Revista Metro - 1989
As várias edições da revista Metro podem ser consultadas em https://o-rock-no-porto-nos-anos-80.pt/metro/.
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A versão em mirandês de "Os Charutos do Faraó", editada pela Casterman, já está à venda em alguns locais. A apresentação oficial da obra será no dia 14 de fevereiro em Miranda do Douro. Mais tarde, em data ainda não anunciada, haverá uma apresentação no Panteão Nacional.
EM MIRANDÊS:
Tintin agora tamien fala an mirandés.
Die 14 de febreiro, a las cinco de la tarde, na Feira de ls Sabores Mirandeses, tenemos que ajudar tamien l Tiu Oulibeira de la Figueira a bender ls sous cunferrumes a ls beduínos.
Fui un zafio gustoso i cun muita risa, poner estes tius a falar mirandés.
Talbeç que no més que ben steia çponible para todo mundo.
Alcides Merinhos, 13/01/2026
You sou tçtmunha de l trabalho i de las risas que essa biaije de l francés pa l mirandés te dórun. Só puodo dezir que ye un gusto ber-te a trabalhar i daprender cuntigo. Agora benga esse lhibro i que seia l purmeiro de muitos.
Suzana Ruano, 14/01/2026
APRESENTAÇÃO NO DIA 14 DE FEVEREIRO
𝐗𝐗𝐕𝐈𝐈 𝐅𝐄𝐒𝐓𝐈𝐕𝐀𝐋 𝐃𝐄 𝐒𝐀𝐁𝐎𝐑𝐄𝐒 𝐌𝐈𝐑𝐀𝐍𝐃𝐄𝐒𝐄𝐒
De 13 a 15 de fevereiro de 2026, Miranda do Douro será palco de mais uma edição do Festival de Sabores Mirandeses, celebrando 27 anos deste certame que promove o que de melhor há e se faz em todo o Planalto Mirandês.
Prepare-se para mergulhar nos sabores únicos da nossa terra, com os melhores produtos locais e tradicionais. Descubra a qualidade inigualável das raças autóctones, a Vitela Mirandesa, o Cordeiro de Raça Churra Galega Mirandesa, o porco e os seus derivados, e delicie-se com a doçaria e o artesanato que refletem a alma do Planalto Mirandês.
Este evento é uma referência na região e um convite imperdível para apoiar e valorizar os nossos produtores locais, num ambiente recheado de sabor, cultura e tradição.
De 13 a 15 de fevereiro, deixe-se conquistar pelos sabores autênticos, aromas irresistíveis e momentos inesquecíveis.
O XXVII Festival de Sabores Mirandeses espera por si, em Miranda do Douro!
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ARTIGO DA AGÊNCIA LUSA, 13/01/2026:
Tintim tem livro traduzido para mirandês com edição de mil exemplares
A personagem de Banda Desenhada Tintim, criada por Hergé, vai ter um álbum traduzido para mirandês com uma edição de mil exemplares, disse hoje à Lusa o impulsionador desta iniciativa, Daniel Sasportes.
O álbum tem como título "Ls Xarutos de l Faraó" ("Os Charutos do Faraó"), tratando-se, segundo os seus promotores, "de uma iniciativa que junta a cultura e língua mirandesa à banda desenhada mais clássica e que tem como base um personagem português que faz parte das aventuras de Tintim de nome Oliveira da Figueira, estando no mercado os primeiros mil exemplares, com tradução de Alcides Meirinhos".
Em declarações à agência Lusa, Daniel Sasportes disse que este é a primeira aventura de Tintim a ser traduzida para língua mirandesa, ficando disponível em capa dura por um preço de 18 euros.
"Os álbuns do Tintim estão traduzidos em várias línguas, sendo o mirandês a única língua minoritária reconhecida oficialmente em Portugal, e que fazia todo o sentido que também tivesse a sua versão neste idioma", indicou.
Segundo Daniel Sasportes, a escolha de "Os Charutos do Faraó" não foi aleatória, já que o álbum assinala a primeira aparição de Oliveira da Figueira (Oulibeira de la Figueira), o único personagem português recorrente na série, que reforça o simbolismo da edição".
"Este lançamento constitui não só uma novidade no universo "tintinófilo", mas também um contributo relevante para a valorização da diversidade linguística em Portugal", vincou Daniel Sasportes.
Segundo Sasportes, esta ideia de traduzir Tintim já leva alguns anos e agora foi possível.
Daniel Sasportes avançou à Lusa que o álbum do Tintim em mirandês tem edição da belga Casterman.
