Mais um pastiche de Hélder Dias. Este foi publicado no facebook em 24/01/2018.
quarta-feira, 7 de julho de 2021
sexta-feira, 25 de junho de 2021
Tintin
Estive há pouco tempo no lançamento dos novos livros do Tintin, agora com a chancela da ASA. A agradável surpresa destes livros é o seu formato, mais pequeno do que o costume, mais maneirinho para transportar e prático para ler. Eu, com grande vergonha tenho que admitir que apesar de ler imensa banda desenhada, de ter lido tantas vezes todos os álbuns do Astérix, sou uma ignorante em matéria do Tintin. Acho que só li duas ou três histórias. E é por isso que agora, com os livros mais pequenos, vou deitar mãos à obra e começar a ler os álbuns do Tintin deste o primeiro, todos por ordem.
Beijinhos e abraços. Até já!
Alexandra Sousa, 20/10/2010
Há algum tempo atrás falei aqui de querer iniciar a leitura de todos os livros do Tintin, por considerar uma falha grave na minha cultura de banda desenhada. E eis que comecei mesmo e já li os seis primeiros. Continua a não merecer lugar no top of the top. Para mim o Astérix é anos luz melhor que o Tintin, mas ainda assim vou continuar a ler as aventuras do jovem repórter e do seu cão Milu que é de quem eu mais gosto nas histórias. E coitadinho do cão que se farta de sofrer nas aventuras porque passa com o seu dono. E não deixa de ser interessante viajar pelos vários cantos do mundo onde o Tintin nos leva, apesar de ter sido há já várias décadas.
Beijinhos e abraços. Até já!
O tema (cinzento) do dia é o relógio que o meu marido me ofereceu há vários anos e que ocupa lugar de destaque na nossa sala.
Alexandra Sousa, 06/03/2014
quinta-feira, 24 de junho de 2021
Exposição "Tintin por Tintim" (1990)
O "Espaço Litoral - Novo Século", situado em Lisboa na Rua do Século 4 B, organizou uma exposição de pintura, escultura, fotografia e vídeo denominada "Tintin por Tintim". Decorreu no período de 6 de Abril a 9 de Maio de 1990.
Reportagem publicada no Diário de Lisboa de 09/04/1990
quinta-feira, 10 de junho de 2021
Rui Reininho
O novo disco a solo de Rui Reininho, editado esta semana, inclui um tema chamado "Tan Tan No Tibet". Por coincidência também é a terceira faixa do disco.
terça-feira, 25 de maio de 2021
Regresso à Ilha Negra
Era ainda criança, logo depois do bibe como nesse tempo se usava, e sonhava então todos os sonhos do mundo. E lembro-me de como tudo aconteceu, embora vão passados bem mais de três quartos de século. Muito, muito tempo…
Foi num sótão mágico que encontrei e conheci Tintin, meu companheiro fiel pela vida fora. Era a morada de um velho amigo da família, que frequentávamos, com passagens secretas e outros insondáveis mistérios. Nem Enid Blyton inventaria uma assim, juro!
Tinha um pátio em forma de claustro monacal, com salas de pedra e penumbra que tínhamos medo de invadir e um falso armário na cozinha, onde começava um túnel com estreita escadaria que ia dar a uma viela próxima…
Mas o local mais interessante do casarão, carregado de surpresas, era mesmo o sótão, apinhado de jornais entre outras atracções ali arrumadas. Estava lá o Papagaio.
O Papagaio era uma revista colorida cheia de ilustrações, que sobretudo me fascinavam até porque ainda eu não sabia decifrar os códigos do soletrar e do ler. As histórias do Papagaio também não podiam contar-me tudo até porque tinha de adivinhar as suas continuações entre as desordenadas folhas soltas dos originais a que tinham pertencido. Tudo ali era um desafio…
Preenchia na medida do impossível a passagem do continua no próximo número ao continuado do número anterior, entre lapsos e falhas, tudo desencontrado sem outro remédio que não fosse a minha imaginação. Foi assim que acompanhei Tim-Tim -nessa tradução lusitana mais tarde percebida- por longes terras, pela América do Norte de Al Capone, pelo enigmático Oriente, por Angola ainda nossa e, sobretudo, pela Ilha Negra. A Ilha Negra!
A Ilha Negra até era o sítio mais próximo, aqui mesmo na Europa, concretamente na Inglaterra. Para ser preciso e rigoroso, ficava na Escócia, terra de castelos misteriosos e de monstros lendários.
Por lá acompanhei o meu amigo mais o Rom-Rom, fiel cão que só muito depois reconheceria como Milou, o famigerado dr. Silva (ou Müller!?), os dois polícias secretos e por aí fora. A tonalidade etnográfica escocesa, para além do kilt, do scotch whisky ou do castelo mal assombrado, incluía o monstro tradicional. Nessa oportunidade, talvez por mero acaso, não foi Nessie do Loch mas o gorila da Ilha Negra.
