sábado, 12 de abril de 2025

Páscoa Feliz

Na capa da revista "Cavaleiro Andante" nº 15 de 12/04/1952 aparecem vários heróis publicados na revista.

Cavaleiro Andante 1952

Imagem

Algumas das capas das revistas portuguesas, desenhadas por autores portugueses, eram baseadas em originais de autores estrangeiros. Outras eram a adaptação das capas originais às características técnicas e editoriais das publicações lusas. 

Contudo, e, surpreendentemente, a capa de Hergé para o número 13 do 8º ano de 1 de Abril de 1953 da revista belga Tintin parece baseada no desenho de Fernando Bento realizado para a capa do número 807 do Diabrete de 24 de Março de 1951. Desconhecemos se o autor de Tintin tenha tido acesso ao número do Diabrete,  mas a ideia pertence ao mestre português. 

Tintim 1953
Diabrete 1951

Depois do número de Páscoa (12 de Abril de 1952), com um sino prateado e repenicante de onde jorra uma catadupa de heróis, vamos encontrar Tintin na garrida capa do nº 23, empunhando um tradicional balão de papel, (...)



sexta-feira, 4 de abril de 2025

Tim-Tim e O Mistério das Laranjas Azuis


Folha de catálogo nº 912 (imagens cedidas por Fernando Marques)

ALEGRIA PARA TODOS!

Eis a sensação para as festas!

Filmes Castello Lopes

apresenta

TIM-TIM E O MISTÉRIO DAS LARANJAS AZUIS

(Tintin Et Les Oranges Bleus)

com todos os famosos personagens criados por Hergé, numa nova e exitante aventura...

Capitão Haddock, Prof. Tournesol, Dupont e Dupond e Milu

HOJE (21/12/1964) ESTREIA NO CONDES

às 15.15 18.15 (p.red) e 21.30

COLORIDO POR EASTMAN COLOR

PARA TODOS MAIORES 6 ANOS

O mais belo filme para a mais bela quadra do ano!

O nome do filme foi "Tim-Tim e O Mistério das Laranjas Azuis". A edição em livro pela editora brasileira Record, na década de 1970, trazia o nome "Tintim e As Laranjas Azuis".

TIM-TIM E O MISTÉRIO DAS LARANJAS AZUIS (Cinema, 1964)

AS AVENTURAS DE TINTIM NO CINEMA - TINTIM E AS LARANJAS AZUIS (Record, 1975)

Passaram-se três anos até que Tintim regressasse às telas em carne e osso. Aconteceu finalmente em 1964, em Tintim e as Laranjas Azuis, mais um argumento escrito directamente para o cinema, tal como já havia sucedido em O Mistério do Tosão de Ouro. Para o assinar, René Goscinny e Philippe Condroyer juntaram-se ao trio original formado por Hergé (que, a exemplo do primeiro filme, tinha direito de vetar a história), Remo Forlani e André Barret. Jean-Pierre Talbot, entretanto, tinha começado uma carreira de professor, e por isso teve que pedir uma licença especial para poder fazer o filme. 

Tirando Talbot, os outros actores principais mudaram quase todos, tendo Jean Bouise substituído Georges Wilson na figura de Haddock. Uma produtora espanhola participou também na produção de Tintim e as Laranjas Azuis, que foi realizado por Philippe Condroyer. Ao contrário da primeira, esta segunda aventura de Tintim em imagem real não entusiasmou o público, e o projecto de um terceiro filme foi posto de parte. Saiu também um álbum fotográfico.

DN, 12/12/2009

https://www.dn.pt/gente/nova-aventura-em-imagem-real--1445256.html/

O Mistério das Laranjas Azuis - 21/12/1964

http://casacomum.org/cc/diario_de_lisboa/dia?ano=1964&mes=12

https://tintinemportugal.blogspot.com/2014/10/estreia-em-portugal-do-filme-tim-tim-e.html

https://tintinemportugal.blogspot.com/2014/10/tintim-e-o-misterio-das-laranjas-azuis.html

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Os Charutos do Faraó (versão fac-similada)

Os Charutos do Faraó (edição fac-similada) - Hergé (Difusão Verbo)

É o facsimil da versão original de “Os Charutos do Faraó”, que reproduz as 124 pranchas a preto e branco, tal como foram publicadas nas páginas do jornal “Le Petit Vingtième”, a partir de 8 de Dezembro de 1932. Para além de cenas omitidas na versão colorida, apresenta pela primeira vez os detectives Dupont e Dupond, aqui ainda sob o nome de código de X33 e X33bis, Rastapopoulos e o nosso compatriota Oliveira da Figueira.

Pedro Cleto, JN, 10/01/2004



Tintim à moda antiga em "Os charutos do faraó"

A Editorial Verbo, responsável pelas edições Tintim em Portugal, resolveu assinalar o 75º aniversário do herói com uma iniciativa bem original: lançou a versão facsimilada de “Os Charutos do Faraó”. Esta história chega assim às nossas mãos tal como saiu originalmente no “Petit Vingtième” entre 1931 e 1934.

