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terça-feira, 3 de março de 2026

Sacos com publicidade

Wagner Augusto, jornalista especializado em histórias em quadrinhos e editor dos álbuns de Ken Parker no Brasil, enviou-me uma boa quantidade de sacolas que ele colecionou desde a década de 1980, frequentando Salões e Congressos de quadrinhos em vários países do mundo. Resolvi fazer um encarte com as imagens dessas sacolas, para apreciação dos leitores do QI, que o receberam junto com o nº 177 (set/out/2022). Era para ser um número único. Mas logo após o envio do encarte, dois leitores me enviaram imagens de sacolas que tinham e resolvi fazer mais este encarte

(...) Nas três páginas seguintes estão as imagens enviadas por José Azevedo e Menezes, colecionador e pesquisador português. Algumas sacolas são de lojas ou editoras relacionadas a personagens conhecidos como Lucky Luke, Spirou ou Tintin, outras são de lojas que usam imagens de personagens, não sei se com autorização. Mas há sacolas de comércios, como uma pastelaria, que tem o nome do personagem e o usa em suas embalagens

Edgard Guimarães / EGO

https://www.marcadefantasia.com/ego/outras_edicoes/edicoes_avulsas/sacolas_pelo_mundo/sacolas_pelo_mundo2/sacolas_pelo_mundo2.pdf

https://www.marcadefantasia.com/ego/outras_edicoes/edicoes_avulsas/sacolas_pelo_mundo/sacolas_pelo_mundo2/sacolas_pelo_mundo2.html (2023)

https://www.marcadefantasia.com/ego/encartes-qi/edicoes_avulsas/sacolas_pelo_mundo/sacolas_pelo_mundo1/sacolas_pelo_mundo.html (2022)



- encontramos na colaboração de José Azevedo Menezes alguns sacos que não conhecíamos (loja Timtim por timtim e pastelarias Timtim e Milu)

- um saco igual relativo à revista Tintin já tinha sido publicado por aqui

- sugere-se a leitura do artigo completo e também do anterior

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

O Homem do Rio

Em finais de 1935, inicia-se no "Le Petit Vingtiéme", mais uma aventura de Tintin. Desta vez parte para a América do Sul, onde vai viver movimentadas peripécias num pais imaginário – San Theodoros – onde conhecerá 2 generais, Alcazar e Tapioca que alternam no poder. (...)

Tintin parte à procura de uma estatueta Arumbaya, roubada (logo no início da historia) de um museu. Mais tarde, na década de 60, Philippe de Broca, baseia-se nesta aventura para criar o mais “tintineano” filme de aventuras realizado, - "O Homem do Rio", com Jean Paul Belmondo - mesmo incluindo aqueles com a figura de Tintin e desempenhados por J. P. Talbot. A ver (ou rever) com urgência!

Em Portugal aparece no número 247, de 04/01/1940 de "O Papagaio" com o título de "O Mistério da Orelha Quebrada". A aventura cobre todo o ano de 1940, finalizando no número 298 de 26/12/40.

Mais tarde o semanário Tintin reinicia a sua publicação a partir de 13/10/1973 com o título "A Orelha Quebrada".

As editoras brasileiras Flamboyant e Record tinham já editado o álbum na segunda metade dos anos 60 desta vez com o título "O Ídolo Roubado". Mais recentemente a Verbo publicou-o como "A Orelha Quebrada".

Alberto Gonçalves, 27/03/2004

O HOMEM DO RIO

ESTREIA : 15/10/1964 CINEMA SÃO JORGE

- com lotações esgotadas entra em 2ª semana  e depois na 3ª semana -

Uma estatueta brasileira da civilização malteca é roubada ao Musée de l'Homme, em Paris. Fazia parte de um grupo de três estátuas, trazidas por três exploradores: o Professor Catalan (Jean Servais), que trabalha no Musée de l'Homme, o tragicamente falecido Professor Villermosa e André de Castro, um rico empresário brasileiro. O professor Catalan é raptado em frente ao museu. O soldado Adrien Dufourquet testemunha o rapto da sua noiva Agnès Villermosa, filha de um famoso etnólogo. Vai em busca dela, o que o leva ao Brasil...

A imaginação de Philippe de Broca foi expressa nos seus primeiros filmes num estilo ainda imbuído da Nouvelle Vague. Sem fazer realmente parte do movimento, a sua forma de dinamizar o romance e o marivaudage clássico ("Les Jeux de l'Amour" e "Le Farceur" (1960)) fazia parte do mesmo desejo modernista. Com "Cartouche" (1962), um grande filme de aventuras históricas, era possível adivinhar a reviravolta mais popular que libertaria as obras seguintes. "O Homem do Rio" estabelece, assim, uma ponte ideal entre o De Broca inicial e o De Broca mais abertamente mainstream do resto da sua carreira, onde a energia artística da Nova Vaga colide com um horizonte mais vasto, com fuga e grande aventura.

