terça-feira, 20 de maio de 2025

O Independente


O semanário «O Independente» publicou semanalmente, a partir de 21 de Junho de 1996, os 16 fascículos com as histórias «Tintim no país do ouro negro», «Rumo à Lua» e «Explorando a Lua». O jornal oferecia com o 1º fascículo uma capa dura para encadernar os fascículos deste 2º volume. Na mesma altura também foi colocado à venda o VHS de "Tintim Na América".

As melhores aventuras de Tintim (O Independente, 1997) Publicado em fascículos - Fasc. 1-5: Tintin no país do ouro negro ; Fasc. 6-10: Rumo à lua ; Fasc. 11-16: Explorando a lua

Em 1995 já tinha havido uma primeira série de fascículos: Nº 1 (31 Mar. 1995) - nº 21 (18 Ag. 1995) Publicado em fascículos, correspondendo a: As 7 bolas de cristal; O templo do sol; O segredo do Licorne; O tesouro de Rackham o Terrível


quarta-feira, 14 de maio de 2025

Finalmente em Portugal!


EDITORIAL

No regresso de férias, e para começar em beleza um novo ano de trabalho, a Editorial Verbo apresenta 14 novos lançamentos dedicados às crianças e aos jovens. Entre eles merecem destaque, sem dúvida, os novos livros da Patrícia e da Filipa, mas a «estrela da companhia» é o Tintim!

O mais célebre heróis das histórias aos quadradinhos nunca tinha tido um editor português; até agora, os álbuns com as suas aventuras eram editados no Brasil, enquanto que em Portugal apenas tinham aparecido em alguns jornais e revistas. Chegou, pois, a  hora de a Verbo lançar o Tintim em português! - E já estão na livraria os dois primeiros títulos s não perder: A Ilha Negra e O Ceptro de Ottokar  


NOVIDADES EDITORIAIS

De um outro velho amigo leiam (e vejam) as espantosas aventuras em A Ilha Negra e O Ceptro de Ottokar (730$00 cada): referimo-nos ao Tintim, claro. Sabiam que esta famosa banda desenhada, com o extraordinário humor de Hergé. é editada em 31 línguas e dialectos?

Correio Juvenil Verbo nº58 - Segunda série agosto e Setembro de 1988

terça-feira, 13 de maio de 2025

Horário Escolar

Horário Escolar oferecido pelo Clube Juvenil Verbo aquando do lançamento das primeiras aventuras em álbum pela Editorial Verbo.


C L U B E    J U V E N I L   V E R B O
___________________________________________

O Clube Juvenil Verbo já existe desde 1964 e foi criado a pensar em todos os jovens com idade inferior a 18 anos. Desde então, já milhares de pessoas fizeram parte dele. É um Clube para gente dinâmica, divertida e que gosta de ler. Os sócios recebem gratuitamente a REVISTA CORREIO JUVENIL, e podem participar em inúmeras actividades tais como sessões de cinema e teatro, passeios de fim-de-semana, visitas guiadas, etc.

Não há qualquer obrigatoriedade a não ser contribuir com boa disposição e querer estar sempre bem informado sobre os novos livros da Verbo.

https://arquivo.pt/wayback/19981205150011/http://www.editorialverbo.pt:80/

Correio Juvenil Verbo, Nesquik, Cangurik, O Ceptro de Ottokar, Tintim




terça-feira, 6 de maio de 2025

O Caso Tournesol

O Caso Tournesol é um telefilme de animação belga de 1964 realizado por Ray Goossens. É a primeira adaptação cinematográfica do décimo oitavo volume da série de banda desenhada As Aventuras de Tintim, "O Caso Girassol", escrito e desenhado por Hergé e publicado em 1956.

É também considerada a última temporada da série de animação "As Aventuras de Tintin" produzida pela Belvision.

O telefilme "O Caso Tournesol" foi transmitido pela RTP-1, às 20h10 do dia 23/12/1969. No dia 24/12/1969 pelas 18h40 deu novamente As Aventuras de Tin-Tin (A Estrela Misteriosa) e o último episódio de Pippi. 

Mário Castrim assinou a critica televisiva no Diário de Lisboa ("Tin-Tin É Triste Vê-lo Assim") mas não perdoou várias situações de que não gostou no filme. Hergé esteve afastado da produção do mesmo.

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CRITICA DE MÁRIO CASTRIM NO DL;

canal da crítica

TIN-TIN: É TRISTE VÊ-LO ASSIM

A terça-feira era dia de bom gigante, o urso Ben que andava por aqui e por ali aos baldões da imaginação precária do argumentista e do realizador. Coitado. Tinha a característica de não fazer mal a ninguém, nem ao seu pior inimigo. Paz à sua alma!

Paz à sua alma porque, a partir de ontem, temos uma nova série: «As aventuras de Tin-Tin».

«Tin-Tin» passa directamente das bandas desenhadas onde criou fama e proveito, para a teletela. Não ganhou com a subida de escalão. Perde, em «movimento», o que ganha em movimento. Grande parte do humor não atinge o «ecran». Restringido ao campo de imaginação, restringiu-se o poder de atracção. O espectador não preenche o espaço que vai de um desenho a outro: aqui, na televisão, o espectador não colabora: assiste. Hergé, nas bandas desenhadas, procura o ponto exacto da expressão da imagem; no filme, a expressão dilui-se nas imagens. «Tin-Tin», quando livro, era um ser individualizado, de forte personalidade; na fita, perde-se no processo e na rotina dos seus compadres donaldes e quejandos. Desenhado, capta a simpatia; cinematografado, não evita uma certa sensação de ridículo...

Nas bandas desenhadas tendemos a sua misoginia a uma determinação de classe, de idade; nos filmes, esta figura ambígua de rapazinho com voz de homem deixa uma impressão de desequilíbrio. Os adultos aderem ao «Tin-Tin» desenhado; quer-me parecer que tal não acontecerá ao «Tin-Tin» das fitas. A arte como que se inverte, acentuado à medida que se liberta da abstracção. Nem sempre o que está mesmo à vista é o que se vê melhor. Há zonas de visão onde os olhos não chegam. Ver pode ser uma forma de não ver.