É um verdadeiro regresso ao passado de Tintim, já que o reencontramos a preto-e-branco e com um desenho bem mais simples do que surgiria anos mais tarde. Trata-se assim de uma excelente oportunidade para revisitar uma história marcante na série Tintim pois foi a primeira em que houve um argumentos com verdadeira intriga, ao contrário dos mais simples Tintim na América ou no Congo.

Tem ainda um significado especial para nós já que é a primeira aventura em que aparece o senhor Oliveira da Figueira, um vendedor português que mereceu outras atenções em álbuns posteriores. Também surgiram em estreia os polícias gémeos Dupont e Dupond e o milionário Rastapopulos.

Droga, maldições...

Em “Os Charutos do Faraó” Tintim e Milu caem sem saber no meio de uma história de tráfico de droga, quando estava envolvido na descoberta de uns túmulos egípcios. Do Egipto até à Índia, provando a sua vocação de viajante, vai enfrentar diversos perigos, como maldições mortais, clãs secretos e traficantes sem escrúpulos.

“Os Charutos do Faraó” são a quarta aventura de Tintim, depois das histórias na Rússia, no Congo e na América. O álbum custa cerca de 18 euros.

Rui Azeredo, Comércio do Porto, 10/01/2004


Tintim nos anos 30

A obra de Hergé é o mais próximo que em banda desenhada se pode encontrar do work in progress. Vários títulos foram sendo retocados, mais ou menos profundamente, ao longo dos anos, sobretudo após a editora Casterman iniciar o lançamento da série em álbuns de 64 páginas a cores, nos primeiros anos da década de 40, optando por um formato que se mantém até aos dias de hoje. Essa decisão conduziu Hergé a reformular todas as aventuras iniciais de Tintim, excepto o mal amado Tintim no País dos Sovietes, que ele entendeu ser demasiado ingénuo e preferiu deixar cair.

Aliás, foi por causa desse ambiciosíssimo projecto de reformulação das aventuras iniciais do pequeno repórter que o caminho de Hergé se cruzou com o de Edgar Pierre Jacobs, autor essencial na reelaboração da mise en scène e na transformação de histórias de centena e meia de páginas em álbuns de 62 pranchas. Esse trabalho, sempre supervisionado pela mão férrea do criador de Tintim, seria posteriormente continuado pela equipa que viria a constituir os Studios Hergé, já na década de 50. E é esse processo hercúleo que permite a constituição do próprio conceito de linha clara - uma legibilidade e elegância extrema de traço; uma planificação cinematográfica com enorme atenção ao detalhe; uma coerência de estilo, enfim, que percorre todas as 22 aventuras canónicas de Tintim.

Com as revistas originais onde Tintim foi publicado antes das várias operações plásticas transformadas em valiosíssimos itens de colecção, a Casterman acabou por se decidir a lançar, na primeira metade dos anos 80, edições fac-similadas das versões originais de Tintim, de forma a satisfazer os admiradores mais ferranhos da série. Ao todo são nove os títulos fac-similados, de Tintim no País dos Sovietes a O Caranguejo das Tenazes de Ouro. A aventura de Tintim na União Soviética já estava editada entre nós pela Verbo, mas a publicação em Portugal da versão original de Os Charutos do Faraó é um marco: o público português pode finalmente comparar as duas versões da história e entreter-se a detectar as suas imensas diferenças.

Os Charutos do Faraó, quarta aventura de Tintim,é um bom modo de iniciar a edição dos livros originais (embora não se saiba se a Verbo está decidida a publicar os restantes sete tomos, já que só tem previsto para 2004 o lançamento de Tintin et l'Alph-Art, a obra inacabada de Hergé), porque se trata do primeiro grande trabalho do autor belga. Não é tão bom quanto o álbum que se seguirá - a obra-prima O Lótus Azul -, mas está já a anos-luz de Tintim no Congo e Tintim na América, obras ainda a tactear a linguagem da BD, e onde o que sobra em preconceitos falta em documentação.

É também neste livro que surgem pela primeira vez três das personagens mais emblemáticas da série: o temível Rastapopoulos e os detectives Dupond e Dupont, que aqui ainda se chamam X33 e X33 bis, são ligeiramente mais inteligentes do que se revelarão no futuro e ainda não dizem as frases em eco. Já agora: é também aqui que aparece o comerciante lisboeta Oliveira da Figueira, e há uma frase de Milu que se perderá na versão de 1955: «Um português? Os portugueses estão sempre bem-dispostos! Boa! Vamo-nos divertir.»

Seria impossível listar aqui todas as diferenças entre edições, de tantas que são - 116 pranchas passam para 62, e o original tem por página cerca de metade das vinhetas -, mas vale a pena realçar que não se trata apenas de uma melhoria gráfica. A própria história tem alterações significativas, sempre para melhor. Afinal, quando Os Charutos do Faraó foi reformulado Hergé era já um mestre incontestado da banda desenhada.