O filme nasceu inicialmente de um projeto de adaptação de Tintim, no qual De Broca esteve envolvido (após a saída de Alain Resnais, inicialmente prevista), mas o realizador rapidamente se apercebeu dos limites de uma transposição literal das vinhetas de Hergé e deitou a toalha ao chão. Em vez de uma adaptação verdadeira, considerará uma história original onde poderá misturar o seu próprio tom com a energia e o estilo das aventuras de Tintim. Uma estadia no Rio com Jean-Paul Belmondo para a promoção de "Cartouche" impôs-lhe imediatamente na mente esta estrutura para o futuro filme e, após uma longa sessão de argumento com o seu colaborador regular Daniel Boulanger e o seu amigo Jean-Paul Rappeneau, que ainda não tinha assumido a realização, "L'Homme de Rio" viu gradualmente a luz do dia.

A influência de Tintim é evidente, quer em termos visuais, narrativos ou narrativos. O roubo inicial da estatueta, a silhueta do ladrão e o cenário do Musée de l'Homme levam-nos imediatamente de volta a "A Orelha Quebrada". Os raptos e, mais tarde, a busca pelas estatuetas e pela maldição que as envolve, remetem, obviamente, para o díptico "As Sete Bolas de Cristal"/"O Templo do Sol".

O empréstimo mais belo, porém, será esta energia frenética e a velocidade da história e, da mesma forma que Hergé conseguia levar-nos de uma Europa acinzentada às terras mais exóticas em duas páginas e muitas aventuras, De Broca deixa Paris para o sol do Brasil em vinte minutos de introdução ideal.

Numa linha narrativa perfeita e clara, todas as informações e caracterizações das personagens são feitas num movimento perpétuo e jubiloso. Vai do mais explícito (o passado dos estudiosos, as três estátuas) ao mais subtil (o olhar furtivo e ligeiramente lascivo de Jean Servais sobre Françoise Dorléac, que nos permite suspeitar vagamente do que lhe acontecerá a seguir) e podemos sentir o toque de Jean-Paul Rappeneau, já tão hábil em casar anarquia e construção rigorosa. O casal Jean-Paul Belmondo / Françoise Dorléac traz o toque romântico adulto e atrevido que torna tudo tão brilhante.

Em vez do piegas Tintim, Belmondo estaria mais próximo de um Capitão Haddock juvenil, com este herói francês e rabugento dedicado a dois objectivos: salvar a sua noiva e regressar a tempo da sua licença em Paris.

É neste filme que nasce "Bébel", o herói ousado e debochado, mas mais do que o mecânico indestrutível dos anos seguintes, a sua silhueta frágil e elástica traz realmente este lado irresistível de banda desenhada/cartoon, fazendo-o levantar-se de cada queda, ripostar contra adversários muito mais imponentes. Françoise Dorléac está adorável como uma donzela caprichosa em perigo e as trocas tempestuosas entre o casal a meio da ação são uma delícia do início ao fim.

De Broca leva-nos numa viagem pelo cativante Brasil dos anos 60, explorando com igual brilhantismo a urbanidade moderna (com a sua quota-parte de edifícios de alta tecnologia) e os ambientes operários mais fervilhantes e festivos, mas também a natureza exótica e colorida (o lado da banda desenhada também não é esquecido, como o falso crocodilo à espera de Belmondo durante a sua aterragem de paraquedas). De Broca multiplica as aventuras e os ambientes com rara inventividade, sem nunca se cansar graças a pausas cómicas ou piadas em abundância (o carro cor-de-rosa com estrelas verdes!).

Este movimento perpétuo retoma também o princípio da linha clara que orienta o guião. Veremos que na sua perseguição frenética, Jean-Paul Belmondo terá sempre de seguir em frente para alcançar os malvados raptores de Françoise Dorléac.


Outra grande influência de "L'Homme de Rio" é a banda desenhada de inspiração belga, com Hergé e o seu Tintin à cabeça. Relembre-se nomeadamente "L'Oreille Cassée / O Ídolo Roubado", livro no qual o filme vai colher muita da sua inspiração, mas grande parte das sequências fazem lembrar situações de outras obras de Hergé.

Ambientado em locais exóticos (o Brasil é o cenário exótico por excelência para os franceses), a obra de Philippe De Broca (1933-2004) prenuncia de alguma forma a onda de aventuras que haveria de rebentar muitos anos depois pelas mãos de Steven Spielberg, quando este criou a personagem de Indiana Jones e o fez viver mil peripécias, como nos bons tempos dos serials americanos, onde o herói se vai encontrando sempre em situações cada vez mais difíceis e perigosas. Aliás, honra lhe seja feita, Spielberg nunca escondeu a grande influência que este filme teve na criação do seu arqueólogo aventureiro. 

