domingo, 30 de março de 2025

Loja Timtimportimtim


Comprar Banda-desenhada de todas as épocas e para todos os gostos

A loja Timtimportimtim, no Porto, é um alfarrabista especializado em banda-desenhada. Tem uma oferta tentadora, e quase inesgotável, para um público "dos 7 aos 77 anos"

Se é quarentão, prepare-se para uma viagem no tempo. A Timtimportimtim, no Porto, tem todos os livros e revistas de BD (e merchandising) que povoaram a sua infância. Mas se não é tão velho (ou tão novo) não faz mal. Os comics são para leitores "dos 7 aos 77 anos", qualquer idade é boa para nos interessarmos por eles.

A montra, dominada por um boneco vintage do Tintim em tamanho natural, chama a atenção do mais distraído. Além de pilhas de livros e revistas, as miniaturas fazem as delícias de qualquer pessoa mais votada à memorabilia. Imagine o John Steed e a Emma Peel de "Os Vingadores", ele ao pé do seu clássico Bentley, ela do seu modernaço Lotus Elan. Ou um cenário sci-fi da série de animação "Thunderbird". Ou todos os automóveis dos filmes de James Bond...

Hoje com 51 anos, Alberto Gonçalves abriu esta loja em 2004, quando a rua da Conceição ainda não tinha a azáfama de novo comércio que hoje tem. Começou com um negócio pequeno e foi crescendo. A especialidade da casa são as revistas franco-belgas e portuguesas. As estrangeiras "Tintim", "Spirou" e "Pilote", mas também as nossas "Cavaleiro Andante", "Tintim" e "Mundo de Aventuras". Ou, ainda, as edições brasileiras da Walt Disney (Mickey e derivados) e dos super-heróis. "Comecei com um stock pequeno, no início, e depois fui comprando a grandes coleccionadores", explica o proprietário. "Há pessoas que se souberam desfazer destas coisas na altura certa, porque hoje têm um valor que não tinham 10 anos atrás".

Uma boa biblioteca de banda-desenhada "pode rondar entre os 25 e os 50 mil euros", exemplifica. "Este é um nicho de mercado muito pequeno", acrescenta. Quando lhe pedimos para dizer o que é que tem à venda mais barato e mais caro, apressa-se a esclarecer: "Coisas baratas, aqui, não há!" E dá exemplos: "Tenho revistas a €0,50 e a €1 ("FBI", "Xerife"...), mas uma colecção d'"O Mosquito" pode valer 5 mil euros." Depois, também conta muito o estado de conservação: "Um álbum do Tintim dos anos 60 pode oscilar entre os 2 e os 100 euros".

Para onde quer que olhemos, é só títulos e logótipos da nossa infância a ganharem vida novamente: Asterix, Ric Hochet, Michel Vaillant, Bernard Prince, Condor, Mandrake, Major Alvega, Zorro, Flecha 2000... "Quero apostar sobretudo em tudo o que gostei quando era miúdo... Aquilo de que eu gosto mesmo é tudo o que é relacionado com a minha mocidade", diz Alberto Gonçalves. Daí haver espaço ainda para alguma cinefilia, com várias revistas de espectáculos ("Ciné- -Revue", "Plateia", "Salut les Copains"...) e cartazes de filmes; para livros juvenis (Júlio Verne, Enid Blyton...); para cadernetas de cromos; ou para simples postais. Se é coleccionador, em busca daquele objecto perdido no tempo que nunca voltou a encontrar, ou um simples curioso, vale bem a pena perder algum tempo - e algum dinheiro, já agora... - neste mundo de fantasia retro.

Rua da Conceição, 27-29, Porto. 222 011 083 / 938 615 339. De segunda a sexta-feira, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 19h30. Sábado, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 18h00. Encerra ao domingo.

Publicado em 09 de Abril de 2010 , I  

O sótão de todas as infâncias

A Livraria Timtim por Timtim apenas pelo nome avisa logo ao que vem: loja de banda desenhada com grande foco na franco-belga, destrocada com sotaque portuense. Aos comandos desde sempre está Alberto Gonçalves, uma figura reconhecidíssima entre colecionadores. Não que Alberto se identifique como colecionador, porque "qualquer livro que eu tenha é para lhe dar uso, para me sentar a ler". Também não considera a Timtim por Timtim um alfarrabista. No fundo, admite que a livraria é uma fantasia de criança: "isto é como ser um ator de cinema ou um apresentador de televisão. São profissões em que, quando chega o domingo à noite, um indíviduo não fica triste por depois ser segunda-feira e ser dia de trabalhar."