Assentemos, pois, que este «Tin-Tin» das fitas vem com o nítido propósito de aproveitar a popularidade do «Tin-Tin» dos desenhos sem lhe herdar, nem de longe, as qualidades essenciais.

Para além disso, mantém-se a ambiguidade a confundir-se com a universalidade. Naquela história das duas potências imaginárias, a Bordura e a Sildávia, não se pode dizer que os vencidos representam a potência verídica X e os vencedores a potência verídica Y.

Nas aventuras de «Tin-Tin» tal não acontece. Quando «Tin-Tin» ganha, ganhamos nós. Identificamo-nos com ele. Transferimos para «Tin-Tin» a nossa urgente necessidade de êxito.

Ei-lo vertiginoso, meio doido, cada sequência uma aventura, tiros, mocadas, casas desfeitas, pelotões de fuzilamento, «Tragam-mo morto ou vivo», as quedas das grandes antenas, os explosivos armazenados e perigosos, os laboratórios da morte, a ciência lançada no caminho da destruição de tal modo sugestiva que só lhe falta a auréola da santificação, as cidades destruídas, a violência, a armadilha, a vitória pela arte da fera ou seja: a guerra e o coice, enfim: todos os perigosos mitos com que teimosamente se deforma a visão do mundo...

O Tin-Tin que tivemos ontem é um Tin-Tin enquadrado no sistema. O Tin-tin, pelo menos o de ontem, é uma teledroga.

Pobre dele. Pobres de nós.

Mário Castrim, DL, 24/12/1969

-

Foi lançado em Portugal no formato VHS (68 minutos) - DGEAT 1954/88 pela Diger Video

A versão dobrada em português foi exibida na 2: (RTP) em 31/12/2004.

Sinopse:

O professor Girassol (Tournesol) acaba de desenvolver uma nova arma que utiliza ultrassons e destrói objetos de vidro. Se fosse aperfeiçoada para destruir qualquer coisa que não fosse vidro, esta invenção poderia tornar-se uma arma particularmente perigosa. Para além dele, apenas um estudioso sildavo, o Professor Bretzel, sabe operar esta máquina.

Tintim, Milu, o Capitão Haddock e Girassol vão a casa dele para o avisar, mas descobrimos que foi raptado por agentes sildavos e Girassol também é raptado. São posteriormente capturados por agentes secretos da fronteira. Tintim e Haddock são capturados, o ferido Tintim é transportado numa ambulância, da qual escapa e encontra os Dupondt. Vão à ópera onde roubam a ordem de libertação do Professor Girassol assinada pelo Coronel Brütel, o chefe da polícia.

Aparecem então na fortaleza de Darkau disfarçados de agentes da polícia secreta, mas são desmascarados. Depois de várias reviravoltas, escapam num tanque e chegam à fronteira de Sildávia com os dois professores e Haddock.

Ficha técnica:

Realizado por: Ray Goossens

Argumento: Charles Shows, baseado em Hergé

Música: Ralph Darbo

Editora: Diger Video 

Licenciamento (?) - GENOKE Ag.

Empresa de produção: Belvision

Géneros: animação, aventura, comédia

País: Bélgica

Idioma: Francês

Duração: 68 minutos

Formato: Cores - 1,78:1 e 1,33:1 - Mono

Datas de lançamento:

Bélgica: 1 de Janeiro de 1964

Há várias diferenças para a versão em álbum.

https://fr.wikipedia.org/wiki/L%27Affaire_Tournesol_(t%C3%A9l%C3%A9film)

(Principais diferenças com o álbum)

Nesta adaptação para filme apenas os agentes Sildavos estão presentes no início de Moulinsart.

Os Dupondt chegam de helicóptero no início. A polícia não foi notificada.

Serafim Lampião não aparece.

Os heróis não vão para a Suíça como no álbum, mas sim para a Sildávia, um país que apenas é mencionado no álbum.

O Professor Girassol é raptado por agentes sildavos enquanto está com Tintim e Haddock.

O professor Topolino não aparece sendo substituído por um estudioso sildavo, o professor Bretzel, que também é raptado.

Na versão em  álbum são os Sildavos que raptam o professor após o combate contra os Bordurienses mas no filme para TV acontece ao contrário.

O professor Girassol diz a frase "A minha terra natal é Sildavia", uma frase que não existia no livro.

Os Dupondt têm um papel mais importante do que no álbum, pois fazem parte da aventura na Bordúria e salvam os seus amigos várias vezes. São mesmo eles que acompanham Tintim à ópera no lugar do Capitão Haddock, que está a ser mantido prisioneiro.

A Fortaleza de Bakhine foi renomeada Fortaleza de Darkau.

O Coronel Sponsz é renomeado para Coronel Brütel e a sua aparência física difere um pouco, o seu papel é menos importante do que no álbum, é o comandante da fortaleza de Darkau e o principal antagonista na segunda parte do filme para TV.

A fuga da fortaleza é muito mais movimentada do que no álbum e acontece de helicóptero.

Ao contrário dos álbuns de As Aventuras de Tintim, de Hergé, o Professor Girassol não é surdo e usa uma gabardina amarela e não verde.

Não conseguimos distinguir Dupond de Dupont (e vice-versa) porque o seu formato de bigode é o mesmo, ao contrário do que aparece nos álbuns

No filme para TV, são Tintin e Haddock que assistem à metrópole destruída pelo aparelho de ecografia, enquanto no álbum são os soldados da fronteira que assistem.

Na versão em álbum foi um outro soldado que se apercebeu da metrópole destruída graças ao dispositivo, enquanto no filme foi Girassol (Tournesol) quem se apercebeu disso.

sábado, 3 de maio de 2025

Série de televisão - Ellipse/Nelvana


As Aventuras de Tintim é uma série animada de televisão co-produzida e animada pelo estúdio de animação francês Ellipse Programme e pelo estúdio canadiano Nelvana Limited que antes tinham feito a adaptação das histórias do Elefante Babar. Foram produzidos 39 episódios de meia hora (18x2+3) que foram exibidos na França, Canadá e Estados Unidos entre 1991 e 1992. A série foi gravada em inglês e depois adaptada para Francês.

