É criação absolutamente portuguesa a excelente capa [#366 de 16/04/1942] relativa ao 7º aniversário de "O Papagaio", da autoria do talentoso Güy Manuel, já em final da malograda e meteórica carreira.
Tintin visto por Sérgio e pelo irmão na revista «O Papagaio» (António Dias de Deus):
#190; 1 Dezembro 1938; Intervenção do egiptólogo dos «Cigarros do Faraó» na «História do Egipto; Sérgio Luiz
#224; 27 Julho 1939; Intervenção na BD «Aventuras do Boneco Rebelde; Tintim; Sérgio Luiz
#237; 26 Outubro 1939; Banda Título; Tintim e Milou; Guy Manuel
#244; 14 Dezembro 1939; Página dos leitores; Tintim e Milou; Sérgio Luiz
#251; 1 Fevereiro 1940; Capa; Tintim, Milou e os Dupond(t); Sérgio Luiz - Página dos Leitores
#366; 16 Abril 1942; Capa; Tintim e Milou; Guy Manuel
saber mais sobre os autores:
https://digitarq.adlra.arquivos.pt/details?id=1070935
O Papagaio - incluindo lista dos desenhadores portugueses com desenhos alusivos ao universo de Tim-Tim.
https://tintinofilo.weebly.com/o-papagaio.html
Comentário de Leonardo de Sá
(...) julgo que convinha sobretudo não repetir ou transmitir a falsa ideia (que se encontra noutros sítios) de que o Abel Varzim alguma vez teria frequentado ou conhecido o próprio Georges Remi, ou sequer se correspondia com ele. Claro que não foi esse o caso e isso está patente logo na primeira carta que lhe endereçou para se apresentar, um escasso mês apenas depois do começo da publicação d’O Papagaio, para explicar o que era a novel revista católica infantil e solicitar os direitos de reprodução da série, de preferência a preço reduzido, epístolas e detalhes que conhecemos graças à reprodução pelo holandês Jan Aarnout Boer em “De Avonturen van Kuifje in Portugal” (apesar da oposição dos herdeiros, viúva alegre e segundo marido…). Enfim, alguns exemplos de textos portugueses equivocados no que diz respeito ao assunto:
http://www.dn.pt/artes/livros/interior/o-padre-abel-varzim-o-papagaio-e-as-cores–1672822.html
Na realidade, Abel Varzim conheceu quando estudante em Louvain apenas a “obra”, ou seja as próprias histórias do Tintin, através da versão original no Petit Vingtième, de que era assinante (nem menciona os primeiros álbuns da Casterman, porque claramente não os conhecia). E jamais se encontrou com o desenhador nem se correspondia de todo com ele, mas graças àquele contacto por carta — chamemos-lhe profissional — tivemos o Tintin em primazia em Portugal e ainda por cima em quadricromia! Já agora, antes da estreia nacional da própria história que menciona, no Tim-Tim na América do Norte no nº 53, a primeira menção ocorreu n’O papagaio num anúncio na separata do nº 49 e depois na capa do nº 51 da revista infantil O Papagaio, ligada à revista católica Renascença e não, como indica, à emissora Rádio Renascença que ainda nem sequer existia quando do aparecimento da publicação em 1935 — note que as emissões de rádio d’O Papagaio começaram por isso mesmo na Emissora Nacional.


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