quinta-feira, 11 de junho de 2020

As 100 BD do século XX (FIBDA 2004)


Um projecto do FIBDA 2004 elegeu as 100 bandas desenhadas do século XX. As dez mais votadas foram Little Nemo, Krazy Kat, Tintim, Batman, Spirit, Peanuts, Astérix, Blueberry, Corto Maltese e Maus.

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100 Melhores BD do séc. XX

A 15.ª edição do FIBDA decorre a partir de hoje na estação de metro Amadora-Este

Para comemorar o seu 15.º aniversário, o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA), que hoje abre ao grande público e se prolonga até 7 de Novembro, pensou em grande. Não só o espaço do festival surge completamente renovado, situando agora o seu núcleo central no segundo piso da estação de metro Amadora-Este, como foi escolhido como tema e exposição central uma ambiciosa mostra, intitulada 100 BD's do Século XX, que percorrerá as personagens mais marcantes produzidas pela Nona Arte praticamente desde a sua origem.

As expectativas são altas, sobretudo depois de o festival ter sido obrigado a três anos de travessia do deserto, na Escola Intercultural da Venda Nova. Desde que a Fábrica da Cultura fechou as suas portas por falta de condições logísticas, o FIBDA teve de se conformar com um espaço acanhado e dividido em pequenas salas, que comprometia a qualidade das exposições. Além disso, a Escola Intercultural estava mal servida de acessos, transportes públicos e estacionamento, o que provocou um decréscimo relevante de público pagante e o consequente desagrado das editoras, que viram cair significativamente os lucros obtidos no espaço comercial.

Todos estes problemas poderão ser resolvidos com a nova localização, dentro de uma estação de metro e com bastante estacionamento exterior. O FIBDA irá ocupar um espaço de 2500 metros quadrados (pouco menos do que aquele que tinha disponível na Fábrica da Cultura), que irá servir no futuro como galeria comercial. Contudo, tal só deverá acontecer após o crescimento da área que circunda a estação de metro, nomeadamente com o desenvolvimento da Quinta da Falagueira, ainda bastante atrasada. Assim sendo, há fortes probabilidades de o festival se manter no local durante mais alguns anos.

núcleo central. 

Acompanhando este novo impulso logístico, a programação do FIBDA pôs igualmente de pé a sua exposição mais ambiciosa de sempre. 100 BD's do Século XX é o resultado de um vasto inquérito, promovido junto de críticos e investigadores de BD do mundo inteiro (responderam perto de uma centena), e prevê-se que seja realizado um levantamento bastante completo das personagens que marcaram a Nona Arte. Os responsáveis, sem desvendarem totalmente os nomes escolhidos, anunciaram já os dez primeiros classificados: Tintim, Batman, Corto Maltese, Astérix, Maus, Little Nemo, Blueberry, The Spirit, Peanuts e Krazy Kat.

Para além das 100 bandas desenhadas encontradas através do inquérito, os organizadores reservaram-se o direito de introduzir mais dez nomes, para corrigir injustiças geográficas (ou seja, para evitar o absoluto predomínio da BD franco-belga e americana) e incluir três autores portugueses, todos eles escolhidos entre a fornada clássica, o que é uma opção discutível, embora politicamente correcta, tendo em conta a mais-valia de alguma da BD portuguesa actual. Os três autores portugueses que foram incluídos em 100 BD's do Século XX são Eduardo Teixeira Coelho, Fernando Bento e Vítor Péon.

DN, 23/10/2004

 


