terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
75 anos de publicação do Tintin (1936-2011)
E não esqueçam que 2011 é o ano de pelo menos dois grandes acontecimentos na edição da BD em Portugal: 75 anos de publicação do Tintin e 50 anos de publicação de Astérix.
E eu acho sempre, quando se fala de BD em Portugal, que devemos muito a um grande autor de "obras para a infância" que se chamava Adolfo Simões Muller e que esteve ligado a publicações como o Papagaio, Diabrete, Foguetão...
É evidente que há outros, mas eu acho, sinceramente, que esse foi o "grande começo".
Portugal o primeiro país a publicar (no mundo, entenda-se) o Tintin a cores? Fantástico! Portugal o primeiro país não francófono a publicar o Astérix? Fantástico. Porque, recorde-se, na altura nenhuma destas séries tinha "projecção" nem as tiragens que viriam a conhecer mais tarde.
...Mas isso é (será) uma outra história.
Abraços,
Maria José M. Pereira, 11/01/2011
E aqui têm as novidades da ASA previstas para Fevereiro:
Tintin - As 7 Bolas de Cristal
Tintin - O Templo do Sol
Tintin - No País do Ouro Negro
Em Abril Maio - Por essa altura deve sair mais um tomo do (...), alguma coisa do Tintin (que em Abril faz 75 anos de publicação em Portugal), alguma coisa do Astérix (que em Maio faz 50 anos de edição em Portugal)...
O Papagaio - 1936
O Foguetão - 1961
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Tintin no jornal Público
Os pastiches referem-se aos episódios de lunares de Tintin, sendo um a reprodução da capa do álbum «Rumo à Lua».
O suplemento nas novidades cinematográficas para 2011 traz um artigo sobre o próximo filme de Tintin do realizador Steven Spielberg. Ficamos a saber que o filme será estreado em Portugal em 27 de Outubro deste ano.
sábado, 11 de dezembro de 2010
O alter-ego de Tintin
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Morreu Palle Huld, que inspirou a personagem Tintin (1912-2010)
Em 1928, venceu uma competição organizada por um jornal destinada a escolher um adolescente para viajar pelo mundo como repórter. Aos 16 anos, viajou pelos EUA, Japão, Sibéria e Alemanha, em apenas 44 dias. A aventura tornou-o famoso, tendo sido recebido por 22 mil pessoas no seu retorno à Dinamarca.
Segundo uma das muitas teorias acerca de Tintim, Georges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé, soube da sua história e criou a personagem à imagem e semelhança do adolescente Huld.
O ator dinamarquês foi membro da companhia de teatro real da Dinamarca e apareceu em 40 filmes realizados no seu país, entre 1933 e 2000. Estava afastado há muitos anos do cinema. As causas da morte não foram divulgadas.
In Expresso
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Tintin no Diário de Notícias
A única das dez línguas mais faladas no mundo que ainda não tinha uma versão das aventuras de Tintin dispõe já dos primeiros oito álbuns. Ao todo, as histórias do famoso repórter belga estão traduzidas em mais de 80 línguas e já foram vendidos mais de 230 milhões de exemplares.
As aventuras do mais famoso repórter belga acabam de ser traduzidas em hindi, o idioma mais falado na Índia, estimando-se em cerca de 565 milhões os novos potenciais leitores. Este é mais um passo de gigante para o reconhecimento universal de Tintin, personagem de banda desenhada criada em Janeiro de 1929 pelo belga Hergé e que a partir de agora passa a estar disponível na segunda língua mais falada do mundo. De entre os dez idiomas mais utilizados este era mesmo o único que faltava a este herói que tem acompanhado várias gerações desde os anos 30 do século XX. Segundo o site oficial da editora que detém os direitos de publicação dos 24 álbuns criados por Hergé, são mais de 80 as línguas em que estão traduzidas as deambulações de Tintin pelo mundo, e as vendas já ultrapassaram os 230 milhões de exemplares.