Esta série goi a segunda adaptação televisiva dos álbuns de Hergé, a primeira foi "Les aventures de Tintin, d'après Hergé", produzido pela empresa de animação belga Belvision.

https://pt.wikipedia.org/wiki/As_Aventuras_de_Tintim_(s%C3%A9rie_de_televis%C3%A3o)

«As Aventuras de Tintin» (1991) - A adaptação audiovisual mais famosa das aventuras de Tintin é esta série franco-canadiana de desenho animado produzida pela Nelvana, com 18 episódios de 45 minutos e mais três de 24 minutos. 

É a adaptação mais fiel de todas, e compreende todos os álbuns da série, à excepção dos dois primeiros, «Tintin no País dos Sovietes» e «Tintin no Congo», considerados excessivamente datados em termos políticos e sociais. 

Uma das maiores curiosidades da série é o aparecimento em todos os episódios do próprio Hergé, em «cameos» equivalentes aos de Alfred Hitchcock. De todas as versões (...) é a única que está disponível em DVD em Portugal.

Em Portugal estreou na RTP-1 em 1995 e voltou a passar nos anos 2000 na RTP, canal Panda e SIC K.

https://desenhosanimados-anos90.blogs.sapo.pt/as-aventuras-de-tintin-218624#comentarios

A Costa do Castelo é a distribuidora dos episódios da Elipse Programme em Portugal. Editou os 18 filmes de 50 minutos aproximadamente cada e 3 filmes de 24 minutos, coloridos, referentes a tantos episódios de Tintim em VHS. Ficaram de fora «Tintim no país dos sovietes» e «Tintim no Congo», sendo «retocado» o argumento de «Tintim na América». Os episódios são em francês com legendagem em português. Os filmes de «semi-animation» são uma co-produção franco-canadiana do Centre National de la Cinématographie e do Téléfilm Canada com a colaboração da Fondation Hergé. A partir de 2003, a Costa do Castelo começou a distribuir os mesmos episódios em formato DVD-5, Dolby Digital, PAL 4:3. 

https://tintinofilo.weebly.com/costa-do-castelo.html

A Costa do Castelo lançou, entre 1994 e 1996, os 21 episódios em formato VHS na versão original em francês com legendagem em português. (1)

A TelePizza ofereceu duas cassetes VHS dos episódios "Tintim Na América" e "O Tesouro de Rackham, o Terrível" (3506/94).

Os episódios da série foram transmitidos em 1995 pela RTP-1 e RTP-Madeira.

O Jornal "O Independente" chegou a distribuir as cassetes VHS de "Tintim Na América" e "Estrela Misteriosa". 

A RTP voltou a emitir a série nos anos de 1997 e 1998.

Em Setembro de 1999, a coleção de vídeocassetes começou a ser distribuída, em bancas de jornais ao preço de 1250$00. Começou com "Tintin No Tibet(e)".

TINTIN EM VIDEO

O mais famoso repórter de todos os tempos acaba de ver comercializada toda a sua colecção de vídeos nas bancas de jornais, numa iniciativa lançada conjuntamente em mais de 50 países, isto em pleno ano do 70.º aniversário. O primeiro vídeo, "Tintim no Tibete" (de 50"), foi lançado no início de Setembro, com o tentador preço de 1.250$00.

Os vídeos das Aventuras de Tintim são editados em Portugal pela Costa do Castelo, estando para se saber quando é que estarão disponíveis as Longas Metragens “O Templo do Sol” (de 1969) e “O Lago dos Tubarões” (de 1973), sem esquecer os filmes com personagens de carne e osso “Tintim e o Mistério do Tosão de Ouro” e “Tintim e as Laranjas Azuis” (ambos da década de 60).

-- JuveBêDê nº 14, Novembro de 1999

Ainda em 1999 foi lançada, pelo Circulo de Leitores, uma caixa com 10 dos episódios em VHS.  (1) 

Círculo de Leitores editou uma caixa com 10 vídeos da série da Elipse Programme: #1. O ídolo roubado #2. A ilha negra #3. O caranguejo das tenazes de ouro #4. O segredo do Licorne #5. O lótus azul #6. O ceptro de Ottokar #7. As 7 bolas de cristal #8. O templo do sol #9. Tintim no país do ouro negro #10. Objectivo Lua.

Foi exibido pela TV Cabo no Canal Panda em 14/07/2002. Mais para a noite, o canal exibe uma programação ajustada ao público juvenil. É neste horário que passa o sempre actual “Tin Tin”, série de desenho animado que passa para o pequeno ecrã as famosas aventuras do repórter criado para Bd por Hergé.» (2)  Em junho deu os episódios lunares. (Templo do Sol - 09/03/2002)

DVD - A partir de 2003, a Costa do Castelo começou a distribuir os 21 episódios em formato DVD-5, Dolby Digital, PAL 4:3 apenas na versão original com legendagem em português.  (1)

Foi feita a dobragem em português de Portugal, pela Nacional Filmes,  de todos os 21 episódios.  (1)

O jornal «Público» lançou a colecção em DVD das Aventuras do Tintim, entre 11/03/2005 e 29/07/2005, recuperando os 21  filmes de «semi-animation» da co-produção franco-canadiana do Centre National de la Cinématographie e do Téléfilm Canada com a colaboração da Fondation Hergé. Os DVD eram colocados à venda, juntamente com o jornal, um por semana, às sextas-feiras pelo preço de 5,95 €. Esta série teve a vantagem de ter a dobragem dos episódios em português.  (1) Inclui 5 inéditos: “As Jóias de Castafiore”, “Voo 714 para Sidney”, “Carvão no Porão”, “Tintim no Tibete” e “Tintim e os Pícaros”.