Inquérito internacional dita as "100 mais" da BD mundial do século XX

Uma lista de 100 séries e outra de 100 autores mais representativos da banda desenhada mundial do século XX foi a forma encontrada pelo Festival Internacional de BD da Amadora para celebrar a mudança do século. A iniciativa foi lançado ainda durante a edição de 2002 daquele certame, mas vicissitudes várias levaram a que ela só se concretizasse este ano. Os resultados do inquérito deram lugar a uma exposição que esteve patente ao público até ontem, no âmbito da décima quinta edição do festival da Amadora.Os responsáveis pelo inquérito, João Paiva Boléo e Luís Salvado, sustentam que o se pretendia era "um conjunto de 100 BD e não as 100 BD", como é referido no catálogo central do festival. O número de respostas recolhidas - por sinal, em número de 100, oriundas de vários países do mundo - permite concluir que aquele objectivo foi atingido: "[Cem votantes] constitui um conjunto indiscutivelmente representativo para permitir ter uma noção da excelência de uma arte".Em defesa desta perspectiva é citada a diversidade geográfica e cultural dos votantes, que são maioritariamente portugueses, franceses e americanos. Esta característica justificaria, assim, algum desequilíbrio final nas citações, com prejuízo da fraca representação de países como a Itália, Espanha, Inglaterra e mesmo a Bélgica. Em contrapartida, 50 por cento das séries são americanas e outros 30 por cento provêm de França e Bélgica. Portugal fica de fora, mas há um número de menções relevante para três autores - Fernando Bento, Eduardo Teixeira Coelho e Stuart Carvalhais. Essa relativa injustiça foi corrigida pelos organizadores ao acrescentarem à lista mais 10 "evocações especiais", onde as séries "Quim e Manecas" (Stuart Carvalhais), "O Caminho do Oriente" (Teixeira Coelho) e "Beau Geste" (Fernando Bento) ombreiam com obras de autores que também ficaram de fora (Osamu Tezuka, Ziraldo, Cosey, Carlos Gimenez, Sergio Toppi, Scott McCloud e Marjane Satrapi).Numa breve análise dos resultados, é realçado o equilíbrio geral entre as diversas tendências e géneros, temáticas e correntes estéticas. Ou seja, os adeptos incondicionais da BD de aventuras ou cómica, dos registos alternativo ou "para adultos", dos super-heróis ou do "western" têm razões para se reconhecerem na lista apurada. A reforçar esta conclusão surgem os resultados da lista de autores, também em número de 100, e que deve ser vista como um complemento da primeira.Apesar disso, há inevitáveis omissões, que Boléo e Salvado não se eximem a mencionar. Num "louvor dos ausentes", citam a série El Eternauta (Alberto Breccia) e o argumentista argentino Carlos Trillo. Mas apontam também o dedo a autores excluídos, como Jules Feiffer, Auclair, Emílio Freixas, Enric Siò, Derib, Cosey, Tillieux, Hermann ou Wiliam Vance.São factos como estes que levam o investigador Leonardo de Sá a não ver "nenhum interesse" num inquérito deste tipo, aberto a um leque demasiado heterogéneo de participantes: "Uma metodologia deste tipo equivale a perguntar ao homem da rua e não a especialistas". Afirmando "não acreditar muito nos 'best of'", o mesmo estudioso sustenta que "teria apesar de tudo mais sentido se a eleição fosse feita unicamente por especialistas, pois são eles quem tem o conhecimento profundo e amplo do que foi a BD do século XX". João Miguel Lameiras, pelo contrário, defende o interesse e utilidade de uma iniciativa desta natureza - na qual, aliás, votou. "As listas são sempre subjectivas e dizem mais sobre quem vota do que outra coisa. A maior utilidade é fornecer alguma informação que nos permite avaliar a popularidade das séries", afirma. Segundo este crítico e divulgador, "um inquérito destes é mais um pretexto para falar de banda desenhada, levando os leitores a conhecer séries e obras que de outra forma nunca leriam". Quanto à ausência de portugueses, ela "era previsível, embora possa ser dolorosa para alguns": "A BD portuguesa não tem peso internacional."

Carlos Pessoa, Ipsilon, 08/11/2004   


Trevi


Quem se lembra o que era antes neste local? Na cave tinha o salão de jogos: bilhares, jogos flipper, matraquilhos, cavalinhos, dominó... em cima serviam-se refeições e no piso intermédio funcionava o café, além de ter um balcão mais ao fundo. À entrada uma mini - tabacaria.

Miguel Francisco Conceição Silva, 11/03/2017

Trevi (3 pisos), o dono era o Sr. Pires que morava ao lado. Em cima funcionava mais como restaurante, com excelentes bitoques à Trevi Ao nível do R/C café com mesas para conversar e também para estudar, lembro-me do Sr. Neves nessa fase. Na cave o salão de jogos com o Sr. Arlindo, com bilhares, flippers, matraquilhos electrónicos e os jogos tradicionais de dominó e de cavalinhos. Boas recordações..