João Miguel Tavares / Diário de Notícias. 02/02/2004

Aventuras originais de Tintin chegam a Portugal : Versão facsimilada de “Os Charutos do Faraó” já disponível

A Editorial Verbo, detentora dos direitos das aventuras de Tintin para Portugal, acaba de editar o facsimil da versão original de “Os Charutos do Faraó”, com 124 pranchas a preto e branco, tal como foram publicadas nas páginas do jornal “Le Petit Vingtième”, a partir de 8 de Dezembro de 1932.

Estas edições, iniciada há alguns anos no mercado franco-belga, permitem aos admiradores da obra de Hergé - e não só - a descoberta das versões originais das histórias que têm encantado gerações de leitores em todo o mundo. As principais razões para a existência de duas e, nalguns casos, três versões da mesma aventura são a pressão, a partir de 1940, por parte da Casterman, a editora original da obra, para que Hergé uniformizasse as aventuras de Tintin em álbuns coloridos de 62 páginas, e a constante busca da perfeição e da autenticidade por parte do autor, o que o levou a redesenhar diversos álbuns para os actualizar ou expurgar de aspectos menos conseguidos ou capazes de ferir eventuais susceptibilidades.

“Os Charutos do Faraó”, é o quarto álbum protagonizado por Tintin, e foi “construído semana após semana, sem sombra de um argumento pré-concebido, representando a quinta-essência do registo folhetinesco, no qual encontramos numerosos temas chave do romance popular: uma maldição misteriosa, uma temível sociedade secreta, um génio do mal de identidade desconhecida, o veneno que enlouquece e tráficos de todo o género”, escreveu Benoit Peeters, um estudioso da obra de Hergé. Nele surgem pela primeira vez os detectives Dupont e Dupond, aqui ainda sob o nome de código de X33 e X33bis, e também o malvado Rastapopoulos e o nosso compatriota Oliveira de Figueira.

Na transição do preto e branco para a cor, as diferenças mais significativas entre as duas versões agora disponíveis em português passam pelo desaparecimento dos textos de apoio, pela correcção das incongruências em termos de sentido do movimento, pela maior dinâmica e equilíbrio da narrativa, devido à remontagem que a redução do número de páginas implicou, pela perda de ingenuidade e apuramento do humor, pela perda de protagonismo dos Dupond/t e pela alteração ou mesmo corte de algumas cenas, nomeadamente as duas em que Tintin era ameaçado por serpentes. Como curiosidade, refiram-se dois “anacronismos” da versão colorida: o primeiro, a homenagem a E.P: Jacobs, presente num dos sarcófagos na pirâmide, que Hergé ainda não conhecia em 1932; a segunda, o álbum “Rumo à Lua” que o xeque mostra a Tintin, escrito apenas em 1950!

Pedro Cleto, JN, 25/10/2003

Igualmente revelador da evolução do estilo de Hergé é a versão facsimilada da edição original a preto e branco de “Os Charutos do Faraó”, que a Verbo lançou no Verão passado e que, se não tem ainda a perfeição do traço e a eficácia narrativa da nova versão redesenhada e colorida pelos Estúdios Hergé, tem uma espontaneidade ingénua e dimensão da aventura em estado puro, que de alguma forma se perdeu na versão que a maioria dos leitores conhecem.

João Miguel Lameiras, Diário As Beiras, 25/09/2004

fonte das imagens https://www.bedetheque.com/BD-Tintim-As-aventuras-de-Fac-simile-Os-charutos-do-farao-424270.html

Tintim (As aventuras de) (Fac-simile) - Os charutos do faraó

©Difusão Verbo 2003 Hergé

Tintim (As aventuras de) (Fac-simile) - Os charutos do faraó Extrait de Tintim (As aventuras de) (Fac-simile) - Os charutos do faraó Verso de Tintim (As aventuras de) (Fac-simile) - Os charutos do faraó

Os charutos do faraó

Id, :424270

Autor :Hergé

Cor :<P&B>

Depósito legal :07/2003

Edição :Difusão Verbo

Formato :Grande

EAN/ISBN :972-553-361-5

Pranchas :124

Info edição : DL nº 190333/33

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Para comemorar o 75º aniversário (Janeiro de 2004) de uma das mais famosas personagens de banda desenhada de todos os tempo – O Tintim, a Editorial Verbo Edita este mês uma edição especial do livro “Os Charutos do Faraó”.

Trata-se de um álbum facsimile que reproduz a edição de 1934 publicada no “petit Vingtième”. Nesta aventura, Tintim vê-se implicado, por acaso e contra a sua vontade, num tráfico de estupefacientes que o vai levar até ao Egipto e à Indía.

Na luta contra os traficantes de droga Tintim cruza-se com personagens que mais tarde vamos encontrar nas suas aventuras: o enigmático Rastappoulos, os polícias Dupont e Dupond, o senhor Oliveira da Figueira (um português!), entre outros. A Editorial Verbo tem publicada toda a colecção do tintim (24 títulos) e uma outra edição facsimile do livro “Tintim no País dos Sovietes”,a primeira história do Tintim que Hergé escreveu, mas que só foi publicada depois da sua morte.