Os episódios foram lançados em 2007 no formato DVD. (1)

Na RTP-2, a série foi exibida dentro do "Zig Zag" nos dias úteis (entre 26/07/2007 e 05/07/2008).  (1) A 27 de outubro de 2007 passou para o horário nobre e continuou a ser exibida, até 5 de julho de 2008, nos finais de tarde de sábado no "Kaboom".  (1).

A Costa do Castelo lançou em 12/07/2008 uma caixa integral limitada com os 21 filmes em formato DVD.




(...) a RTP-1 reexibiu a série (em 2009?), no espaço "Brinca Comigo", aos fins de semana de manhã. 

Em 14/09/2014 foi emitida na SIC K. «Para celebrar o 85ª Aniversário de Tintin e Milú, a SIC K estreou, em exclusivo, a série de animação do maior herói de banda desenhada franco belga. Em "As Aventuras de Tintin" vamos viver as mais hilariantes histórias de Tintin que conta com a ajuda do Capitão Haddock; do Professor Girassol e dos detetives Dupond e Dupont, sempre disponíveis para o livrar das confusões em que se mete.»

https://sicblogue.blogs.sapo.pt/estreias-ja-na-segunda-na-sic-k-1812437

Chegou a estar disponível no Netflix mas depois foi removido em 19/06/2022. (3)

Outras informações:

https://wikidobragens.fandom.com/pt/wiki/As_Aventuras_de_Tintim

VHS (21)

Os Charutos do Faraó - (50 min) - az. - 001 - 625403?

O Ídolo Roubado - (50 min) - verm. - 002 - 

Tintim e os Pícaros - (50 min) - amarelo - 003 - 625405

O Segredo do Licorne - (50 min) - verde - ?s1/2 - 

O Caso Girassol - (50 min) - verde - ?s1

        O Lotus Azul - (50 min) - az. - ?s2

O Caranguejo das Tenazes de Ouro - (50 min) - verm. - 

A Ilha Negra - (50 min) - verm. - 018 - 626563

O Tesouro de Rackham, o Terrível - (24 min) - verde ? - - DGEAT 3506/94

O Ceptro de Ottokar - (50 min) - azul - 

A Estrela Misteriosa - (26 min) - laranja - 022 - 626566 - DGEAT 3505/94

Tintim no Tibete - (50 min) - verm. - 024 - 626567

Carvão no Porão - (50 min) - azul - 032 - 627087 - IGAC 2501/1995

Tintim no País do Ouro Negro - (50 min) - laranja - 033 - 627094 - IGAC 2502/95 

O Templo do Sol - (50 min) - verm. - 035 - 627092    

O Vôo 714 para Sidney - (50 min) - verm. - 037 - 627095

Pisando a Lua - (50 min) - verde - 038 - 627090 - IGAC 2503/1995;     2573/1996

As Jóias de Castafiore - (50 min) - laranja - 039 - 627088 - IGAC 2508/95 

Objectivo Lua - (50 min) - laranja - 040 - 627089 - IGAC 22638/96

As 7 Bolas de Cristal - (50 min) - laranja - 

Tintim na América - (24 min) - verm. - DGEAT 2505/95



DVD (21)





8 Tintim e os Picaros - (50 min) - 

20 Os Charutos do Faraó - (50 min) - 5845/03

1 O Ídolo Roubado - (50 min) - 5847/03

15 O Segredo do Licorne - (50 min) - 5853/03

17 O Caso Girassol - (50 min) - 6512/04

18 O Caranguejo das Tenazes de Ouro - (50 min) - 5851/03

21 A Ilha Negra - (50 min) - 5849/03

3 O Tesouro de Rackham, o Terrível - (24 min) - 5856/03

2 O Ceptro de Ottokar - (50 min) - 5852/03

16 A Estrela Misteriosa - (24 min) - 5852/03

12 Tintim no Tibete - (50 min) - 

19 Carvão no Porão - (50 min) -

10 Tintim no País do Ouro Negro - (50 min) - 6509/04

4 As Jóias de Castafiore - (50 min) - 2007 - 10106/04

5 Objectivo Lua - (50 min) - 2005 - 6510/04

6 Pisando a Lua - (50 min) - 6511/04

7 As 7 Bolas de Cristal - (50 min) - 5855/03

11 O Templo do Sol - (50 min) - 5854/03

9 Tintim na América - (24 min) - 5846/03

14 O Vôo 714 para Sidney - (50 min) -

13 O Lótus Azul - (50 min) - 5848/03

Público - 2005

21-Tintim e os Picaros-amarelo
9-Os Charutos do Faraó-azul
15-O Ídolo Roubado-verm.
7-O Segredo do Licorne-verde
17-O Caso Girassol-verde
16-O Caranguejo das Tenazes de Ouro-verm.
3-A Ilha Negra-verm
8-O Tesouro de Rackham, o Terrível-verde
4-O Ceptro de Ottokar-azul
6-A Estrela Misteriosa-lar.
14-Tintim no Tibete-verm.
13-Carvão no Porão-azul
18-Tintim no País do Ouro Negro-amarelo
5-As Jóias de Castafiore-lar.
1-Objectivo Lua-lar.
2-Pisando a Lua-verde
19-As 7 Bolas de Cristal-lar.
20-O Templo do Sol-verm
12-Tintim na América-verm.
11-O Vôo 714 para Sidney-verm
10-O Lótus Azul-azul

Integral (2008)

1 • Tintim na América

2 • Os Charutos do Faraó

3 • O Lótus Azul

4 • O Ídolo Roubado

5 • A Ilha Negra

6 • O Ceptro de Ottokar

7 • O Caranguejo das Tenazes de Ouro

8 • A Estrela Misteriosa

9 • O Segredo do Licorne

10 • O Tesouro do Rackham o Terrível

11 • As 7 Bolas de Cristal

12 • O Templo do Sol

13 • Tintim no País do Ouro Negro

14 • Objectivo Lua

15 • Pisando a Lua

16 • O Caso Girassol

17 • Carvão no Porão

18 • Tintim no Tibete

19 • As Jóias de Castafiore

20 • Voo 714 para Sidney

21 • Tintim e os Pícaros

CURIOSIDADES

Em todas as edições da Costa de Castelo aparece escrito o nome Tintim conforme aparecia nos álbuns lançados pela Verbo e antes nas edições brasileiras.

