sábado, 6 de fevereiro de 2021
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
Nuno Markl e a Rádio Voz de Benfica
Nuno Markl, Facebook, 9 de Setembro de 2016
sábado, 16 de janeiro de 2021
Leilão de desenho de Tintin atinge valor recorde de 2,6 milhões de euros
Desenho original do belga Hergé, feito em 1936 para a capa da obra O Lótus Azul, supera um recorde mundial de um leilão de uma obra de banda desenhada, que pertencia ao próprio Hergé.
domingo, 10 de janeiro de 2021
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
terça-feira, 22 de dezembro de 2020
Espólio de Hergé e as visões de Dante segundo Botticelli na Gulbenkian em 2021
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A partir de 7 de Outubro, e até 10 de Janeiro de 2022, pode ser visitada na Galeria Principal a exposição “Hergé”, apresentada pela primeira vez no Grand Palais, em Paris.
Esta exposição reúne uma importante selecção de documentos, desenhos originais e várias obras criadas pelo autor de Tintin.
“Organizada em colaboração com o Museu Hergé de Louvain-la-Neuve, a mostra revela as múltiplas facetas de uma personalidade artística de referência, da ilustração à banda desenhada, passando pela publicidade, imprensa, desenho de moda e artes plásticas”, explicita a Gulbenkian, destacando que esta é “uma oportunidade única de descobrir os tesouros dos estúdios Hergé: pranchas originais, pinturas, fotografias e documentos de arquivo”.
Lusa
sábado, 19 de dezembro de 2020
Tintin na Juvebêdê
A revista Juvebêdê de Outubro de 2019 publicou um destaque ao álbum duplo das aventuras lunares de Tintin, editado pela ASA, comemorando os 50 anos do primeiro homem na Lua.
domingo, 6 de dezembro de 2020
Prendas de Natal 2020
Segue, por conseguinte, um combinado de sugestões devidamente ajustado à época, a de 2020. E não se fala mais nisso, no pasa nada.
Também não se passa nada, nada de nada, em As Jóias da Castafiore, a deliciosa -- de todas, talvez a mais deliciosa -- banda desenhada de Hergé. Ao contrário das outras aventuras de Tintim, trepidantes de viagens e vilões, nesta ninguém vai a lado algum, nem acontece coisa alguma. Ou acontece tudo, um tudo que é nada e um nada que é tudo, num delirante novelo de peripécias e mal-entendidos em que toda a gente se agita sem sair do sítio, o castelo de Moulinsart.
Ora esta comédia imóvel, a anti-aventura em huis clos a que até um filósofo famoso consagrou um extenso artigo em torno da impossível comunicação entre os seres humanos, é também uma engenhosa brincadeira inspirada no enredo de La Gazza Ladra (A Pega Ladra), uma ópera de G. Rossini que, essa, não é considerada nem cómica, nem séria, mas sim… “semi-séria”. E chamar a algo “semi-sério” é já por si mesmo, convenhamos, um nadinha cómico.
O que Hergé talvez desconhecesse – mas o acaso faz bem as coisas, como se sabe -- é a pequena história por detrás da própria criação da Gazza Ladra. Consta que o diretor do Scala de Milão, conhecendo como conhecia a incontível alegria de viver de Rossini e temendo não ter a ópera pronta a tempo da estreia, confinou o pobre compositor no quarto. Gioachinno não tinha o direito de sair e atirava as partituras da Abertura pela janela para serem distribuídas pelos músicos da orquestra.
Custa a crer que um tema que tanto nos induz a contemplar o teatro do mundo em modo divertido, a banda sonora que o transfigura, tenha sido composto nestas condições. É fazer a experiência logo na dita Abertura, a partir do minuto 4’20’’.
E as Jóias da Castafiore? Ah... nem tudo o que reluz é ouro. Mas que interessa isso à pega? Só mesmo a Castafiore, o Rouxinol Milanês, é que se aflige -- e nós com ela, mais os castiçais que ela estilhaça nos agudos ao cantar a “Ária das Jóias”, da ópera Fausto, de C. Gounod. Haverá alguém que tenha lido a banda desenhada e não tenha ardido de curiosidade de saber a que soava “AAAAAh je ris, de me voir si belle en ce miroir….”. Soa assim, a partir do minuto 2’20’’, na voz grande de Anna Netrebko.
Boas compras, como dizem no supermercado.
Manuela Ivone Cunha
in Blogue Malomil