E se Portugal foi o primeiro país não francófono a publicar as aventuras de Tintin, na revista Papagaio, em Abril de 1936, desde 1952 que os principais idiomas contam as atribuladas histórias do famoso repórter.
Os primeiros oito álbuns da versão em hindi já chegaram às livrarias da Índia e são uma grande vitória para Ajay Mago, editor da versão hindi e presidente da Om Books International. Segundo explicou à France Press, é o culminar de um processo que se arrastou durante cinco anos. As negociações com a Casterman começaram em 2005 "e só no início de 2008 é que aceitaram", revelou. Os mais de 560 milhões de potenciais leitores foram, certamente, um argumento de peso. Mas a editora francesa fez questão de não trair a versão original e foram precisas três traduções para que Ajay Mago conseguisse luz verde para avançar com a publicação de 12 das 24 histórias de Tintin. Os primeiros oito álbuns já foram colocados à venda, devendo os restantes quatro chegar ao mercado em 2011, ano que ficará marcado pela estreia no cinema de O Segredo do Licorne, com realização de Steven Spielberg (ver texto na página ao lado). De entre as três viagens pela Índia de Tintin - O Lótus Azul, Os Charutos do Faraó e Tintin no Tibete -, apenas as duas primeiras estão para já disponíveis.
"Com mil milhões de macacos!", em português a expressão favorita do Capitão Haddock, "foi o mais difícil de traduzir", explicou Ajay Mago, um apaixonado pelas aventuras de Tintin e ele próprio tradutor dos álbuns. "As grandes diferenças culturais, sociais, de linguagem e de sensibilidades" foram as maiores dificuldades com que se deparou. "As piadas praticamente não podem ser traduzidas. E se algumas frases ou referências podem ser facilmente entendidas na Europa, na sua grande maioria são desconhecidas dos leitores de hindi", adiantou. Sem alterar a narrativa básica, Mago teve de recorrer a piadas ou expressões similares, sempre que possível em hindi, para facilitar a compreensão dos leitores indianos", relatou. Os nomes das personagens também sofreram alterações. Por exemplo, para chamar o seu fiel ajudante, Tintin não chamará Milu mas sim Natkhat e a dupla de detectives Dupond e Dupont ficarão conhecidos como Santu e Bantu.
Mas se é impressionante o facto de as histórias de Tintin estarem traduzidas nas línguas mais faladas do mundo, não é menos impressionante o facto de algumas das aventuras, inicialmente publicadas no suplemento juvenil Le Petit Vingtième, do diário católico belga Le Vingtième Siècle, onde Hergé era chefe de redacção, estarem traduzidas em vários dialectos. Desde o galego ao galês, passando até pelo criolo das Ilhas Maurícias, e até pelo latim e pelo esperanto.
É em finais de Outubro de 2011 que se começa a estrear na Europa Tintin e o Segredo do Licorne, de Steven Spielberg, que será também o primeiro filme rodado em digital, pela técnica de motion capture e em 3D pelo autor de Tubarão e A Guerra dos Mundos. O argumento aglutina as histórias de três álbuns do herói de Hergé, O Caranguejo das Tenazes de Ouro, O Segredo do Licorne e O Tesouro de Rackham o Vermelho. Peter Jackson, que em princípio realizará um segundo filme das aventuras de Tintin, fornece os efeitos especiais através da sua companhia Weta Digital e é co-produtor, juntamente com Spielberg e Melissa Mathison. Esta ainda prevista uma terceira fita, assinada ou de novo por Steven Spielberg, ou rodada em parceria por este e por Jackson. Os britânicos Jamie Bell e Andy Serkis interpretam, respectivamente, Tintin e o Capitão Haddock. Recorde-se que esta não é a primeira vez que Tintin é adaptado ao cinema com actores de carne e osso (mesmo que digitalizados, como é o caso destes filmes). Em 1961 e 1964, o belga Jean-Pierre Talbot interpretou o herói de Hergé, nos filmes As Aventuras de Tintin e O Mistério das Laranjas Azuis, que tiveram direito a álbuns fotográficos.