Clube Juvenil Verbo

https://arquivo.pt/wayback/20041028232838/http://mind.pt/editorialverbo/clubejuvenil/noticias/timtim_75.htm

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BRASIL

Há muito tempo, queria mostrar esta versão de As Aventuras de Tintin: Os Charutos do Faraó que saiu apenas em Portugal, no ano de 2003.

A publicação traz a versão fac-simile que reproduz a edição de 1934 que foi publicada no suplemento infantil Le Petit Vingtième, parte integrante do periódico belga Le Vingtième Siècle.

São incríveis 129 páginas em preto e branco, mostrando uma história diferente daquela colorida que está à venda, hoje em dia, nas livrarias de todo o mundo.

Nesta aventura, Tintin se encontra envolvido, à revelia, com o tráfico de drogas. Isso o levará a enfrentar perigosos bandidos, passando pelo Egito e Índia. Tintin encontrará figuras mais tarde vistas em outras de suas empolgantes narrativas, como: o vilão Rastapopoulos, os atrapalhados detetives Dupont e Dupond, o português Senhor Oliveira da Figueira, entre outros.

A HQ tem a marca do antigo editor lusitano do personagem, a VERBO, que perdeu os direitos do herói para a ASA. Este luxuoso Os Charutos do Faraó (Les Cigares du Pharaon).

E me desculpem por não escrever Tintin com a letra M no final, como está impresso na capa da HQ, mas simplesmente, não consigo! Sigo o nome, de acordo com o original.

Se a crise brasileira não te afetou ainda, vale a pena comprar o livro, se conseguir achá-lo!

Por PH / Tujaviu, 2016/07

Nota: Curiosamente foi um dos 3 volumes fac-similados lançados no ano de 2016 pela Globo Livros


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Tintin #4 – Os Charutos do Faraó

Hergé (argumento e desenho)

Edições ASA (Portugal, Setembro de 2010)

160 x 220 mm, 142 p., cor, cartonado

4 (ou talvez mais...) +1 Razões para ler este álbum [na nova versão da ASA]

1. A longa sequência inicial (até à página 32!), plena de movimento, acção, perseguições, mistério, suspense e humor! A mestria de Hergé no seu melhor no que à legibilidade e sequência narrativa diz respeito.

2. Duas sequências notáveis que fazem parte do melhor que Hergé fez em Tintin:

2a. O percurso no túmulo do faraó Kih-Oskh (pp.7-9), no qual Tintin descobre o seu próprio sarcófago e tem uma horrível alucinação provocada pela droga que o fazem inalar. Uma (curta e inesperada) mas autêntica sequência de terror!

2b. A bem construída cena da reunião da sociedade secreta (pp. 53-56) pelo elevado suspense criado e pela forma simples mas brilhante como é resolvida.

3. Pelas três cenas invulgares e de todo inesperadas no Tintin (sóbrio e mais adulto) que (mais tarde) nos habituámos a (re)conhecer (e a admirar):

3a. Tintin a “falar” com os elefantes (pp. 34-37);

3b. O artificio utilizado pelo herói para saltar o muro do hospício (p. 46);

3c. A forma como o repórter domina o tigre que ataca o marajá de Rawhajpoutalah (p. 51).

4. Porque, apesar de algumas derivações, esta é a primeira aventura de Tintin que segue uma linha condutora sólida e bem desenvolvida, desde o início até ao final.

Pedro Cleto, 11/11/2010

domingo, 30 de março de 2025

Loja Timtimportimtim


Comprar Banda-desenhada de todas as épocas e para todos os gostos

A loja Timtimportimtim, no Porto, é um alfarrabista especializado em banda-desenhada. Tem uma oferta tentadora, e quase inesgotável, para um público "dos 7 aos 77 anos"

Se é quarentão, prepare-se para uma viagem no tempo. A Timtimportimtim, no Porto, tem todos os livros e revistas de BD (e merchandising) que povoaram a sua infância. Mas se não é tão velho (ou tão novo) não faz mal. Os comics são para leitores "dos 7 aos 77 anos", qualquer idade é boa para nos interessarmos por eles.

A montra, dominada por um boneco vintage do Tintim em tamanho natural, chama a atenção do mais distraído. Além de pilhas de livros e revistas, as miniaturas fazem as delícias de qualquer pessoa mais votada à memorabilia. Imagine o John Steed e a Emma Peel de "Os Vingadores", ele ao pé do seu clássico Bentley, ela do seu modernaço Lotus Elan. Ou um cenário sci-fi da série de animação "Thunderbird". Ou todos os automóveis dos filmes de James Bond...

Hoje com 51 anos, Alberto Gonçalves abriu esta loja em 2004, quando a rua da Conceição ainda não tinha a azáfama de novo comércio que hoje tem. Começou com um negócio pequeno e foi crescendo. A especialidade da casa são as revistas franco-belgas e portuguesas. As estrangeiras "Tintim", "Spirou" e "Pilote", mas também as nossas "Cavaleiro Andante", "Tintim" e "Mundo de Aventuras". Ou, ainda, as edições brasileiras da Walt Disney (Mickey e derivados) e dos super-heróis. "Comecei com um stock pequeno, no início, e depois fui comprando a grandes coleccionadores", explica o proprietário. "Há pessoas que se souberam desfazer destas coisas na altura certa, porque hoje têm um valor que não tinham 10 anos atrás".