O Rato Cinéfilo



IMDB


ESTE É UM FILME DE MOVIMENTO, E O MOVIMENTO É A LINGUAGEM DO CINEMA. O HOMEM DO RIO É, PORTANTO, UMA OBRA CINEMATOGRAFICAMENTE CERTA... (Diário Popular)

ESPECTÁCULO VIVO, DINÂMICO (Século)

CINEMA-DIVERTIMENTO A SUSCITAR PLENAMENTE A MELHOR DISPOSIÇÃO E AGRADO AO PÚBLICO (Diário Da Manhã)

...NÃO LHE FALTAM QUALIDADES PARA IMPOR-SE COMO UMA OBRA DE REAL MÉRITO (Diário De Noticias)

domingo, 30 de março de 2025

Loja Timtimportimtim


Comprar Banda-desenhada de todas as épocas e para todos os gostos

A loja Timtimportimtim, no Porto, é um alfarrabista especializado em banda-desenhada. Tem uma oferta tentadora, e quase inesgotável, para um público "dos 7 aos 77 anos"

Se é quarentão, prepare-se para uma viagem no tempo. A Timtimportimtim, no Porto, tem todos os livros e revistas de BD (e merchandising) que povoaram a sua infância. Mas se não é tão velho (ou tão novo) não faz mal. Os comics são para leitores "dos 7 aos 77 anos", qualquer idade é boa para nos interessarmos por eles.

A montra, dominada por um boneco vintage do Tintim em tamanho natural, chama a atenção do mais distraído. Além de pilhas de livros e revistas, as miniaturas fazem as delícias de qualquer pessoa mais votada à memorabilia. Imagine o John Steed e a Emma Peel de "Os Vingadores", ele ao pé do seu clássico Bentley, ela do seu modernaço Lotus Elan. Ou um cenário sci-fi da série de animação "Thunderbird". Ou todos os automóveis dos filmes de James Bond...

Hoje com 51 anos, Alberto Gonçalves abriu esta loja em 2004, quando a rua da Conceição ainda não tinha a azáfama de novo comércio que hoje tem. Começou com um negócio pequeno e foi crescendo. A especialidade da casa são as revistas franco-belgas e portuguesas. As estrangeiras "Tintim", "Spirou" e "Pilote", mas também as nossas "Cavaleiro Andante", "Tintim" e "Mundo de Aventuras". Ou, ainda, as edições brasileiras da Walt Disney (Mickey e derivados) e dos super-heróis. "Comecei com um stock pequeno, no início, e depois fui comprando a grandes coleccionadores", explica o proprietário. "Há pessoas que se souberam desfazer destas coisas na altura certa, porque hoje têm um valor que não tinham 10 anos atrás".

Uma boa biblioteca de banda-desenhada "pode rondar entre os 25 e os 50 mil euros", exemplifica. "Este é um nicho de mercado muito pequeno", acrescenta. Quando lhe pedimos para dizer o que é que tem à venda mais barato e mais caro, apressa-se a esclarecer: "Coisas baratas, aqui, não há!" E dá exemplos: "Tenho revistas a €0,50 e a €1 ("FBI", "Xerife"...), mas uma colecção d'"O Mosquito" pode valer 5 mil euros." Depois, também conta muito o estado de conservação: "Um álbum do Tintim dos anos 60 pode oscilar entre os 2 e os 100 euros".

Para onde quer que olhemos, é só títulos e logótipos da nossa infância a ganharem vida novamente: Asterix, Ric Hochet, Michel Vaillant, Bernard Prince, Condor, Mandrake, Major Alvega, Zorro, Flecha 2000... "Quero apostar sobretudo em tudo o que gostei quando era miúdo... Aquilo de que eu gosto mesmo é tudo o que é relacionado com a minha mocidade", diz Alberto Gonçalves. Daí haver espaço ainda para alguma cinefilia, com várias revistas de espectáculos ("Ciné- -Revue", "Plateia", "Salut les Copains"...) e cartazes de filmes; para livros juvenis (Júlio Verne, Enid Blyton...); para cadernetas de cromos; ou para simples postais. Se é coleccionador, em busca daquele objecto perdido no tempo que nunca voltou a encontrar, ou um simples curioso, vale bem a pena perder algum tempo - e algum dinheiro, já agora... - neste mundo de fantasia retro.

Rua da Conceição, 27-29, Porto. 222 011 083 / 938 615 339. De segunda a sexta-feira, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 19h30. Sábado, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 18h00. Encerra ao domingo.