Alguns dos nomes dos episódios foram alterados em relação à edição em álbum.

- "A Orelha Quebrada" passou a "O Ídolo Roubado".

- "Rumo à Lua" passou a "Objectivo Lua".

- "Explorando a Lua" passou a "Pisando a Lua".

Hergé aparece em todos os episódios da série.

REPÓRTER GANHA nova vida

Por Ana Filipa Gaspar / Público, 

No cinema e na televisão, Tintim viveu várias experiências. Mas transpor a magia dos desenhos de Hergé para o ecrã não foi uma tarefa fácil.

A ideia de adaptar as aventuras de Tintim para o cinema e para a televisão surgiu no início da carreira de Hergé. Em 1939, um jornalista perguntava-lhe porque não se dedicava ao desenho animado e o criador de Tintim respondia que a sua forma de contar histórias estava “mais próxima do cinema”. Contudo, só duas décadas depois é que estreava o primeiro de quatro filmes, que representam a passagem do famoso repórter pelo cinema.

Apesar disso, foi na televisão e como desenho animado que Tintim alcançou maior sucesso. Em 1988, surgiu a ideia de realizar uma série inspirada nos álbuns. A Fundação Hergé tentou que a adaptação reflectisse ao máximo as histórias originais e o resultado foi um conjunto de 39 episódios (25 minutos), concluídos em 1992, que transportam o herói da BD para o meio televisivo. E são esses episódios que o PÚBLICO reuniu numa colecção de 21 DVD, editada a partir de hoje e que inclui 5 inéditos: “As Jóias de Castafiore”, “Voo 714 para Sidney”, “Carvão no Porão”, “Tintim no Tibete” e “Tintim e os Pícaros” . Os filmes chegaram a Portugal através da Costa do Castelo Filmes entre 1994 e 95, em formato VHS, e foram relançados em DVD a partir de 2003.

Tintim no cinema

Em 1961, o jovem repórter chega às salas de cinema em “Tintin et le Mystère de la Toison d'Or”. Pela primeira vez, Tintim é representado por um actor de “carne e osso”, Jean-Pierre Talbot. Com realização de Jean-Jacques Vierne, as filmagens decorreram na Turquia e na Grécia.

Três anos depois, a criação de Hergé (que Talbot reencarna de novo) regressa em “Tintin et les Oranges Bleues”, num filme realizado por Phillippe Condrover.

As longas-metragens de animação surgiram mais tarde, apesar de já em 1956 a sociedade Belvision ter começado a ensaiar a passagem da BD para a animação. “Tintin et le Temple du Soleil” (1969) baseou-se no álbum homónimo, “O Templo do Sol”, e em “As 7 Bolas de Cristal”. Pelo contrário, “Tintin et le Lac aux Requins” (1972) inspirou uma nova história de banda desenhada, “Tintim e o Lago dos Tubarões”.

Para os fãs do herói, os quatro filmes foram uma decepção. A falta de meios pode ter sido um dos motivos. Mas as histórias de Hergé também não permitem uma fácil adaptação ao cinema, dividindo-se entre o realismo do contexto e a caricatura das personagens. Por um lado, a animação não consegue capturar a variedade de expressões dos desenhos das personagens e os álbuns aparentam ter mais vida do que os filmes animados. Por outro, os diálogos das histórias soam teatrais quando representados por actores.

Em 1982, Steven Spielberg declarou o desejo de voltar a adaptar as aventuras de Tintim para o cinema. Mas, após várias ideias e anos de reflexão, Spielberg acabou por desistir. Segundo o realizador, era “extremamente difícil” transpor a obra de Hergé para o grande ecrã. Recentemente, o produtor Claude Berri e o realizador Alain Berberian desenvolveram um projecto em torno de “O Templo do Sol”, mas os problemas na selecção do elenco acabaram por conduzir ao fim da tentativa.

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Easter Egg

Homenagens a Tintin que surgem como easter eggs nas obras "Watchers" (2018) e "Sentinel" (2019) do conhecido desenhador Luís Louro que está a comemorar 40 anos de carreira.





Em "Cogito Ego Sum" (Revista Ego, 1998) aparece ainda um boneco insuflável.






Visão 741


terça-feira, 22 de abril de 2025

25 de Abril aos quadradinhos



Como seria lógico, também o 25 de Abril constituiu tema que alimentou e alimenta o universo da banda desenhada. Para além de globalmente ter sido um factor decisivo para a eliminação de todos os traços de censura sobre os conteúdos abordados, a sua própria crónica, directa ou indirectamente, serviu de inspiração para muitas histórias criadas desde então. A questão da eliminação da censura seria em si mesma interessante desafio para uma abordagem que prometo aqui fazer qualquer dia destes, assim contribuindo para um melhor conhecimento de épocas de “resistência” dos quadradinhos contra regras asfixiantes da liberdade de expressão entre nós.

(...) 

A. Martinó

Diversos têm sido os caminhos dos artistas que deixaram marcas mais relevantes na BD de Abril. Quem se lembra hoje que António, cujos brilhantes e surpreendentes quadros satíricos são uma das imagens de marca fundamentais do Expresso, um dos maiores cartoonistas/caricaturistas do nosso tempo, foi também um dos mais significativos e originais autores de BD dessa época? Presente em várias publicações, autor de uma das páginas que, precisamente na fronteira entre cartoon e banda desenhada, mais genialmente resumem o 25 de Abril e a questão militar que esteve na sua origem, seria sobretudo com Kafarnaum, no Expresso e em livro que António, num hábil jogo gráfico-linguístico, desmistificaria as taras e tiques do PREC, reflectindo inclusivamente sobre a própria BD o seu papel, parodiando largamente personagens populares da BD.