Essa infância de fantasias de Alberto estava preenchida pela chamada "macacada": "as pessoas da minha geração podiam até não gostar muito ou não ler muito banda desenhada, mas era algo que fazia parte do quotidiano de todos, simplesmente porque então não havia TV nem jogos de computador. Voltávamo-nos para o que os adultos chamavam de 'macacada', que era algo que tirava os pedagogos do sério — sobretudo porque as traduções que tínhamos eram todas em português brasileiro, e depois dávamos erros a escrever."

Finda a infância, Alberto fez a tropa em Cascais ("um sítio paradisíaco, e vi muito cinema no Quarteto e na Cinemateca, mas também nas máquinas de 25 escudos que mostravam filmes de mulheres a dançar"), e lança-se numa longa sequência de empregos: desde professor até quadro de uma empresa de engenharia civil. Mas foi só com a loja que encontrou a solução ideal, ou seja, um trabalho sem patrão.

O nome, "Timtim por Timtim", deve-o a uma rubrica da popularíssima revista Tintin. Mas muito facilmente o nome poderia ser outro: "as revistas de banda desenhada icónicas da minha geração tinham nomes como O Mosquito, Coleção Águia, Coleção Papagaio. Por pouco não chamei a isto 'Loja do Falcão'". A loja começou com um espaço na R. da Constituição, pouco depois mudou-se para a Rua de General Silveira, mas há cerca de 20 anos encontrou poiso permanente na R. da Conceição.

Esta localização, em plena baixa do Porto, trouxe consigo, nos últimos anos, uma clientela surpreendente: os turistas são muito atraídos pela loja, explorando os pequenos corredores com livros de formatos díspares combinados e encaixados como azulejos.

"A resposta é fácil: as personagens e heróis que estão aqui são de um imaginário partilhado, não importa as nações. E temos aqui muitos livros em italiano, em francês, em espanhol. Há aqui livros para qualquer pessoa", assegura.

Ricardo Alves, Agenda do Porto, Março de 2025

sexta-feira, 28 de março de 2025

As Aventuras Perdidas de TinTin



Sikoryak, R. (2003). 
As Aventuras Perdidas de Tintin: Perdidos em Marte
A versão em português foi publicada em "À Volta do Sol", Guia de Actividades publicado pela Fundação Navegar para o Centro Multimeios de Espinho. Na versão em português  aparecem os nomes TinTin, Milu, Professor e Capitão  por isso não foi seguida a ideia original na totalidade.

Sikoryak, R. (2003). As Aventuras Perdidas de TinTin: Perdidos em Marte, À Volta do Sol: Guia de Actividades, Fundação Navegar, Pág. 15.


A revista Wired publicou em Julho de 2001 uma paródia a Tintin: "Prisoners of the red planet" (Prisioneiros do Planeta Vermelho).

Esta história acompanhava um artigo sobre a futura colonização do planeta Marte. A NASA enviou uma sonda para órbita em Outubro de 2001. Os investigadores começaram a imaginar a vida futura em Marte e a tentar encontrar soluções para os muitos problemas que os primeiros visitantes vão encontrar: temperaturas desumanas, condições meteorológicas terríveis, radiação mortal, uma vida social limitada, etc.

R. Sikoryak, o autor da banda desenhada, optou por parodiar Hergé para ilustrar os problemas levantados no artigo. O foguetão cairá ao aterrar em Marte e o Capitão Haddock morrerá depois de alguns passos no planeta!

Todas as personagens principais estão presentes na história, mas os nomes são diferentes ou não são mencionados. Assim, Tintin é chamado (no título) Tim-Tim, Milu (Milou) transforma-se em Schnowy (ou Shmilou), Haddock e Girassol são citados como o "Capitão" e o "Professor".

TINTIN EST VIVANThttp://naufrageur.com/a-wire.html

https://www.bedetheque.com/BD-Tintin-Pastiches-parodies-pirates-Les-Prisonniers-de-la-Planete-Rouge-467978.html

O artista Robert Sikoryak criou também um Tumblr onde publica uma BD dos termos legais do iTunes

Os termos legais que é preciso aceitar para usar certos serviços tecnológicos são normalmente extensos e aborrecidos - mais fácil é ir até ao fundo da página e carregar em 'Aceitar' sem os ler de todo.

Mas o artista Robert Sikoryak, conhecido por fazer adaptações de grandes obras literárias, criou uma versão dos Termos e Condições do iTunes que talvez ajudassem a ler tudo.

Robert Sikoryak, americano de 51 anos, começou a desenhar versões em banda desenhada de cada parte dos Termos e Condições do iTunes, o programa de gestão e compra de música da Apple. E com mais uma pequena particularidade: em cada uma das 49 páginas da BD, Sikoryak aplicou um estilo de um cartoonista conhecido.

DN, 04/11/2015



quarta-feira, 26 de março de 2025

Ricardo Santo

Foi o autor da capa e do episódio "Lisboa Connection" da "Efeméride" dedicada a Tintim no Séc. XX.