Publicado em 09 de Abril de 2010 , I  

O sótão de todas as infâncias

A Livraria Timtim por Timtim apenas pelo nome avisa logo ao que vem: loja de banda desenhada com grande foco na franco-belga, destrocada com sotaque portuense. Aos comandos desde sempre está Alberto Gonçalves, uma figura reconhecidíssima entre colecionadores. Não que Alberto se identifique como colecionador, porque "qualquer livro que eu tenha é para lhe dar uso, para me sentar a ler". Também não considera a Timtim por Timtim um alfarrabista. No fundo, admite que a livraria é uma fantasia de criança: "isto é como ser um ator de cinema ou um apresentador de televisão. São profissões em que, quando chega o domingo à noite, um indíviduo não fica triste por depois ser segunda-feira e ser dia de trabalhar."

Essa infância de fantasias de Alberto estava preenchida pela chamada "macacada": "as pessoas da minha geração podiam até não gostar muito ou não ler muito banda desenhada, mas era algo que fazia parte do quotidiano de todos, simplesmente porque então não havia TV nem jogos de computador. Voltávamo-nos para o que os adultos chamavam de 'macacada', que era algo que tirava os pedagogos do sério — sobretudo porque as traduções que tínhamos eram todas em português brasileiro, e depois dávamos erros a escrever."

Finda a infância, Alberto fez a tropa em Cascais ("um sítio paradisíaco, e vi muito cinema no Quarteto e na Cinemateca, mas também nas máquinas de 25 escudos que mostravam filmes de mulheres a dançar"), e lança-se numa longa sequência de empregos: desde professor até quadro de uma empresa de engenharia civil. Mas foi só com a loja que encontrou a solução ideal, ou seja, um trabalho sem patrão.

O nome, "Timtim por Timtim", deve-o a uma rubrica da popularíssima revista Tintin. Mas muito facilmente o nome poderia ser outro: "as revistas de banda desenhada icónicas da minha geração tinham nomes como O Mosquito, Coleção Águia, Coleção Papagaio. Por pouco não chamei a isto 'Loja do Falcão'". A loja começou com um espaço na R. da Constituição, pouco depois mudou-se para a Rua de General Silveira, mas há cerca de 20 anos encontrou poiso permanente na R. da Conceição.

Esta localização, em plena baixa do Porto, trouxe consigo, nos últimos anos, uma clientela surpreendente: os turistas são muito atraídos pela loja, explorando os pequenos corredores com livros de formatos díspares combinados e encaixados como azulejos.

"A resposta é fácil: as personagens e heróis que estão aqui são de um imaginário partilhado, não importa as nações. E temos aqui muitos livros em italiano, em francês, em espanhol. Há aqui livros para qualquer pessoa", assegura.

Ricardo Alves, Agenda do Porto, Março de 2025

Porto: A livraria que guarda as aventuras de Tintim

A mais recente aventura do repórter Tintim está, agora, no cinema. Mas este herói de banda desenhada ganhou vida muito antes, nas linhas desenhadas por Hergé. A livraria “Tim Tim Por Tim Tim”, no Porto, destaca, durante o mês de novembro, a sua aventura.

Entrar na livraria é como entrar num mundo diferente. Um mundo composto por figuras de Asterix and Obelix, carros do Agente 007 ou livros da coleção Salgari. Por entre estes objetos avista-se a figura, com um metro de altura, de um jovem com uma cara redonda e um cabelo laranja, acompanhado por um cão, um fox terrier branco. Tintim e Milou estão a olhar pela vitrine da livraria “Tim Tim Por Tim Tim”, cujo nome tem uma sonoridade semelhante ao nome do personagem das histórias dos quadradinhos – apenas por coincidência e nada mais.

Quase nem se dá pela presença de Alberto Gonçalves atrás de uma das bancadas preenchida por livros de banda desenhada. Abriu a livraria em 2003 e agora, com a estreia do filme “As Aventuras De Tintim – O Segredo Do Licorde”, aproveitou para destacar os objetos que tem do herói. “Ciclicamente, num prazo muito curto, vamos renovando a montra com artigos sobre o TinTim”, explica o proprietário.

Alberto Gonçalves frisa que não se trata de uma exposição, até porque a livraria “não está vocacionada para isso”. “Aquilo que fizemos, com a estreia do filme, foi pensar em várias montras que se vão renovando todas as semanas até meados ou fins de novembro”, explica, acrescentando que, “depois, também vem o Natal e tem de se renovar”. Continuando, Alberto Gonçalves admite, com um sorriso que transparece o sentimento de orgulho: “Pois, isto não é um museu. Quase que pode funcionar como um, mas não é”.

As primeiras aventuras

E são já antigas as histórias que aqui podem ser encontradas. O livro mais antigo de “As Aventuras de Tintim” é de 1936, pertencente às primeiras edições em língua original. “Temos exemplares do TinTim belga. Temos o “Petit Vingtième”, um ano completo, o de 1936, com o ‘TinTim e o Ídolo Roubado‘, com 52 capas do Hergé”.