Uma boa biblioteca de banda-desenhada "pode rondar entre os 25 e os 50 mil euros", exemplifica. "Este é um nicho de mercado muito pequeno", acrescenta. Quando lhe pedimos para dizer o que é que tem à venda mais barato e mais caro, apressa-se a esclarecer: "Coisas baratas, aqui, não há!" E dá exemplos: "Tenho revistas a €0,50 e a €1 ("FBI", "Xerife"...), mas uma colecção d'"O Mosquito" pode valer 5 mil euros." Depois, também conta muito o estado de conservação: "Um álbum do Tintim dos anos 60 pode oscilar entre os 2 e os 100 euros".

Para onde quer que olhemos, é só títulos e logótipos da nossa infância a ganharem vida novamente: Asterix, Ric Hochet, Michel Vaillant, Bernard Prince, Condor, Mandrake, Major Alvega, Zorro, Flecha 2000... "Quero apostar sobretudo em tudo o que gostei quando era miúdo... Aquilo de que eu gosto mesmo é tudo o que é relacionado com a minha mocidade", diz Alberto Gonçalves. Daí haver espaço ainda para alguma cinefilia, com várias revistas de espectáculos ("Ciné- -Revue", "Plateia", "Salut les Copains"...) e cartazes de filmes; para livros juvenis (Júlio Verne, Enid Blyton...); para cadernetas de cromos; ou para simples postais. Se é coleccionador, em busca daquele objecto perdido no tempo que nunca voltou a encontrar, ou um simples curioso, vale bem a pena perder algum tempo - e algum dinheiro, já agora... - neste mundo de fantasia retro.

Rua da Conceição, 27-29, Porto. 222 011 083 / 938 615 339. De segunda a sexta-feira, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 19h30. Sábado, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 18h00. Encerra ao domingo.

Publicado em 09 de Abril de 2010 , I  

O sótão de todas as infâncias

A Livraria Timtim por Timtim apenas pelo nome avisa logo ao que vem: loja de banda desenhada com grande foco na franco-belga, destrocada com sotaque portuense. Aos comandos desde sempre está Alberto Gonçalves, uma figura reconhecidíssima entre colecionadores. Não que Alberto se identifique como colecionador, porque "qualquer livro que eu tenha é para lhe dar uso, para me sentar a ler". Também não considera a Timtim por Timtim um alfarrabista. No fundo, admite que a livraria é uma fantasia de criança: "isto é como ser um ator de cinema ou um apresentador de televisão. São profissões em que, quando chega o domingo à noite, um indíviduo não fica triste por depois ser segunda-feira e ser dia de trabalhar."

Essa infância de fantasias de Alberto estava preenchida pela chamada "macacada": "as pessoas da minha geração podiam até não gostar muito ou não ler muito banda desenhada, mas era algo que fazia parte do quotidiano de todos, simplesmente porque então não havia TV nem jogos de computador. Voltávamo-nos para o que os adultos chamavam de 'macacada', que era algo que tirava os pedagogos do sério — sobretudo porque as traduções que tínhamos eram todas em português brasileiro, e depois dávamos erros a escrever."

Finda a infância, Alberto fez a tropa em Cascais ("um sítio paradisíaco, e vi muito cinema no Quarteto e na Cinemateca, mas também nas máquinas de 25 escudos que mostravam filmes de mulheres a dançar"), e lança-se numa longa sequência de empregos: desde professor até quadro de uma empresa de engenharia civil. Mas foi só com a loja que encontrou a solução ideal, ou seja, um trabalho sem patrão.

O nome, "Timtim por Timtim", deve-o a uma rubrica da popularíssima revista Tintin. Mas muito facilmente o nome poderia ser outro: "as revistas de banda desenhada icónicas da minha geração tinham nomes como O Mosquito, Coleção Águia, Coleção Papagaio. Por pouco não chamei a isto 'Loja do Falcão'". A loja começou com um espaço na R. da Constituição, pouco depois mudou-se para a Rua de General Silveira, mas há cerca de 20 anos encontrou poiso permanente na R. da Conceição.

Esta localização, em plena baixa do Porto, trouxe consigo, nos últimos anos, uma clientela surpreendente: os turistas são muito atraídos pela loja, explorando os pequenos corredores com livros de formatos díspares combinados e encaixados como azulejos.

"A resposta é fácil: as personagens e heróis que estão aqui são de um imaginário partilhado, não importa as nações. E temos aqui muitos livros em italiano, em francês, em espanhol. Há aqui livros para qualquer pessoa", assegura.

Ricardo Alves, Agenda do Porto, Março de 2025

Porto: A livraria que guarda as aventuras de Tintim

A mais recente aventura do repórter Tintim está, agora, no cinema. Mas este herói de banda desenhada ganhou vida muito antes, nas linhas desenhadas por Hergé. A livraria “Tim Tim Por Tim Tim”, no Porto, destaca, durante o mês de novembro, a sua aventura.

