capa da autoria de Julio Resende
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capa da autoria de Julio Resende
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Um soberbo trabalho do conquiliologo português António Monteiro sobre este desenho está patente no sitio Tintinomania do falecido Jean-Luc Remy: https://tintinomania.com/tinti-herge-coquillages-1947
A arte foi um presente de Hergé ao seu amigo Edouard Cnapelinckx, um amante de conchas, por seu aniversário de 50 anos.
Via @manoelxxmarques, TPT
https://tintinomania.com/tinti-herge-coquillages-1947
Tintin e as Conchas
- Trabalhou a partir de um desenho de Hergé que lhe permitiu ligar a sua paixão pela conquiliologia com o seu amor por Tintin. Pode contar-nos mais sobre isso?
- Sempre me fascinou todos os aspetos da História Natural e coleciono conchas há quase sessenta anos. Publiquei — geralmente como co-autor — livros sobre a fauna das Ilhas de Cabo Verde e sou também coautor de vários livros sobre os Cones da África Ocidental. Atualmente, estou a trabalhar com outros dois autores num livro sobre as espécies de Cones do Brasil. Quando descobri este famoso desenho de Hergé, que mostra Tintin e o Capitão Haddock a passear numa praia com várias conchas na areia, observei que o autor as tinha reproduzido com grande precisão, o que permitiu identificar com certeza as espécies representadas. Aproveitei, por isso, a oportunidade para escrever um artigo baseado neste desenho que Hergé oferecera ao seu amigo Édouard Cnapelinckx em 1947 (este último era um colecionador de conchas).
Tintin et les coquillages
- Vous avez travaillé à partir d'un dessin de Hergé qui vous a permis de faire la jonction entre votre passion de conchyliologue et celle pour Tintin. Pouvez-vous nous en dire plus ?
- Ayant toujours été fasciné par tous les aspects de l’Histoire Naturelle, je collectionne les coquillages depuis près d’une soixantaine d’années. J’ai publié – généralement en tant que co-auteur – des livres sur la faune des îles du Cap Vert et je suis aussi co-auteur de plusieurs livres sur les Cônes de l’Afrique occidentale. Je prépare d’ailleurs en ce moment, avec deux autres auteurs, un travail sur les espèces de Cônes di Brésil. Lorsque j’ai découvert ce fameux dessin de Hergé, qui montre Tintin et le Capitaine Haddock se promenant sur une plage, avec un certain nombre de coquillages sur le sable, j’ai observé que l’auteur les avait reproduits avec beaucoup de précision, ce qui permettait d’identifier avec certitude les espèces représentées. J’ai donc saisi cette opportunité pour écrire un article à partir de ce dessin que Hergé avait offert à son ami Édouard Cnapelinckx en 1947 (ce dernier étant collectionneur de coquillages).
https://www.sept-sans-quatorze.fr/blog/2496487_tintin-au-portugal
António Monteiro nasceu em 1951, em Lisboa, onde vive presentemente. É professor de Matemática, casado, com duas filhas e três netos.
Interessa-se por conchas desde a infância, tendo começado a colecionar sistematicamente por volta de 1966. Mais tarde, especializou-se nas famílias Conidae e Pectinidae.
Foi membro fundador e primeiro Presidente da Sociedade Portuguesa de Malacologia – hoje extinta – tendo mais tarde desempenhado as funções de Secretário e de Editor das publicações da Sociedade.
É autor ou co-autor de numerosos artigos sobre conchas e sobre o colecionismo de conchas, bem como de alguns livros, nomeadamente Seashells from Cape Verde Islands (1977, com Luís P. Burnay), Cone Shells from Cape Verde Islands – a difficult puzzle (1980, com Dieter Röckel e Emilio Rolán) e The genus Conus of West Africa and the Mediterranean (em A Conchological Iconography, 2004, com Manuel J. Tenorio e Guido T. Poppe).