Na montra e nas estantes, a “Tim Tim Por Tim Tim” tem ainda as primeiras edições em língua portuguesa, em versão brasileira e, ainda, a revista do TinTim em versão portuguesa editada pela Verbo. “As edições em albúm mais antigas que temos são de 1953: primeiras edições de “As Aventuras De Tintim – Objectivo Lua”, refere Alberto Gonçalves.

São relíquias que quase valem ouro. Na “Tim Tim Por Tim Tim”, os preços das histórias aos quadradinhos deste repórter podem variar entre os cinco e os 500 euros. Mas Alberto Gonçalves salienta que um álbum de “As Aventuras De Tintim” dos anos 30, em muito bom estado de conservação, pode valer 10 mil euros.

“A melhor peça que eu tenho, que é o ‘Le Petit Vingtième’, não dá para ler”, afirma Alberto Gonçalves, explicando que apenas se pode mexer no livro com pinças. “É um suplemento de um jornal de 1936. Está bem protegido em sacas de plástico fechadas hermeticamente, exatamente por não podemos ter o prazer de mexer no objecto”, refere. O livreiro compara o suplemento com um exemplar do “Le Petit Journal”, de 1908, e garante que este último pode ser manuseado com mais à vontade do que o primeiro.

Assim, e apesar de ser o objecto mais valioso que neste momento a “Tim Tim Por Tim Tim” possui, o responsável afirma que “aquilo é para olhar… Não para abrir”. Aliás, Alberto Gonçalves lembra que os abriu apenas “uma vez para os conferir, porque é papel de jornal de 1936, antes da guerra. A Europa passava por uma profunda crise e o papel era muito fraco”, garante.

Mas além dos livros aos quadradinhos que contam as aventuras de TinTim, por toda a livraria também se encontram as personagens que vivem as histórias, carros, relógios e, ainda, cadernetas de cromos.

“Ninguém conseguiu igualar Hergé”

Alberto Gonçalves revela que tem “muito prazer em que as pessoas visitem” a livraria e que “se converse sobre a figura do TinTim e sobre curiosidades”. Para o proprietário, são as linhas claras e a simplicidade da história que cativam novos e velhos. “Por exemplo, no filme que estreou, eles limitam-se a andar à procura do tesouro”, descreve Alberto Gonçalves, acrescentando que, “em geral, quando há um livro ou filme de aventuras deste género, há mais alguém que também vai à procura do tesouro e que os está a prejudicar. Portanto, o filme não pode ser pacífico”, explica.

“Os livros do Tintim só têm um objetivo, o que quer dizer que a aventura é simples e que quem lê aquilo, lê com prazer, sossegado”, concluiu. Para Alberto Gonçalves, “é certo que, nem de longe, nem de perto, ninguém conseguiu igualar Hergé”, criador do TinTim, confirmando a ideia de “que ser simples, é complicado”.

O livreiro não hesita em dizer que quer ver o mais recente filme do repórter herói da banda desenhada e acredita que o filme vai conquistar pessoas de todas as idades. “Para mim, vai ser uma curiosidade”, admite.

Por Tania Monteiro / JPN, 10/11/0211 Tânia Monteiro - lcc08091@letras.up.pt

Marcadores: Banda Desenhada, Cultura, Livraria, Livros, Porto

Tinha um objectivo bem definido com coordenadas estabelecidas a partir de um recorte de uma reportagem do Expresso de há alguns meses. Mas a necessidade de aliviar papelada e bagagem fez com que me esquecesse desse precioso auxiliar. Recordava qualquer coisa como Rua Nova do Almada, banda desenhada, Retro, mas a cansada cabecinha já não ajuda. Um circuito de autocarro despertou mais uma possibilidade: rua da Conceição. Depois, o percurso das livrarias acabou por ajudar.

- Suba esta rua e vá até à praça. Vire à direita, tomando a rua José Falcão e percorra-a até ao fundo. Quando lá chegar, é fácil de encontrar...

Assim fiz. O Porto está transformado em estaleiro ao que me disseram para repor os circuitos de eléctricos. Não foi fácil chegar lá. Mas, a certa altura, estava na rua da Conceição, 32 e frente aos meus olhos surgiram aquelas figuras que me acompanham desde os quatro ou cinco anos: o Tim-tim, o capitão Rosa, o Professor Pintadinho e a Rom-Rom (podem não ser os nomes por que os conhecem, mas estes foram os primeiros que o regime determinou que lhes atribuissem...).

Lobo Sentado, 28/6/2007

terça-feira, 26 de setembro de 2023

O alfarrabista que quase só vende Tintin


Alberto Gonçalves tem, na Baixa do Porto, uma loja que vende raridades ligadas às histórias criadas por Hergé, que começou a coleccionar há mais de meio século.