A utilização das personagens da BD foi aliás uma prática abundante e que constitui só por si um capítulo à parte na caracterização da BD desta época, reflectindo a popularidade da própria BD e a sua eficácia imagético-simbólica. Estudantes, sindicatos, comissões de moradores usaram-nas largamente. Ficaram famosas as fotomontagens do Jornal Novo. Eanes pela mão de vários e sobretudo de Cid, foi Superman e foi Tarzan A Flama numa série de Manuel Vieira sobre algumas figuras da época, em que, por exemplo, Mário Soares é o Príncipe Valente e Álvaro Cunhal é Mandrake, foi advertida pelo autor e editor por ter caracterizado Rosa Coutinho como Tintin.

(...)

JPP Boléo, A BD e o 25 de Abril

Há vários livros sobre a bd e o 25 de Abril.

https://largodoscorreios.wordpress.com/2014/04/25/25-de-abril-aos-quadradinhos/

https://largodoscorreios.wordpress.com/2015/04/28/25-de-abril-aos-quadradinhos-um/

https://tintinemportugal.blogspot.com/2014/10/tintin-no-pos-25-de-abril.html

"Imagens de uma revolução, 25 de Abril e a Banda Desenhada". de João Miguel Lameiras, João Paulo Paiva Boléo e João Ramalho Santos 

Um percurso em imagens e ilustrações por uma data marcante da história de Portugal. A Banda Desenhada, pela forma única como conjuga texto e imagem, foi um meio privilegiado para fixar a nossa História de forma dinâmica e atractiva, e também para apresentar este momento a quem nem era nascido. Uma revolução, quando desenhada, pode ser discutida e reflectida, e a sua memória pode evoluir mas nunca pode ser esquecida.

Assinado por três especialistas da história da banda desenhada no nosso país - João Paiva Boléo, João Miguel Lameiras e João-Ramalho Santos - "Imagens de uma Revolução" recupera alguns textos e obras anteriores, complementa-os com inúmeros exemplos e referências adicionais, e apresenta-nos o livro que nos mostra como as imagens perduram, e como uma revolução que foi desenhada dificilmente será esquecida.

Uma Revolução Desenhada - O 25 de Abril e a BD de João Miguel Lameiras, João Paulo Paiva Boléo e João Ramalho Santos 

Crocodilo / Flama

Outros posts anteriores neste blog:

Figuras que Abril Deu (1977)

https://tintinemportugal.blogspot.com/2017/07/figuras-que-abril-deu.html

Largo dos Correios (Jornal Novo, Flama)

https://tintinemportugal.blogspot.com/2014/10/tintin-no-pos-25-de-abril.html

Cartoon de Manuel Vieira publicado em 1975 na revista Flama

https://tintinemportugal.blogspot.com/2011/07/tertulia-bdzine-26.html

Fotomontagens do Jornal Novo

https://tintinemportugal.blogspot.com/2013/03/fotomontagem-no-jornal-novo-de-6121875.html

José Antunes / A Chucha (1976)

https://tintinemportugal.blogspot.com/2023/01/jose-antunes.html

"Kafarnaum" de António (1975/1976)

https://tintinemportugal.blogspot.com/2016/09/cartoons-de-antonio-in-kafarnaum.html

https://tintinemportugal.blogspot.com/2014/10/cartoon-de-antonio-karfanaum-em-1976.html

https://tintinemportugal.blogspot.com/2025/04/humor-unido.html

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Humor Unido Jamais Será Vencido

"O Humor unido jamais será vencido - Os cartoons da Revolução (1974-1976)" foi o nome da exposição temporária do Museu Bordalo Pinheiro, patente entre 18 de Dezembro de 2024 e 9 de Março de 2025, que mostrava desenhos publicados na imprensa da época por autores tão representativos como António, Augusto Cid, João Abel Manta, José Vilhena, Sam e Vasco.

Esta exposição, integrada nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974, lançou um olhar bem disposto sobre um período agitado da História de Portugal através da obra gráfica dos artistas que aproveitaram o fim da censura para mostrar outros ângulos de observação, simultaneamente críticos e divertidos, sobre os acontecimentos da época.

O Kafarnaum de António

"(...)

A lógica deste álbum é a do caldeirão, o caldeirão é o PREC. Nascido a 4 de Novembro de 1975, o 'KAFARNAUM' sobreviveu, apesar de não ter recolhido as cinco mil assinaturas para se transformar em partido legal, apesar de não ter fundado nenhuma associação de amizade Portugal-KAFARNAUM, apesar de não ter conspirado nenhum golpe de estado, nem tampouco ter sido consultado com vista à elaboração de pactos, relatórios, auto-críticas revolucionárias, etc.

Os comentadores que vão surgindo ao longo do enredo (?) cumprem a estrita missão de meter na ordem - embora kafarnaúnica, mas ordem, contudo - os ingredientes que, do interior do caldeirão, são servidos a um Zé Povinho cada vez menos semelhante ao que Bordalo Pinheiro criou, baseado no PREC do século passado." 

Abertura

Em relação ao Kafarnaum [inspirado no PREC], o desafio era tão grande que eu me servia de tudo o que estivesse à mão. não era bem uma opção estética, era mais uma necessidade de me socorrer de tudo, marcas, símbolos, banda desenhada, pintura. É preciso lembrar que eu era um tipo muito novo, a viver um processo politico único, que era o nosso, muito complexo. Por isso, servia-me de tudo para tentar comunicar, para manter-me à tona.

Quando o Kafarnaum fez dois anos, o Balsemão lançou um desafio enorme: "Chegou a o número 100, ´um número bom para acabar,  agora inventa outra coisa."

Entrevista a António (Expresso)

Paulo Jorge Fernandes: «Na exposição  aparecem alguns cartoons da série "Kafarnaum" do cartoonista António. António usou nessa série várias referências da BD, desde a série Asterix O Gaulês, Tintin, Lucky Luke etc. O Capitão Haddock aparece explicitamente num dos cartoons expostos.»