Miguel Francisco Conceição Silva, 18/01/2014

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Corrida espacial 2.0: De novo o grande jogo das potências

Em 1950, quando Georges Remi iniciou a aventura dupla de Tintin Rumo à Lua e Explorando a Lua, o homem que assinava Hergé decidiu situar o cosmódromo na fictícia Sildávia. Conta quem sabe que o guião original, escrito pelo cientista Bernard Heuvelmans e pelo chefe de redacção da revista Tintin Jacques Van Melkebeke, situava a base de lançamento numa localidade fictícia, mas norte-americana.

À época, em caso de opção não ficcional, os Estados Unidos seriam a escolha natural. O rival da guerra fria desenvolvia o seu programa espacial em secretismo - em 1957, o lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik, foi uma surpresa geral. Se o "intrépido repórter" do Le Petit Vingtième e os seus companheiros de aventuras fossem hoje enviados para uma nova aventura espacial que não na Sildávia, o leque de opções seria muito maior. (...)

sexta-feira, 15 de maio de 2020

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https://www.facebook.com/photo/?fbid=10219843765463665&set=a.1596461430541

Rui Sousa

1 de Maio de 2020  · 

#sixfanarts

O João Morais Ribeiro obrigou, coagiu, chantageou cinco amigos maluquinhos da b.d. a trabalharem no 1º de Maio: Ricardo Blanco, Pedro Brito, Osvaldo Medina e Nuno Maldonado Tuna e eu próprio. Seis personagens do mundo da nona arte retratados por cada um dos seis maluquinhos. A minha versão ... Major Fatal, Tintin, Torpedo, Philemon, Sangue Violeta, Vampirela ... 

e assim vai o mundo ...


Espaço Tintin

Este é um sítio que parece maior pela quantidade de mini espaços que conseguiram obter através das diferenças da mobília e da situação em que estão dispostas. Há direita, mal entramos, há um ligeiro degrau de elevação (não sei qual o termo arquitectónico para isto) com 3 ou 4 mesas redondas junto a uma parede recheada de post-its de apreço ao local ou de veneração ao Tintin (tenho de confessar que nunca gostei desta personagem e sempre fui fã fiel e dedicada destes fulanos aqui []). Este é o local que apanha mais luz por estar próximo da janela, tem também uma boa visão para o televisor suspenso na parede, o que é uma vantagem em dias de futebol.

À esquerda, também junto à janela/parede de vidro existem duas poltronas pequenas a rodear uma mesa baixa meia marroquina. Este é um sítio mais isolado e parece mais apropriado para pessoas que só querem sentar, conversar e beber qualquer coisa.

Se em vez disso decidirmos olhar em frente, então temos três hipóteses possíveis: descer as escadas ao centro, que nos levam à loja de material Tintin e às casas-de-banho. Contornar as escadas pela esquerda, o que faz com que nos situemos num estreitíssimo corredor junto ao vidro com duas mesas altas e quadradas, com cadeiras a condizer, e também uma pequena estante de cartão com literatura portuguesa que deve fazer parte de um projecto que desconheço, mas que pelos vistes é possível tirar um livro e ficar a ler.

Se contornarmos as escadas pelo lado direito vamos directos ao balcão de pedidos passando pelas mesas rectangulares, mais próprias para refeições ou para estudantes que tenham de fazer um estendal para trabalhar.

Mas ainda não acaba aqui, chegados ao balcão temos ainda um outro local que só abre às 20h da noite: a mezzanine! A essas horas passa a ser possível chegar ao fundo do estabelecimento, virar à direita e subir as escadas, chegando a uma espécie de lounge com mini bar e uma narguila de chicha que pelo que me disseram fica a 5€ para quem quiser (parece barato, pergunto-me se é mesmo este o preço). Os cocktails passam também a estar disponíveis e devem rondar os 5€, o costume.

https://tarzanurbano.blogspot.com/2012/05/espaco-tintin.html 14/05/2012

Espaço Tintin 

Lisboa, Avenida de Roma, 39 A

Telefone 214054639

Horário Segunda a Sábado das 08:30 às 23:00

Website http://www.lojatintin.com      

Público  2010 - Tintin na Avenida De Roma

Faz amanhã – domingo – 81 anos que o intrépido Tintin surgiu pela primeira vez, de partida para O País dos Sovietes, nas páginas de um suplemento de um jornal belga. 

