José Abrantes é um conhecido autor de bd e ilustração com vasta obra publicada. Recebeu dois desenhos autografados por Hergé depois de contactar o autor belga em 1980.
"Escrevi-lhe em 1980. O secretário Alain Baran deu uma longa resposta, e o Hergé autografou-me um Tintin e Millu." (JA)
"Aos 16 anos descobriu que Hugo Pratt era seu parente, tendo contactado várias vezes com o criador de Corto Maltese, ao qual pediu opinião acerca dos seus trabalhos." (Infopédia)
"Hergé morreu a 3 de Março de 1983. Está no meu Céu." (JA, 03/03/2025)
"Planeava fazer um fanzine com a recolha dos imensos recortes de imprensa aquando da morte do Hergé (...) O eventual investidor desapareceu com o espólio. Mas foi impressionante tantos que foram os testemunhos que foram divulgados na época, durante meses." (JA, 18/12/2025)
Biobibliografia até 2011 no blog de Geraldes Lino:
José Abrantes, aliás, José Maria da Piedade de Lancastre e Távora, nasceu a 9 de Setembro de 1960, em Lisboa, onde frequentou o antigo curso liceal e concluíu o 4ºano.
A sua actividade como autor de BD teve início visível em 1975, a 8 de Novembro, numa publicação chamada Folha CDS, panfleto monocromático distribuído na rua, onde fez uma tira sob o pseudónimo "Zeta", obtido pela abreviação de José (Zé) em contracção com a primeira sílaba do apelido Távora. Faria ainda mais duas tiras nas seguintes edições desse panfleto.
Em Outubro de 1976 iniciou a bd Os homens não são ilhas no mensário infantil, de índole católica, O Farol. Essa história, com a extensão de cinco pranchas, durou até ao nº4 , já em 1977, e tinha argumento de Isabel Mendonça Soares. Com ela, e no mesmo jornal, fez ainda mais duas bedês, Uma Pista Perigosa e No Museu Naval. Foi nesta última, datada de Março de 1978, que usou pela primeira vez o semi-pseudónimo José Abrantes.
Colaborou posteriormente com BD num grande número de publicações, entre revistas, jornais, álbuns e fanzines (...). Há igualmente bedês suas nos fanzines Protótipo e Eros, ambos dos anos 1980 (1985 e 87, respectivamente), no Boletim do Clube Português de Banda Desenhada, no Lady Blitz Fan-Club (1995), no Tertúlia BDzine (bedês publicadas nos anos 1998, 2010, 2011), e no Efeméride, tendo feito neste último, no nº 2 (2007) e nº 4 (2009), paródias a cores, em formato A3, às personagens Príncipe Valente e Tintim.
Quanto a edições em álbum, tem dois títulos realizados em colaboração: Contos do Nordeste Transmontano, com argumento de Jorge Magalhães (1990), e Dakar o Minossauro (dois tomos, 1997 e 1998), com argumento de Luís Diferr.
Obras totalmente suas, ou seja, argumento, desenho, legendagem e colorização, são as seguintes: Aventura em Valverde e Os Fundos Perdidos (série "As Aventuras de Tobias Bigom"), O Eclipse, Histórias de Natal, O Ladrão Insolente, Luta de Galos, O Lago Iluminado, Horus-Uma Vida de Cão, e a série "As Aventuras do Zu" (1999-2001) (...)
Pois vai ser José Abrantes o autor de BD em foco na Tertúlia BD de Lisboa, no encontro de 7 de Maio (de 2011). Após ter sido Convidado Especial naquela Associação Informal, em Setembro de 1985, ele passa agora ao nível superior de Homenageado, por ter mantido uma constante actividade criativa, malgrado as reduzidas possibilidades existentes em Portugal, ao longo de um percurso já com trinta e seis anos (como se pode verificar na biobibliografia abaixo registada, e também no engraçado episódio que criou em BD propositadamente para o fanzine Tertúlia BDzine, de que no topo se vêem três pranchas, mas que pode ser visto na totalidade no "post" anterior).
Ver a totalidade deste post de 2011 no blog de Geraldes Lino e ainda o episódio que criou em BD para o fanzine Tertúlia BDzine que pode também ser visto na sua totalidade.
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Tantã e Liru e Capitão Marselha são algumas das suas personagens ligadas ao universo de Hergé que fez para tiras e pranchas soltas.
Capitão Marselha, este nome diz-lhe alguma coisa? Mas Capitão Haddock, esse sim, claro que sim. E não lhe parece que há semelhanças físicas, até de vestuário, entre um e outro? É perfeitamente natural, visto que o criador do Capitão Marselha, José Abrantes, é um indefectível entusiasta da obra de Hergé e respectivas personagens... GL, 2008
Aconselha-se a consulta da tag José Abrantes
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José Maria da Piedade de Lancastre e Távora, cujos pseudónimo José Abrantes e Centro [Kundry?] vão assinando as suas obras, nasceu a 9 de Setembro de 1960, em Lisboa e é alguém que parece esconder-se atrás dos desenhos imensos que cria. Imagens coloridas de tempos jurássicos, cujo herói é Dakar, o Dinossauro (publicado pela primeira vez em 1997, pela BaleiAzul, com textos de Luís Diferr) ou histórias mais domésticas que poderiam passar-se na casa de qualquer um de nós. Hórus o gato, antepassado da mais recente criação felina.
José Abrantes estreou-se em finais de 1970, no jornal O Farol e, depois, já em meados de 1980, trabalhou na revista Girassol. Participou nos festivais lisboetas de BD de 1982/83 e, no ano seguinte, fez para o Correio da Manhã, As Viagens de Gularth. O ano de 1985 traz-lhe o primeiro prémio como guionista de uma história desenhada do concurso de BD da revista O Mosquito, ficando um outro trabalho seu, (de novo na qualidade de guionista) entre os dez melhores classificados, no mesmo concurso. Entre festivais de BD e fanzines, surge a ilustração e concepção gráfica do Jornal do Sélix, para os CTT em 1987 e, um ano mais tarde, ilustra várias brochuras da Secretaria de Estado da Família.
Em 1989, recria o Pimpampum, suplemento infantil do jornal «O Século» e diversas BD's publicadas no Correio da Manhã.
Durante a década de 90, José Abrantes trabalhou no programa da RTP, Rua Sésamo, exercendo funções de criativo e ilustrador e, mais tarde, ilustrando também a revista com o mesmo nome, onde elaborou histórias e jogos. Paralelamente, executou álbuns para as edições Asa (Contos do Nordeste Transmontano), e duas aventuras de Tobias Bigom intituladas Aventura em Valverde e Os Fundos Perdidos, actualmente esgotadas, mas em curso de reedição, revistas e recoloridas, a sair na editora BaleiAzul. Fez bandas desenhadas para o Jornal do Gil, a revista Crescer e participou na exposição colectiva Perdidos no Oceano, que esteve patente no Festival Internacional de Angoulême (França) em Janeiro de 1998, figurando no catálogo publicado.
(in Catálogo BD Sobreda, 2000)




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