Entrar na livraria é como entrar num mundo diferente. Um mundo composto por figuras de Asterix and Obelix, carros do Agente 007 ou livros da coleção Salgari. Por entre estes objetos avista-se a figura, com um metro de altura, de um jovem com uma cara redonda e um cabelo laranja, acompanhado por um cão, um fox terrier branco. Tintim e Milou estão a olhar pela vitrine da livraria “Tim Tim Por Tim Tim”, cujo nome tem uma sonoridade semelhante ao nome do personagem das histórias dos quadradinhos – apenas por coincidência e nada mais.

Quase nem se dá pela presença de Alberto Gonçalves atrás de uma das bancadas preenchida por livros de banda desenhada. Abriu a livraria em 2003 e agora, com a estreia do filme “As Aventuras De Tintim – O Segredo Do Licorde”, aproveitou para destacar os objetos que tem do herói. “Ciclicamente, num prazo muito curto, vamos renovando a montra com artigos sobre o TinTim”, explica o proprietário.

Alberto Gonçalves frisa que não se trata de uma exposição, até porque a livraria “não está vocacionada para isso”. “Aquilo que fizemos, com a estreia do filme, foi pensar em várias montras que se vão renovando todas as semanas até meados ou fins de novembro”, explica, acrescentando que, “depois, também vem o Natal e tem de se renovar”. Continuando, Alberto Gonçalves admite, com um sorriso que transparece o sentimento de orgulho: “Pois, isto não é um museu. Quase que pode funcionar como um, mas não é”.

As primeiras aventuras

E são já antigas as histórias que aqui podem ser encontradas. O livro mais antigo de “As Aventuras de Tintim” é de 1936, pertencente às primeiras edições em língua original. “Temos exemplares do TinTim belga. Temos o “Petit Vingtième”, um ano completo, o de 1936, com o ‘TinTim e o Ídolo Roubado‘, com 52 capas do Hergé”.


Na montra e nas estantes, a “Tim Tim Por Tim Tim” tem ainda as primeiras edições em língua portuguesa, em versão brasileira e, ainda, a revista do TinTim em versão portuguesa editada pela Verbo. “As edições em albúm mais antigas que temos são de 1953: primeiras edições de “As Aventuras De Tintim – Objectivo Lua”, refere Alberto Gonçalves.


São relíquias que quase valem ouro. Na “Tim Tim Por Tim Tim”, os preços das histórias aos quadradinhos deste repórter podem variar entre os cinco e os 500 euros. Mas Alberto Gonçalves salienta que um álbum de “As Aventuras De Tintim” dos anos 30, em muito bom estado de conservação, pode valer 10 mil euros.


“A melhor peça que eu tenho, que é o ‘Le Petit Vingtième’, não dá para ler”, afirma Alberto Gonçalves, explicando que apenas se pode mexer no livro com pinças. “É um suplemento de um jornal de 1936. Está bem protegido em sacas de plástico fechadas hermeticamente, exatamente por não podemos ter o prazer de mexer no objecto”, refere. O livreiro compara o suplemento com um exemplar do “Le Petit Journal”, de 1908, e garante que este último pode ser manuseado com mais à vontade do que o primeiro.

Assim, e apesar de ser o objecto mais valioso que neste momento a “Tim Tim Por Tim Tim” possui, o responsável afirma que “aquilo é para olhar… Não para abrir”. Aliás, Alberto Gonçalves lembra que os abriu apenas “uma vez para os conferir, porque é papel de jornal de 1936, antes da guerra. A Europa passava por uma profunda crise e o papel era muito fraco”, garante.

Mas além dos livros aos quadradinhos que contam as aventuras de TinTim, por toda a livraria também se encontram as personagens que vivem as histórias, carros, relógios e, ainda, cadernetas de cromos.

“Ninguém conseguiu igualar Hergé”

Alberto Gonçalves revela que tem “muito prazer em que as pessoas visitem” a livraria e que “se converse sobre a figura do TinTim e sobre curiosidades”. Para o proprietário, são as linhas claras e a simplicidade da história que cativam novos e velhos. “Por exemplo, no filme que estreou, eles limitam-se a andar à procura do tesouro”, descreve Alberto Gonçalves, acrescentando que, “em geral, quando há um livro ou filme de aventuras deste género, há mais alguém que também vai à procura do tesouro e que os está a prejudicar. Portanto, o filme não pode ser pacífico”, explica.

“Os livros do Tintim só têm um objetivo, o que quer dizer que a aventura é simples e que quem lê aquilo, lê com prazer, sossegado”, concluiu. Para Alberto Gonçalves, “é certo que, nem de longe, nem de perto, ninguém conseguiu igualar Hergé”, criador do TinTim, confirmando a ideia de “que ser simples, é complicado”.

O livreiro não hesita em dizer que quer ver o mais recente filme do repórter herói da banda desenhada e acredita que o filme vai conquistar pessoas de todas as idades. “Para mim, vai ser uma curiosidade”, admite.