Tintin pode nunca ter escrito uma notícia mas, prestes a celebrar 81 anos – este domingo – continua sempre a ser notícia. A 12 de Janeiro de 1929 este ícone mundial nascia, por obra e graça do mestre Hergé na páginas do Le Petit Vingtieme (um suplemento para jovens do jornal belga Le Vingtieme Siecle). Passaram-se oito décadas, viveram-se 24 aventuras e Tintin está aí para as curvas: não só se aguarda pela chegada ao mercado editorial português da sua obra completa revista e retraduzida (pela Edições Asa), como os fãs já anseiam (embora só tenha data de estreia marcada para finais de 2011) pela adaptação cinematográfica assinada por Steven Spielberg. E isto tudo na exacta altura em que o corajoso repórter arranjou casa própria oficial em Lisboa, o Espaço Tintin, com direito a café-Iounge e loja, onde habita, de várias formas, a galeria de inesquecíveis personagens que o acompanharam em tanta aventura: do espevitado cão Milou ao irascível capitão Haddock, do distraído professor Tournesol (ou Girassol) aos impagáveis Dupond e Dupont, da diva Castafiore ao mui luso comerciante Oliveira da Figueira.

E é, naturalmente, muito graças ao comércio que o Espaço Tintin, que já veio dar um novo brilho à Avenida de Roma (no mesmo edifício onde outrora existiu um conhecido café, o Trevi), nasceu e continua a crescer e a ter novidades para apresentar.

Erigida graças a Paulo Ferreira Almeida, representante oficial da marca Tintin em Portugal, obviamente fã da personagem ("mas não um daqueles fanáticos que sabe tudo", sublinha), a nova casa do herói de Hergé começou por ser apenas um acolhedor café, aberto em Maio passado no rés-do-chão deste edifício marcado por sinais "tintinófilos" por todo o lado. Em Dezembro, chegou a vez de inaugurar a loja na cave; e em breve, deverá ter um lounge (havia também a possibilidade de restaurante, mas nada ainda concreto). Paulo, que começou por coleccionar os Tintin, como meio mundo, acabou por fazer evoluir a colecção para uma homenagem viva entre quatro paredes, por onde, aliás, se encontram até alguns itens da sua colecção particular.

Entra-se para a parte do café e já temos Tintin a receber-nos. o espaço, marcado pela transparência das suas paredes-vidro e por tons quentes, impera um grande painel de BD com sinais e balões de diálogo alusivos, obviamente, ao herói da casa. Mas não há lugar a excessos Tintin por aqui, até porque o próprio também primava pela discrição. Há lugar, isso sim, a outros detalhes de bom gosto: as mesas e cadeiras bem escolhidas e aprumadas, um mini-espaço lounge com sofás e mesa de inspiração marroquina, uma espécie de caixa de vidro a separar áreas ou uma zona mais elevada, um "palco" com vista para a rua. Na decoração, o destaque vai ainda para uma série de litografias de pranchas originais de Hergé. O café é a sala de estar do Espaço e, para além de todo os básicos que se desejem (incluindo pratos do dia, saladas, etc.), ressalte-se que propõe cervejas (obviamente) belgas. Uma das grandes vantagens deste novo poiso é que não só está aberto grande parte do dia (abre cedinho e só fecha pelas 23h ou, se for fim-de-semana, à 1h) como abre ao domingo (excepto, por agora, a loja). A sala há-de ainda ganhar uma nova atracção, quando for disponibilizada a parte superior, que abre em mezanino e permite vistas amplas. Outros eventos virão para trazer mais animação, entre tertúlias e concertos.

Mas o "real" mundo de Tintin mostra-se em todo o seu esplendor no underground. Descendo umas escadinhas, entra-se na loja - que, embora pequena, não defraudará nenhum admirador de Tintin.

