domingo, 25 de maio de 2014

Prancha de Tintin vendida por 2,5 milhões de euros

Uma prancha de Tintin, desenhada por Hergé em 1937, foi vendida hoje em Paris por 2,519 milhões de euros, no que é um novo recorde mundial para uma obra de banda desenhada, disse à AFP a leiloeira Artcurial.

Com um valor estimado inicial entre os 700 mil e os 900 mil euros, este lote número 1 de uma venda dedicada à banda desenhada é uma página dupla realizada em tinta da China para vir a ser utilizada como verso de capa e de contracapa dos álbuns publicados entre 1937 e 1958.
O recorde anterior pertencia também ao mais famoso personagem criado pelo belga Hergé: uma capa de "Tintin en Amerique", desenhada em 1932, que foi vendida a um "tintinófilo" por 1,3 milhões de euros em Junho de 2012, também através da leiloeira Artcurial.

In Lusa






domingo, 6 de abril de 2014

Capa original de Tintin vendida por 289 mil euros

Trata-se de um desenho de Hergé, datado de 1960, e cujo valor de licitação era de 150 mil euros, num leilão em que foram vendidos 361 lotes de banda desenhada e que renderam no total quase quatro milhões de euros

A capa original do álbum “Tintim no Tibete” desenhada por Hergé foi vendida hoje em leilão em Paris por 289.500 euros, um preço recorde para um desenho a lápis do criador belga, indicou a leiloeira Christie’s.

Trata-se de um desenho de Hergé, datado de 1960, e cujo valor de licitação era de 150 mil euros, num leilão em que foram vendidos 361 lotes de banda desenhada e que renderam no total quase quatro milhões de euros.

Um porta-voz da Christie’s disse à agência EFE que foi atingido o valor mais elevado de sempre num leilão de banda desenhada, em França.

O segundo lote mais elevado, que atingiu os 193 mil euros, foi a capa original do livro “O Adivinho” da série Astérix e Obélix, desenhada por Albert Uderzo em 1972 e que foi licitada por 150 mil euros.

Uma prancha original de Uderzo do álbum “Astérix na Córsega”, de 1973, foi vendida por 145 mil euros, tendo sido avaliada em 110 mil euros antes do leilão.

Uma outra capa original de “Spirou e Fantasio” de André Franquin, de 1976, foi vendida por 157 mil euros, duplicando o valor da licitação que começou nos 70 mil euros.

Trabalhos originais de mais de uma centena de autores de banda desenhada foram vendidos no leilão que decorreu na capital francesa, entre os quais Moebius, Will, Enki Bilal, Hugo Pratt, Grzegorz Rosinski e Juan Giménez.

In Lusa

domingo, 16 de março de 2014

Os 85 anos do Tintin no CNBDI - Reportagem fotográfica

Como foi referido neste blog uma tertúlia no CNBDI comemorando-se os 85 anos de Tintin. O blogue Kuentro 2 publica uma reportagem fotográfica com fotos de Cristina Amaral.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Heróis de Papel, Tintin 85 anos


Os 85 anos do aparecimento da personagem de banda desenhada Tintin, criada pelo autor belga Hergé, vão ser assinalados na quinta-feira, numa tertúlia organizada na Amadora pelo Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI).

Na tertúlia "Às quintas falamos de BD" estarão António Monteiro, do grupo Amigos de Hergé Portugueses, e o autor de banda desenhada João Mascarenhas.

O encontro abordará "este herói de papel e a sua estreita relação com Portugal e a revista `O Papagaio`, onde as aventuras de Tintin foram pela primeira vez publicadas, em 1936, escritas numa outra língua, que não o francês, e apresentadas a cores", refere o CNBDI.

Tintin, o famoso repórter que protagonizou centenas de páginas de aventuras de banda desenhada, surgiu a 10 de janeiro de 1929 no suplemento juvenil "Le Petit Vingtième".

Acompanhado pelo fox terrier Milu, Tintin é considerado uma das mais populares personagens de banda desenhada, criada pelo belga George Remi (Hergé), tendo sido apresentado como um jovem jornalista do Petit Vingtième, enviado à antiga União Soviética, onde se envolve em várias cenas de pancadaria.

A partir daí, Hergé colocou Tintin em aventuras no Oriente, no oeste americano, no mar, em terra e no espaço - numa ida à Lua-, mas nunca teve uma história em Portugal.