Quando estive na Ilha Negra eu usava ainda calças à golf e boné de pala, tal como Tintin, meu amigo desde então. Ambos crescemos como seria inevitável. Mas foi pena, porque gostaria de me ter mantido como então, nesses heróicos tempos com fumos de guerra. Ele correu o mundo, a Rússia e toda a Europa, a China, as Américas, a África mais a Oceânia e até foi à Lua - imagine-se! - enquanto eu permaneci agarrado às raízes domésticas.
E agora, muitos anos depois, vou lá voltar, ao ponto de encontro, como num eterno retorno.
Tenho a certeza, absoluta, de que o Tintin estará à minha espera. Não será no mágico sótão portalegrense onde nos conhecemos, mas nas escocesas margens do Loch Ness. Temos tanto, tanto, para conversar!
E - quem sabe? - talvez Nessie nos queira fazer companhia.
António, 20/09/2017
quarta-feira, 12 de maio de 2021
Moulinsart perde processo por utilização indevida da imagem de Tintin
O tribunal judicial de Rennes ilibou o pintor Xavier Marabout das acusações de contrafação que lhe foram movidas pela sociedade Moulinsart, detentora dos direitos da obra de Hergé.
O processo tinha sido apresentado pela Moulinsart depois de alguns avisos ao pintor. Em causa, a utilização da imagem de Tintin em variações de telas de Edward Hopper (1882-1967), utilizando uma técnica conhecida por "mash up", algo como uma mistura de géneros, que consiste em combinar, na forma de citação, obras pré-existentes para conseguir efeitos de surpresa, mudança ou humor.
No caso presente, Marabout, nascido em França em 1967, partiu de 23 telas de Hopper para aludir a uma eventual vida romântica oculta do repórter criado em 1929 por Hergé (1907-1983). Dessa forma, vamos encontrar o herói dos quadradinhos em cenários americanos, das paisagens rurais às bombas de gasolina isoladas, passando por hotéis e restaurantes ou pela ponte de de Queensborough, em Nova Iorque, pintada por Hopper em 1913.
O pintor afirmou que na série Hergé/Hopper, que pode ser vista na sua página online, Art-Marabout, "imaginou uma vida romântica para Tintim no universo intimista e voyeurista do pintor americano", e desde sempre defendeu que o seu trabalho artístico "não prejudicava a obra de Hergé", servindo até para "alimentar o mito de Tintin".
Agora, em decisão tornada pública ontem, o tribunal de Rennes considerou que a liberdade de expressão permite citar com "intenção humorística" ou "propósito crítico", e foi segundo essa linha de pensamento que interpretou as obras de Marabout. Por esse motivo, o pedido de indemnização de 10 a 15 mil euros apresentado pela Moulinsart ficou sem efeito, tendo a sociedade fundada por Nick Rodwell, atual marido de Fanny Remi, segunda esposa do criador de Tintin, sido condenada a pagar uma compensação ao pintor, no valor de 10 mil euros, além de assumir os custos do processo, na ordem dos 20 mil euros.
Até agora, a Foundation Moulinsart tinha ganho todos os processos semelhantes, e embora esta decisão seja passível de recurso, abre novas perspectivas quanto ao direito de citação das criações de Hergé.
Xavier Marabout tem uma outra série de pinturas semelhantes, em que combina telas de Pablo Picasso com heróis de animação criados por Tex Avery.
segunda-feira, 10 de maio de 2021
Tese sobre Adolfo Simões Muller da autoria de Carlos Sêco
Adolfo Simões Müller está também associado à introdução do Tintin em Portugal, fazendo do nosso país o primeiro do mundo a publicar fora da Bélgica as aventuras daquele herói. Se isso não bastasse, foi em Portugal que o herói de Hergé saiu a cores pela primeira vez, muito antes de tal suceder no seu país de origem.
Adolfo Simões fica também na história da literatura infanto-juvenil por assinar várias biografias romanceadas de figuras como Marie Curie, Thomas Edison e Florence Nightingale, além de ter adaptado para os mais novos clássicos portugueses e universais. Este é um autor que urge (re)descobrir, já que dedicou a sua vida à escrita, assinando livros, dirigindo revistas, escrevendo para programas radiofónicos e televisivos, sem esquecer o teatro. Cedo experimentou a poesia e sempre a promoveu, procurando cativar os jovens. Este é o retrato de um autor que deixou a sua marca, influenciando homens e mulheres que mais tarde se dedicariam à escrita. Alice Vieira é uma delas. Neste trabalho incluem-se os testemunhos daqueles que, de uma forma ou doutra, foram tocados pela escrita daquele que foi considerado o "príncipe da literatura infanto-juvenil".
https://comum.rcaap.pt/handle/10400.26/12257
terça-feira, 27 de abril de 2021
Hobbies
A oportunidade que me concederam de uma activa participação pessoal nos primeiros e saudosos festivais de banda desenhada, entre 1982 e 1985 e ainda na extinta F.I.L., significou a possibilidade de aprofundar a minha experiência de tão interessantes contactos, muitos dos quais perduraram pela vida fora.