Com uma decoração alusiva a um dos álbuns, O Lótus Azul ("o meu preferido", admite Paulo Almeida), expõe itens e "memorabilia" de todo o género, incluindo a colecção de vestuário com a marca oficial (t-shirts são para todos mas as outras peças são exclusivas para os pequenos grandes fãs até aos 16 anos). À escolha do freguês, há postais e pins, agendas, bolsas, lápis ou porta-chaves, figuras em PVC mas também peça "escultóricas", não faltando bonequinhos do Tintin, do Milou ou dos gémeos Dupont e Dupond.

Entre as peças mais apelativas, um belo teatro de fantoches, exemplares do foguetão com que o herói foi à Lua (em Rumo à Lua e em Explorando a Lua), uma peça de porcelana com Tintin e o seu fiel cão dentro de um pote (tal como se vê na capa d' OLótus Azul) ou miniaturas de belos exemplares de carros antigos usados em diversas aventuras pelo jovem repórter: o carro de corrida d' Os Charutos do Faraó, clássicos Ford, Jaguar ou Land Rovers, limusinas, táxis, etc. etc. - não há veículo utilizado por Tintin ou surgido nas pranchas que não tenha sido já reproduzido.

E depois há Tintin a passear com Milou, Tintin mini, médio e maxi, Tintin em camelo... E, refira-se, há merchandising para todas as carteiras, desde os económicos (os postais e pins andam pelos € 1,25/€ 1,50; as agendas há-as de € 3,50 a € 6,00) até exemplares destinados a verdadeiros coleccionadores, casos do grande e lendário foguetão lunar (pelos 085; há um pequeno por € 44,50) ou de uma recriação "escultórica" de Tintin no Tibete (€ 430,00).

Naturalmente, é de esperar que o que está em exposição e venda e vá renovando e ampliando, até porque há muitas outras peças disponíveis (jogo , mochilas, tapetes de rato, loiças, etc. etc. no site da loja poderá admirar o extenso portfólio).

Antes de surgir o "Fim" nesta incursão ao mundo luso de Tintin, é obrigatório um passeio pelo corredor das casas de banho: as paredes mostram uma exposição de capa das aventuras de Tintin, parte da colecção pessoal de Paulo Almeida.

Espaço Tintin

Av. de Roma nº 39A

1700-341 Lisboa

Tel.: 217993139

www.lojatintin.com

tintin@lojatintin.com

Horários: A loja abre de 2ª. a sábado das 10h30 às 19h30.

O café abre de 2ª. a 5ª. Das 8h30 às 23h, à 6ª. e sábado das 8h30 à 1h; ao domingo das 14h00 às 19h00.

Tintin também come e bebe

O serviço de café propõe sempre um prato do dia (€ 4.90) e não faltam pastelaria, saladas (há até uma salada baptizada em honra do velho marinheiro Haddock), tostas. sanduíches. quiches ou sopas. Nas bebidas. além de cocktails ou variações de caipirinha. há cervejas belgas (casos das Dubbel ou Artois. € 3,00). Os preços sobem ligeiramente à noite (por exemplo: o café passa de € 0.75 para € 1,10; a imperial sobe de € 1,40 para € 1,60).

Luis J. Santos, Público – Fugas, 09/01/2010

Luís J. Santos (texto) e Shamila Mussá (fotos) foram celebrar o aniversário do herói de Hergé à novíssima casa portuguesa do corajoso repórter, o Espaço Tintin, em Lisboa, onde se interligam café e loja.

Copyright: © 2010 Público; Luís J. Santos

http://kuentro.blogspot.com/2010_01_01_archive.html

https://tarzanurbano.blogspot.com/2012/05/espaco-tintin.html

https://lisboasecreta.co/paragens-obrigatorias-na-avenida-de-roma/

https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g189158-d4947002-Reviews-Tintim_cafe-Lisbon_Lisbon_District_Central_Portugal.html

https://nicelocal.pt/lisbon/shops/tintin_lisboa/

https://lifecooler.com/artigo/comer/tintin-lisboa/417882

https://pt.foursquare.com/sandrat7235959/list/caf%C3%A9s-esplanadas--bares

Time Out 2009 : Espaço Tintin

Há um novo café na Avenida de Roma dedicado ao herói de BD criado por Hergé. Chama-se Espaço Tintin e por enquanto ainda é só café (durante o dia) e bar (à noite), mas até ao final do ano vai abrir mais um piso: a única loja oficial a vender produtos do Tintim em Lisboa.

