terça-feira, 9 de junho de 2026

Outras revistas

PUBLIPRESS

A editora Publipress lançou algumas revistas como o Almanaque Tintin, Superalmanaque  e as Selecções Tintin de que destacamos algumas capas e incluímos alguma informação adicional. Eram publicadas aventuras de várias personagens que eram publicadas na revista Tintin.

BDPortugal

bedeteca

ALMANAQUE TINTIN


Cor: P&B

Início: Maio de 1983

Fim: Abril de 1984 (#12)

Director: Jorge Pereira

Propriedade: Publipress


Séries publicadas: Benjamin, Buddy Longway, Cavaleiro Ardent, Cedric, Clifton, Clin d'Oeil, Clorofila & Minimun, Comanche, Cro-Magnon, Cubitus, Dan Cooper, Efémero, Ivan Zourine, Mandrin, Marc Franval, Max o Explorador, Michel Vaillant, Mister Magellan, Modeste & Pompon, Olivier Rameau, Prosper, Ric Hochet, Rififi, Robin da Mata, Secção R, Taka Takata, Tunga

n º10 - inclui aventura Quem Roubou o Tintin de Ouro? da autoria de Ric Hochet (03/1984)


SUPERALMANAQUE TINTIN (Publipress)

1-2



SELECÇÕES TINTIN (Publipress)


Cor:  Cor

Início: Outubro de 1983

Fim:  Outubro de 1984 (#3)

Director: 

Propriedade: Publipress

Séries publicadas: Al & Brock, Bruno Brazil, Buddy Longway, Comanche, Cubitus, Lester Cockney, Pom & Teddy, Senhor Tric



Selecções Tintin (Nº 2 - Trimestral - Março 1984) - Capa baseada em Hergé

EDITORIAL IBIS

Revista Tintin foi lançada em Portugal entre 1968 e 1982 pela Íbis e pela Bertrand. Foram publicadas também cinco revistas anuais entre Dezembro de 1974 e Dezembro de 1978.

A Editorial Íbis lançou em 1975 a série "Selecções do Tintin" que incluía aventuras completas e inéditas. O slogan nos primeiros dois da série piloto era "Do Super Jornal Dos Jovens Dos 7 Aos 77 Anos" e depois passou a "Aventura e humor dos grandes da banda desenhada" embora a capa fosse semelhante na segunda série de formato pequeno.

https://www.bedetheque.com/revue-Seleccoes-Tintin.html

SELECÇÕES TINTIN (Íbis)


Cor:  PB

Início: 1975 (?)

Fim:  2 (edição piloto) + 8 (edição normal)

Director: Victor Oliveira Faria

Propriedade: Editorial Íbis

Séries publicadas: Bernard Prince, Cavaleiro Ardent, Dan Cooper, Flordelys, Incrível Desiré, Marc Franval, Michel Vaillant, Ric Hochet, Taka Takata, Zig & Puce






sexta-feira, 5 de junho de 2026

O cabeçalho da Revista Tintin



O Cabeçalho

Logótipo: No canto superior direito, destaca-se a palavra "tintin" escrita em letras minúsculas, com uma fonte preta, grossa e marcante.

Informações de Edição: Logo abaixo do nome, lê-se: 6.º ANO • SEMANAL • 7$50 • 32 PÁGINAS.

Slogan: Abaixo de uma linha vermelha horizontal, encontra-se a célebre frase: "A REVISTA DOS JOVENS DOS 7 AOS 77 ANOS".

Canto Superior Esquerdo: Um quadrado azul traz a data 12-1-1974 e a indicação N.º 34, acompanhado por uma pequena ilustração clássica do Tintin e do seu cão, Milu.

Seguem-se capas da edição portuguesa da Revista Tintin (1968-1982) onde houve mudança do logotipo ou do cabeçalho da revista. 

Ao contrário do que aconteceu na origem o slogan manteve-se sempre o mesmo: "A revista dos Jovens dos 7 Aos 77 Anos".

As capas em Portugal eram semelhantes às capas de 1965 a 1969 da Tintin belga

+ Capas com logo diferente mas ainda com Tintin e Milou

301 Mundial de futebol 1970

331 T+M roupas de natal (o nome da revista está ligeiramente diferente)

341T+M lua

418 T+M logo duplo

429 T+M escolar



+ Capas com logo diferente e em que no cabeçalho aparecem outras personagens sem ser Tintin e Milu

332 lucky luke

344 Skblllzz

349 Taka

409 Olivier Rameau


414 Blueberry


522 Alix

625 Olivier Rameau

641 Lucky Luke


649 Bernard Prince


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Revista Tintin

O “TINTIN” PORTUGUÊS (1968 – 1982)

O ano de 1968 constituiu um marco histórico no panorama português das publicações periódicas de banda desenhada. Foi naquele já longínquo ano que surgiu, em Portugal, a revista semanal “Tintin”, propriedade da Editorial Ibis e da Livraria Bertrand (a partir do nº24 do 5º ano, propriedade só da Bertrand).