A porta da loja que Alberto Gonçalves, formado em Matemática, explora há sete anos na Baixa do Porto tem, por estes dias, um cartaz de promoção ao novo filme de Steven Spielberg, “As Aventuras de Tintin: o segredo do Licorne”.

É apenas mais uma referência à personagem criada pelo belga Hergé, num espaço cuja montra deixa poucas dúvidas quanto ao que ali dentro pode ser encontrado.

Livros, revistas, suplementos de publicações, DVD e produtos de "merchandising" que vão desde as figuras de Tintin e o seu fiel Milu, a protótipos do foguetão que leva o herói à lua ou dos automóveis imortalizados nos “quadradinhos” de Hergé. Muito do que diz respeito a Tintin, desde que a personagem foi criada, em 1929, está ali.

Entre as raridades que podem ser encontradas na “Timtimportimtim” estão os fascículos semanais que começaram a ser publicados como suplemento do jornal belga “Le Vingtième Siècle”. São as primeiras páginas das tiras que dariam origem aos livros das Aventuras do Tintin.

Uma colecção, diz Alberto Gonçalves, pode atingir os cinco mil euros, uma vez que tem um ano completo da publicação: 52 fascículos.

A “frescura” do herói

O empresário tinha 10 anos quando descobriu que estava apaixonado pelo “herói do século XX”, como classifica. Alberto Gonçalves explica que “era conhecido como o Tintin” pelos alfarrabistas do Porto. Era entre eles que procurava, todas as semanas, as “revistas belgas do Tintin”, que só começariam a ser publicadas em português na década de 1950.

Alberto Gonçalves conta que, nos anos 60, chegava mais tarde à escola para aproveitar os cinco minutos da série de desenhos animados da Belvision, baseados na personagem criada pelo belga Hergé. “Eram francamente maus, mas, para mim, eram deliciosos”, desabafa.

O empresário acredita que o novo filme norte-americano, em 3D, será bem aceite entre as camadas mais jovens que não cresceram “a ler Tintin”. Alberto Gonçalves acredita que "a frescura da personagem" garante a admiração de diferentes faixas etárias.

O filme é a oportunidade, diz ainda, para introduzir “As Aventuras de Tintin” em mercados que ainda estão por conquistar, nomeadamente o americano e o asiático.

Letícia Amorim, RR, 26/10/2011

Pertence à geração que cresceu com Tintin e, por isso, fizesse chuva ou sol, Alberto Gonçalves, enquanto adolescente, percorria tudo quanto era livraria e alfarrabista do Porto à procura da revista "Tintin".

Já todos o conheciam, até que mais tarde, e depois de se envolver com maior profundidade na área, decidiu, em 2003, abrir uma loja de banda desenhada usada, a que deu o nome "Tintim por Tintim".

Há oito anos instalada na Rua da Conceição, no Porto, a loja tem praticamente toda a banda desenhada editada em Portugal e muitos títulos estrangeiros. Grandes estantes apinhadas de álbuns, revistas, jornais e bonecos de plásticos encontram-se por todo o lado, nas duas salas deste espaço, que é, já, ponto de encontro de muitos aficionados de BD, com idades entre os dez e os 80 anos.

JN, 27/10/2011

Alberto Gonçalves revela que tem “muito prazer em que as pessoas visitem” a livraria e que “se converse sobre a figura do TinTim e sobre curiosidades”. Para o proprietário, são as linhas claras e a simplicidade da história que cativam novos e velhos. “Por exemplo, no filme que estreou, eles limitam-se a andar à procura do tesouro”, descreve Alberto Gonçalves, acrescentando que, “em geral, quando há um livro ou filme de aventuras deste género, há mais alguém que também vai à procura do tesouro e que os está a prejudicar. Portanto, o filme não pode ser pacífico”, explica.

“Os livros do Tintim só têm um objetivo, o que quer dizer que a aventura é simples e que quem lê aquilo, lê com prazer, sossegado”, concluiu. Para Alberto Gonçalves, “é certo que, nem de longe, nem de perto, ninguém conseguiu igualar Hergé”, criador do TinTim, confirmando a ideia de “que ser simples, é complicado”.

O livreiro não hesita em dizer que quer ver o mais recente filme do repórter herói da banda desenhada e acredita que o filme vai conquistar pessoas de todas as idades. “Para mim, vai ser uma curiosidade”, admite.

JPN

Lux

TSF

«O primeiro livro que tive do Tintin foi o «Tesouro de Rackam, o Terrível». A minha mãe deu-mo numa ida à Confiança, em Lisboa.»

Estes foram os primeiros de muitos quadradinhos que Alberto devorou com afinco. Recorda que comprou a revista das aventuras do repórter desde a primeira à última edição e descreve a ansiedade que vivia, na altura, antes de ir às bancas comprar um novo número.