«Já está cá fora o novo número do fanzine Efeméride de Geraldes Lino, com o tema "Tintim no séc XXI" e com capa e uma short story by yours truly! Quem quiser adquirir um exemplar, vá ao Festival de BD da Amadora, que acaba este fim-de-semana.» (04/11/2009)

«Um bocadinho de "trivia": Não foi de propósito! Foi o Geraldes Lino que viu esses desenhos no meu caderno e pediu-me para os meter na capa do fanzine.» (2024)


EFEMÉRIDE Nº 4

Arcindo

ARCINDO MADEIRA (1915-2022)

Nasceu em Coimbra onde começou a ser artista fazendo caricaturas para os livros de curso e colaborando na imprensa local.

Colaborou em O Papagaio entre 1936 e 1940 antes de ir para o Brasil. Foi homenageado pelo Amadora BD em 2022 pouco antes de morrer,

 #95; 04 Fevereiro 1937; Capa; Tintim e Milou [mais o chefe dos bandidos]


#101; 18 Março 1937; Banda Título; Tintim e Milou - Am


#116; 01 Julho 1937; Banda Título; Milou - Ch

#219; 22 Junho 1939; Banda Título; Tintim e Milou - Co


#261; 11 Abril 1940; Capa; Milou - Or



Fontes:

https://marcadefantasia.com/ego/encartes-qi/edicoes_avulsas/arcindo_madeira/arcindo_madeira.pdf

http://www.guiadosquadrinhos.com/artista/arcindo-madeira/11374

https://www.lambiek.net/artists/m/madeira_arcindo.htm

https://oelucubrativo.blogspot.com/2023/02/arcindo-madeira.html

Viver cultura - Artes - Edição 1527 - 2003-03-27

https://biblioteca.cm-amadora.pt/uploads/9f134daf72e4acc05acdef85c51286a2.pdf anos - 30

Universo Arcindo

A presença de Arcindo Madeira na edição de 2002 do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA) foi uma agradável surpresa. O facto de o autor português ter nascido em 1915 (em Coimbra, a 7 de Agosto) e, principalmente, a circunstância de ter deixado o contacto regular com o leitor português a partir da altura em que emigrou para o Brasil, em 1941, levantavam algumas interrogações quanto à figura que iria ser homenageada na Amadora, com uma exposição individual na Galeria Municipal Artur Bual e com a elevada distinção do Troféu Honra do Festival.

Arcindo Madeira estreia-se no ABC-zinho em 1930 (com O Automóvel à Vela). Publica ilustrações no Pim-Pam-Pum!, Gazeta do Domingo, Yo-yo, Reporter de Coimbra, Imagem, Paracelso, Sempre Fixe e O Liberal. A partir de 1936, torna-se um dos mais representativos autores de O Papagaio, onde publica sobretudo ilustrações e histórias curtas (publicando uma única história em continuação, Aventuras de Jim Kaco). Permanecendo n' O Papagaio (a revista que estreou o Tintin em Portugal) até 1940, Arcindo Madeira marca definitivamente a imagem da revista na segunda metade da década de trinta, quer pelo belíssimo trabalho de cor, quer pelo estilo muito pessoal do autor, pleno de movimento (um movimento caricatural e característico) e com uma eficaz síntese ao nível do traço, que distingue verdadeiramente as suas personagens de quaisquer outras (o "universo Arcindo", como lhe chama Dias de Deus). Para lá d' O Papagaio, Arcindo continua a publicar ilustrações, caricaturas e bandas desenhadas em diversos jornais e revistas: Ginásio, Renascença, O Canudo, O Século Ilustrado, Diário do Alentejo, Pim-Pam-Pum!, A Risota, Gazeta de Domingo, Diário de Notícias, Diário de Lisboa, O Senhor Doutor, etc.

Em 1941, emigra para o Brasil, passando a colaborar no Suplemento Juvenil de Adolfo Aizen, e noutras publicações. Trabalha também em publicidade e faz cenários para teatro de revista. Em 1944 introduz o sistema de impressão por serigrafia no Rio de Janeiro. Na década de 50, colabora n' O Globo, onde começa a publicar as suas famosas crónicas de viagem (num curioso paralelo com o Grande Concurso das Nações que ilustrou para O Papagaio), e é director artístico do Rio Magazine.