A saudosa revista “Tintin” publicava histórias das duas mais importantes e prestigiadas revistas europeias de banda desenhada da época: o “Tintin” belga (1946-1988) e o “Pilote” francês (1959-1989). Com efeito, a revista portuguesa do “Tintin” representa a “conquista” do mercado português por parte da banda desenhada franco-belga, então no seu apogeu de prestígio e qualidade.

O “Tintin” português conseguiu uma síntese inédita e, diria mesmo, perfeita em toda a Europa, razão por que chega a ser considerada, na altura, a melhor revista europeia de banda desenhada por vários autores e críticos europeus de banda desenhada, sobretudo franceses. De facto, a revista portuguesa “Tintin” apresenta as melhores séries daquelas duas revistas europeias (“Tintin” belga e “Pilote” francês) e no plano da impressão e do ponto de vista técnico a revista é muito bem elaborada, sendo mesmo considerada uma das melhores revistas impressas da Europa.

De facto, a revista “Tintin” introduziu uma marca de classe e confirmou um padrão de qualidade quer nas histórias, quer no tratamento das mesmas, ensinando os leitores a reconhecerem os autores e o seu valor.

Pode-se afirmar que o “Tintin” português constituiu uma autêntica “lufada de ar fresco” no panorama das publicações de banda desenhada em Portugal e, simultaneamente, foi uma pequena “pedrada no charco” no “orgulhosamente sós” em que a sociedade portuguesa vivia, fechada em si mesma e nada receptiva, até então, a tudo o que viesse do exterior, nomeadamente, em matéria de banda desenhada europeia. É, pois, inegável e indiscutível reconhecer que a revista “Tintin” exerceu e desempenhou um papel da maior relevância e importância na divulgação, junto de uma geração de leitores portugueses, do que de melhor se fazia lá fora em matéria de banda desenhada.

Na verdade, entre outros méritos, o “Tintin” teve a grande virtude de publicar muitos dos mais importantes ensaios escritos sobre banda desenhada na Europa e de dar a conhecer aos leitores portugueses os melhores autores europeus do seu tempo, em quantidade e qualidade. Para tal, foi preciosa e inestimável a contribuição dada, ao longo de 14 anos, por Vasco Granja, o qual se esforçou por informar e divulgar, junto dos leitores portugueses, os acontecimentos, ao nível da banda desenhada, que ocorriam na Europa e no Mundo, traduzindo e transcrevendo, para a revista, artigos, ensaios, entrevistas publicadas nas mais importantes revistas e fanzines contemporâneos belgas, franceses ou italianos, destacando-se, entre outras, as revistas “Phénix”, “Ran Tan Plan” e “Schtroumpf”.

Outras importantes e valiosas contribuições dadas por Vasco Granja para o desenvolvimento de uma cultura de banda desenhada em Portugal foram: a promoção do debate sistemático de banda desenhada, criando e desenvolvendo um espaço de discussão e reflexão a sério sobre banda desenhada, junto do público leitor; a criação de rúbricas e secções tais como o “correio dos leitores” e as páginas de divulgação e crítica. Inclusivamente, Vasco Granja foi o primeiro português a integrar grupos de discussão internacionais, como por exemplo o grupo de Lucca, em Itália.

Tendo atravessado 3 décadas (anos 60, 70 e 80) da sociedade portuguesa (e “sobrevivido”, pelo meio, a uma revolução/golpe de estado e ao PREC), o “Tintin” marcou fortemente e apaixonou uma geração de milhares de leitores portugueses, do mesmo modo, aliás, que, numa época diferente, as revistas “Mosquito” e “Cavaleiro Andante” o haviam já feito também em relação a outra geração de leitores, nos anos 40 e 50, com a grande diferença, no entanto, da revista “Tintin” ter sido a última grande revista portuguesa de banda desenhada e ter, de certa forma, encerrado um ciclo em Portugal.

Foi, assim, com um misto de pena, tristeza e de eterna saudade que, em 1982 (no nº21 do 15º ano da revista) os leitores portugueses assistiram ao fim da revista e se despediram para sempre do “Tintin”.