"Nós não temos qualquer direito sobre a obra que pertencem à Tintinimaginatio, que está a comercializar o álbum a quem o solicitar, ou através de vendas digitais e nas "boutiques" especializadas ou livrarias que o entendam fazer, como já aconteceu numa livraria do Porto", destacou.
"Esta edição do álbum do Tintim em mirandês foi uma ideia de um português com tradução de um mirandês, mas cujos direitos são todos belgas", indicou.
Já Alcides Meirinhos, explicou à Lusa — em mirandês — que a tradução deste livro das aventuras de Tintim foi um desafio interessante, mas no início um pouco trabalhoso e difícil.
"Quanto mais se traduzia mais vontade tínhamos de o fazer. Eu penso que se conseguiu dar um cunho mirandês a toda esta aventura de Tintim", explicou.
O também membro da Associação da Língua e Cultura Mirandesa / Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa (ALCM) disse que um dos objetivos desta tradução é promover e salvaguardar a língua mirandesa.
"Esta é uma forma de mostrar que a língua mirandesa pode ser utilizada na tradução de clássicos sejam eles de que género sejam", indicou.
Os intervenientes nesta tradução, esperam agora, que esta seja a primeira de muitas, que concerne as aventuras de Tintim.
O mirandês foi reconhecido oficialmente há 27 anos, através da lei 7/99, que fez desta língua a segunda oficial em Portugal. Aprovada em 17 de setembro de 1998, esta lei entrou em vigor a 29 de janeiro de 1999.
Lusa, 13/01/2026
Tintin - Uma Megaprodução Futebloguês
Mais de vinte anos após a morte do seu criador, Hergé, Tintin está de volta.
"Tintin e o Mistério da Época Perdida" ainda não tem lançamento marcado mas conseguimos em exclusividade alguns excertos do novo álbum do herói de banda desenhada e dos seus companheiros o Capitão Veigadock e o Professor Vieirasol.
O Futebloguês não podia, naturalmente, privar os nossos fiéis leitores desta nova aventura do pequeno treinador incompetente de poupa levantada que continua a cativar e fascinar milhões de pessoas pelo mundo inteiro.
Esta capa que aborda o Sport Lisboa E Benfica (Koeman, Capitão Veigadock e Professor Vieirasol) já tinha sido publicada em 2007 no antigo blog Tintinófilo. Hoje publicamos mais algumas imagens encontradas na internet.
https://arquivo.pt/wayback/20091219114244/http://odragao.blogspot.com/2006/05/fantstico_10.html+
https://www.painatal.com/data/outros/painatal_com_11052006Tintin_e_o_Mist_rio_da__poca_Perdida.pdf
-- extra --
Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
'amanhã' há mais, mais
(a propósito das competições europeias, envolvendo as nossas equipas, continuo a publicação, do fim para o princípio, das capas referentes aos diversos capítulos de uma estória de banda desenhada, 'tintin e a revolução', clonada dos desenhos de hergé)
Antigo site de António Boronha
Etiquetas: cartoons, futebol, imagem, personalidades, uefa
O jornal "A Rua", fundado em 1976, era dirigido por Manuel Maria Múrias (1928-2000).
Numa das edições do jornal "A Rua", a propósito das eleições presidenciais de 1976, foi publicado um cartoon onde aparece o candidato Pinheiro de Azevedo e onde também aparece Tintin e Milou.
Os cartoons não eram todos de grande qualidade embora alguns tivessem interesse. O livro "Um ano n' A Rua – 1º volume" reuniu os cartoons políticos das edições do jornal "A Rua" entre os números 1 a 26, de 9 de Abril de 1976 a 30 de Setembro de 1976.
(imagem cedida por Letras Velhas Alfarrabista)
Análise IA
Esta imagem é um cartoon político da autoria do caricaturista português Augusto Cid (1941-2019). A obra, com a legenda "política nacional" e a fala "homem de palavra, não é?", satiriza a figura do General António Ramalho Eanes e as suas declarações políticas, provavelmente relacionadas com a sua candidatura ou recandidatura à Presidência da República Portuguesa.
Análise do Cartoon
Personagem Principal: A figura central fardada representa o General Ramalho Eanes, que foi Presidente da República de Portugal entre 1976 e 1986.
Contexto Político: O diálogo no balão de fala refere-se especificamente a uma declaração em que Eanes teria dito: "...EU SÓ DISSE QUE NÃO ME CANDIDATAVA A PR SE UM MILITAR SE CANDIDATASSE!... SE SE CANDIDATAREM DOIS MILITARES É DIFERENTE, NÃO É?". Esta citação humorística realça uma perceção de inconsistência ou manobra política na sua posição face a outros candidatos militares na corrida presidencial.