Algumas das imagens da exposição não aparecem no livro homónimo publicado em 1976.









sexta-feira, 18 de abril de 2025

O Papagaio


Novas Aventuras de Tim-Tim (O Lótus Azul) #166 de 16/06/1938 ao #205 de 16/03/1939

(...)

Viajei nessa altura com Tim-Tim por sítios que nunca mais esqueci. Alguns destes, apenas alguns, já depois os conheci “ao vivo”; quanto a outros, andei pelas suas “bandas” próximas; aos restantes, nem sequer isso, mas um deles, a Escócia, está ainda na minha agenda pessoal de passeios pelo Mundo...

Estes lugares mais ou menos míticos (talvez até exóticos!) correspondem aos cenários onde decorriam as tais aventuras ao tempo transcritas nas páginas soltas de O Papagaio a que tinha acesso: Tim-Tim na América (3 - Tintin en Amérique, 1931-32), Tim-Tim no Oriente (5 - Le lotus bleu, 1934-35), Novas Aventuras de Tim-Tim (4 - Les cigares du pharaon, 1932-33), Tim-Tim em Angola (2 - Tintin au Congo, 1930-31), O Mistério da Orelha Quebrada (6 - L'oreille cassée, 1935-37), A Ilha Negra (7 - L'Île noire, 1937-38), Tim-Tim no Deserto (9 - Le crabe aux pinces d’or, 1940-41), sem título (10 - L'étoile mystérieuse, 1941-42) e O Segredo do Licorne (11 - Le secret de la Licorne, 1942-43). A informação complementar, entre parêntesis, contempla o número de ordem, título e datas da publicação original.

Em suma, das 11 primeiras aventuras de Tintin, apenas não foram divulgadas n’O Papagaio a primeira (Tintin au Pays des Soviets, 1929-30) e a oitava (Le Sceptre d’Ottokar, 1938-39), o que constitui uma autêntica proeza editorial para um pequeno país como nós. Disponho de uma segura teoria pessoal para “explicar” a “exclusão” destas duas histórias, mas isto ficará para outra oportunidade...

Entre 1936 e 1949, limites temporais da divulgação da obra de Hergé na revista nacional, foram aqui publicadas essas nove aventuras de Tintin, criadas entre 1930 e 1943, o que significa, em média, um insignificante “atraso” de cinco anos. Notável!

(...) As páginas soltas dessa história [Tim-Tim em Angola] a que tive acesso, ainda mesmo antes de saber ler-lhes legendas e balões, fascinaram-me. A sua trama, muitas vezes reduzida aos inúmeros episódios (ou gags) inseridos no essencial do seu maravilhoso continuum narrativo, era já perceptível independentemente do fundamental acesso à leitura. Nem dava para percebermos as mutilações derivadas da grosseira remontagem a que os nossos gráficos submetiam as pranchas originais nem sequer o artificialismo do colorido, primário mas sedutor, com que a história “made in Portugal” mascar(r)ava a produção “naïf” de Hergé, criada a preto e branco.

(...)

António Martinó de Azevedo Coutinho, 06/07/2010

A História das grandes séries de banda desenhada muitas vezes faz-se à margem da vontade dos detentores dos direitos ou por falta dela. Em Portugal, onde pela primeira vez foi publicado fora do mercado francófono e pela primeira vez a cores, Tintin teve um percurso singular que, se era normal e até inovador na época, hoje - naturalmente... - seria considerado um atentado à obra original de Hergé. O que não invalida que esses factos sejam verdadeiros, façam parte da tal História do "repórter que nunca escreveu uma linha" e mereçam ser conhecidos.

Pedro Cleto, 21/08/2024

- Em "Le Petit Vingtième", Hergé coloriu (durante a impressão) cerca de sessenta páginas de "A Ilha Negra" com tinta vermelha e verde, utilizando cores chapadas e meios-tons. Fê-lo sem alterar o desenho original, que foi a única versão reproduzida no álbum Casterman.

- Por outro lado, após a guerra, surgiram milhões de tiras cómicas nos jornais de todo o mundo, com o estilo dos álbuns "clássicos", mas... sem as cores!

- De 1935 a 1949, a revista "O Papagaio", fornecida directamente por Hergé, publicou em Portugal nove títulos a cores. As cores eram terrivelmente berrantes. Hergé permitiu que acontecesse.

- Durante a guerra, a Cœurs Vaillants coloriu grosseiramente as tiras a preto e branco do "Le Soir", remontando-as página a página. Hergé não reagiu.

Sem dúvida que houve outros exemplos deste tipo de coloração, mas o grande interesse dos presentes em "Cœurs Vaillants" e "O Papagaio" reside no facto de termos a opinião de Hergé sobre estes flagrantes abusos. E não era contra eles, muito pelo contrário! De facto, ao seu editor e amigo Charles Lesne, que mencionou a colorização de "Bravehearts" e esperava uma reacção muito negativa de Hergé (carta de 27 de Agosto de 1944), Hergé respondeu: "Eu tinha conhecimento disso... Eu também sabia, sem ter visto, que esta reprodução estava a ser feita a cores..." (...). "Portanto, creio que não devemos encarar isto como uma tragédia. Pelo contrário, alegremo-nos por Tintim ter continuado a ser publicado lá (...)." "A situação é ainda pior em Portugal, onde os meus desenhos são indescritivelmente mutilados e coloridos como que por uma criança daltónica de três anos..." E, finalmente: "Consolo-me com a publicidade que isso nos gera. É melhor ser conhecido por más reproduções do que não ser conhecido de todo!" E, para cúmulo, numa data que não consegui encontrar, após a guerra, Hergé aceitou colorir dois dos seus álbuns a preto e branco a pedido da revista Tintin France.