Os Charutos do Faraó (1934), O Lótus Azul (1934) e Tintin no Tibete (1960) são três das missões do enviado especial Tintin que passaram por terras indianas. Na primeira aventura, Tintin surge a bordo de um cruzeiro rumo ao extremo oriente. A bordo encontra um egiptólogo extravagante, Philémon Siclone, que está à procura do túmulo do faraó Kih-Oskh. Após variadíssimas peripécias, e com Dupont e Dupond sempre no seu encalce, acaba por chegar à Índia, onde ataca o tráfico de ópio, desmantelando uma organização de traficantes. E é precisamente na Índia que se inicia a acção de O Lótus Azul, quando Tintin se encontra no palácio do seu amigo, o marajá de Rawhajpoutalah. Aí é contactado por um mensageiro chinês e o desenrolar da história passa-se na China, onde o repórter só consegue levar a bom termo a sua missão graças à ajuda do jovem chinês Tchang.
E é precisamente o seu esforço para ajudar este amigo o tema central de Tintin no Tibete. Em férias numa estação alpina, Tintim lê num jornal que um avião caiu no Nepal e sonha com Tchang pedindo socorro. Após descobrir que o amigo se encontrava de facto no avião, Tintin parte à sua procura, acompanhado pelo Capitão Haddock.
In DN
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Roubo em Sintra
A carta de Oliveira da Figueira chegara a Moulinsart misteriosa e enigmática. O amigo português de Tintin pedia ao repórter belga que viesse a Portugal investigar o misterioso roubo de um valioso rubi na Quinta da Piedade em Sintra, requeria-se discrição e celeridade.
Chegados a Sintra, Tintin, Milú e o capitão Haddock instalaram-se em casa de Oliveira da Figueira no Largo do Vítor, Milú logo ladrando atrás de Sissi, a gata siamesa que pachorrenta dormitava na soleira da casa.
- Pois ainda bem que veio, meu caro. A minha amiga, a marquesa do Louriçal está muito preocupada, pois o rubi é valiosíssimo, veio para Portugal pelas mãos de um seu familiar que aqui se instalou no tempo de Junot, há duzentos anos. Mas ela é muito avessa à imprensa e deseja discrição. E lembrei-me de si!
- Compreendo. Podemos começar por visitar o local então!.
- Havemos de encontrar os iconoclastas, com mil milhões de macacos!-rugiu estimulado o capitão Haddock, mirando um quadro de Burnett na parede.
No dia seguinte, serra acima lá foram até à Quinta da Piedade pela estrada de Monserrate no jipe cheio de tralha de Oliveira da Figueira, agora negociante de antiguidades orientais, deixara-se de viagens pelo mundo.
A Quinta, rodeada de frondosas árvores, era um pequeno paraíso, vista deslumbrante, a Pena em fundo.O rubi desaparecera de um cofre de parede atrás dum retrato de Napoleão. Nem sinais de arrombamento, tinha sido aberto por quem conhecia a combinação. Na biblioteca, a marquesa num cadeirão, o segundo marido, vinte anos menos, ao lado, contou a história da jóia desaparecida.
- Meus senhores, em 1802, um ladrão de nome Marcel, roubou em Paris, 82 rubis orientais raríssimos, entre eles um com 24 quilates. Em 1807 Marcel foi preso na Bastilha e condenado à morte, mas a troco duma fuga consentida que o salvou da guilhotina deu a um antepassado meu esse rubi, o qual desde então se tem mantido na nossa família-foi contando, a marquesa tinha ascendência francesa e um trisavô fora director da famosa prisão de Paris, o tal a quem Marcel dera o rubi a troco de o deixar escapar.
Tintin pediu para ver a casa, e saber quem a ela tinha acesso.
