Oliveira da Figueira, comerciante português de Lisboa, encontra Tintin na aventura "Os charutos do faraó", que lhe compra um variado conjunto de bugigangas. Tintin volta a encontrá-lo em Wadesdah no Khemed, onde reside. É graças ao português que Tintin consegue entrar na casa fortificada do Dr. Muller no episódio "Tintin no País do Ouro Negro".
Finalmente, a sua figura ainda aparece em "Carvão no porão".
Oliveira da Figueira [não] será uma homenagem de Hergé aos portugueses, pelo facto de ser o primeiro país a publicar a cores as aventuras de Tintin na revista O Papagaio [pois apareceu em 1932 e a estreia é de 1936].
Hergé coloca-o no círculo íntimo das aventuras de Tintin, sendo o português o primeiro a felicitar Haddock pelo seu "casamento" em "As Jóias da Castafiore".
Índice / Conteúdo 2-3 A figura 4-5 A personagem 6-7 À aventura 8-9 A pasta do artista 10-11 Hergé no texto 12-13 A sequência comentada 14-15 Antes da obra-prima 16 Sabia que...
Textos: Daniel Couvreur, Frédéric Soumois, Dominique Maricq
Oliveira da Figueira é um vendedor nato e o seu aspeto demonstra-o bem. Fala-barato e bajulador, a sua bondade é indiscutível, se bem que tenha como seu objetivo primordial as tentativas de seduzir para vender todo o género de objetos a qualquer pessoa, em qualquer lugar. Com a roupa proporcional ao ofício, de camisa aberta e chapéuzinho enterrado na cabeça… aqui está o nosso homem revelando todo o seu encanto. Este campeão da venda direta com muita lábia transforma-se em mais de uma ocasião num aliado providencial de Tintin e do seu amigo capitão Haddock.
Em 1947 aparece numa campanha contra a especulação do mercado negro na Bélgica devastada pela guerra.
Oliveira da Figueira aparece na versão das guardas que apareceu em 1957.
Aparece junto a Hergé na conhecida carte de voeux de 1973.
É uma das personagens que iria aparecer como "marchand de arms" em "Un jour d'hiver, dans un aéroport", projecto inacabado.
A ideia para "As 7 Bolas de Cristal" foi dada a Hergé pelo seu amigo José e previa o aparecimento não concretizado de Oliveira da Figueira.
Museu Imaginário
« Em junho de 1979, foi inaugurada uma grande exposição itinerante no Palais des Beaux-Arts, em Bruxelas. Os detalhes do seu conteúdo eram desconhecidos para Hergé, mas os curadores explicaram que ela colocaria os objetos míticos colecionados por Tintin durante as suas aventuras com os objetos reais que os inspiraram. No cartaz da exposição, Hergé tentou encenar a intrusão das suas personagens principais no coração de uma instalação imaginária, concebida para deixar qualquer colecionador verde de inveja.» Fonte: Chronologie d’une œuvre – tome 7.
- texto da contracapa -
(éditionsmoulinsart)
o passaporte na versão original em francês



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