Quando a revista surgiu em 1968, ainda nem um ano de idade eu tinha, por isso não acompanhei os primeiros anos da revista. Só comecei a tomar conhecimento da existência da revista, em 1974, tinha eu seis anos de idade e, a partir daí, o meu pai começou a comprar-me a revista. Quando o “Tintin” chega ao fim em 1982, eu tinha 14 anos de idade e, na altura, recordo-me de ter sentido um grande vazio e de ter sentido imenso a falta da revista e, desde então até hoje, continuo a sentir uma enorme nostalgia daqueles tempos maravilhosos. Tenho consciência que depois do fim de “Tintin” nunca mais surgiu uma revista portuguesa de banda desenhada que pudesse fazer esquecer aquela revista, por isso sou um grande saudosista do “Tintin”, o qual marcou, sem dúvida, uma época única e inigualável na história da banda desenhada em Portugal. Para terminar, resta-me acrescentar que não descansei enquanto não adquiri todos os números que me faltavam da colecção e posso dizer que é a minha colecção de estimação e a minha preferida de entre os milhares de livros e revistas que possuo na minha biblioteca.

 Alexandre Morgado, Página Loja Timtim por timtim

A 1 de Junho de 1968, aparece o primeiro número da edição portuguesa da revista Tintin. Nas suas 28 páginas, Asterix, Tintin, Lucky Luke, Michel Vaillant, Ringo e Dan Cooper. Uma equipa de peso. Boa qualidade de impressão e uma criteriosa escolha de histórias, o futuro era risonho. E foi pelo menos durante quinze anos. 749 números publicados e cinco especiais mostraram  aos leitores o melhor da escola franco-belga. Realce-se a verdadeira enciclopédia bedéfila, que constituem os artigos publicados nos seus suplementos por Vasco Granja. A par da sua saída semanal - com que entusiasmo se esperava naqueles dias pela sexta-feira para correr a ir comprá-la - a sua editora, Livraria Bertrand, iniciou no início dos anos 70 a publicação de vistosos álbuns, na colecção a que apelidou BANDA DESENHADA. Agora tem a oportunidade de completar a sua colecção.

E que tal a  criação de um clube dos "Amigos da revista Tintin", composto por aqueles ,que como eu, lhe reservam um lugar muito especial, lá no cantinho das suas emoções?

https://arquivo.pt/wayback/20081021145549/http://timtimportimtim.com.sapo.pt/timtimportimtimlojabdtimtim.htm

Algumas capas

138


Capa com Michel Vaillant e Tintin - 1963.

152 contracapa dos livros

239

337

242


+ Capas com logotipo bastante diferente

318 logo diferente


(capa igual a edição belga nº1 de 1970)

342 logo super


452 xadrez / preto e branco


(capa igual à nº 45 de 1970 da edição belga)


+ Capas de edições Super bastante diferentes das edições habituais

444 super

542 tintin super

618 logo super


531 natal 1972


(sem logotipo)

831 natal 1975

Outras capas com referências a Tintin

613 leia tintin

1245 voir et savoir

 

1307 vroom

1328 neve voir et savoir

1315 Cinquante Ans De Travaux Fort Gais

1323 Tintin com mala a ser fotografado por clique & Flash


1113 concurso

1244 concurso


1246 invenção

1247

1310

1313 dindin


(a única vez em que não apareceu o nome certo da revista)

1024

(o nome da revista tem diferenças nos "i")


1018


logotipo diferente usado apenas nesta edição mas que era o adoptado na Tintin original desde o nº 49 de 1972 até 1988.

Página com todas as revistas:

https://bdmania.com.pt/tintin-p-1

https://bdmania.com.pt//tintin-p-5

https://bdmania.com.pt/tintin-p-15

421 25º aniversário da revista Tintin - 10/1971

501 Capa do 5º aniversário - 27-06-1972

701 Capa do 7º aniversário


1001 Ao entrar no 10º ano



Quiosque

http://www.bdportugal.info/Comics/Col/Franco/Internacional_Tintin/record/419.html

http://www.bdportugal.info/Comics/Col/Franco/Internacional_Tintin/record/142.html


427 lua

Capas diferentes em edições Super apenas com o nome da revista mas sem Tintin e Milou no cabeçalho

642 super

818 super

742 super

818+ 842 s 918 s 942 s 1042 + 1118 + 1142 + 1218 s 1305 + 1318 + 1331 + 1344 + 1405 + 1418 + 1431 + 1438 + 1444 + 1505 + 1518 +

1018 lettering diferente

Edições belgas/francesas:

TB 1970

TB 1971