- Comigo vive o meu marido, René, o mordomo, o Perestrelo, e a cozinheira, a Marília. Mas há dias dei uma recepção, vamos ter um recital aqui em Sintra e fez-se uma homenagem à famosa cantora lírica Castafiore - recordou, o marido em pé ofereceu whisky, só Haddock aceitou.
- Castafiore? A Castafiore está em Portugal? - perguntou surpreso o capitão Haddock
- Sim, está em Seteais, vai actuar nos jardins amanhã á noite, junto com o José Carreras.
Tintin deu uma volta pela quinta. Junto a uma trepadeira, dois vultos agachados pareciam mirar algo.
- Boa tarde! - atirou
Os intrusos, sobressaltados, na pressa de se levantarem chocaram um com o outro. Eram os detectives Dupont e Dupond.
- Vocês aqui? Que fazem estes peripatéticos idiossincráticos aqui? - vociferou o capitão, sempre embirrara com eles e o seu bigodinho retorcido.
- Não se assuste, caro capitão. Estamos a investigar para uma companhia de seguros!- explicou Dupont, tirando o chapéu em cumprimento.
- Sim, há um seguro de cinco milhões de euros, sabia? -logo acrescentou Dupond, seguro de desvendar uma novidade.
- E já descobriram algo? -interrogou Tintin.
- Quase, quase.Vêm esta coisa no chão? - e Dupond, apontou um detrito acastanhado no chão, junto à trepadeira-É o resto dum charuto cubano, um Monte Cristo nº 5, dos puros! -e com um lenço pegou o vestígio, ar ufano, Sherlock Holmes não faria melhor.
Juntos foram ter com a marquesa: se tinha reparado em algum convidado na recepção fumando charuto. Recordava-se efectivamente, um amigo do comendador Berardo fumava, o cheiro intenso recordava-lhe o personagem, um armador grego, pensava, a negócios em Viana do Castelo, ela detestava o cheiro de charuto.
- Mas espere, o meu mordomo, o Perestrelo deve saber o nome, havia uma lista de convidados.
O velho Perestrelo, fleumático, buscou numa gaveta a lista da festa. Grego ou parecido, havia um Giorgios Papadopoulos, de Salónica, um careca de bigode escuro e monóculo no olho direito, lembrava-se de com Berardo discutirem a nova exposição do Tate Modern.
- Monócolo? Grego? Está tudo explicado! – interrompeu Tintin, fazendo luz - O nome não é esse, mas sim Rastapapoulos. É um famoso ladrão internacional, pensava que tinha morrido num naufrágio em Djibuti há 3 anos, foi noticiado na imprensa. Afinal safou-se!
- E onde o poderemos encontrar? - questionou René, interessado.
- Segundo o Berardo, está na Penha Longa, querido, parte esta semana-esclareceu a marquesa, recordada.
Logo se dirigiram para o hotel no carro de Oliveira da Figueira, com sorte ainda o encontrariam.
Lá estava Rastapapoulos, relaxado, bebendo um bloody mary no clube de golfe, sorridente contemplava o green. Vendo-os chegar, reconheceu aquelas figuras familiares de outras peripécias e correu a esconder-se num lavabo. Mas já Tintin lhe atalhava o passo, enquanto o capitão Haddock o imobilizava pelo pescoço numa zona isolada do relvado.
- Alto aí tratante ditirâmbico, esdrúxulo ladrão de jóias! -gritou, enquanto lhe torcia o braço, Dupond e Dupont, na peugada algemaram-no, presa grossa, afinal o falso morto estava vivo e bem vivo.
- Eu não fiz nada! O que me querem? – gritou ofegante, esbracejando
- Confessa onde guardaste o rubi, miserável escatológico! -ameaçou o capitão.
- Que rubi? Apenas vim jogar golfe, não sei de nada!
- O rubi que roubaste em Sintra, confessa!
- Foi o marido da marquesa que me pediu que lhe simulasse um assalto, não o queria vender mas ia dá-lo como roubado para receber o seguro!