Termo "BARDAMERDA": A palavra "BARDAMERDA" aparece repetidamente em aviões de papel e em caixas espalhadas, uma referência satírica e jocosa recorrente nos trabalhos de Augusto Cid para com a figura de Eanes e o seu círculo político ou apoiantes. O termo era uma alcunha depreciativa usada na época.
Outras Figuras: As figuras de Tintin e Milou (personagens de banda desenhada) no canto inferior esquerdo são, provavelmente, uma assinatura visual ou um elemento humorístico adicional do autor, sem um significado político direto aparente.
Este cartoon é um exemplo do humor político português da época pós-25 de Abril, frequentemente publicado em jornais como o Expresso e a revista Os Ridículos, onde Augusto Cid tinha uma presença marcante.
As respostas de IA podem incluir erros.
Notas:
Naturalmente que a pessoa retratada é Pinheiro de Azevedo e não Eanes.
As primeiras eleições presidenciais após o 25 de Abril de 1974 tiveram lugar em 27 de Junho de 1976. Concorreram o general António Ramalho Eanes, Otelo Saraiva de Carvalho (antigo comandante do COPCON,), o almirante José Pinheiro de Azevedo (antigo primeiro-ministro) e Octávio Pato.
«O cartoon em questão retrata o Almirante Pinheiro de Azevedo, uma figura proeminente na política portuguesa pós-25 de Abril, conhecido pelo seu estilo direto e pelo episódio do "bardamerda". José Baptista Pinheiro de Azevedo (1917-1983) foi Primeiro-Ministro do VI Governo Provisório (1975-1976) e candidato presidencial. A expressão "bardamerda para o fascista!" ficou célebre quando foi sequestrado durante uma manifestação de trabalhadores da construção civil, um dos momentos turbulentos do PREC (Processo Revolucionário em Curso). »
O autor da ilustração não deve ser Augusto CID.
«O principal autor e a alma por trás dos polêmicos cartoons políticos do jornal A Rua (que circulou em Portugal entre 1976 e 1982) foi Manuel de Sousa Pereira.»
Te damos Susana y yo la más merecida de las enhorabuenas, porque sabemos que la traducción de "Los Cigarros del faraón" al MIRANDÉS, era un proyecto que te venía rondando desde hace unos años, y sé de buena tinta que esta lengua mirandesa hablada por 15.000 habitantes en el nordeste de Portugal, segunda lengua oficial de Portugal, reconocida desde 1999, necesitaba imperiosamente una traducción de una aventura de Tintín al mirandés, y así poderse en cierta manera, empezar a equipararse a las 7 traducciones de Astérix y Obélix ya existentes en la Tierra portuguesa de Miranda do Duoro, LO HAS CONSEGUIDO.
Sabedores que el primer idioma extranjero en traducir las aventuras de Tintín fue el PORTUGUÉS, allá por 1935 de la mano de "O Papagaio" después del francés original, considero que después de 91 años, con tu esfuerzo e ilusión Daniel, has conseguido que directamente y desde Casterman podamos a partir de febrero Dios Mediante, disfrutar de esta nueva aventura traducida al MIRANDÉS (la traducción número 148 de Tintín) y que sea esta novedosa aventura en la que aparecería por primera vez el señor Oliveira da Figueira, afable vendedor oriundo de Lisboa, otro plus más a añadir a esta traducción que esperamos ansiosamente llegue a nuestras manos muy pronto.
Juan Manuel Manzano Sanfélix / Facebook
"porque é que Tintin nunca votaria em And[ré Ventu]ra do Che[ga}?"
Analisar a inclinação política de uma personagem de ficção como Tintin exige olhar para a evolução da sua "bússola moral" ao longo das décadas, especialmente sob a perspetiva de especialistas e biógrafos do seu criador, Hergé.
Embora Tintin tenha começado a sua vida em 1929 num contexto conservador e colonialista (Tintin no Congo), a personagem evoluiu para um símbolo de humanismo universalista. Aqui estão os principais motivos pelos quais muitos analistas defendem que Tintin não se identificaria com a retórica de And[ré Ventu]ra:
1. Defesa das Minorias e Marginalizados
Ao longo das suas aventuras, Tintin torna-se o protetor nato dos oprimidos, independentemente da etnia ou nacionalidade.
O exemplo dos Ciganos: Em As Joias da Castafiore, Tintin defende fervorosamente uma comunidade de ciganos contra o preconceito da polícia e dos habitantes locais, que os acusam injustamente de roubo.
Contraste: And[ré Ventu]ra construiu grande parte do seu discurso inicial e base política sobre críticas e estigmatização da comunidade cigana em Portugal, algo que colide diretamente com a atitude protetora e justiceira de Tintin.