«Esperava ansiosamente pela sexta-feira para comprar a revista. Formamos mesmo um grupo de leitura, Votávamos nas melhores histórias e dissertávamos sobre o desenrolar das histórias. Mas o mais entusiasta era mesmo eu», admite.

TVI

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Livraria Timtimportimtim (Est. 2004)


(anúncio de 2007 já nas instalações da Rua da Conceição, 27-29 4050-215 Porto)


anúncio de 2005


Timtim Por Timtim

18 Novembro 2007, 2:37 pm

A Timtim por Timtim é um local de fantasia onde todos os que gostam de banda desenhada e coleccionismo têm prazer em estar, o prazer de estar rodeado de livros já há muito desaparecidos, o prazer do regresso à infância ou do conhecimento do passado que se fez história.

Um espaço luminoso e agradável, onde o branco predomina como fundo ideal para o colorido dos livros, alberga a única loja do Porto dedicada exclusivamente aos clássicos da banda desenhada e literatura infanto-juvenil. Por lá podemos encontrar mais de 5000 álbuns portugueses e estrangeiros, dezenas de milhares de revistas antigas e também milhares de revistas estrangeiras (Tintin, Mosquito, Cavaleiro Andante, Camarada, Titã, Mundo de Aventuras, Bodoi, Pilote, Spirou, A Suivre, Vecu, Pavillon Rouge, etc.). Mas nem só de BD vive esta loja, também revistas sobre futebol e outros desportos, cinema e espectáculo, cadernetas de cromos, jogos e brinquedos relacionados com o fabuloso mundo da BD.

Está na Rua da Conceição, 27-29, que fica algures entre a Rua do Almada e a Rua Miguel Bombarda, e a sua montra colorida não deixa indiferentes apenas as crianças … Tel.: +351 222 011 083.

Oportocool

+

A livraria Timtimportimtim situa-se no centro da cidade do Porto, abriu as portas ao público a 22 de Maio de 2004! Uma livraria dedicada à comercialização de BD antiga mas onde se pode encontrar também Revistas sobre Futebol e outros desportos, Cinema e Espectáculo em Geral, Cadernetas de Cromos, Jogos e brinquedos relacionados com o fabuloso mundo da BD.

Localização

Google Maps

Os donos inauguraram mais recentemente um segundo espaço com o mesmo nome na Rua de Santa Catarina, numa zona mais central da cidade

2004

No próximo dia 22/5/2004 abrirá no Porto na Rua Visconde de Setúbal 15, loja 18 (junto à Praça do Marquês de Pombal), telefone: 938615339, email: timtimportimtim@iol.pt, uma Loja de Coleccionismo com o nome «Timtim Por Timtim»

Noticias da antiga página do Geocities, 17/05/2004

2005

Na Rua General Silveira, quase em frente à Livraria Académica, do quasi-lendário Nuno Canavez, nasceu a "Timtimportimtim", uma autodenominada "Loja de Coleccionismo". Mas é muito mais do que isso.

Na verdade, para quem goste de banda desenhada, aquilo é a visão mais aproximada do paraíso que se possa ter. Tem lá de tudo. Desde edições antigas às mais modernas, passando por edições estrangeiras e nacionais, nada parece estar em falta. Quer a edição completa do Tintin, em 749 fascículos? Quer números atrasados da "Jacto" ou da "Camarada" (O melhor jornal para rapazes)? E que tal recordar o "Cavaleiro Andante", o "Spirou", a "O Mosquito" ou a "Flecha 2000"? E álbuns actuais ou antigos? Vá lá que tem tudo!

Aliás, a loja funciona quase como um museu. É um prazer passear os olhos por incontáveis referências do passado bedeófilo português. E também há, por lá, algumas pérolas, como, por exemplo, edições do "Petit Vingtiéme". Além do mais, o proprietário é uma simpatia e dá todas as explicações possíveis e imaginárias.

Dupont / O Vilacondense, 2005

(curiosamente o texto foi retirado de um blog onde os comentários eram assinados por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock e que durou entre Outubro de 2003 e abril de 2006)

Timtim Por Timtim

Loja de Coleccionismo

RUA GENERAL SILVEIRA 37/39

4050-588 PORTO

(Paralela à Rua de Cedofeita e também Mártires da Liberdade, a 100 mts do Centro Comercial Lumiére, e em frente à Livraria Alfarrabista Académica)

Diversa Banda Desenhada, desde números soltos de coleccões como Cavaleiro Andante, Mosquito, Diabrete, Mundo de Aventuras, Tintin, Spirou, Jornal do Cuto, etc, até colecções completas!

Também dispõe de razoável stock de álbuns das extintas editoras Ibis e Bertrand.

