'tintin e a revolução', clonada dos desenhos de hergé)

Antigo site de António Boronha

Etiquetas: cartoons, futebol, imagem, personalidades, uefa


quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Presidenciais 1976

O jornal "A Rua", fundado em 1976, era dirigido por Manuel Maria Múrias (1928-2000).

Numa das edições do jornal "A Rua", a propósito das eleições presidenciais de 1976, foi publicado um cartoon onde aparece o candidato Pinheiro de Azevedo e onde também aparece Tintin e Milou.


Os cartoons não eram todos de grande qualidade embora alguns tivessem interesse. O livro "Um ano n' A Rua – 1º volume" reuniu os cartoons políticos das edições do jornal "A Rua" entre os números 1 a 26, de 9 de Abril de 1976 a 30 de Setembro de 1976.

(imagem cedida por Letras Velhas Alfarrabista)

Análise IA

Esta imagem é um cartoon político da autoria do caricaturista português Augusto Cid (1941-2019). A obra, com a legenda "política nacional" e a fala "homem de palavra, não é?", satiriza a figura do General António Ramalho Eanes e as suas declarações políticas, provavelmente relacionadas com a sua candidatura ou recandidatura à Presidência da República Portuguesa. 

Análise do Cartoon

Personagem Principal: A figura central fardada representa o General Ramalho Eanes, que foi Presidente da República de Portugal entre 1976 e 1986.

Contexto Político: O diálogo no balão de fala refere-se especificamente a uma declaração em que Eanes teria dito: "...EU SÓ DISSE QUE NÃO ME CANDIDATAVA A PR SE UM MILITAR SE CANDIDATASSE!... SE SE CANDIDATAREM DOIS MILITARES É DIFERENTE, NÃO É?". Esta citação humorística realça uma perceção de inconsistência ou manobra política na sua posição face a outros candidatos militares na corrida presidencial.

Termo "BARDAMERDA": A palavra "BARDAMERDA" aparece repetidamente em aviões de papel e em caixas espalhadas, uma referência satírica e jocosa recorrente nos trabalhos de Augusto Cid para com a figura de Eanes e o seu círculo político ou apoiantes. O termo era uma alcunha depreciativa usada na época.

Outras Figuras: As figuras de Tintin e Milou (personagens de banda desenhada) no canto inferior esquerdo são, provavelmente, uma assinatura visual ou um elemento humorístico adicional do autor, sem um significado político direto aparente. 

Este cartoon é um exemplo do humor político português da época pós-25 de Abril, frequentemente publicado em jornais como o Expresso e a revista Os Ridículos, onde Augusto Cid tinha uma presença marcante. 

As respostas de IA podem incluir erros.

Notas:

Naturalmente que a pessoa retratada é Pinheiro de Azevedo e não Eanes.

As primeiras eleições presidenciais após o 25 de Abril de 1974 tiveram lugar em 27 de Junho de 1976. Concorreram o general António Ramalho Eanes, Otelo Saraiva de Carvalho (antigo comandante do COPCON,), o almirante José Pinheiro de Azevedo (antigo primeiro-ministro) e Octávio Pato.

«O cartoon em questão retrata o Almirante Pinheiro de Azevedo, uma figura proeminente na política portuguesa pós-25 de Abril, conhecido pelo seu estilo direto e pelo episódio do "bardamerda".  José Baptista Pinheiro de Azevedo (1917-1983) foi Primeiro-Ministro do VI Governo Provisório (1975-1976) e candidato presidencial. A expressão "bardamerda para o fascista!" ficou célebre quando foi sequestrado durante uma manifestação de trabalhadores da construção civil, um dos momentos turbulentos do PREC (Processo Revolucionário em Curso). »

O autor da ilustração não deve ser Augusto CID.

«O principal autor e a alma por trás dos polêmicos cartoons políticos do jornal A Rua (que circulou em Portugal entre 1976 e 1982) foi Manuel de Sousa Pereira.»


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Perigos para a democracia


O IA apresenta resultados que nem sabemos se já existiam ou se foram gerados naquele momento!


As aventuras de Tintin são apreciadas por pessoas muito diferentes. Temos exemplos como António Costa do PS, Miguel Portas ou até pessoas da direita como o historiador Rui Ramos ou Nogueira Pinto.