2. Antirracismo e Anticolonialismo (Fase Adulta)
Após os erros de juventude de Hergé, Tintin passou a lutar contra regimes exploradores.
Em O Lótus Azul, ele denuncia o imperialismo e o racismo ocidental na China.
O discurso do Che[ga] foca-se frequentemente num nacionalismo que alguns críticos consideram excludente. Tintin, pelo contrário, é um cidadão do mundo que valoriza a fraternidade internacional acima das fronteiras.
3. Aversão ao Autoritarismo e Populismo
Muitas das aventuras de Tintin envolvem desmascarar demagogos e derrubar ditadores (como em O Cetro de Ottokar ou Tintin e os Pícaros).
Tintin é movido pela verdade factual (é jornalista, afinal) e pela temperança.
O estilo político de And[ré Ventu]ra baseia-se fortemente no populismo, na polarização e, por vezes, em retórica incendiária, táticas que Tintin costuma enfrentar nos seus vilões ou nos líderes instáveis que encontra na Bordúria ou na Sildávia.
4. Ética de Escutismo
A base da personalidade de Tintin é o escutismo: ser amigo de todos e irmão de todos os outros escuteiros. É uma ética de solidariedade absoluta.
A narrativa do Che[ga] baseia-se frequentemente na divisão entre "nós" (os portugueses de bem) e "eles" (os outros, os subsídio-dependentes, os imigrantes).
Para Tintin, não existe o "eles"; ele arrisca a vida tanto pelo seu capitão como por um rapaz chinês (Tchang) ou um desconhecido em perigo.
Em suma: Tintin representa o centro-moderado, o humanismo e a tolerância. A sua visão de mundo é baseada na inclusão e na justiça social direta, o que o coloca num campo ideológico oposto às propostas de rutura e segmentação social de And[ré Ventu]ra.
(texto gerado por IA - Gemini - 2026/01/14)
https://www.publico.pt/1999/12/02/jornal/tintin-no-pais-dos-sovietes-em-portugues-127274
Posteriormente foi considerada pelo autor um erro de juventude, nunca foi redesenhada nem colorida, ao contrário do que aconteceu com as outras aventuras de Tintin publicadas a preto e branco naquele jornal.
Assim, só seria reeditada em 1969, numa edição de tiragem limitada a 500 exemplares, distribuída entre amigos e conhecidos do autor, e, quatro anos depois, nos "Archives Hergé", que reuniam todas as versões a preto e branco das aventuras iniciais.
Dessa forma, o grande público só teve acesso à obra em 1999, setenta anos depois da sua estreia e dezasseis após a morte de Hergé, quando o álbum foi adicionado à colecção regular.
Nesse mesmo ano, a Verbo publicou-o em Portugal, sendo que anteriormente, em 1982, tinha surgido na revista "Tintin" portuguesa. Neste momento convivem nas livrarias a versão a preto e branco e a versão colorida, ambas das Edições ASA.
Pedro Cleto
É o único álbum onde o mais conhecido repórter da história da BD escreve algumas linhas para um jornal e narra as explorações daquele que viria a ser um dos maiores heróis do século XX, numa Rússia observada pela lente deformadora da mentalidade conservadora e católica que dirigia o “Le Petit Vingtième”. A par disto, há uma grande ingenuidade, quer gráfica, quer, especialmente, narrativa, que quase abafa os sinais já existentes dos aspectos que tornariam célebre o seu autor: uma grande legibilidade, um desenho limpo de pormenores desnecessários e o gosto pela aventura, sempre em defesa dos bons e justos, contra os maus e opressores.
(argumento e desenho) Edições ASA (Portugal, Setembro de 2010) 160 x 220 mm, 142 p., cor, cartonado
As Aventuras de Tintim Repórter do «Petit Vingtiême» no País dos Sovietes começaram a ser publicadas 10 de Janeiro de 1929 no suplemento infantil do diário belga Le Vingtiême Siêcle.
Esta primeira aventura de Tintim viria a ser, em 1930, objecto de um álbum que é hoje raro = muito procurado. Teve, ao que parece, nove edições sucessivas que diferem entre si apenas na menção da tiragem na página de rosto.