Também vai encontrar aqui cadernetas e cromos soltos de coleccões há muito desaparecidas. Como complemento dos livros de BD ainda pode encontrar-se livros das colecções Vampiro, Argonauta, Xis, Minerva, Escaravelho, Marabu (Bob Morane) etc.

E se é coleccionador de banda desenhada franco belga só aqui é que vai encontrar coleccões completas e números soltos dos semanários Tintin belga (desde 1946), Tintin Francês (1948), Spirou Belga, Pilote, etc, etc.

Ainda oferece aos seus clientes bonecos, jogos, brinquedos relacionados com o universo dos heróis de Banda Desenhada.

Não deixe de visitar este espaço lúdico. Se não tem possibilidades de se deslocar ao Porto pode contactar via email ou telefone.

INFORMAÇÃO EXISTENTE NA ANTIGA PÁGINA DO SAPO (x)

Aos 22 de Maio de 2004 abriu no Porto, uma livraria dedicada exclusivamente à comercialização de BD antiga. Situou-se então num centro comercial, para os lados do Marquês. Os visitantes vinham especialmente orientados dos sites da especialidade, pelo que muito há a agradecer ao mentor do site BDPORTUGAL.INFO, Sr. José Oliveira.

Já este ano [2005?] mudamos de residência. Agora estamos ao lado de conhecidos alfarrabistas, e somos bastante notados pela nossa actividade. Nas novas instalações, estão à disposição de quem nos visita, mais de 5000 (!) álbums portugueses e estrangeiros. dezenas de milhares de revistas antigas desde o saudoso Tintin até ao Mosquito, passando pelo Cavaleiro Andante e respectivos associados, Camarada, Titã, Mundo de Aventuras, etc. etc. Ainda e também milhares de revistas estrangeiras como o Tintin belga e francês, Bodoi, Pilote, Spirou, A Suivre, Vecu, Pavillon Rouge etc.

Mas nem só BD se pode encontrar nas n/ instalações. Revistas sobre Futebol e outros desportos, Cinema e Espectáculo(s) em Geral, Cadernetas de Cromos, Jogos e brinquedos relacionados com o fabuloso mundo da BD.

timtimtim.no.sapo.pt (arquivo.pt)



Desenho de RL (2023)




https://oportocool.wordpress.com/2007/11/18/timtim-por-timtim/

Outros posts deste blog relacionados com a loja:

https://tintinemportugal.blogspot.com/2011/11/porto-livraria-que-guarda-as-aventuras.html

https://tintinemportugal.blogspot.com/2015/01/86-anos-de-tintin-tintin-nao-e-so.html

https://tintinemportugal.blogspot.com/2019/06/ate-aqui-podiamos-encontrar-livraria.html

http://tintinemportugal.blogspot.com/2020/05/aniversario-de-herge-e-da-livraria.html

https://tintinemportugal.blogspot.com/2019/01/90-anos-do-tintin.html

http://portogoesvintage.blogspot.com/2014/02/timtimportimtim.html#more

Chama-se Tintim por Tintim, «como no bom português», admite Alberto Gonçalves, o fundador daquela nova embaixada da banda desenhada franco-belga e da livraria alfarrabista que há mais de 10 anos atrai colecionadores, fãs e meros curiosos à Rua da Conceição. Essa tem de nome Timtim por Timtim, desde logo a marcar a diferença da casa-mãe ... (Evasões/JN) (04/2019)

+

Timtim por Timtim - Novas instalações

A partir de 12/02/2005 passamos a estar abertos todo o dia em novas instalações, a saber:

TIMTIM POR TIMTIM LOJA DE COLECCIONISMO

RUA GENERAL SILVEIRA 37/39

4050-588 PORTO

(Paralela à Rua de Cedofeita e também Mártires da Liberdade, a 100 mts do Centro Comercial Lumiere, e em frente à Livraria Alfarrabista Académica)

Com o seguinte horário:

Segunda a Sexta Feira : 10H às 12H30 e 14H0 às 20 H

Sábado : 10H às 13H e 15H às 18H30

Aguardamos a sua visita.

Alberto Gonçalves

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Timtimportimtim é uma loja de coleccionismo, especializada em BD, aqui mesmo ao pé do Torreão, na Rua Coronel Silveira. Vivem lá muitos heróis e difícil é escolher quais os que queremos que connosco regressem a casa. Há edições portuguesas, naturalmente, mas também noutras línguas. É a oportunidade para repormos 'aquele' número ou exemplar que perdemos, emprestámos (foi assim que aprendemos) ou deixámos no jardim em dia de chuva, mas cuja falta sempre lamentamos.

Depois... bem, como no caso das bonecas, sempre há para os mais tímidos uma desculpa para comprar sem o constrangimento da idade: "é para a colecção".

Compras alternativas, 12/10/2006


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