Para já, está a funcionar a cafetaria, onde há saladas (uma delas foi baptizada com o nome do capitão Haddock), tostas, quiches, batidos e sumos naturais, scones, muffins e – mais por graça do que outra coisa – cervejas belgas. À noite também há mojitos, caipirinhas e em breve terão cocktails com saké.

Paulo Almeida, o proprietário, acha que faziam falta mais espaços na Avenida de Roma que devolvessem a esta zona o movimento que já teve mas nos últimos tempos tem vindo a perder. Este café do Tintin é, por isso, “uma mais-valia e espero que faça mais gente sair de casa e vir até cá”, diz o dono, que quis criar um espaço acolhedor, onde se pudesse conversar ou ler um livro (também há revistas e jornais para consulta) e a decoração fosse “uma mistura de coisas antigas e novas, porque o Tintin também é retro”.

Daí as mesas de madeira, as cadeiras todas diferentes e o mega candeeiro no tecto, estilo aranha de 16 patas com um projector em cada uma. Espalhadas pelo café há algumas referências discretas ao Tintin – quadros nas paredes, balões de BD desenhados atrás do balcão e, subindo os olhos até ao tecto, até se encontra uma miniatura do foguetão vermelho (inseparável da célebre frase “Objectif... lune!”).

O Espaço Tintin fica na Avenida de Roma, 39 A. Está aberto todos os dias: segunda a quinta das 08.30 às 23.00, sexta e sábado das 08.30 à 01.00, domingo das 14.00 às 19.00.

Time Out , 20/12/2009

INAUGURAÇÃO DA LOJA EM 03/12/2009

Les aventures de Tintin

A roupa do carismático Tintin vai estar pela primeira vez disponível em Lisboa a partir de três de Dezembro, quinta-feira, na primeira loja da marca, situada na avenida de roma. Estará à venda a colecção de merchandising Tintin, assim como a colecção têxtil Outono/Inverno 2009. 

Revista Máxima,  09/12/2009

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Tintin na Avenida de Roma

Por enquanto, o Espaço Tintin é só café e bar, mas brevemente irá ser também loja dedicada ao universo do "intrépido repórter". Durante a semana, é mais calmo e tom é o do easy listening, ao fim de semana há mais animação, festas e os ritmos aceleram um pouco.

Fica no nº 39 da Avenida de Roma.

Seg. a Qui : 8h30 - 23h, Sex e Sáb : até à 1h, Dom : 14h-19h.

Publicada por LUIS BARATA

Chamava-se, nos anos 70, café Trevi. Depois foi, até há pouco uma loja de roupa.

M. 19/10/2009

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MUDANÇA DE INSTALAÇÕES

Aquando do 80º Aniversário do Tintin, Rui Lagartinho realizou uma reportagem para a RTP. Podemos vê-la através do seguinte link. 

Ficámos também a saber que Paulo Almeida da Loja Jelly Fish (representante dos artigos Tintin na Avenida de Roma em Lisboa) vai inaugurar uma loja no centro de Lisboa com 180 m2 dedicada ao merchandising tintinófilo,

http://tintinofilo.over-blog.com/25-index.html

NOVOS SITES

As nossas lojas têm agora endereços próprios, por favor actualize os seus links !

www.jellyfish.pt

www.lojatintin.com

We are an independent company. We have no relation whatsoever with the Swatch Group.

We are the official Tintin distributor in Portugal.

Copyright Relogiomania, Jelly Fish, Jelly Fish Net

1998-2008;  e-mail: swatch@jellyfish-net.pt

ADDRESS

Avenida de Roma, 43 A / Lisboa

PHONE 21 799 3139

EMAIL swatch@jellyfish.pt

SITE www.jellyfish.pt

Em ano de comemoração do 77º aniversário do famoso repórter, abriu um novo espaço dedicado às suas aventuras. Livros, acessórios, ts-shirts e outros objectos com Milou, Haddock ou a dupla Dupont e Dupond. Só pra verdadeiros fãs! Fica na Av. de Roma, 43A, em Lisboa. 