Os primeiros quinhentos exemplares são numerados e assinados «Tintin et Milou». Se exceptuarmos uma reedição para uso privado do autor (1969), limitada a quinhentos exemplares, e algumas tiragens ilícitas, foi preciso esperar mais de quarenta anos para que estas aventuras fossem de novo publicadas nó primeiro volume dos Archives Hergé. Nessa obra (onde se encontram também as primeiras versões de Tintim no Congo e de Tintim na América) há mais uma prancha que na edição original, a qual, sem razão aparente, não retoma uma das contidas no número 60 do Petit Vingtiême (deveria ter o número de página 98). Estes Archives deveriam ter sido suficientes para satisfazer os inúmeros fãs das aventuras de Tintim, mas é tal o carácter mítico dos primeiros álbuns em preto e branco que pareceu oportuno reeditá-los na sua forma original. A primeira edição deste álbum em língua portuguesa veio a público no ano do 70.º aniversário de Tintim.
O presente fac-símile reproduz a edição original, excepto quanto à tradução, e respeita a paginação que, curiosamente, começa apenas na segunda prancha. No entanto, foi acrescentada uma página para servir de posfácio. O rosto aqui reproduzido contém de forma totalmente arbitrária a menção da tiragem «seis mil exemplares»; nas edições anteriores à guerra, não existia na página ao lado qualquer referência.
Edição Público - Data de impressão Fevereiro de 2004 - Depósito Legal M-2979-2004
https://pt.scribd.com/document/640334044/Herge-Tintin-01-No-pais-dos-sovietes#page=142
- No segundo número do fanzine português "Saga", editado pelo ABC Cineclube, foram divulgadas 11 pranchas da banda desenhada, numa edição amadora de pouca qualidade.
- A edição portuguesa da revista "Tintin" publicou, em 1982, a história a partir do número 12 (15º ano), de 31 de Julho de 1982, sem qualquer referência na capa. A aventura seria no entanto interrompida em 2 de outubro de 1982 com o fim da revista.
- A primeira edição em português apenas foi lançada em 1999. 02/12/1999 - https://tintinemportugal.blogspot.com/1999/12/edicao-nacional-da-primeira-historia-do.html
edições em português:
Tintim (As aventuras de) -1- Tintim no país dos sovietes - Verbo - 09/1999
Tintim (As aventuras de) (Fac-simile) - As aventuras de Tintim repórter do "Petit... - Verbo - 09/1999
Tintim (As aventuras de) (Público) -23- As aventuras de Tintim repórter do "Petit... - Público - 02/2004
Tintin (As Aventuras de) - P/B - Tintin no país dos sovietes - ASA 09/2010.
Tintin (As Aventuras de) - Cor - Tintin no país dos sovietes - ASA - 11/2021 Edição em português de "Tintin au pays des soviets" - Édition colorisée (2017). DL nº 487085/21.
- A ASA lançou em 06/12/2021 uma versão colorida da obra.
- Hergé acabaria por autorizar, em 1973, a republicação do álbum (reeditado de novo, em "fac-símile", no ano de 1981 com uma tiragem de 100 mil exemplares).
Em Janeiro de 1929, quando Tintin no País dos Sovietes começou a ser publicado no Le Petit Vingtième, Hergé tinha 22 anos. O padre Norbert Wallez, ultra-direitista director do jornal onde aquele suplemento juvenil se inseria, incentivou o seu jovem colaborador a produzir uma nova história onde se imaginasse uma viagem à Rússia, na qual os comunistas aparecessem como vilões. Hergé leu e usou como quase exclusiva base para isso a recente obra Moscou sans Voiles (Moscovo sem Véus, 1928), da autoria de Joseph Douillet, ex-cônsul belga que vivera e trabalhara durante nove anos em Rostov, na Rússia soviética. O desenhador chegou mesmo a reproduzir passagens inteiras deste livro, adaptadas aos quadradinhos.
Outra interessante questão tem a ver com a história publicada no Le Petit Vingtième onde foi incluída uma prancha, ou página, nunca mais reproduzida, com excepção do luxuoso álbum n.º 1 dos Archives Hergé, em 1973. Essa página “desaparecida” incluiu-se entre as 98 e 99, podendo “denominar-se” por isso 98a. Foi publicada no dia 18 de Dezembro de 1929.
https://largodoscorreios.wordpress.com/2016/11/02/o-eterno-tintin/
Obra inicial de um autor mais tarde universalmente aclamado, Tintin au Pays des Sovietes, numa temática anti-comunista que envergonhou o próprio Hergé (ah, os artistas julgam sempre tão mal as suas obras primevas!) esta obra revela um desenho rico em bonitas formas, bom jogo de manchas e um desenho muito proporcionado! Agora temos a sua versão colorida que favorece sobremaneira os desenhos!
Este livro tem desenhos e sequências magnificamente executadas!
O modo como Hergé conseguiu dotar o Tintin da sua poupa é notável!
José Abrantes, Facebook, 04/01/2017