Ventura demostra a sua ligação ao estado novo e a propostas pouco devedoras da liberdade que Abril trouxe a Portugal. Infelizmente  há uma grande faixa de eleitorado que se deixa enganar por um mentiroso compulsivo e que pode colocar em causa a democracia em vigor. 

As pessoas devem ir votar para que fique representada a sua vontade e não deixar que uma pequena parte do eleitorado mostre a sua força (mesmo que a Presidência da República não seja o seu objectivo final). Felizmente a maioria das pessoas ainda está contra e numa segunda volta pode sempre ser corrigido o sentido democrático mas não é a mesma coisa.

Fizemos um exercício ao perguntar ao IA da Microsoft porque é que Tintin não se enquadra com as ideias do "Che[ga]"! Pode servir para alguns reflectirem!

- Post enviado por Carlos Fernandes com informação totalmente gerada por IA mas não significando como Joana Marques mostrou no Extremamente Desagradável que a máquina não dê soluções diferentes (erradas ou não) a pessoas diferentes

Conversa com o Gemini:

"porque é que Tintin nunca votaria em And[ré Ventu]ra do Che[ga}?"

Analisar a inclinação política de uma personagem de ficção como Tintin exige olhar para a evolução da sua "bússola moral" ao longo das décadas, especialmente sob a perspetiva de especialistas e biógrafos do seu criador, Hergé.

Embora Tintin tenha começado a sua vida em 1929 num contexto conservador e colonialista (Tintin no Congo), a personagem evoluiu para um símbolo de humanismo universalista. Aqui estão os principais motivos pelos quais muitos analistas defendem que Tintin não se identificaria com a retórica de And[ré Ventu]ra:

1. Defesa das Minorias e Marginalizados

Ao longo das suas aventuras, Tintin torna-se o protetor nato dos oprimidos, independentemente da etnia ou nacionalidade.

O exemplo dos Ciganos: Em As Joias da Castafiore, Tintin defende fervorosamente uma comunidade de ciganos contra o preconceito da polícia e dos habitantes locais, que os acusam injustamente de roubo.

Contraste: And[ré Ventu]ra construiu grande parte do seu discurso inicial e base política sobre críticas e estigmatização da comunidade cigana em Portugal, algo que colide diretamente com a atitude protetora e justiceira de Tintin.

2. Antirracismo e Anticolonialismo (Fase Adulta)

Após os erros de juventude de Hergé, Tintin passou a lutar contra regimes exploradores.

Em O Lótus Azul, ele denuncia o imperialismo e o racismo ocidental na China.

O discurso do Che[ga] foca-se frequentemente num nacionalismo que alguns críticos consideram excludente. Tintin, pelo contrário, é um cidadão do mundo que valoriza a fraternidade internacional acima das fronteiras.

3. Aversão ao Autoritarismo e Populismo

Muitas das aventuras de Tintin envolvem desmascarar demagogos e derrubar ditadores (como em O Cetro de Ottokar ou Tintin e os Pícaros).

Tintin é movido pela verdade factual (é jornalista, afinal) e pela temperança.

O estilo político de And[ré Ventu]ra baseia-se fortemente no populismo, na polarização e, por vezes, em retórica incendiária, táticas que Tintin costuma enfrentar nos seus vilões ou nos líderes instáveis que encontra na Bordúria ou na Sildávia.

4. Ética de Escutismo

A base da personalidade de Tintin é o escutismo: ser amigo de todos e irmão de todos os outros escuteiros. É uma ética de solidariedade absoluta.

A narrativa do Che[ga] baseia-se frequentemente na divisão entre "nós" (os portugueses de bem) e "eles" (os outros, os subsídio-dependentes, os imigrantes).

Para Tintin, não existe o "eles"; ele arrisca a vida tanto pelo seu capitão como por um rapaz chinês (Tchang) ou um desconhecido em perigo.

Em suma: Tintin representa o centro-moderado, o humanismo e a tolerância. A sua visão de mundo é baseada na inclusão e na justiça social direta, o que o coloca num campo ideológico oposto às propostas de rutura e segmentação social de And[ré Ventu]ra.

(texto gerado por IA - Gemini - 2026/01/14)


imagens geradas por IA mas a linguagem não é a portuguesa ou tem erros! Numa das imagens aparece a bandeira portuguesa e a indicação do partido Che[ga]; Curioso o aparecimento do elefante que é o símbolo do partido Republicano de Tr[ump}.