O exposto acima não resolve a questão de saber se todas estas colorizações foram uma boa ideia. Há argumentos para ambos os lados. Mas ninguém tem permissão para invocar Hergé para rejeitar, em seu nome, a colorização de 'Os Soviéticos'. Aqueles que julgam poder falar em nome de Hergé em total ignorância deveriam copiar cem vezes: "Prometo nunca mais falar em nome de Hergé sem antes consultar a sua opinião." * Reexaminemos, pois, nesta perspectiva, os supostos sentimentos de Hergé ao saber — por terceiros — da colorização feita por Michel Bareau. É inegavelmente de alta qualidade. O álbum está a ser oferecido aos fãs pela sua ex-colorista, pela sua mulher e pela sua única herdeira. Depositou nela total confiança para gerir o seu património. Estes senhores, que falam em nome de Hergé sem nunca o terem conhecido, julgam obviamente saber mais sobre os seus gostos e sentimentos do que a mulher que esteve ao seu lado durante quase trinta anos.

Pode-se não apreciar certas iniciativas de Moulinsart ou Casterman (mesmo que se possa questionar o porquê). Mas acusar Fanny — como li — de pensar apenas em "encher os próprios bolsos" é de uma rudeza sem tamanho. Lembremo-nos da sua decisão (criticada na altura!) de não permitir que as aventuras de Tintim continuassem. Milhões de álbuns poderiam ter sido vendidos. Reconheçamos o seu trabalho intenso e contínuo, e também o de Nick, o seu marido, na perpetuação da fama de Hergé. Agradeçamos à Fanny, que dedicou somas consideráveis ​​para homenagear Hergé num esplêndido museu! Tudo isto não tinha certamente a intenção de "encher os próprios bolsos". E escrever algo tão frio num jornal ou na internet parece-me terrivelmente estúpido, particularmente injusto e malicioso.

Etienne POLLET

 Dans le "Petit Vingtième", Hergé a colorisé (à l'impression) une soixantaine de planches de "L'Île Noire" avec de l'encre rouge et verte, en à-plats et demi-tons. Sans rien changer à son trait d'origine qui sera seul repris dans l'album de Casterman.

- À l'inverse, après guerre, des millions de strips paraissent dans la presse du monde entier, avec le trait des albums 'classiques' mais… sans leurs couleurs !

- De 1935 à 1949, la revue "O Papagaio", alimentée en direct par Hergé, publie 9 titres coloriés sur place, au Portugal. Les teintes sont épouvantablement criardes. Hergé laisse faire.

- Pendant la guerre, Cœurs Vaillants colorise sommairement les strips en noir et blanc du "Soir", remontés par pages. Hergé ne réagit pas.

Sans doute y eut-il d'autres exemples de tels coloriages mais le grand intérêt de ceux de "Cœurs Vaillants" et de "O Papagaio" c'est que l'on dispose de l'avis d'Hergé sur ces abus manifestes. Et il n'était pas contre, au contraire ! En effet, à son éditeur et ami Charles Lesne, qui lui parle du coloriage de "Cœurs Vaillants" et s'attend à une réaction très négative d'Hergé (lettre du 27 août 1944). Ce dernier répond : "J'étais au courant… Je savais également, sans l'avoir vu cependant que cette reproduction se faisait en couleurs…" (…). "Je crois donc qu'il ne faut pas prendre cela au tragique. Réjouissons-nous au contraire que Tintin ait continué à paraître là-bas (…)". "Le même cas se présente d'ailleurs en beaucoup plus grave au Portugal où mes dessins sont massacrés de manière indescriptible et coloriés comme s'ils l'étaient par un enfant de trois ans affligé de daltonisme…" Et en finale : "Je me console en pensant à la publicité que cela constitue pour nous. Il vaut mieux être connu par de mauvaises reproductions que pas connu du tout ! ". Et pour couronner le tout, à une date que je n'ai pas retrouvée, après guerre, Hergé a accepté de coloriser deux de ses albums en noir et blanc, à la demande du journal Tintin France.

Ce qui précède ne règle en rien le fait de savoir si toutes ces colorisations étaient une bonne idée. Il y a des arguments dans les deux sens. Mais il n'est permis à personne de prendre Hergé à témoin pour rejeter, en son nom, la colorisation des 'Soviets'. Ceux qui croient pouvoir parler au nom d'Hergé en totale ignorance, copieront cent fois "Je promet de ne plus parler au nom d'Hergé sans lui demander son avis."


segunda-feira, 14 de abril de 2025

Dr. Kartoon


O novo tote bag da @livrariadrkartoon com ilustração da autoria de Joana Afonso


Imagens antigas relacionadas com a loja:


José Carlos Fernandes


Juan Cavia

www.drkartoon.com: Nasceu a 8 de Maio de 2000, com mais de 7000 títulos disponíveis e 4000 capas. Conta com leitores de Inglaterra, França, Bélgica, Macau, Brasil, Luxemburgo... e é claro, de todo o Portugal! Funciona em paralelo com a livraria, não é uma amazon pois só tem uma pessoa para toda a gestão: a patroa, que se esforça imenso!

Artigos não disponíveis na Dr. Kartoon: Senhas de autocarro, fotocópias, a Bola, livros escolares, canetas, selos fiscais, a versão picante do Tintin e outros!

https://arquivo.pt/wayback/20030806065624/http://www.eol.com.pt/Noticias.php?Flag=SE

A Livraria Dr. Kartoon abriu as portas em Março de 1998, por iniciativa de Fanny Denayer, uma belga que veio para Coimbra estudar no programa ERASMUS e por cá ficou. Em Outubro de 2006, quando a Fanny decidiu voltar à sua Bélgica Natal, contactou alguns clientes que estivessem disponíveis para não deixar morrer esse projecto único na cidade de Coimbra e foi assim que quatro antigos clientes, Fernando Ferreira, João Miguel Lameiras, João Ramalho Santos e Miguel Reis, se juntaram e criaram a empresa Andróides Lda., que gere esta segunda vida da Livraria Dr. Kartoon.

loja

Criada em Março de 1998 por Fanny Denayer, uma belga radicada à época em Coimbra, e desde Dezembro de 2006 sob a gerência da empresa Andróides, Lda. a Livraria Dr. Kartoon é uma das raras livrarias especializadas em banda desenhada de Portugal e a única da região centro e da cidade de Coimbra, onde esta sediada. 

https://www.nau.edu.pt/pt/parceiros/livraria-dr-kartoon/