Edita há cerca de dez anos um boletim intitulado "O Búzio", distribuído a colecionadores portugueses; há cerca de um ano e meio, fundou o boletim "The Cone Collector", uma publicação internacional destinada a colecionadores da família Conidae.
Colecionador compulsivo, dedica-se ainda aos postais ilustrados antigos, selos, figuras em forma de rã, cerâmica Moorcroft, notas de Banco, fivelas antigas, etc. Além disso, está seriamente interessado em banda desenhada, particularmente na obra de Hergé, bem como em literatura sobrenatural, tendo escrito e publicado várias histórias de fantasmas.
Femorale (2008)
Em Português:
Sessão de apresentação da aventura de TINTIM, em Língua Mirandesa: OS CHARUTOS DO FARAÓ
Dia 11 março, às 17h30
An Mirandés:
Sesson d’apersentaçon de la cuonta de TINTIN, an Mirandés: LS XARUTOS DE L FARAÓ
Die 11 de márcio, a las cinco i meia de la tarde
Staran persentes :
Helena Barril - Maioral de la Cámara Munecipal de Miranda de I Douro
Orlando Teixeira – Maioral de la Direçon de la ALCM Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa
Alcides Meirinhos - ALCM Associaçon de la Lhéngua I Cultura Mirandesa
Alfredo Cameirão - Comissairo de la Strutura de Mission pa la Promoçon de la Lhéngua Mirandesa
Daniel Sasportes - I antoante de I porjeto
-
Tintim no Panteão Nacional
O Panteão Nacional será o local, em Lisboa, para a apresentação do livro “Os charutos do faraó”, que surge agora em língua mirandesa. A edição original desta aventura de Tintim, imaginada por Hergé, data de 1934. Chega agora até nós em mirandês, língua reconhecida oficialmente em 1999 e que está presente no monumento através de conteúdos digitais disponibilizados gratuitamente ao público. Falada por uma minoria no nordeste transmontano, esta língua é, por isso mais, mais relevante e está presente no Panteão enquanto símbolo de Cultura e de diversidade.
HERGÉ
LAS ABINTURAS DE TINTIN - LS XARUTOS DE L FARAÓ (2026)
Casterman
Wagner Augusto, jornalista especializado em histórias em quadrinhos e editor dos álbuns de Ken Parker no Brasil, enviou-me uma boa quantidade de sacolas que ele colecionou desde a década de 1980, frequentando Salões e Congressos de quadrinhos em vários países do mundo. Resolvi fazer um encarte com as imagens dessas sacolas, para apreciação dos leitores do QI, que o receberam junto com o nº 177 (set/out/2022). Era para ser um número único. Mas logo após o envio do encarte, dois leitores me enviaram imagens de sacolas que tinham e resolvi fazer mais este encarte
(...) Nas três páginas seguintes estão as imagens enviadas por José Azevedo e Menezes, colecionador e pesquisador português. Algumas sacolas são de lojas ou editoras relacionadas a personagens conhecidos como Lucky Luke, Spirou ou Tintin, outras são de lojas que usam imagens de personagens, não sei se com autorização. Mas há sacolas de comércios, como uma pastelaria, que tem o nome do personagem e o usa em suas embalagens
Edgard Guimarães / EGO
https://www.marcadefantasia.com/ego/outras_edicoes/edicoes_avulsas/sacolas_pelo_mundo/sacolas_pelo_mundo2/sacolas_pelo_mundo2.pdf
https://www.marcadefantasia.com/ego/outras_edicoes/edicoes_avulsas/sacolas_pelo_mundo/sacolas_pelo_mundo2/sacolas_pelo_mundo2.html (2023)
https://www.marcadefantasia.com/ego/encartes-qi/edicoes_avulsas/sacolas_pelo_mundo/sacolas_pelo_mundo1/sacolas_pelo_mundo.html (2022)
- encontramos na colaboração de José Azevedo Menezes alguns sacos que não conhecíamos (loja Timtim por timtim e pastelarias Timtim e Milu)
- um saco igual relativo à revista Tintin já tinha sido publicado por aqui
- sugere-se a leitura do artigo completo e também do anterior
Dos nomes das personagens ao sexo do cão: a vida atribulada da primeira versão portuguesa das aventuras do herói.