Por Tania Monteiro / JPN

 Tânia Monteiro - lcc08091@letras.up.pt

Publicado: 10.11.2011 | 10:04 (GMT)

Marcadores: Banda Desenhada, Cultura, Livraria, Livros, Porto



sexta-feira, 28 de março de 2025

As Aventuras Perdidas de TinTin



Sikoryak, R. (2003). 
As Aventuras Perdidas de Tintin: Perdidos em Marte
A versão em português foi publicada em "À Volta do Sol", Guia de Actividades publicado pela Fundação Navegar para o Centro Multimeios de Espinho. Na versão em português  aparecem os nomes TinTin, Milu, Professor e Capitão  por isso não foi seguida a ideia original na totalidade.

Sikoryak, R. (2003). As Aventuras Perdidas de TinTin: Perdidos em Marte, À Volta do Sol: Guia de Actividades, Fundação Navegar, Pág. 15.


A revista Wired publicou em Julho de 2001 uma paródia a Tintin: "Prisoners of the red planet" (Prisioneiros do Planeta Vermelho).

Esta história acompanhava um artigo sobre a futura colonização do planeta Marte. A NASA enviou uma sonda para órbita em Outubro de 2001. Os investigadores começaram a imaginar a vida futura em Marte e a tentar encontrar soluções para os muitos problemas que os primeiros visitantes vão encontrar: temperaturas desumanas, condições meteorológicas terríveis, radiação mortal, uma vida social limitada, etc.

R. Sikoryak, o autor da banda desenhada, optou por parodiar Hergé para ilustrar os problemas levantados no artigo. O foguetão cairá ao aterrar em Marte e o Capitão Haddock morrerá depois de alguns passos no planeta!

Todas as personagens principais estão presentes na história, mas os nomes são diferentes ou não são mencionados. Assim, Tintin é chamado (no título) Tim-Tim, Milu (Milou) transforma-se em Schnowy (ou Shmilou), Haddock e Girassol são citados como o "Capitão" e o "Professor".

TINTIN EST VIVANThttp://naufrageur.com/a-wire.html

https://www.bedetheque.com/BD-Tintin-Pastiches-parodies-pirates-Les-Prisonniers-de-la-Planete-Rouge-467978.html

O artista Robert Sikoryak criou também um Tumblr onde publica uma BD dos termos legais do iTunes

Os termos legais que é preciso aceitar para usar certos serviços tecnológicos são normalmente extensos e aborrecidos - mais fácil é ir até ao fundo da página e carregar em 'Aceitar' sem os ler de todo.

Mas o artista Robert Sikoryak, conhecido por fazer adaptações de grandes obras literárias, criou uma versão dos Termos e Condições do iTunes que talvez ajudassem a ler tudo.

Robert Sikoryak, americano de 51 anos, começou a desenhar versões em banda desenhada de cada parte dos Termos e Condições do iTunes, o programa de gestão e compra de música da Apple. E com mais uma pequena particularidade: em cada uma das 49 páginas da BD, Sikoryak aplicou um estilo de um cartoonista conhecido.

DN, 04/11/2015



quarta-feira, 26 de março de 2025

Ricardo Santo

Foi o autor da capa e do episódio "Lisboa Connection" da "Efeméride" dedicada a Tintim no Séc. XX.

«Já está cá fora o novo número do fanzine Efeméride de Geraldes Lino, com o tema "Tintim no séc XXI" e com capa e uma short story by yours truly! Quem quiser adquirir um exemplar, vá ao Festival de BD da Amadora, que acaba este fim-de-semana.» (04/11/2009)

«Um bocadinho de "trivia": Não foi de propósito! Foi o Geraldes Lino que viu esses desenhos no meu caderno e pediu-me para os meter na capa do fanzine.» (2024)


EFEMÉRIDE Nº 4

Arcindo

ARCINDO MADEIRA (1915-2022)

Nasceu em Coimbra onde começou a ser artista fazendo caricaturas para os livros de curso e colaborando na imprensa local.

Colaborou em O Papagaio entre 1936 e 1940 antes de ir para o Brasil. Foi homenageado pelo Amadora BD em 2022 pouco antes de morrer,

 #95; 04 Fevereiro 1937; Capa; Tintim e Milou [mais o chefe dos bandidos]


#101; 18 Março 1937; Banda Título; Tintim e Milou - Am


#116; 01 Julho 1937; Banda Título; Milou - Ch

#219; 22 Junho 1939; Banda Título; Tintim e Milou - Co


#261; 11 Abril 1940; Capa; Milou - Or

Fontes:

https://marcadefantasia.com/ego/encartes-qi/edicoes_avulsas/arcindo_madeira/arcindo_madeira.pdf

http://www.guiadosquadrinhos.com/artista/arcindo-madeira/11374

https://www.lambiek.net/artists/m/madeira_arcindo.htm

https://oelucubrativo.blogspot.com/2023/02/arcindo-madeira.html

Viver cultura - Artes - Edição 1527 - 2003-03-27

https://biblioteca.cm-amadora.pt/uploads/9f134daf72e4acc05acdef85c51286a2.pdf anos - 30

Universo Arcindo

A presença de Arcindo Madeira na edição de 2002 do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA) foi uma agradável surpresa. O facto de o autor português ter nascido em 1915 (em Coimbra, a 7 de Agosto) e, principalmente, a circunstância de ter deixado o contacto regular com o leitor português a partir da altura em que emigrou para o Brasil, em 1941, levantavam algumas interrogações quanto à figura que iria ser homenageada na Amadora, com uma exposição individual na Galeria Municipal Artur Bual e com a elevada distinção do Troféu Honra do Festival.