Ainda tais palavras não estavam concluídas quando pela esquerda, René, revólver em punho, punha fim à cena.
- Parecia um plano perfeito, mas você é um amador, Rastapapoulos. É pena que nunca se vá saber que estava vivo depois de estar morto. C’ést la vie!
Preparava-se para atirar quando Milú saltando sobre ele o abocanhou na perna, caindo com a dor, soltando um disparo para o ar desgovernado. Logo Tintin e o capitão o imobilizaram enquanto os Dupont seguravam o enraivecido Rastapapoulos.
Presos os ladrões, rubi no cofre, todos no dia seguinte admiravam a Castafiore, rouxinol estridente nos jardins de Seteais, cantando a Norma de Bellini. Todos? Todos não. O capitão Haddock já meio zonzo saboreava um bourbon num salão do Hotel, já a Pena eram dois e os Dupont quatro.
publicado por Fernando Morais Gomes, Café com Adoçante, 24/11/2010
Blogue solitário venceu as tertúlias de café pondo milhões a "comunicar" sem falar e discutir sem argumentar, quando as críticas dispensam a voz sentida e exaltam o teclado solitário, desassossegue-se, pois, pelo meio de um café. Com adoçante.
https://cafecomadocante.blogs.sapo.pt/403.html
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Prancha perdida - Tintin
Tintin regressa em formato reduzido
Preparando a chegada do filme de Steven Spielberg e Peter Jackson inspirado nas aventuras de Tintin, de que começam surgir as primeiras (e não muito entusiasmantes) imagens, as Edições Asa têm vindo a reeditar a mítica série de Hergé, numa nova edição, com nova tradução e um novo formato, mais reduzido, próximo do formato comic book americano, embora respeitando as proporções dos álbuns franco-belgas, mais largos do que as revistas americanas, que nas palavras da responsável de BD da Asa, se pretende mais "apelativo para um público mais novo".
Um regresso que obviamente se saúda, pois não fazia sentido a série não estar disponível em Portugal, tendo em conta a ligação entre Tintin e os leitores portugueses. Uma ligação de mais de 70 anos, pois, embora só no final dos anos 80 tenha sido possível ler álbuns de Tintin escritos no português de Portugal, pois a editora brasileira Record detinha todos os direitos de publicação para a língua portuguesa, Portugal foi o primeiro país não-francófono a publicar as aventuras de Tintin. E isso aconteceu a partir de Abril de 1936 no Papagaio, revista dirigida por Adolfo Simões Muller, onde Tintin apareceu a cores, numa altura em que na própria Bélgica as suas histórias ainda eram publicadas a preto e branco, tornando-se rapidamente num dos símbolos da revista, com participações especiais em outras séries, como o fabuloso Boneco Rebelde, de Sérgio Luíz. Como era hábito na época, o herói da poupa loura foi naturalizado português e assim Tintin, de jovem repórter belga do jornal Petit Vingtiéme passou a repórter português da revista O Papagaio, enquanto o cachorro Milou foi rebaptizado Rom-Rom e o Capitão Hadock ganhou o nome bastante mais português de Capitão Rosa. Do mesmo modo, o álbum Tintin no Congo foi transformado em Tim-Tim em Angola, numa deliciosa versão em que é feita a apologia da colonização portuguesa em Angola.
Além disso, a versão portuguesa da revista “Tintin” publicou as restantes aventuras do repórter criado por Hergé, incluindo a primeira de todas, o datado “Tintin no País dos Sovietes” que ficaria incompleto com o fim da revista, em 1982.
O novo formato, feito a pensar num público mais novo, mais habituado ao formato “comic book”, nem funciona mal, sobretudo porque a “linha clara” de Hergé, aguenta perfeitamente a redução sem perder legibilidade. Pena foi, como salientaram, em sítios diferentes, João P. Boléo e Leonardo De Sá, que se tenha perdido a oportunidade de incluir nesta edição, a prancha “perdida” de “Tintin no País dos Sovietes”, que embora publicada no jornal “Le Petit Vingtième”, não foi incluída nas edições em álbum, apesar de ter sido publicada no 1º volume da série “Archives Hergé”.