Se a publicação de Tintin, a criação máxima de Hergé, ficou como o grande feito de O Papagaio, os seus leitores tiveram de esperar quase um ano, até ao n.º 49, de 19 de Março de 1936, para o herói ser anunciado na revista, como seu repórter na «América do Norte, país civilizadíssimo, donde nos chegam as maiores invenções e belas afirmações de espírito artístico» mas que é também, «infelizmente, um território onde o banditismo impera, no qual indivíduos da pior espécie e de todas as nacionalidades estabeleceram de há muito arraiais».
Milu, seu companheiro de sempre, na revista trocava o nome e o sexo, anunciando-o(a) como «a cadelinha Pom-Pom» [1] porque, explica José Azevedo e Menezes em O Papagaio – Um Estudo do Que Foi Uma Grande Revista Infantil Portuguesa [2.ª edição, do autor, 2007], citando Dias de Deus: « Em O Papagaio já havia uma Milu, Maria de Lurdes Norberto, que recitava e cantava aos microfones das emissões infantis; Simões Müller entendeu que não ficaria bem dar o nome de uma menina conhecida a uma cadela»…
Dois números depois, em novo anúncio, já na capa, o seu nome passava a Rom-Rom mas o sexo trocado manter-se-ia até ao fim da revista. Também o capitão Haddock e o professor Tournesol foram rebaptizados, passando, respectivamente, a capitão Rosa [6] e a professor Pintadinho [?]…
Finalmente, no n.º 53, logo na capa, com cores vivas (e hoje exageradas) começavam as Aventuras de Tim-Tim na América do Norte, pela primeira vez em policromia em todo o mundo. Sinal de outros tempos, o respeito pelos originais de Hergé era pouco ou mesmo nenhum, sendo normal as pranchas serem retalhadas e remontadas em função do espaço disponível ou a ocupar.
(...)
Gil, Francisco Baptista. "Está aí a 12.ª Jornada Internacional de BD da Sobreda", Semanário Regional "Algarve Região", 1993, https://doi.org/10.5281/zenodo.7954208
Mal sabia soletrar as palavras mágicas, mas quanto às ilustrações essas lia-as na perfeição. E o Papagaio abundava em quadradinhos.
O Tintin era jornalista e eu nem sequer percebi por tais alturas da vida esse pormenor profissional, porque aquilo que dele me interessava era a aventura permanente e misteriosa em que estava sempre envolvido. E, aqui, a Ilha Negra era um sítio especial entre todos os outros, com castelos e monstros. Como é, afinal, na realidade. E a Inglaterra era, para o jovem jornalista, o sítio mais próximo e menos exótico da sua carreira até então.
Nunca o encontrei, ao vivo, embora tenha mantido sempre com ele uma relação muito próxima, intensificada ao longo de décadas. Até inventei um encontro, ambos de boné e calças à golf, à moda da época, com “fotografia” que já revelei…
O que aprendi sobre ele cresceu nessa proporção de intimidades onde o real e a ficção se misturavam. Já não era apenas o relato das suas aventuras que me prendia. Os meus interesses pela banda desenhada -foi assim que depois os sábios destas coisas chamaram aos quadradinhos- ampliaram-se. Porém, mantiveram-se centrados na personalidade de Tintin e na progressiva teia dos seus amigos e adversários, assim como na solução que ele ia encontrando para resolver os complexos e até arriscados problemas em que se viu envolvido.
Acompanhei com entusiasmo os seus êxitos e também, com preocupação, a inveja que estes provocaram em certos meios, sobretudo da intelectualidade. Chamaram-lhe de tudo, fascista, anti-comunista, misógino e racista, para ficar apenas por aqui…
A ILHA NEGRA - 1937 / 1941 / 1947 / 1965
Outro aspecto interessante, de que fui sucessivo espectador, tem a ver com a evolução formal da obra onde eram contadas as histórias fascinantes de Tintin. E, neste campo - acho que nada acontece por acaso -, foi precisamente a Ilha Negra que mais se transformou. O que eu aprendi sobre isso!