Foi, no entanto, uma revista portuguesa "O Papagaio" que primeiro "internacionalizou" os relatos das viagens do jovem repórter, em 1936.

Antes de existirem as traduções para inglês ou neerlandês, fica para a história a edição em português, quando a carismática banda desenhada só tinha passado fronteiras para a França e para a Suíça, mantendo sempre o francês como língua.

À primeira tradução de Tintin a nível mundial junta-se outro marco histórico para "O Papagaio": é nas suas páginas que os desenhos de Hergé são apresentados pela primeira vez a cores, o que até nem desagradou ao autor, quando recebeu as revistas portuguesas.

Hergé correspondia-se com alguma frequência com o padre Abel Varzim - o responsável pela compra dos direitos de Tintin para Portugal - e confessou ter ficado "encantado" por ver os desenhos a cores, apenas criticando a paginação, remontada.

Dizia que não respeitava o original e por isso alterava o efeito de "suspense". "Os desenhos são concebidos como num folhetim, para terminar em cada semana com um desenho palpitante, para melhor manter o leitor interessado", explicava.

Adolfo Simões Müller, então director de "O Papagaio", não escondia o seu entusiasmo pelo trabalho de Hergé e assegurou, na sua saída da revista, levar as histórias de Tintin para outras publicações que depois dirigiu: "Diabrete", "Cavaleiro Andante", "Foguetão", "Zorro".

A edição das aventuras de Tintin em álbum só começou em Portugal em 1988 pela Verbo... 52 anos depois de "O Papagaio".

Hergé morreu em 1983, aos 76 anos, deixando incompleto "Tintin e Alpha-Art", mas em todo o mundo, os mais de vinte álbuns que desenhou foram traduzidos em 77 línguas e venderam mais de 230 milhões de exemplares em todo o mundo.

As 24 aventuras de banda desenhada de Tintin foram reeditadas posteriormente pela ASA. 

Lusa, 26/02/2014

Apesar de nunca mais ter protagonizado qualquer episódio, Tintin continua a ser um dos heróis de BD que mais interesse desperta na área dos bedéfilos veteranos.

Daí que se sucedam, com frequência, debates e colóquios centrados no herói criado em 1929 por Hergé.

Assim vai acontecer amanhã, dia 27, em mais uma tertúlia chamada "Às Quintas Falamos de BD", que decorre mensalmente, à 5ª feira como é óbvio, no CNBDI - Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, na Amadora. Costuma ser um palestrante, desta vez será uma mesa redonda participada por dois interessados no herói da poupa, António Monteiro e João Mascarenhas.

O primeiro, professor universitário, e elemento do grupo "Amigos de Hergé Portugueses", é um profundo conhecedor de toda a obra de Hergé; o segundo, engenheiro e autor de BD nas horas vagas - criador, como é do conhecimento de todos os bedéfilos portugueses, da personagem "O Menino Triste" -, mas também coleccionador de todo o merchandising que tenha a ver com o episódio "Tintin na Lua", de que possui vasto acervo de peças tridimensionais, documentação e iconografia, que cedeu para uma exposição no CNBDI.


Para este encontro será ainda preparada uma pequena mostra sobre Tintin na Lua, com peças tridimensionais (bonecos e jogos), documentação (livros e revistas) e iconografia (cartazes e ilustrações) dos anos 40 à atualidade, com material gentilmente cedido pelo autor João Mascarenhas.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Às Quintas Falamos de BD - 85 anos de Tintin

No próximo dia 27 de Fevereiro, às 21h00, realiza-se mais um encontro Às Quintas Falamos de BD, desta vez para comemorar os 85 anos de Tintin.

Na primeira tertúlia do ano, a palavra é dada a António Monteiro, do grupo “Amigos de Hergé Portugueses”, e a João Mascarenhas, autor de BD, Para encetarem a conversa em torno deste herói de papel e da sua estreita relação com Portugal e a revista Papagaio, onde as aventuras de Tintin foram pela primeira vez, em 1936, escritas numa outra língua, que não o francês, e apresentadas a cores.

Para este encontro será ainda preparada uma pequena mostra sobre Tintin na Lua, com peças tridimensionais (bonecos e jogos), documentação (livros e revistas) e iconografia (cartazes e ilustrações) dos anos 40 à actualidade, com material gentilmente cedido pelo autor João Mascarenhas.