(Revista Pais & Filhos, Janeiro de 2007)

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JELLY FISH

Jelly Fish foi o primeiro relógio plástico totalmente transparente. Teve tanto sucesso que foram feitas várias reedições com variações de ponteiros e mecanismo.

A Jelly Fish (est. 1998) é uma loja especializada em produtos Swatch: relógios, braceletes, bijoux e outros acessórios.

Aqui pode encontrar relógios e braceletes de todas as colecções desde 1983, bem como edições especiais de coleccionador.

É possível também pedir artigos que não estejam disponíveis na loja.

Av de Roma, 43A Lisboa

tel. 217993139

metro: Roma

2ª a 6ª 10h30m - 19h30m

sáb 10h30m - 18h30m

https://arquivo.pt/wayback/20091218094419/http://www.jellyfish.pt/loja_swatch.html


quinta-feira, 14 de maio de 2020

domingo, 10 de maio de 2020

Ilustradores Ilustrados


Em encomenda da Bedeteca de Lisboa e do seu director, João Paulo Cotrim, em 2000, a que deu o nome de Ilustradores Ilustrados, um ilustrador munido de uma máquina fotográfica [João Francisco Vilhena] fixou as caras (e corpos) de alguns dos mais eminentes ilustradores portugueses contemporâneos, em corte diagonal de gerações e notoriedades.

São 25 viagens ilustradas por mundos ocultos ou assumidos na obra pública e publicada. Há referências eternas e há referências efémeras. Fragateiro é a sardenta Pipi das Meias Altas, Morais um explorador tintinesco, Cavalheiro mima o seu ídolo Bocage, Geirinhas assume uma replicante do filme Blade Runner, Letria é quadro de Magritte, Ruivo encarna o seu americaníssimo Bug do Milénio e Pott figura um Capuchinho Vermelho pouco ortodoxo. São imagens de um tempo e um lugar que celebraram o triunfo da ilustração editorial portuguesa e de um futuro otimista que o nosso inquietante presente remeteu para a gaveta da memória.

Almanaque Silva, 06/07/2011

Pedro Morais é um explorador tintinesco neste conjunto de retratos de ilustradores nacionais.


Embaixador em Lutenblag

Gosto dos nomes dos "novos países" que a NATO acaba de criar para os seus jogos táticos na guerra cibernética: Berília e Crimsónia.

Sempre achei graça a estes Estados fictícios, desde a Bordúria e a Sildávia em que Hergé fez circular Tintin. Aliás, é vulgar esquecer que a série não ficou por aqui. Hergé inventou também El-Khemed, San Theodoros e Nuevo Rico.

Nestas ficções geográficas, há três áreas tradicionalmente "privilegiadas": os Balcãs, a América Central e o mundo árabe, com alguma África à mistura. De certo modo, isso correspondia ao "mistério" e menor conhecimento existente sobre essas geografias.

A literatura e o cinema estão cheios desses reais imaginários e, entre eles, há nomes deliciosos, na sua sonoridade e inventiva.

Há uns anos, numa livraria em Paris, deparei-me com o suprassumo editorial dessa fabulação: entre uma série de guias sobre vários países, surgia um dedicado à Molvânia, um Estado não existente. Trazia referências às suas tradições, usos, figuras da história e literatura, tudo com imensas fotografias e até endereços de restaurantes. Nunca me perdoei não ter comprado esse guia de ficção turística, que espero que venha a ser atualizado com a necessária regularidade, porque a imaginação também se renova. 

Na altura, pensei que Lutenblag, a popular e ao que dizem deslumbrante capital da Molvânia, seria o destino diplomático adequado, por inócuo e inofensivo para os interesses do Estado, para dois ou três colegas com os quais me cruzei ao longo da minha carreira profissional e cuja afeição ao trabalho apenas era compatível com a colocação em postos imaginários. Ah! E que, naturalmente, mereciam ser pagos na respetiva moeda local, o Strubl, porque "isto não é o da Joana"...

Seixas da Costa, 20/05/2017