Quem me diria, quando pelos anos quarenta li no tal sótão mágico aquela história colorida, que afinal tinha sido cá mesmo, no nosso atrasado Portugal de então, que os traços negros originais ganharam, “clandestinamente” e pela primeira vez em todo o Mundo, direito à aplicação de manchas de cor!?
Anos depois adquiri o álbum, numa edição já oficialmente colorida (de 1947, com 62 páginas) que mais tarde pude confrontar com um volume de precioso arquivo onde a história original (de 1937, com 124 páginas) estava preservada. Pelo meio tinha ficado a versão do Papagaio, publicada entre 1941 e 1942.
Porém não se esgotariam nisto as “metamorfoses” da Ilha Negra. Também aprendi, e apreciei, a profunda alteração sofrida pelo contexto gráfico daquela aventura de Tintin, sugerida ou forçada pelo editor inglês, que achara obsoletos mais de cem (!?) pormenores, necessitados de uma urgente actualização que pudesse seduzir o mercado britânico. Foi assim que em 1965 surgiu uma versão redesenhada.
António Martinó, 22 de Outubro de 2017
90 ANOS DA PRIMEIRA PUBLICAÇÃO DE TINTIN EM PORTUGAL1936-2026
O PAPAGAIO
A 16 de Abril de 1936 (precisamente um ano depois do início da publicação de "O Papagaio"), surgem nesta revista infantil as [primeiras] aventuras de "Tintin". (CG)
No seu blogue «Largo dos Correios» planeia editar um trabalho sobre as quatro versões da obra de Hergé «A Ilha Negra». (MCNM, 2024)
Apersentaçon de la obra 'Ls Xarutos de l Faraó'
TINTIN ye un de ls heiróis más poliglotas de toda la Banda Zenhada.
Ls Xarutos de l Faraó son la purmeira abintura de TINTIN falada an mirandés i bai a ser apersentada no sábado que ben, die 14, a las cinco de la tarde, na Biblioteca António Maria Mourinho an Miranda. Todos ls partecipantes nesta cuonta fálan la Lhéngua que stá na nuossa raíç: Tintin, Rastapopoulos, Dupond i Dupond, Oulibeira de la Figueira… i até Milú lhadra an mirandés.De 9 de Fevereiro a 19 de Abril realiza-se uma exposição, na Livraria Cult, com desenhos originais da série "D'Après..." (e se O Menino Triste fosse desenhado por...) dando assim início ao "O Menino Triste - World Tour 2026".
São 34 desenhos de autores portugueses e estrangeiros bem como de algumas homenagens como por exemplo a Moebius (O Menino Arzak... num trabalho realizado para o BD Jornal, na homenagem que Jorge Machado-Dias promoveu a Moebius) ou Hergé.
Nomes por ordem alfabética: Enrique Sánchez Abulí, Aimée de Jongh, André Diniz, Batem, François Boucq, Cameron Stewart, Cyril Pedrosa, Derradé, Fábio Moon & Gabriel Bá, Filipa Beleza, Hergé, José Carlos Fernandes, Jean-Claude Denis, Jeff Smith, Joana Afonso, Lucio Oliveira, Luís Louro, Mana Neyestani, Nuno Markl, Maurício de Sousa, Jean-Claude Mézières, Miguel Rocha, Mawil, Miguelanxo Prado, Moebius, Olivier Afonso & Chico, Osvaldo Medina, Paulo Monteiro, Penim Loureiro, Tara McPherson, Tardi, Lewis Trondheim, Yoshiyasu Tamura, Zep.
Informações de Data e Local Ano: 2026 (Comemorando 25 anos: 2001-2026, conforme o selo circular).
Local: Livraria Cult.
Endereço: Rua José d’Esaguy, 13B, Alvalade - Lisboa.