A exposição individual de Arcindo que a Amadora apresentou na Galeria Municipal Artur Bual (e que marcou o arranque oficial do Festival), deixava de fora a "fase portuguesa" do autor, e privilegiava a ilustração sobre a (muito pouco representada) banda desenhada. Com esta abordagem, a grande beneficiada foi a síntese do traço solto e eficaz (fortemente enraizado no desenho do natural) que torna o desenho de Arcindo tão característico. É um tipo de traço que era imagem de marca da época de ouro da BD portuguesa, e que está "em vias de extinção". Os desenhos de Arcindo atravessam décadas sem que haja diferença significativa ao nível da energia e firmeza do traço. Esta energia e firmeza é também a que apresenta Arcindo Madeira no contacto pessoal. Indiferente ao passar dos anos, Arcindo comenta projectos futuros e métodos de trabalhos passados, questiona sobre a vida e obra de outros, tira fotografias e disponibiliza-se para sessões de autógrafos, revelando uma vitalidade maior do que a de muitos jovens autores que a Amadora tem revelado.

Lamentavelmente, o trabalho do autor Arcindo Madeira é pouco conhecido do grande público, evidenciando uma lacuna do revitalizado mercado português da banda desenhada.

Pedro Mota, Notícias da Amadora

segunda-feira, 24 de março de 2025

Marte

Hoje destacamos duas capas de Alex Gaspar.

* Tantan - Rumo A Marte

* Tantan - Explorando Os Marcianos


Em Janeiro de 2009 Alex Gaspar volta a colaborar no fanzine Efeméride, no seu quarto número, então dedicado ao tema "Tintim no Século XXI", com o episódio O Caso do Perfume Verde, além de ter realizado uma estupenda ilustração para a respectiva contracapa, de nível escatológico e humorístico em grau elevado, muito de acordo com o seu feitio bem humorado e irreverente.

http://divulgandobd.blogspot.com/2010/10/alex-gaspar-19652010.html 

domingo, 16 de março de 2025

Jornal Blitz

 

No jornal Blitz de 16/03/1993 apareceu uma página dedicada a Tintin a propósito do 10º aniversário da morte de Hergé. Destacamos a parte da página onde é referida a edição especial de "A Suivre" de Abril de 1983, uma capa do suplemento "Tele Público", um pin de Milou e a edição da revista Sábado com o ministro das finanças Braga de Macedo na capa.

Os olhos Fertéis
Dos 7 Aos 77
Viky Sybergirl, Blitz. 16/03/1993


quinta-feira, 13 de março de 2025

Diário de Lisboa


A capa da edição de 16/03/1990 de "A Mosca", suplemento das sextas do Diário de Lisboa, tem imagens alusivas a Tintin com destaque para a presença do representante criado por Hergé.

DL


quarta-feira, 5 de março de 2025

Nuno Roby Amorim


Do Nuno. Foi nas eleições da Madeira de 1996 que o reconheci - não conhecemos pessoas novas quando elas são como nós: reconhecemo-nos nelas. Para além de ser capaz de perceber todos os temas em discussão, havia História nas suas histórias e alegria nas estórias. Havia o sorriso inteligente e matreiro, a vontade de ver acontecer e fazer por isso. Ele estava em vantagem - ou desvantagem, se quiserem ver por outro prisma (o que é sempre possível) - pois tinha a obrigação acrescida de honrar o nome do pai - e por causa dele, do filho Nuno, gostei de conhecer o pai. E a avó. A família. E todas as coisas inúteis que nos ensinou. 

Depois, depois havia outra coisa que nos uniu ainda mais: o nosso gosto pelo Tintin. Sobretudo Hergé, o seu autor.

Em casa do Nuno estava emoldurada a carta que Hergé lhe enviou em 1971: “Será que as crianças portugueses são normalmente precoces como tu?”, perguntava o genial criador do repórter de Bruxelas. A mesma Bruxelas onde, em frente do Palácio Real - Real, real por el-Rey de Portugal! - o Nuno, o repórter Tintin, posou. Só lhe faltava o ceptro de Ottokar. 

Espero que essa carta fique em boas mãos. O Nuno já deve estar, entretanto, com a família e deve estar a contar tudo ao Hergé para que ele faça uma aventura de Tintin ambientada em Portugal.

Boas aventuras, Nuno!

Frederico Duarte Carvalho, facebook, 27/01/2025

Nota: já tínhamos visto no facebook do jornalista Nuno Roby (1962-2025) a história do momento em que decidiu escrever uma carta a Hergé e obteve uma resposta. Acontece que a página do facebook foi apagada mas felizmente que o seu gosto por Tintin foi relembrado por FDC. 


segunda-feira, 3 de março de 2025

Morreu o pai do Tintin

O Diário de Lisboa de 04/03/1983 colocou na capa a noticia da morte do pai de Tintin.

Ao dar a notícia da morte de Hergé, na tarde do dia seguinte, colocaram na capa a vinheta com a referência ao representante do Diário de Lisboa.

Tintim no Congo: no segundo álbum da BD franco-belga, publicado em 1931, Tintim é interpelado por um representante do Diário de Lisboa, que quer publicar em exclusivo a sua reportagem. (a)


https://tintinofilo.weebly.com/outros.html