A partir da próxima quarta-feira, todas as semanas e espero que por largos meses, aqui será partilhada a série HOBBIES, composta por memórias de Carlos Gonçalves acerca de coleccionismo em geral, uma paixão que sempre o motivou.
Trata-se de artigos publicados por ele há muitos anos em revistas privadas, portanto muito pouco conhecidos ou divulgados, pelo que ganham agora o estatuto de inéditos.
Tenho a certeza, antecipada, de que novamente a generosa colaboração de Carlos Gonçalves constituirá uma mais-valia do nosso Largo dos Correios, o que desde já fraternalmente lhe agradeço.
E aqui ficou, logo a abrir e como "aperitivo", o cabeçalho…
HOBBIES – zero, 15/04/2020 (Adaptado)
https://largodoscorreios.wordpress.com/2020/11/04/hobbies-vinte-e-nove/
quarta-feira, 14 de abril de 2021
Férias em Portugal
Nesse número, o Diabrete continuava a publicar duas famosas séries estrangeiras que nenhum leitor (ou leitora) entusiasta podia perder: as exóticas e trepidantes aventuras do hercúleo rei da selva que Edgar Rice Burroughs baptizou com o nome de Tarzan, na versão em quadradinhos mais realista e dinâmica de sempre, realizada pelo mestre da anatomia e do movimento Burne Hogarth; e as Tropelias do Trovão e do Relâmpago, fantasista cognome para Quick e Flupke, dois ladinos garotos belgas, oriundos do típico bairro de Marolles, em Bruxelas, com os quais o Diabrete, impedido de publicar as aventuras de Tintin (que eram, nessa altura, exclusivo d’O Papagaio) quis aumentar a sua popularidade e o seu prestígio, apresentando outra emblemática criação de Hergé — forma inteligente de manter na sua órbita um dos maiores autores da BD europeia, à espera de que um dia (como, aliás, aconteceu) Tintin viesse também parar às suas páginas.
No mesmo dia 26 de Dezembro de 1942 (ou talvez um pouco antes) em que surgiu nas bancas o número de Natal d’O Mosquito, os ardinas apregoavam também alegremente o nº 104 do Diabrete, que exibia uma magnífica capa desenhada por Fernando Bento, artista gráfico de traço ameno e desenvolto, cuja mestria era capaz de encher as páginas da revista com as mais vibrantes e inspiradas criações.
De facto, além da capa onde as figuras do Presépio, de grande beleza formal (e outras menos sacras), emolduravam um “educativo” poema de Adolfo Simões Müller — brilhante escritor e pedagogo que exercia as funções de director do Diabrete —, Bento teve ainda a seu cargo a ilustração de novos capítulos de Miguel Strogoff, HQ em tiras, com extensas legendas didascálicas, extraída da famosa novela de Jules Verne, e de Béquinhas, Beiçudo & Barbaças, hilariante série cómica cuja longevidade (pois já ia no 104º episódio) era mais uma prova do versátil engenho de um artista multifacetado.
(...)
https://ogatoalfarrabista.wordpress.com/2013/12/14/capas-e-numeros-de-natal-4
É provável que Serra da estrela tenha sido apenas na versão para Portugal.
https://largodoscorreios.wordpress.com/2020/07/08/jamais-so-com-tintin-68/
terça-feira, 6 de abril de 2021
O Bando dos Quatro
Série emitida pela RTP1 em 1994 com autoria de Rogério Ceitil (nome ligado a outras séries como Zé Gato e Duarte & Companhia).
Alberto Quaresma e João Lagarto são uma dupla de chineses que faz lembrar Dupont & Dupond. Logo no primeiro episódio repetem as frases ao jeito da dupla de Hergé.
Num dos episódios seguintes a Princesa (Ana Nave) rasga uma revista "Tintin". O passatempo de um dos chineses são as revistas "Tintin".
A série está a ser transmitida novamente na RTP Memória.
https://brincabrincando.com/o-bando-dos-quatro
Chinês 1 (João Lagarto) - Trabalha ao serviço da Princesa, que o escraviza a si e ao seu companheiro inseparável, e que a todo o momento ameaça fazer as suas cabeças lolal no chão. Tem um chapéu de coco que utiliza como arma de arremesso.
Chinês 2 (Alberto Quaresma) - Outro servo da Princesa, bastante mais vulnerável que o seu parceiro. Repete tudo o que ele diz (quais Dupont e Dupond). Não é à toa que o seu passatempo são as revistas do Tintim…
Fonte: Brinca Brincando














