A NOSSA CAPA
Trata-se de uma adaptação nossa da capa do número 290 da revista "O Papagaio", já que as ampliações das vinhetas não ficam muito perfeitas
EDITORIAL
Este número do Boletim do Clube Português de Banda Desenhada, apresenta-se com a segunda e última parte da história "A Volta ao Mundo numa Banheira", da autoria de Júlio Resende.
Como indicámos no Editorial do último número deste Fanzine, esta história seria recuperada e editada por este meio, a pedido de Fernando Burguete, que afinal acabaria por não ver concretizada esta sua solicitação. Nós só aceitámos esta "missão", por ter vindo de onde veio, pois sabíamos à partida, que iria ser difícil fazer um bom trabalho com esta aventura. Trata-se de um trabalho criado com muitas cores, muitas delas muito escuras e com uma impressão bastante fraca. Tirar fotocópias dessas páginas, que por sua vez, iriam ser fotocopiadas, só um milagre as tornaria aceitáveis. De qualquer dos modos não queremos deixar de dar os parabéns, a quem fotocopiou o Boletim anterior que, mesmo assim, não envergonha ninguém. Gostaríamos de tornar possível uma melhor edição, mas na verdade a falta de tempo e as dificuldades técnicas para tal, limitaram-nos bastante nessa tarefa. Assim, as nossas desculpas, com a certeza que tentámos fazer o nosso melhor.
Págs.2 e 5 – “O Papagaio” por Carlos Gonçalves
Pag.3 – Morreu o Fernando Burguete! Por Carlos Gonçalves
Pág. 4 – História Humorística por Júlio Resende
Págs. 6 a 28 – “A Volta ao Mundo Numa Banheira!” de Júlio Resende – 2ª. Parte
O PAPAGAIO
“O Papagaio” seria uma das revistas de Banda Desenhada infantis, à qual a maior parte dos coleccionadores mais antigos, pouco ligariam, até a conhecerem melhor. Primeiro porque as Histórias aos Quadradinhos que apresentava eram fracas (normalmente os seus autores eram jovens) e a qualidade do papel de fraca apresentação, também pouco ajudava. Tal situação viria a sofrer alterações, quando os coleccionadores se aperceberam que nas páginas de “O Papagaio” tinham sido publicadas as aventuras originais (sem cortes), de “Tin-Tin”. Tal verificou-se dos nºs.53 (16/04/1936) até ao 540 (16/08/1945).
Pensamos que a longevidade desta revista se deveu a essa situação, bem como ao vasto número de assinaturas de leitores que possuía.
Esta teve também a particularidade de lançar nas suas páginas, uma série de desenhadores portugueses jovens, que ali dariam os seus primeiros passos na arte de desenhar, antes de optarem por outras actividades. Recordamos: Sérgio Luis e Guy Manuel (dois irmão, infelizmente desaparecidos ainda muito jovens), Meco (que se dedicaria aos vitrais e ao artesanato, mais tarde), Júlio Resende (que escolheria a pintura), José Viana (que optaria pelo Teatro), Ruy Manso (que se entregaria à Publicidade), Rudy (que executaria cenários e guarda-roupa para o Teatro), etc..
Outros continuariam na 9ª. arte, como José Ruy, que publicaria trabalhos seus nos últimos números desta revista.
“O Papagaio” também acolheria nas suas páginas, algumas experiências de jovens leitores na Banda Desenhada, nas suas páginas.
(...)
Carlos Gonçalves, Boletim do CPBD nº 103
NB: Mais uma razão para destacar o excelente trabalho executado por Manuel Caldas nas edições que publicou já neste século.



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