JML, "Diário As Beiras", 13/11/2010
O BDjornal #26 JÁ ESTÁ NA RUA!!!
Chamamos a atenção para A Prancha Desaparecida de Tintin, em Tintin no País dos Sovietes, que nunca foi incluída nos álbuns entretanto editados ao longo dos anos (nem mesmo na edição que a Asa acaba de colocar no mercado) e que Leonardo De Sá foi buscar ao primeiro volume dos Archives Hergé, de 1973.
Vale a pena conhecer a história.
52 – TINTIN – E NÃO TINTIM, EDITADO PELAS EDIÇÕES ASA, J. Machado-Dias
53 – A PRANCHA DESAPARECIDA DE TINTIN, Leonardo De Sá
sábado, 6 de novembro de 2010
É assim o Tintin de Spielberg (mais só no Natal de 2011)
O filme deverá chegar às salas a 28 de Dezembro do próximo ano e será o primeiro de uma trilogia que está a ser cozinhada por Spielberg e Peter Jackson, o realizador de "O Senhor dos Anéis". A revista inglesa "Empire" revelou no início desta semana, em exclusivo, as primeiras imagens reais do filme, que tornam mais palpável o que Spielberg quis dizer quando explicou que o seu objectivo era "alcançar uma espécie de hiper-realidade que integrasse a linha clara de Hergé". Não desfigurar o estilo do desenhador belga é, para Spielberg, um ponto de honra: "Assumo-me como garante de que a trilogia que estou a preparar com Peter Jackson será fiel à arte de Hergé".
Filmado em 3D e recorrendo à técnica utilizada por James Cameron em "Avatar", que permite transpor movimentos e expressões faciais de actores para personagens de animação, o "Tintin" de Spielberg vai custar 135 milhões de dólares (quase cem milhões de euros), numa produção que envolve, além da DreamWorks de Spielberg, a Sony e a Paramount. O realizador anunciou este projecto há dois anos, no festival de Cannes, mas a intenção vem de longe. "No funeral de Hergé, em 1983, lembro-me de ter dito à sua viúva, Fanny, que queria muito adaptar as aventuras de Tintin ao grande ecrã, mas que respeitaria a obra do seu marido". Embora a produção esteja a decorrer sob rigoroso segredo e se conheçam poucos detalhes do filme, boa parte do elenco foi já divulgada: o actor britânico Jamie Clegg será Tintin, Andy Serkis, o Gollum de "O Senhor dos Anéis", interpretará o irascível Capitão Haddock, os polícias gémeos Dupond e Dupont ficam a cargo de Simon Pegg e Nick Frost, e Daniel Craig foi escolhido para o papel de Rackham o Vermelho. É certo que Spielberg já levantou um bocadinho o véu, mas o pouco que disse, soando bastante prometedor, dificilmente permitirá formar uma imagem aproximada do que o filme possa vir a ser: "Deve muito não apenas ao 'film noir', mas também a todo o teatro brechtiano", diz o realizador, acrescentando que, "ao mesmo tempo, é uma aventura infernal".
Para abrir esta trilogia, Spielberg e Jackson escolheram uma história que se estende por dois álbuns de Tintin (o 11º e o 12º) originalmente publicados na primeira metade dos anos 40: "O Segredo do Licorne" e "O Tesouro de Rackham o Terrível". E Peter Jackson, que dirigirá o próximo filme, já adiantou que está a pensar adaptar "As Sete Bolas de Cristal". Mas não garante. "Também gosto muito dos que se passam nos Balcãs, como 'O Ceptro de Ottokar', que daria um óptimo thriller".
Luís Miguel Queirós (PÚBLICO)