Arcindo Madeira estreia-se no ABC-zinho em 1930 (com O Automóvel à Vela). Publica ilustrações no Pim-Pam-Pum!, Gazeta do Domingo, Yo-yo, Reporter de Coimbra, Imagem, Paracelso, Sempre Fixe e O Liberal. A partir de 1936, torna-se um dos mais representativos autores de O Papagaio, onde publica sobretudo ilustrações e histórias curtas (publicando uma única história em continuação, Aventuras de Jim Kaco). Permanecendo n' O Papagaio (a revista que estreou o Tintin em Portugal) até 1940, Arcindo Madeira marca definitivamente a imagem da revista na segunda metade da década de trinta, quer pelo belíssimo trabalho de cor, quer pelo estilo muito pessoal do autor, pleno de movimento (um movimento caricatural e característico) e com uma eficaz síntese ao nível do traço, que distingue verdadeiramente as suas personagens de quaisquer outras (o "universo Arcindo", como lhe chama Dias de Deus). Para lá d' O Papagaio, Arcindo continua a publicar ilustrações, caricaturas e bandas desenhadas em diversos jornais e revistas: Ginásio, Renascença, O Canudo, O Século Ilustrado, Diário do Alentejo, Pim-Pam-Pum!, A Risota, Gazeta de Domingo, Diário de Notícias, Diário de Lisboa, O Senhor Doutor, etc.

Em 1941, emigra para o Brasil, passando a colaborar no Suplemento Juvenil de Adolfo Aizen, e noutras publicações. Trabalha também em publicidade e faz cenários para teatro de revista. Em 1944 introduz o sistema de impressão por serigrafia no Rio de Janeiro. Na década de 50, colabora n' O Globo, onde começa a publicar as suas famosas crónicas de viagem (num curioso paralelo com o Grande Concurso das Nações que ilustrou para O Papagaio), e é director artístico do Rio Magazine.

A exposição individual de Arcindo que a Amadora apresentou na Galeria Municipal Artur Bual (e que marcou o arranque oficial do Festival), deixava de fora a "fase portuguesa" do autor, e privilegiava a ilustração sobre a (muito pouco representada) banda desenhada. Com esta abordagem, a grande beneficiada foi a síntese do traço solto e eficaz (fortemente enraizado no desenho do natural) que torna o desenho de Arcindo tão característico. É um tipo de traço que era imagem de marca da época de ouro da BD portuguesa, e que está "em vias de extinção". Os desenhos de Arcindo atravessam décadas sem que haja diferença significativa ao nível da energia e firmeza do traço. Esta energia e firmeza é também a que apresenta Arcindo Madeira no contacto pessoal. Indiferente ao passar dos anos, Arcindo comenta projectos futuros e métodos de trabalhos passados, questiona sobre a vida e obra de outros, tira fotografias e disponibiliza-se para sessões de autógrafos, revelando uma vitalidade maior do que a de muitos jovens autores que a Amadora tem revelado.

Lamentavelmente, o trabalho do autor Arcindo Madeira é pouco conhecido do grande público, evidenciando uma lacuna do revitalizado mercado português da banda desenhada.

Pedro Mota, Notícias da Amadora

segunda-feira, 24 de março de 2025

Marte

Hoje destacamos duas capas de Alex Gaspar incluídas na contracapa da Efeméride dedicada A Tintin:

* Tantan - Rumo A Marte

* Tantan - Explorando Os Marcianos


Em Janeiro de 2009 Alex Gaspar volta a colaborar no fanzine Efeméride, no seu quarto número, então dedicado ao tema "Tintim no Século XXI", com o episódio O Caso do Perfume Verde, além de ter realizado uma estupenda ilustração para a respectiva contracapa, de nível escatológico e humorístico em grau elevado, muito de acordo com o seu feitio bem humorado e irreverente.

http://divulgandobd.blogspot.com/2010/10/alex-gaspar-19652010.html 

domingo, 16 de março de 2025

Jornal Blitz

 

No jornal Blitz de 16/03/1993 apareceu uma página dedicada a Tintin a propósito do 10º aniversário da morte de Hergé. Destacamos a parte da página onde é referida a edição especial de "A Suivre" de Abril de 1983, uma capa do suplemento "Tele Público", um pin de Milou e a edição da revista Sábado com o ministro das finanças Braga de Macedo na capa.

Os olhos Fertéis
Dos 7 Aos 77
Viky Sybergirl, Blitz. 16/03/1993


quinta-feira, 13 de março de 2025

Diário de Lisboa


A capa da edição de 16/03/1990 de "A Mosca", suplemento das sextas do Diário de Lisboa, tem imagens alusivas a Tintin com destaque para a presença do representante criado por Hergé.

DL