
quadradinhos correspondentes às edições de 1937 (p/b) e 1943 (cores)
Com A Ilha Negra começamos uma nova colecção: "As Aventuras de Tintim". Tintim, um dos heróis mais famosos de toda as história dos «livros aos quadradinhos», passeia-se no campo com o seu cão Milou... e vê aterrar um pequeno avião com problemas mecânicos. (...)
Lançamento em Portugal das Aventuras de Tintim.
Ano de 1988.
A Ilha Negra em português
Pela primeira vez em Portugal, vamos ter acesso às aventuras de «Tintin» (em álbum), numa publicação levada a cabo por uma editora portuguesa, neste caso a Editorial Verbo.
Temos tido acesso às aventuras desta personagem, desde os seus primórdios em 1936, em «O Papagaio», passando pelo «Diabrete», «Cavaleiro Andante», «Foguetão», «Zorro» e «Tintin». Em álbum foram só vendidos em Portugal (além das várias edições da Casterman / França). Os volumes publicados pela Record (editora brasileira), que possuía os direitos para a língua portuguesa.
Esta edição histórica, inicia-se pela obra «A Ilha Negra», uma das histórias de «Tintin», da qual Hergé se tinha já ocupado da sua terceira versão. É também a sétima história desta personagem, a primeira é «Tintin au Pays des Soviets» que nunca foi redesenhada (existindo só na sua versão a preto e branco), a segunda tem por título «Tintin no Congo» e a seguinte «Tintin na América». Temos ainda: «Les Cigares du Pharaon», «Le Lotus Blue» e «L'Oreille Casée».
O próximo volume tem por título «O Ceptro de Ottokar».
Carlos Gonçalves, CORREIO da Banda Desenhada, 08/09/1988
O Ceptro de Ottokar
Já que falámos anteriormente na Editorial Verbo, por que não apresentar uma das suas últimas edições, precisamente «O Ceptro de Ottokar», a 8.ª aventura de «Tintin», da autoria de Hergé.
Não poderemos ficar insensíveis a esta manifestação de interesse por uma editora portuguesa, na publicação dos trabalhos de Hergé e da sua mais célebre personagem, já com mais de 80 milhões de álbuns editados em todo o mundo. Não tínhamos tido acesso ainda aos trabalhos de Hergé e da sua figura «Tintin» (em álbum), numa tradução e legendagem portuguesas. Infelizmente esta é mecânica (o que prejudica sobremaneira o trabalho. Afinal temos em Portugal excelentes letristas. Por que razão usar-se um processo, que não dignifica em nada os traços de Hergé?). Temos a Catarina Labey, Bento das Neves, Zulmira Perdigão, José Manuel Nelo Nunes, João Carlos Cruz, Mário Correia, etc.
«O Ceptro de Ottokar» é um trabalho de grande interesse de Hergé, que quando adaptado a álbum, viria a sofrer só pequenas alterações do seu autor. É, pois, uma excelente obra.
Aqui Hergé aproveita o facto da Alemanha tentar anexar a Áustria (antes da Segunda Guerra Mundial), para incluir uma personagem sua, com o nome de «Müsstler» (Mussolini e Hitler).
Carlos Gonçalves, CORREIO da Banda Desenhada nº 424 (8.º Ano),

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